Questões de Concurso Sobre crase em português

Foram encontradas 8.546 questões

Q4344688 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.





Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida pública. 266 crônicas datadas. Porto Alegre: L&PM, 1995. 

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 02, 17 e 40. 
Alternativas
Q4343164 Português
O dicionário

Era uma vez um tanoeiro, demagogo, chamado Bernardino, o qual em cosmografia professava a opinião de que este mundo é um imenso tonel de marmelada, e em política pedia o trono para a multidão. Com o fim de a pôr ali, pegou de um pau, concitou os ânimos e deitou abaixo o rei; mas, entrando no paço, vencedor e aclamado, viu que o trono só dava para uma pessoa, e cortou a dificuldade sentando-se em cima.
– Em mim – bradou ele –, podeis ver a multidão coroada. Eu sou vós, vós sois eu.
O primeiro ato do novo rei foi abolir a tanoaria, indenizando os tanoeiros, prestes a derrubá-lo, com o título de Magníficos. O segundo foi declarar que, para maior lustre da pessoa e do cargo, passava a chamar-se, em vez de Bernardino, Bernardão. Particularmente encomendou uma genealogia a um grande doutor dessas matérias, que em pouco mais de uma hora o entroncou a um tal ou qual general romano do século IV, Bernardus Tanoarius; – nome que deu lugar à controvérsia, que ainda dura, querendo uns que o rei Bernardão tivesse sido tanoeiro, e outros, que isto não passe de uma confusão deplorável com o nome do fundador da família. Já vimos que esta segunda opinião é a única verdadeira.
Como era calvo desde verdes anos, decretou Bernardão que todos os seus súbditos fossem igualmente calvos, ou por natureza ou por navalha, e fundou esse ato em uma razão de ordem política, a saber, que a unidade moral do Estado pedia a conformidade exterior das cabeças. Outro ato em que revelou igual sabedoria foi o que ordenou que todos os sapatos do pé esquerdo tivessem um pequeno talho no lugar correspondente ao dedo mínimo, dando assim aos seus súditos o ensejo de se parecerem com ele, que padecia de um calo. O uso dos óculos em todo o reino não se explica de outro modo, senão por uma oftalmia que afligiu a Bernardão, logo no segundo ano do reinado. A doença levou-lhe um olho, e foi aqui que se revelou a vocação poética de Bernardão, porque, tendo-lhe dito um dos seus dois ministros, chamado Alfa, que a perda de um olho o fazia igual a Aníbal – comparação que o lisonjeou muito –, o segundo ministro, Ômega, deu um passo adiante, e achou-o superior a Homero, que perdera ambos os olhos. Esta cortesia foi uma revelação; e como isto prende com o casamento, vamos ao casamento.
Tratava-se, em verdade, de assegurar a dinastia dos Tanoarius. Não faltavam noivas ao novo rei, mas nenhuma lhe agradou tanto como a moça Estrelada, bela, rica e ilustre. Esta senhora, que cultivava a música e a poesia, era requestada por alguns cavalheiros, e mostrava-se fiel à dinastia decaída. Bernardão ofereceu-lhe as coisas mais suntuosas e raras, e, por outro lado, a família bradava-lhe que uma coroa na cabeça valia mais que uma saudade no coração; que não fizesse a desgraça dos seus, quando o ilustre Bernardão lhes acenava com o principado; que os tronos não andavam a rodo, e mais isto, e mais aquilo. Estrelada, porém, resistia à sedução.
Não resistiu muito tempo, mas também não cedeu tudo. Como entre os seus candidatos preferia secretamente um poeta, declarou que estava pronta a casar, mas seria com quem lhe fizesse o melhor madrigal, em concurso. Bernardão aceitou a cláusula, louco de amor e confiado em si: tinha mais um olho que Homero, e fizera a unidade dos pés e das cabeças.
Concorreram ao certame, que foi anônimo e secreto, vinte pessoas. Um dos madrigais foi julgado superior aos outros todos; era justamente o do poeta amado. Bernardão anulou por um decreto o concurso, e mandou abrir outro; mas então, por uma inspiração de insigne maquiavelismo, ordenou que não se empregassem palavras que tivessem menos de trezentos anos de idade. Nenhum dos concorrentes estudara os clássicos: era o meio provável de os vencer.
Não venceu ainda assim porque o poeta amado leu à pressa o que pôde, e o seu madrigal foi outra vez o melhor. Bernardão anulou esse segundo concurso; e, vendo que no madrigal vencedor as locuções antigas davam singular graça aos versos, decretou que só se empregassem as modernas e particularmente as da moda. Terceiro concurso, e terceira vitória do poeta amado.
Bernardão, furioso, abriu-se com os dois ministros, pedindo-lhes um remédio pronto e enérgico, porque, se não ganhasse a mão de Estrelada, mandaria cortar trezentas mil cabeças. Os dois, tendo consultado algum tempo, voltaram com este alvitre:
– Nós, Alfa e Ômega, estamos designados pelos nossos nomes para as cousas que respeitam à linguagem. A nossa ideia é que Vossa Sublimidade mande recolher todos os dicionários e nos encarregue de compor um vocabulário novo, que lhe dará a vitória.
Bernardão assim fez, e os dois meteram-se em casa durante três meses, findos os quais depositaram nas augustas mãos a obra acabada, um livro a que chamaram Dicionário de Babel, porque era realmente a confusão das letras. Nenhuma locução se parecia com a do idioma falado; as consoantes trepavam nas consoantes, as vogais diluíam-se nas vogais, palavras de duas sílabas tinham agora sete e oito, e vice-versa, tudo trocado, misturado, nenhuma energia, nenhuma graça, uma língua de cacos e trapos.
– Obrigue Vossa Sublimidade esta língua por um decreto, e está tudo feito.
Bernardão concedeu um abraço e uma pensão a ambos, decretou o vocabulário, e declarou que ia fazer-se o concurso definitivo para obter a mão da bela Estrelada. A confusão passou do dicionário aos espíritos; toda a gente andava atônita. Os farsolas cumprimentavam-se na rua pelas novas locuções: diziam, por exemplo, em vez de: Bom dia, como passou? – Pflerrgpxx, rouph, aa? A própria dama, temendo que o poeta amado perdesse afinal a campanha, propôs-lhe que fugissem; ele, porém, respondeu que ia ver primeiro se podia fazer alguma coisa. Deram noventa dias para o novo concurso e recolheram-se vinte madrigais. O melhor deles, apesar da língua bárbara, foi o do poeta amado. Bernardão, alucinado, mandou cortar as mãos aos dois ministros e foi a única vingança. Estrelada era tão admiravelmente bela, que ele não se atreveu a magoá-la, e cedeu.
Desgostoso, encerrou-se oito dias na biblioteca, lendo, passeando ou meditando. Parece que a última coisa que leu foi uma sátira do poeta Garção, e especialmente estes versos, que pareciam feitos de encomenda:
O raro Apeles,
Rubens e Rafael, inimitáveis
Não se fizeram pela cor das tintas;
A mistura elegante os fez eternos.

(ASSIS, Machado de. Páginas Recolhidas. Rio de Janeiro: Garnier, 1899. Adaptado.)
Considerando as estruturas linguísticas, os mecanismos de coesão e as normas gramaticais padrão da língua portuguesa aplicadas ao texto “O dicionário”, quanto às regras de concordância, regência e emprego do acento grave indicativo de crase, analise as afirmativas a seguir.
I. No segmento “[...] uma oftalmia que afligiu a Bernardão, [...]” (4º§), a inserção da preposição “a” indica que o verbo “afligir” rege complemento do tipo objeto indireto. II. No trecho “Não faltavam noivas ao novo rei, [...]” (5º§), a concordância verbal realiza-se de forma regular com o substantivo “noivas”, que exerce a função sintática de sujeito. III. Na expressão “[...] o poeta amado leu à pressa o que pôde, [...]” (8º§), o emprego do acento grave justifica-se pela mesma regra que determina o seu uso em locuções adverbiais de base feminina. IV. Na oração “[...] toda a gente andava atônita.” (13º§), o vocábulo “atônita” funciona como predicativo, e sua concordância nominal atende estritamente ao gênero gramatical do núcleo do sujeito “gente”. V. Na estrutura “[...] mostrava-se fiel à dinastia decaída.” (5º§), a ocorrência da crase é determinada pela regência do termo regente “fiel”, que demanda a preposição “a”, fundida ao artigo definido feminino exigido pelo termo regido “dinastia”.
Diante da análise gramatical dos itens, está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Quadrix Órgão: FMJ Prova: Quadrix - 2026 - FMJ - Enfermeiro |
Q4342018 Português
Texto para a questão.


   A história da enfermagem está sendo pesquisada continuamente e tem se concentrado, sobretudo, em eventos e processos importantes relacionados à profissionalização e pouco à práxis de enfermagem. No entanto, a teorização que sustenta a práxis e teve início com a divulgação do Livro de Florence Nightingale, “Notes on Nursing”, como marco histórico, foi desenvolvida em torno de conceitos complexos, transversais e tangenciais como o cuidado e o cuidar, que foram expressos, experienciados e comunicados de diferentes maneiras ao longo do tempo.

  Por muitas décadas, o cuidado de enfermagem foi associado às práticas religiosas de caridade, amor ao próximo e doação. Porém, com a evolução da Enfermagem enquanto ciência, novas concepções sobre o cuidar em enfermagem foram desvendadas e trabalhadas sob múltiplos olhares e interfaces com as dimensões física, social, cultural, técnica, espiritual, econômica e emocional. Esses avanços têm resultado no aperfeiçoamento dos saberes e práxis em enfermagem. Desde Nightingale, o cuidar em enfermagem pediátrica vem sendo flexibilizado e individualizado em função das necessidades de cada criança e família. Assim, o ato de cuidar deve ser compreendido como um processo relacional que gera grande envolvimento emocional.

 Muitas vezes, na prática de enfermagem, é preciso garantir suporte emocional, tranquilidade, delicadeza, amabilidade, simpatia, bom humor e paciência. Nesse contexto, cabe ao enfermeiro atuar na perspectiva das emoções, pois a emocionalidade intensa e o sofrimento são inerentes ao processo saúde‑doença, assim como tal perspectiva é requerida na experiência de cuidar. Desse modo, o cuidado emocional em pediatria ocorre quando há intencionalidade terapêutica na dádiva de afeto no cuidar e na gestão das emoções dos clientes, promovendo um ambiente seguro e afetuoso, bem como estabilidade na relação terapêutica. Esta só é possível quando se está emocionalmente disponível para cuidar.

  Diante dessas ponderações, uma reflexão sobre a evolução do cuidar em enfermagem pediátrica sob a perspectiva das emoções, desde as concepções pioneiras de Florence Nightingale até a atualidade, se faz necessária para melhor compreensão da ligação entre o cuidar e a dimensão emocional em enfermagem, visando às melhores práticas na atenção à saúde das crianças e de suas famílias.


Internet: <scielo.br> (com adaptações).
A respeito da regência verbal e nominal e do uso da crase, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4341883 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE


Q1_5.png (447×607)
Q1_5_.png (442×346)

Adaptado de: PAULA, Eduardo Loula Novais de. Reforma Administrativa: novos princípios da Administração Pública. Revista do TCU, n. 146, 2020, p. 45-46. Disponível em: <https://revista.tcu.gov.br/ojs/index.php/RTCU/issue/view/91>. Acesso em: 07 jul. 2026.
Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas das linhas 14, 15, 26 e 43, nesta ordem. 
Alternativas
Q4341841 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No trecho "Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde", o emprego do acento indicativo de crase em "à saúde" justifica-se porque:
Alternativas
Q4341082 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial 


Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
Analise as frases a seguir, formuladas a partir de situações hipotéticas relacionadas ao texto, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

I.Stuart Manley ficou face a face com um comprador de livros.
II.Representantes de empresas de IA foram à bibliotecas e sebos em busca de acervos raros para treinar seus modelos de linguagem.
III.O documentário estreiou às 20h em um canal de streaming.
IV.Entreguei os livros as empresas que fizeram os pedidos, sem saber exatamente qual seria o destino final deles.

Assinale a alternativa que apresenta os itens CORRETOS quanto à norma-padrão.
Alternativas
Q4339595 Português
Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial


Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
Analise as frases a seguir, formuladas a partir de situações hipotéticas relacionadas ao texto, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

I.Stuart Manley ficou face a face com um comprador de livros.
II.Representantes de empresas de IA foram à bibliotecas e sebos em busca de acervos raros para treinar seus modelos de linguagem.
III.O documentário estreiou às 20h em um canal de streaming.
IV.Entreguei os livros as empresas que fizeram os pedidos, sem saber exatamente qual seria o destino final deles.

Assinale a alternativa que apresenta os itens CORRETOS quanto à norma-padrão.
Alternativas
Q4338956 Português

Esclerose múltipla deixa pistas no sangue muito antes dos sintomas


A esclerose múltipla costuma ser diagnosticada apenas quando os sintomas já se tornaram evidentes. No entanto, a ciência está se aproximando de um cenário diferente: identificar sinais da doença anos antes da primeira crise clínica.


A condição neurológica, que afeta principalmente mulheres entre 20 e 40 anos, provoca um ataque do próprio sistema imunológico contra a bainha de mielina —estrutura que reveste os neurônios e garante a rápida transmissão dos impulsos nervosos. Quando esse processo começa, o cérebro pode acumular danos por muito tempo antes que surjam sintomas perceptíveis.


É justamente essa fase inicial que pesquisadores tentam desvendar. Um estudo publicado na revista Nature Medicine identificou biomarcadores sanguíneos capazes de sinalizar a presença da esclerose múltipla até sete anos antes dos primeiros sintomas.


A descoberta foi feita após a análise de mais de 5.000 proteínas em amostras de sangue de 134 militares norte americanos acompanhados durante mais de uma década. Todos desenvolveram esclerose A descoberta foi feita após a análise de mais de 5.000 proteínas em amostras de sangue de 134 militares norte-americanos acompanhados durante mais de uma década.


Os pesquisadores identificaram um conjunto de 21 biomarcadores que, avaliados em conjunto, podem ajudar a antecipar o reconhecimento da doença e monitorar sua evolução. Entre eles, a glicoproteína oligodendrócita da mielina (MOG) chamou atenção por surgir até sete anos antes dos sintomas. Sua presença indica os primeiros sinais de dano à mielina, alvo principal da doença.


Pouco depois, ocorre um aumento da proteína IL-3, associada ao recrutamento de células de defesa que passam a atacar estruturas do sistema nervoso central. Em seguida, surge a elevação da cadeia leve de neurofilamento (NfL), marcador que indica lesão direta dos neurônios.


Os achados reforçam uma ideia que os neurologistas observam há anos: a esclerose múltipla começa muito antes do primeiro surto. Enquanto o paciente ainda não apresenta alterações neurológicas evidentes, processos inflamatórios já podem estar em andamento.


Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas convivem durante anos com sintomas aparentemente inespecíficos, como fadiga persistente, dificuldade de concentração, alterações de humor, ansiedade ou irritabilidade, sem imaginar que essas manifestações possam estar relacionadas à doença.


O avanço também pode preencher uma lacuna importante da prática clínica. Hoje, a progressão da esclerose múltipla é monitorada principalmente por sintomas e exames de imagem. O problema é que a ressonância magnética nem sempre consegue mostrar toda a atividade inflamatória que ocorre dentro das lesões cerebrais.


Nesse contexto, biomarcadores sanguíneos poderiam funcionar como uma espécie de termômetro biológico, permitindo identificar inflamações em atividade, avaliar o risco de progressão e verificar se os tratamentos estão controlando adequadamente a doença.


Os especialistas ressaltam, porém, que esses marcadores não devem ser interpretados isoladamente. Algumas dessas proteínas também se alteram em outras doenças neurológicas, o que torna indispensável a associação com avaliação clínica, exames de imagem e outros testes laboratoriais.


A expectativa é que, no futuro, a combinação desses biomarcadores com ferramentas de inteligência artificial permita um acompanhamento mais personalizado. O objetivo seria identificar precocemente pacientes com maior risco de sequelas e iniciar intervenções antes que danos irreversíveis ocorram.


 Extraído de: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/06/16/esclerose-multipla-pode-ser-detectada-anos-antes-dos-sintomas.ghtm

No trecho do texto: "...associada ao recrutamento de células de defesa...", verifica-se a presença da combinação da preposição "a" com o artigo masculino "o", em virtude da regência do nome "associada". Caso o termo masculino "recrutamento" fosse substituído pela palavra feminina "busca", a construção correta com o emprego ou não da crase seria: 
Alternativas
Q4338612 Português
A vida urbana em Alagoas, após a Segunda Guerra Mundial, passaria a ser afetada por um novo meio de transporte, o rodoviário, meio este que acarretou profundas alterações, reforçando a posição hierárquica de alguns centros, reduzindo a de outros. Se, de um lado, facilitou a ampliação das relações urbanas, de outro, permitiu o entrosamento melhor da rede alagoana à nordestina comandada por Recife, reforçou as ligações da rede regional com Salvador e estabeleceu contatos diretos com os grandes centros do Sudeste, Rio de Janeiro e São Paulo.

Roberto Lobado Corrêa. A vida urbana em Alagoas: a importância dos meios de transporte na sua evolução. In: Revista Geografia, Espaço e Memória, n.º 10, São Paulo: Terra Livre/AGB, jan.-jul./1992, p. 109. 

Considerando as estruturas linguísticas e os sentidos do fragmento de texto precedente, julgue o item a seguir. 


Na oração "reduzindo a de outros", a supressão do termo "a" não prejudicaria nem a correção gramatical nem a coerência textual.

Alternativas
Q4338608 Português
        A província sofreria as influências que o trem levou para as demais regiões onde apareceu: facilitaria o conhecimento da corte e do mundo, a discussão de temas políticos, sociais, científicos e culturais. A leitura de jornais passaria a ser um hábito obrigatório nas viagens. Maceió aumentará os seus serviços públicos, suas diversões, atraindo a gente do interior, os fazendeiros. Os homens de negócio passarão a viajar com mais frequência às cidades servidas pelos trens e aos locais vizinhos. As revistas ilustradas completarão uma cultura orientada pelas ideias progressistas. Surgirá um tipo de crônica falada pelos passageiros, pelo pessoal dos trens e pela alegria irreverente de alguns elementos jocosos, que levariam para a ponta dos trilhos o sal de suas anedotas.

Douglas Apratto Tenório. Capitalismo e ferrovias no Brasil. Curitiba: HD Livros, 1996, p. 106.

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item seguinte.


Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o trecho "atraindo a gente do interior, os fazendeiros" (terceiro período) poderia ser reescrito da seguinte forma: atraindo à gente do interior e aos fazendeiros.

Alternativas
Q4338605 Português
        A província sofreria as influências que o trem levou para as demais regiões onde apareceu: facilitaria o conhecimento da corte e do mundo, a discussão de temas políticos, sociais, científicos e culturais. A leitura de jornais passaria a ser um hábito obrigatório nas viagens. Maceió aumentará os seus serviços públicos, suas diversões, atraindo a gente do interior, os fazendeiros. Os homens de negócio passarão a viajar com mais frequência às cidades servidas pelos trens e aos locais vizinhos. As revistas ilustradas completarão uma cultura orientada pelas ideias progressistas. Surgirá um tipo de crônica falada pelos passageiros, pelo pessoal dos trens e pela alegria irreverente de alguns elementos jocosos, que levariam para a ponta dos trilhos o sal de suas anedotas.

Douglas Apratto Tenório. Capitalismo e ferrovias no Brasil. Curitiba: HD Livros, 1996, p. 106.

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item seguinte.


Em "as influências que o trem levou para as demais regiões", o segmento "para as" poderia ser substituído por às, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto.

Alternativas
Q4337963 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial 


Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
Analise as frases a seguir, formuladas a partir de situações hipotéticas relacionadas ao texto, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

I.Stuart Manley ficou face a face com um comprador de livros.
II.Representantes de empresas de IA foram à bibliotecas e sebos em busca de acervos raros para treinar seus modelos de linguagem.
III.O documentário estreiou às 20h em um canal de streaming.
IV.Entreguei os livros as empresas que fizeram os pedidos, sem saber exatamente qual seria o destino final deles.

Assinale a alternativa que apresenta os itens CORRETOS quanto à norma-padrão.
Alternativas
Q4337748 Português
Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial


Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
Analise as frases a seguir, formuladas a partir de situações hipotéticas relacionadas ao texto, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

I.Stuart Manley ficou face a face com um comprador de livros.
II.Representantes de empresas de IA foram à bibliotecas e sebos em busca de acervos raros para treinar seus modelos de linguagem.
III.O documentário estreiou às 20h em um canal de streaming.
IV.Entreguei os livros as empresas que fizeram os pedidos, sem saber exatamente qual seria o destino final deles.

Assinale a alternativa que apresenta os itens CORRETOS quanto à norma-padrão.
Alternativas
Q4337278 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial 


Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
Analise as frases a seguir, formuladas a partir de situações hipotéticas relacionadas ao texto, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

I.Stuart Manley ficou face a face com um comprador de livros.
II.Representantes de empresas de IA foram à bibliotecas e sebos em busca de acervos raros para treinar seus modelos de linguagem.
III.O documentário estreiou às 20h em um canal de streaming.
IV.Entreguei os livros as empresas que fizeram os pedidos, sem saber exatamente qual seria o destino final deles.

Assinale a alternativa que apresenta os itens CORRETOS quanto à norma-padrão.
Alternativas
Q4337072 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial 


Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
Analise as frases a seguir, formuladas a partir de situações hipotéticas relacionadas ao texto, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

I.Stuart Manley ficou face a face com um comprador de livros.
II.Representantes de empresas de IA foram à bibliotecas e sebos em busca de acervos raros para treinar seus modelos de linguagem.
III.O documentário estreiou às 20h em um canal de streaming.
IV.Entreguei os livros as empresas que fizeram os pedidos, sem saber exatamente qual seria o destino final deles. 

Assinale a alternativa que apresenta os itens CORRETOS quanto à norma-padrão.
Alternativas
Q4336908 Português
Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial



Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
Analise as frases a seguir, formuladas a partir de situações hipotéticas relacionadas ao texto, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

I.Stuart Manley ficou face a face com um comprador de livros.
II.Representantes de empresas de IA foram à bibliotecas e sebos em busca de acervos raros para treinar seus modelos de linguagem.
III.O documentário estreiou às 20h em um canal de streaming.
IV.Entreguei os livros as empresas que fizeram os pedidos, sem saber exatamente qual seria o destino final deles.


Assinale a alternativa que apresenta os itens CORRETOS quanto à norma-padrão.
Alternativas
Q4336426 Português

Ao longo das comemorações de aniversário do município de Abaré, no sertão baiano, a população foi convulsa em festa. As solenidades oficiais deram início ___ programação festiva, que contou com alvorada, missa em ação de graças e shows em praça pública. A prefeitura dedicou homenagens ___ personalidades locais que contribuem para o desenvolvimento da cidade e reafirmou seu compromisso de prestar serviços de qualidade ___ toda a comunidade abareense, estendendo as comemorações ___ diversas regiões do interior do município.


Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do texto quanto ao emprego ou não do sinal indicativo de crase: 

Alternativas
Q4336019 Português
Assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está CORRETO.
Alternativas
Q4335865 Português
Assinale a alternativa cuja lacuna pode ser preenchida por qualquer uma das formas apresentadas entre parênteses, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4334822 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Texto II



Como escrita à mão beneficia o cérebro e ganha nova chance em escolas



    A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva.

    Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.

    A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA.

    Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.

    A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que "mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem".

    Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos.

    Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.

    Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes.

    Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.

    Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano pode melhorar as habilidades de leitura.

    A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.

    Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores.

    "Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos", explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretora-executiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. "Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente."

    Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas.

    Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças.

    "Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos", diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).

    A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. [...]

    O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.

    Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos.

    Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras.

    "É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia", opina a especialista Voltz-Poremba.



Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88n5klj0peo. Texto adaptado. Excerto. Acesso em 03/06/2026

“A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que 'mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com a digitação, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem'” (5º parágrafo). Se o trecho em destaque fosse substituído por “em comparação à digitação”, o emprego do acento grave indicador de crase, na reescrita, seria:  
Alternativas
Respostas
1: B
2: D
3: B
4: B
5: A
6: B
7: B
8: B
9: E
10: E
11: C
12: C
13: A
14: D
15: B
16: C
17: C
18: B
19: D
20: B