Questões de Concurso
Sobre crase em português
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As lacunas do texto são completadas, correta e respectivamente, por:
"À medida que os processos administrativos se tornam mais complexos, cresce também a necessidade de decisões fundamentadas em informações confiáveis e tecnicamente consistentes."
Sobre os aspectos linguísticos do período, analise as afirmativas.
I. A expressão "À medida que" introduz uma oração subordinada adverbial proporcional.
II. O emprego do acento indicativo de crase em "À medida que" é obrigatório.
III. A substituição de "cresce" por "aumentam" preservaria a correção gramatical do período.
IV. O sujeito da forma verbal "cresce" é "a necessidade de decisões fundamentadas em informações confiáveis e tecnicamente consistentes".
Assinale a alternativa correta.
O servidor compareceu ____ reunião convocada pela direção e apresentou os documentos solicitados ____ autoridade responsável pela análise do processo.
Considerando as regras de regência e do emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
A diretora técnica do Pacto fez referência ______ edíções passadas do relatório e conclamou as organrzações _______ apoiarem o combate _______ desígualdades estruturais.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
... por não ter sido considerada apta a se beneficiar do sistema de cotas... (1o parágrafo)
... parâmetros objetivos capazes de definir... (3o parágrafo)
... o Estado que afirma confiar na palavra... (2o parágrafo)
Assinale a alternativa em que as expressões destacadas estão expressas por seus respectivos antônimos e de acordo com a norma-padrão de regência.
Leia a tira de Dik Browne a seguir para responder à questão:

(Disponível em: https://www.instagram.com/hagar_ohorrivel/)
Leia a tira de Dik Browne a seguir para responder à questão:

(Disponível em: https://www.instagram.com/hagar_ohorrivel/)

Insônia infeliz e feliz
Clarice Lispector

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga.
Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se.
Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo.
As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
Fonte:https://www.revistaprosaversoearte.com/content/uploads/2017 /01/2fb34981563848b2.jpg.Acesso em 14/07/2026.
"Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga." (Clarice Lispector)
( ) No trecho "às duas da noite", o acento grave indica a fusão da preposição a com o artigo definido feminino plural as.
( ) O emprego da crase em "às duas da noite" é obrigatório, pois a expressão indica um horário determinado.
( ) No trecho "igual a quem", ocorre crase antes do pronome “quem”.
( ) Se o trecho fosse reescrito como "telefonar a duas pessoas", o emprego da crase permaneceria obrigatório.
( ) O acento grave em "às duas da noite" é facultativo, pois indica apenas uma expressão de tempo, podendo ser omitido sem prejuízo à norma-padrão.
Após análise, conclui-se que a sequência correta é:
Leia o texto a seguir e responda a questão
Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?
Qualidade da interação e dos conteúdos acessados precisa estar no centro do debate sobre saúde mental entre crianças e adolescentes
Por Luiz Zoldan*
Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais.
Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação.
Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia.
Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo.
O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.
O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade.
Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao mal estar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.
Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.
Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico.
O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.
Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.
Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes.
Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.
A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.
*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental
Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-do tempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/.
TOWBAR. Disponível em <https://www.towbar.com.br/saldao/saldao-atencao-proibido-a-permanencia-de-pessoas-estranhas-naportaria>
Em relação à expressão "proibida a permanência", empregada na placa acima, é correto afirmar que ela apresenta concordância:

"Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga." (Clarice Lispector)
( ) No trecho "às duas da noite", o acento grave indica a fusão da preposição a com o artigo definido feminino plural as.
( ) O emprego da crase em "às duas da noite" é obrigatório, pois a expressão indica um horário determinado.
( ) No trecho "igual a quem", ocorre crase antes do pronome “quem”.
( ) Se o trecho fosse reescrito como "telefonar a duas pessoas", o emprego da crase permaneceria obrigatório.
( ) O acento grave em "às duas da noite" é facultativo, pois indica apenas uma expressão de tempo, podendo ser omitido sem prejuízo à norma-padrão.
Após análise, conclui-se que a sequência correta é: