Questões de Concurso
Sobre crase em português
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 04

Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho/104097981414/tirinha-original. Acesso em: 22 fev. 2024.
I. O advérbio “sempre” constitui um operador argumentativo na fala do personagem no segundo quadro.
II. As expressões “Às vezes bem... Às vezes mal...” acrescentam conteúdo semântico ao verbo “comporto” usado na fala do segundo quadro.
III. Os termos “sempre” e “às vezes”, usados no terceiro quadro, expressam circunstâncias de tempo.
IV. Os termos “bem” e “mal” usados no terceiro quadro se relacionam ao verbo “comporto”, presente no segundo quadro.
V. O uso do sinal indicativo de crase no termo “Às vezes” é facultativo por se tratar de uma expressão adverbial feminina.
Estão CORRETAS as alternativas
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase:
TEXTO I
Pais e filhos: tão perto, tão longe
A sociedade contemporânea se assenta, segundo vários pensadores das ciências humanas, por uma polaridade: de um lado o excesso, de outro a falta. No entanto, há muitos anos a psicanálise nos ensina: todo excesso esconde uma falta.
Vivemos um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos que atingem indistintamente crianças, adolescentes e adultos. Vivemos ocupados, com agendas cheias de cursos, reuniões, compromissos e atividades extracurriculares. Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo.
Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, no qual às vezes damos conta das demandas que nos são impostas por nós mesmos ou pelo outro, e outras vezes não, tem uma única consequência a todos: a exaustão.
Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo, para de certa forma termos (ainda que na nossa fantasia) uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia. E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.
Educar filhos, formá-los, é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação, e o fato é que, embora na teoria estejamos todos comprometidos com isso, na prática nem sempre estamos dispostos. Terceirizamos essas tarefas para professores, psicólogos, avós e babás. E, quando não temos essas pessoas à disposição, silenciamos as crianças dando-lhes a possibilidade de passar horas diante de alguma telinha: se antes era a televisão, hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão. Não queremos ser perturbados no nosso mundo, no nosso silêncio e, sem percebermos, vamos criando abismos nas nossas relações.
(Valdeli Vieira Pais e filhos: tão perto, tão longe (adaptado) REVISTA E: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13291_PAISEFILHOS.)
A crase tem vinculações diretas com a regência dos nomes e dos verbos e, por isso, desempenha um importante papel na estruturação sintático-semântica dos enunciados.
Analise o uso da crase nos períodos indicados a seguir.
I. À noite, todos devem ficar mais atentos.
II. Garantimos à Vossa Senhoria que cumpriremos as cláusulas contratuais.
III. Enviaremos à Vossa Excelência os comprovantes relativos à aquisição das referidas ações.
IV. O prazo para encaminharmos os documentos é até às 20 horas.
V. Não serão aceitos documentos após às 20 horas.
Quais estão corretas?
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão a que a ele se refere.

Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho/104097981414/tirinha-original. Acesso em: 22 fev. 2024.
Analise as afirmativas, tendo a estrutura das falas presentes no texto 04.
I. O advérbio “sempre” constitui um operador argumentativo na fala do personagem no segundo quadro.
II. As expressões “Às vezes bem... Às vezes mal...” acrescentam conteúdo semântico ao verbo “comporto” usado na fala do segundo quadro.
III. Os termos “sempre” e “às vezes”, usados no terceiro quadro, expressam circunstâncias de tempo.
IV. Os termos “bem” e “mal” usados no terceiro quadro se relacionam ao verbo “comporto”, presente no segundo quadro.
V. O uso do sinal indicativo de crase no termo “Às vezes” é facultativo por se tratar de uma expressão adverbial feminina.
Estão CORRETAS as alternativas
Sobre o emprego do acento indicativo da crase, considerar o fragmento abaixo e analisar os itens a seguir:
“Com o celular por perto, dou a entender que meu maior interesse está fora do lugar, escondendo-me perigosamente da pessoa à minha frente”.
I. Se substituíssemos “minha frente” por “seguir”, o acento indicativo da crase deveria ser mantido.
II. Caso “minha frente” fosse substituído por “direita”, deveria ser mantido o acento indicativo da crase.
III. Caso substituíssemos “minha” por “nossa”, o acento indicativo da crase deveria ser mantido, pois, em ambos os casos (à minha/à nossa), o emprego da crase é obrigatório.
Está(ão) CORRETO(S):

Analise as afirmativas, tendo a estrutura das falas presentes no texto 04.
I. O advérbio “sempre” constitui um operador argumentativo na fala do personagem no segundo quadro.
II. As expressões “Às vezes bem... Às vezes mal...” acrescentam conteúdo semântico ao verbo “comporto” usado na fala do segundo quadro.
III. Os termos “sempre” e “às vezes”, usados no terceiro quadro, expressam circunstâncias de tempo.
IV. Os termos “bem” e “mal” usados no terceiro quadro se relacionam ao verbo “comporto”, presente no segundo quadro.
V. O uso do sinal indicativo de crase no termo “Às vezes” é facultativo por se tratar de uma expressão adverbial feminina.
Estão CORRETAS as alternativas
Texto 04

I. O advérbio “sempre” constitui um operador argumentativo na fala do personagem no segundo quadro.
II. As expressões “Às vezes bem... Às vezes mal...” acrescentam conteúdo semântico ao verbo “comporto” usado na fala do segundo quadro.
III. Os termos “sempre” e “às vezes”, usados no terceiro quadro, expressam circunstâncias de tempo.
IV. Os termos “bem” e “mal” usados no terceiro quadro se relacionam ao verbo “comporto”, presente no segundo quadro.
V. O uso do sinal indicativo de crase no termo “Às vezes” é facultativo por se tratar de uma expressão adverbial feminina.
Estão CORRETAS as alternativas
Analise as afirmativas, tendo a estrutura das falas presentes no texto 04.
I. O advérbio “sempre” constitui um operador argumentativo na fala do personagem no segundo quadro.
II. As expressões “Às vezes bem... Às vezes mal...” acrescentam conteúdo semântico ao verbo “comporto” usado na fala do segundo quadro.
III. Os termos “sempre” e “às vezes”, usados no terceiro quadro, expressam circunstâncias de tempo.
IV. Os termos “bem” e “mal” usados no terceiro quadro se relacionam ao verbo “comporto”, presente no segundo quadro.
V. O uso do sinal indicativo de crase no termo “Às vezes” é facultativo por se tratar de uma expressão adverbial feminina.
Estão CORRETAS as alternativas
( ) O médico explicou à paciente que a recuperação seria mais rápida à medida que ela seguisse rigorosamente as orientações médicas. O uso da primeira crase está correto porque se trata de um pronome relativo que exerce a função de complemento do termo, exigindo a preposição “a”.
( ) Em “Ana vai à igreja todos os dias pela manhã.”, o uso da crase é necessário por se tratar de uma locução conjuntiva.
( ) Em “Ela não revelou à equipe o porquê da urgência.”, o uso da crase é necessário porque traz uma locução feminina com substantivo no plural.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se referem.
Texto 01
A solidão amiga
Rubem Alves
A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...
Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida [...].
Disponível em: https://www.pensador.com/rubemalvestextos/. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que esta é:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 04

Fonte: ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/269512358931613483/. Acesso em: 1 abr. 2024.
I- Verifica-se a presença de marcas de coloquialidade, o uso da linguagem denotativa e do registro formal.
II- Observa-se que o verbo “sentir” passou pelo processo de derivação imprópria, já que foi substantivado.
III- Observa-se que, no primeiro período, no trecho “A gente carece de fingir às vezes que raiva tem [...]”, houve a inversão do objeto direto.
IV- Nota-se que a posição proclítica do pronome “se”, em todos os seus usos, deve-se à presença de palavra atrativa.
V- Ressalta-se que o uso do sinal grave indicativo de crase em às vezes” se justifica por essa expressão se tratar de uma locução adverbial feminina.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.
TEXTO I
A roda da escravidão da felicidade virtual

Na era digital, as redes sociais tornaram-se o palco onde muitos de nós encenam nossas vidas, dançando ao ritmo das curtidas e validações virtuais. Contudo, por trás da fachada de felicidade e sucesso, a roda da escravidão moderna está em pleno movimento, aprisionando muitos em uma busca incessante por uma validação que muitas vezes é ilusória.
Ao explorar as vidas aparentemente perfeitas que permeiam nossos feeds, é fácil cair na armadilha da comparação. A tirania dos valores “exibidos” nas redes sociais impõe padrões inatingíveis, criando uma ilusão de felicidade que obscurece a realidade complexa e multifacetada da experiência humana.
A busca incessante pela validação virtual cria uma dinâmica paradoxal. A roda da escravidão digital gira, e indivíduos se encontram cada vez mais distantes de suas próprias verdades, submersos na ilusão de que a aceitação on-line equivale à validação pessoal. O preço pago por essa busca desenfreada é a perda da percepção de individualidade; à medida que nos moldamos para atender a padrões externos, muitas vezes em detrimento de nossa autenticidade, perdemos nossa verdadeira essência.
A sociedade contemporânea – marcada pela constante exposição nas redes sociais – propaga essa narrativa de sucesso e felicidade que muitas vezes é desconectada da realidade. A pressão para “parecer feliz, parecer bem-sucedido” alimenta essa roda da ilusão, levando à exaustão emocional e à deterioração da saúde mental.
A reinvenção necessária não reside na perpetuação dessa farsa digital, mas na redescoberta da verdadeira autenticidade. É hora de desconectar-se da tirania da validação virtual e reconectar-se consigo mesmo. Ao invés de se perder nas imagens retocadas e narrativas cuidadosamente construídas, busque a essência de sua própria jornada.
Reverter esse ciclo demanda consciência, aceitação, ações conscientes para cultivar uma presença digital que reflita a verdadeira complexidade e autenticidade da experiência humana, promovendo a valorização do indivíduo para além das métricas virtuais.
Para se libertar, é necessário buscar o autoconhecimento. Ao explorar as dinâmicas familiares, sociais e culturais que moldam nossas crenças e comportamentos, é possível desatar as correntes invisíveis desta roda da escravidão digital. Através do autodesenvolvimento, é possível reconectar-se consigo mesmo.
Nas palavras de Carl Jung, “quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda”. A jornada interior nos desperta para a verdadeira essência, permitindo-nos desafiar padrões prejudiciais e construir uma narrativa pessoal mais autêntica, tornando-nos livres e felizes.
ARAGÃO, Alessandra. A roda da escravidão da felicidade virtual. Estado de Minas, 21 dez. 2023 (adaptado).
Sobre os aspectos gramaticais presentes no texto I, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) Em “Ao explorar as dinâmicas familiares, sociais e culturais [...].”, as convenções da norma-padrão da língua portuguesa exigem o emprego da crase em “às dinâmicas”.
( ) No trecho “Para se libertar, é necessário buscar o autoconhecimento.”, é indiferente, ou seja, facultativa a colocação do pronome antes ou depois do verbo.
( ) Na frase “[...] perpetuação dessa farsa digital [...].”, a expressão destacada complementa o sentido do substantivo a que se refere, indicando uma relação de regência nominal.
Assinale a sequência correta.
Considerando o sinal de crase no trecho destacado, qual é a afirmação correta?
I) A crase é utilizada quando há a fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”. No entanto, quando não há o artigo definido feminino antes do substantivo feminino, não ocorre a crase. Portanto, o correto seria apenas utilizar a preposição “a”, sem a crase, antes de “uma comunidade de fé”.
II) Nunca há crase antes de “uma” em qualquer contexto gramatical.
III) Em certos casos, como em “um a hora”, a crase é necessária, mas em “uma comunidade de fé”, não.
Está(ão) CORRETO(S) apenas o(s) item(ns):
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.
Texto 01
A solidão amiga
Rubem Alves
A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...
Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida [...].
Disponível em: https://www.pensador.com/rubemalvestextos/. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado.
