Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q3402776 Português
Os efeitos da guerra no desenvolvimento infantil

        A guerra, inegavelmente, instaura repercussões profundamente devastadoras, sobretudo em crianças. Esta situação é caracterizada por uma extrema violência que acarreta danos de ordem física, emocional, psicológica, sexual, além de privações e o abandono, configurando um ambiente de profunda angústia para todos os que nela se veem envolvidos.
        A exposição à guerra, por sua vez, traz consigo severas consequências de natureza emocional, notadamente marcadas pela manifestação de quadros de ansiedade, medo e depressão, os quais, com frequência, resultam em comportamentos de índole agressiva, no isolamento social e, ainda mais alarmante, na regressão do desenvolvimento de habilidades previamente adquiridas pelas crianças.
        Cabe ressaltar, de forma enfática, que é absolutamente impraticável preparar uma criança para as vicissitudes da guerra, uma vez que o crescimento saudável demanda desafios, ao invés de ameaças. No caso de crianças em tenra idade, torna-se imperativo evitar a exposição a conteúdos violentos disponíveis nos meios de comunicação, com especial atenção para as notícias de guerra que frequentemente retratam cenas de agressões e morte.
        Não obstante, para crianças mais maduras, situadas na faixa etária entre quatro e seis anos, é recomendável adotar uma abordagem prudente diante da inevitabilidade da exposição a conteúdos violentos. Nesse contexto, a discussão acerca das notícias de guerra deve ser conduzida de maneira sensível, propiciando uma oportunidade para explorar os pensamentos, sentimentos e conhecimentos da criança a respeito do conflito armado, permitindo, igualmente, uma reflexão sobre valores humanos fundamentais, tais como solidariedade e empatia.
        Abordar o tema da guerra e suas nefastas consequências apresenta, portanto, uma oportunidade ímpar para o ensino de valores como a empatia, a partilha, a colaboração e a participação em atividades de cunho comunitário, mesmo em meio à brutalidade do contexto bélico.

(Fonte: Recreio — adaptado.)
No último parágrafo, no trecho: “[...] mesmo em meio à brutalidade do contexto bélico.”, ocorre um caso de crase. Nesse sentido, assinalar a alternativa em que houve crase pelo mesmo motivo: 
Alternativas
Q3402597 Português
Os efeitos da guerra no desenvolvimento infantil

        A guerra, inegavelmente, instaura repercussões profundamente devastadoras, sobretudo em crianças. Esta situação é caracterizada por uma extrema violência que acarreta danos de ordem física, emocional, psicológica, sexual, além de privações e o abandono, configurando um ambiente de profunda angústia para todos os que nela se veem envolvidos.
        A exposição à guerra, por sua vez, traz consigo severas consequências de natureza emocional, notadamente marcadas pela manifestação de quadros de ansiedade, medo e depressão, os quais, com frequência, resultam em comportamentos de índole agressiva, no isolamento social e, ainda mais alarmante, na regressão do desenvolvimento de habilidades previamente adquiridas pelas crianças.
        Cabe ressaltar, de forma enfática, que é absolutamente impraticável preparar uma criança para as vicissitudes da guerra, uma vez que o crescimento saudável demanda desafios, ao invés de ameaças. No caso de crianças em tenra idade, torna-se imperativo evitar a exposição a conteúdos violentos disponíveis nos meios de comunicação, com especial atenção para as notícias de guerra que frequentemente retratam cenas de agressões e morte.
        Não obstante, para crianças mais maduras, situadas na faixa etária entre quatro e seis anos, é recomendável adotar uma abordagem prudente diante da inevitabilidade da exposição a conteúdos violentos. Nesse contexto, a discussão acerca das notícias de guerra deve ser conduzida de maneira sensível, propiciando uma oportunidade para explorar os pensamentos, sentimentos e conhecimentos da criança a respeito do conflito armado, permitindo, igualmente, uma reflexão sobre valores humanos fundamentais, tais como solidariedade e empatia.
        Abordar o tema da guerra e suas nefastas consequências apresenta, portanto, uma oportunidade ímpar para o ensino de valores como a empatia, a partilha, a colaboração e a participação em atividades de cunho comunitário, mesmo em meio à brutalidade do contexto bélico.

(Fonte: Recreio — adaptado.)
Assinalar a alternativa em que a crase está empregada CORRETAMENTE: 
Alternativas
Q3402567 Português

Leia o texto para responder à questão. 





“[...] dará início às atividades de estágio [...].” 1º§


Considere o uso padrão do sinal indicativo de crase e marque a alternativa que apresenta uma variação correta da frase acima.

Alternativas
Q3402019 Português
Quantos acentos indicativos de crase devem ser empregados no enunciado: “Mesmo ficando cara a cara com o famoso escritor, Mirela não ficou a vontade para fazer a pergunta derradeira, já que havia outras pessoas a espreita, observando tudo.”?
Alternativas
Q3400854 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase é facultativo.
Alternativas
Q3400775 Português
Em qual das opções abaixo o uso da crase está correto? 
Alternativas
Q3400691 Português
Assinale a frase em que a crase está corretamente empregada: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IESES Órgão: IBHASES Prova: IESES - 2024 - IBHASES - Enfermeiro |
Q3400603 Português

Analise as frases abaixo: 



I. O livro está à disposição dos alunos na biblioteca.


II. Os participantes compareceram à reunião com entusiasmo.



Com relação ao emprego da crase, pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q3400491 Português

Da leitura do trecho abaixo, é CORRETO afirmarmos que:



“De madrugada começava pela missa da Lapa; apenas acabava ia (a/à) das 8 na Sé, e daí saindo pilhava ainda (a/à) das 9 em Santo Antônio.” (Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida). 

Alternativas
Q3400331 Português
A alma e o espelho

Quando “selfie” foi escolhida a palavra do ano, em 2013, a ideia de tirar uma foto de mim mesma nunca havia me ocorrido antes. Sorrir para um celular erguido no ar pelo meu próprio braço ou fazer pose na frente de um espelho ainda me parecia um troço esquisito, para dizer o mínimo. Dez anos mais tarde, ninguém vai ficar surpreso se eu contar que tenho mais retratos no celular do que em todos os meus álbuns de fotografias das décadas anteriores.

Por algum motivo, a maior parte dessas imagens desperta em mim a sensação de que a pessoa que aparece na foto não é a mesma que eu vejo no espelho. Às vezes, mais por acaso do que por técnica, parece haver uma rara coincidência entre o eu captado e o eu imaginado. Nesses casos, o setor de Gerenciamento de Imagem Pública e Autocrítica Estética colocado em operação, sem que eu me desse conta, em algum momento dos últimos 10 anos, aprova a foto para postagem — desde que em ocasiões pontuais, para não passar a impressão de que estou enamorada de mim mesma ou desesperada por likes. Ou seja: para ser compartilhada, a foto tem que obedecer a um padrão estético (não assustar ninguém) e a outro, digamos, moral. É quase um milagre que eu ainda poste selfies de vez em quando.

Na última década, aprendemos que a carga emocional envolvida na administração da própria imagem pode ser opressiva e até mesmo dolorosa. “O espelho adoece a alma”, anotou o teólogo belga Lawrence Beyerlinck, quatro séculos antes de os consultórios ficarem lotados de jovens com dificuldade para lidar com a aparência que veem refletida no poço sem fundo das redes sociais. Muita gente vem pensando e escrevendo sobre o peso da comparação permanente, mas nem sempre o resultado é acessível para aqueles que mais poderiam se beneficiar de uma reflexão mais profunda sobre o assunto: os próprios adolescentes.

Em retrospecto, a evolução da prática da “selfie” ao longo dessa década revela uma transformação complexa na relação que temos com nossa própria imagem. O ato aparentemente simples de capturar momentos pessoais tornou-se uma jornada pela autoaceitação, regulada por padrões estéticos e morais que moldam a percepção pública. A discrepância entre a imagem projetada e a identidade real destaca a delicada dança entre autenticidade e conformidade.

(Fonte: Claudia Laitano. GZH — adaptado.)
Considerando-se o uso do acento indicativo da crase, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) Em “ Às vezes, mais por acaso do que por técnica, parece haver uma rara coincidência entre o eu captado e o eu imaginado.” (2º parágrafo), utiliza-se o acento indicativo da crase por se tratar de uma locução adverbial formada de substantivo feminino.
( ) Em “[...] a foto tem que obedecer a um padrão estético [...].” (2º parágrafo), caso o termo sublinhado fosse substituído por “estética”, seria necessário que o “a” imediatamente anterior recebesse o acento indicativo da crase.
( ) Em “[...] mas nem sempre o resultado é acessível para aqueles que mais poderiam se beneficiar de uma reflexão mais profunda sobre o assunto [...].” (3º parágrafo), seria possível substituir o termo sublinhado por “àqueles”.
( ) Em “[...] regulada por padrões estéticos e morais que moldam a percepção pública.” (4º parágrafo), caso o termo sublinhado fosse substituído por “compreensão humana”, seria necessário que o “a” imediatamente anterior recebesse o acento indicativo da crase.
Alternativas
Q3399806 Português

Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Avançar na leitura e na cidadania

No Brasil, 66% dos estudantes de 15 e 16 anos não leem textos com mais de dez páginas – índice bem abaixo do de outros países do continente – segundo pesquisa do Iede

Publicado em 1 de dezembro de 2023 | 07h10


    Se é verdade que “nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos” (Aristóteles), a maioria dos alunos brasileiros está deixando de absorver conhecimento por meio da leitura.

    No Brasil, 66% dos estudantes de 15 e 16 anos não leem textos com mais de dez páginas, segundo levantamento do Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede).

    O baixo índice está ligado a diversos fatores pedagógicos e socioeconômicos, que não propiciam ambiente nem tempo hábil para se dedicar aos livros. Falta ainda estímulo por parte das famílias e das escolas, o que é reforçado pelo sucateamento das bibliotecas em instituições públicas de ensino.

    Enquanto a máxima aristotélica que abre este texto se concentra no conhecimento individual, uma frase de Monteiro Lobato coloca a leitura no contexto da coletividade: “Uma nação se faz com homens e livros”. Nesse sentido, o Brasil tem muito a avançar. O mesmo levantamento do Iede aponta que, no Chile, o normal é os alunos lerem mais de cem páginas por ano, em média.

    Tais ideias do filósofo grego e do escritor brasileiro merecem ser reacendidas para enfrentarmos o desafio de estimular o hábito da leitura mais densa em um mundo conectado. As faixas etárias usadas como base para a pesquisa do Iede correspondem à dos nativos digitais, que praticamente nasceram com um dispositivo que tem acesso à internet nas mãos.

    O estímulo ____ (A / À) leitura só pode ser feito por meio de políticas consistentes de acesso nas escolas e comunidades, incentivo ____ (A / À) bibliotecas e promoção de eventos literários. ____ (A / À) própria internet pode ser usada como ferramenta para despertar o interesse pelos livros.

    Ler é ampliar o vocabulário, a fluência verbal e a cultura geral, aproximando o indivíduo das possibilidades do mundo acadêmico e do mercado de trabalho.

    Mas o mais nobre benefício está na promoção da cidadania, a partir do momento em que o leitor conhece seus direitos. Tudo aquilo que estruturas rígidas de poder querem manter sob as sombras, em códigos que poucos podem decifrar.


O Tempo. Disponível em: . Acesso em: 08 de fev. 2024. 

Marque a alternativa que completa adequadamente as lacunas presentes no 6º parágrafo.

Alternativas
Q3398062 Português
Movimentações do Pix batem recorde com R$ 17,2 trilhões em 2023


    Dados do Banco Central (BC) mostram que movimentações do Pix somaram R$ 17,2 trilhões e alcançaram novo recorde em 2023. O volume financeiro das transações via a plataforma digital aumentou 57,8% ante 2022, quando totalizou R$ 10,9 trilhões, e mais do que dobrou em relação a 2021.


    Hoje, a modalidade é amplamente usada por pessoas físicas e no setor varejista, enquanto outros meios de pagamento, como o DOC e TEC, são substituídos pela plataforma.


    Na contramão, o volume das tradicionais cédulas e moedas totalizou no último dia de dezembro de 2023 cerca de R$ 341 bilhões. Isso representa uma diminuição de 7,78% desde o surgimento do Pix, em 2020, quando o meio circulante nacional foi de aproximadamente R$ 370 bilhões.


    Segundo o BC, o Pix teria o potencial de incentivar, entre outros pontos, a “eletronização” do mercado de pagamentos de varejo e a inclusão financeira.


    O ano de 2020 fechou com 178 milhões de CPFs cadastrados na plataforma. Já no fim do ano passado, esse número subiu para 194 milhões — ou seja, pouco mais de 95% do total da população brasileira, que somou 203 milhões, segundo o Censo de 2022.


    Atualmente, o BC se encaminha para implantar definitivamente o Pix Automático, modalidade que permite pagamentos recorrentes ao modelo de débito em conta e que deve ser ofertado obrigatoriamente pelos participantes.


    “O Pix Automático tem o potencial para reduzir a inadimplência e otimizar o processo de cobrança, além de viabilizar uma ampliação da base de clientes dada a penetração do Pix”, explicou o chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, Angelo Duarte.


    Já do ponto de vista do pagador, Duarte acredita que irá corroborar com a efetivação de pagamentos e, com o preço menor, estimular as empresas a cada vez mais “ofertarem essa alternativa de pagamentos recorrentes por meio do Pix Automático, podendo, em alguns casos, ampliar o acesso da população a determinados serviços”.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/financas/movimentacoesdo-pix-batem-recorde-com-r-172-trilhoes-em-2023/(adaptado). 
Considerando a ortografia, qual das seguintes frases faz uso correto da crase?
Alternativas
Q3397914 Português
Assinale a alternativa na qual o emprego do acento grave (crase) é obrigatório:
Alternativas
Q3397470 Português
Leia a placa a seguir.
10.png (432×191)
Disponível em: <https://www.naotemcrase.com/2016/03/sujeito-guincho.html>. Acesso em: 25 jan. 2024.
Há, na placa, um acento grave indicativo de crase usado de maneira equivocada. Tal desvio constitui-se em um erro de 
Alternativas
Q3394952 Português
A respeito das regras de crase, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

() O professor referia-se às palestras sobre sustentabilidade.
() Viajaremos a Portugal no próximo mês.
() A resposta foi favorável aquilo que você solicitou. 
Alternativas
Q3394900 Português

            O abacaxi é originário da Amazônia, em uma área que inclui o Brasil, a Colômbia, a Guiana e a Venezuela, onde foi domesticado pelos ameríndios há mais de 3 mil anos. Após o descobrimento da América, foi transformado em iguaria da realeza europeia e passou ______ ser oferecido como símbolo de hospitalidade _______ convidados nobres. Levado pelos navegantes portugueses e espanhóis, ganhou o mundo a partir do século XVI. O excelente sabor, o aroma e a presença da coroa lhe renderam _______ denominação de “rainha das frutas”. 



            É uma das frutas tropicais mais consumidas no mundo. O cultivo comercial no Brasil iniciou nas primeiras décadas do século XX, com destaque para as regiões Norte, Nordeste e Sudeste.



            Apesar de se situar entre os principais países produtores, o Brasil participa muito pouco nas exportações mundiais de abacaxi e derivados. O principal destino da produção brasileira é o mercado interno, notadamente na forma de frutas frescas. Grande parte da produção brasileira de abacaxi é de origem familiar.



            O abacaxi é rico em vitaminas, sais minerais e fibras, e apresenta em sua composição a enzima bromelina. Possui ação diurética, contribui para o bom funcionamento dos sistemas imunológico e intestinal e regula a atividade muscular do coração. A casca pode ser usada no preparo de chás, sucos e de uma espécie de bebida fermentada chamada aluá.



            É uma cultura de múltiplos usos. Os frutos são consumidos in natura ou processados. Da planta são obtidos materiais utilizados na confecção de tecidos para o vestuário e na produção de bioplástico para a indústria automobilística, entre outros. 


(Fonte: EMBRAPA. 2023 — adaptado.)

Quanto ao uso ou não do acento indicativo da crase, assinalar a alternativa que completa, CORRETA e respectivamente, as lacunas no primeiro parágrafo:
Alternativas
Q3394688 Português
Com relação às normas que permitem a crase, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3394654 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quando o Saara era verde: o deserto já passou por (muitos) períodos úmidos

Uma paisagem verde, repleta de grama, árvores, lagos, rios e animais − não é a primeira coisa que vem à mente quando você pensa no Saara. Hoje, o norte da África abriga o maior deserto quente do mundo, com 9,2 milhões de quilômetros quadrados e temperaturas que passam de 50ºC no período da tarde.

Mas nem sempre foi assim. De tempos em tempos, o Saara ganha uma paisagem úmida, semelhante às savanas que existem no centro e sul da África. Isso ocorre graças a alterações periódicas na órbita da Terra, que causam o "período úmido africano" − e, consequentemente, a transformação do deserto.

Existem evidências sólidas de que o Saara teve uma vegetação periódica no passado, com a proliferação de rios, lagos e até animais dependentes de água (como os hipopótamos) antes de virar o que hoje é um deserto. O cientista climático Edward Armstrong, da Universidade de Helsinki, e sua equipe fizeram um modelo para simular como teria sido o Saara verde nos últimos períodos úmidos africanos.

O que foi o período úmido africano?

A cada 21 mil anos, o norte da África recebe mais umidade devido ao movimento de precessão da Terra. Assim como a translação (movimento do planeta ao redor do Sol) e a rotação (movimento ao redor de si mesmo), a precessão é uma alteração orbital periódica. Trata-se do movimento circular do eixo de rotação da Terra.

O maior exemplo desse movimento é o pião. Quando você gira o brinquedo, ele começa estável, com o topo apontado para cima. Após alguns segundos, ele sai do eixo central de rotação, e o topo do pião começa a fazer um movimento circular. A Terra também faz esse movimento. Isso significa que ora o polo Norte está apontando para uma região do céu, ora está apontando para outra.

Graças ao movimento de precessão, o hemisfério norte pode "mudar de lugar" e ficar mais próximo ao Sol nos meses de verão. Isso causa verões mais quentes no Norte. Sendo mais quente, o ar acumula mais umidade − o que intensifica o sistema de monções da África Ocidental. Essa dinâmica, por sua vez, estende as chuvas para o norte do continente, promovendo uma paisagem verde e úmida no local onde hoje é o Saara.

O período úmido africano não ocorreu só uma, mas 230 vezes, nos últimos oito milhões de anos. O último deles ocorreu entre o final do Pleistoceno e o início do Holoceno (que é a época geológica que vivemos hoje), e terminou entre 5 mil e 6 mil anos atrás. Isso é verificado por meio de sedimentos marinhos, de lagos, e outras evidências paleoclimatológicas.

Também temos evidências artísticas desses períodos. Pinturas rupestres de Tassili N'Ajjer, na Algéria, mostram animais como elefantes, girafas, rinocerontes e hipopótamos − mas nenhum deles vive na paisagem desértica que existe lá hoje. As inscrições datam de 11 mil anos atrás, um período no qual o Saara passava pela fase úmida.

Esses períodos de vegetação podem ter sido essenciais para a proliferação de animais para fora do continente. Os primeiros Homo sapiens, por exemplo, surgiram na África e depois se espalharam por outras regiões do globo. Essa migração em algum momento passou pelo norte do continente africano − algo que seria mais fácil caso houvesse florestas na região.

Os pesquisadores da Universidade de Helsinki também descobriram que o período úmido não acontece durante as eras glaciais, quando as latitudes mais altas ficam cobertas de gelo. Isso porque a atmosfera fica mais gelada e não permite a expansão da monção africana.

Retirado e adaptado de: ROSSINI, Maria Clara. Quando o Saara era verde: o deserto já passou por (muitos) períodos úmidos. Revista Superinteressante. Disponível https://super.abril.com.br/historia/quando-o-saara-era-verde-o-deserto-ja-passou-por-muitos-periodos-umidos/ Acesso em: 13 mar., 2024.
As sentenças a seguir foram criadas a partir do texto. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o emprego do acento grave (crase):
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Lorena - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Enfermagem | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico Agrícola | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico de Cadastro Imobiliário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico de Laboratório | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Enfermagem do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Farmácia | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Radiologia | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Informática | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Topografia | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Agente de Saneamento | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Agente de Trânsito | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Agente de Atendimento Especial | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Almoxarife | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Agente de Controle de Vetores | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Auxiliar Administrativo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Auxiliar de Legislação | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Auxiliar de Saúde Bucal - 40H | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Auxiliar de Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Fiscal de Meio Ambiente | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Fiscal de Obras e Posturas |
Q3394506 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale aquela em que não ocorre desvio ortográfico.
Alternativas
Respostas
2241: D
2242: C
2243: A
2244: A
2245: B
2246: B
2247: A
2248: D
2249: C
2250: D
2251: A
2252: A
2253: D
2254: A
2255: A
2256: A
2257: B
2258: B
2259: C
2260: C