Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
Foram encontradas 11.308 questões
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.
De repente, 60!
[...]
São necessários informação e preparo para o amadurecimento, o que inclui planejamento financeiro, fortalecimentos físico e mental, além de nutrir uma vida social que faça bem à alma. A jornada do envelhecimento será diferente para cada um de nós e, quanto mais cedo nos dermos conta de que nossas escolhas diárias são determinantes nesse processo, mais ativos seremos ao logo de nossas vidas. Caso você queira assumir as rédeas de seu projeto de envelhecimento, trago aqui dois aspectos fundamentais para depois refletirmos juntos.
Deseje envelhecer. Agradeça a cada ano novo que chega. Comemore a sua idade. Afinal, se você está envelhecendo, é sinal de que tudo está indo bem. Não queira aparentar outra idade que não a sua – em sua melhor forma. Simone de Beauvoir nos anos 1970 já dizia: “Não reconhecemos a velhice em nós, nem sequer paramos para observá-la, somente a vemos nos outros, mesmo que estes possuam a mesma idade que nós.” Vire o jogo: seja o melhor exemplo da sua idade e inspire outras pessoas a chegarem lá, como você chegou.
Preserve sua autonomia e sua independência até o fim da vida. De forma superficial, esses dois conceitos podem ser bastante parecidos, porém, ao envelhecer, veremos o quanto eles são complementares. Autonomia é ter o seu desejo preservado; já a independência é a capacidade física e cognitiva de executá-lo. Autonomia é, por exemplo, querer envelhecer em sua própria casa; independência é poder morar sozinho, realizando suas atividades diárias sem precisar de ajuda.
Quem tem consciência de que aos 50 anos pode estar apenas na metade de sua vida poderá se planejar para não apenas viver mais, mas também viver melhor. Não existe uma fórmula pronta para o envelhecimento consciente e ativo; é preciso que cada um construa o seu projeto personalizado.
(POMI, Candice. Disponível em: @beyond.age. Acesso em: 18/07/20. Adaptado.)
I - Quando a palavra mesmo é usada como pronome demonstrativo reforçando ou enfatizando outra palavra, concorda com o termo ao qual se refere. Exemplo: São eles mesmos, os jovens.
II - A palavra mesmo usada como advérbio permanece invariável, a exemplo de Se o candidato quisesse mesmo, teria impetrado recurso.
III - Usada como conjunção, a palavra mesmo permanece invariável, a exemplo de Mesmo que os céus aprovem, jamais seremos taxados de carolas.
Estão corretas as afirmativas
▀ Vou ao armazém comprar (duzentos / duzentas) gramas de farinha de aveia.
▀ Nem todas as pessoas denominadas (surdo-mudas / surdas-mudas) são mudas.
▀ Percebia-se que a mulher estava com pressa e (meio / meia) nervosa.
▀ Em filmes de faroeste, é comum aparecerem índios (pele-vermelhas / peles-vermelhas)
▀ Como prêmio por ter sido aprovado no vestibular, ela recebeu uma joia e um carro (automático / automáticos)
Assinale a alternativa que identifica as formas corretas.
( ) Agora que tudo passou, sinto que tenho menas tristezas na minha vida. ( ) Posso pedir teu bloco e tua caneta emprestada? ( ) É proibido a entrada de animais na praia.
No que se refere aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CG1A1-II, julgue o item a seguir.
A forma verbal “requerem” (terceiro período do primeiro
parágrafo) estabelece concordância com o trecho “As graves
consequências do capitalismo e da globalização”, no período
imediatamente anterior.
Texto para o item.

Considerando os aspectos linguísticos e as ideias do texto, julgue o item.
Na linha 30, a flexão da forma verbal “Tem” na terceira
pessoa do singular justifica-se pela concordância do
verbo com o termo “criança”, que é o núcleo do sujeito
da oração.
I. ( ) A forma “precisam” está correta quanto à concordância verbal.
II. ( ) Nesse contexto, a forma “tinha” está inadequada, pois precisaria ser substituída por ‘havia’.
III. ( ) Se no trecho "já não se trata mais de amizade", a palavra em destaque for trocada por ‘lembranças’, haverá alteração na forma verbal.
IV. ( ) Em "[...] dois outros sujeitos que, por sinal, já faleceram -- e eram nós", a forma destacada desobedece a uma das regras de concordância do verbo ser que, pela regra, deveria concordar com o pronome pessoal ‘éramos nós’.
Marque a sequência correta.
Assinale a opção cuja classe morfológica esteja em concordância com o vocábulo.
A chama é bela
Nos anos 1970 comprei uma casa no campo com uma bela lareira, e para meus filhos, entre 10 e 12 anos, a experiência do fogo, da brasa que arde, da chama, era um fenômeno absolutamente novo. E percebi que quando a lareira estava acesa eles deixavam a televisão de lado. A chama era mais bela e variada do que qualquer programa, contava histórias infinitas, não seguia esquemas fixos como um programa televisivo.
O fogo também se faz metáfora de muitas pulsões, do inflamar-se de ódio ao fogo da paixão amorosa. E o fogo pode ser a luz ofuscante que os olhos não podem fixar, como não podem encarar o Sol (o calor do fogo remete ao calor do Sol), mas devidamente amestrado, quando se transforma em luz de vela, permite jogos de claro-escuro, vigílias noturnas nas quais uma chama solitária nos obriga a imaginar coisas sem nome...
O fogo nasce da matéria para transformar-se em substância cada vez mais leve e aérea, da chama rubra ou azulada da raiz à chama branca do ápice, até desmaiar em fumaça... Nesse sentido, a natureza do fogo é ascensional, remete a uma transcendência e, contudo, talvez porque tenhamos aprendido que ele vive no coração da Terra, é também símbolo de profundidades infernais. É vida, mas é também experiência de seu apagar-se e de sua contínua fragilidade.
(Adaptado de: ECO, Umberto. Construir o inimigo. Rio de Janeiro: Record, 2021, p. 54-55)
Língua Portuguesa
O meu ofício
O meu ofício é escrever, e sei bem disso há muito tempo. Espero não ser mal-entendida: não sei nada sobre o valor daquilo que posso escrever. Quando me ponho a escrever, sinto-me extraordinariamente à vontade e me movo num elemento que tenho a impressão de conhecer extraordinariamente bem: utilizo instrumentos que me são conhecidos e familiares e os sinto bem firmes em minhas mãos. Se faço qualquer outra coisa, se estudo uma língua estrangeira, se tento aprender história ou geografia, ou tricotar uma malha, ou viajar, sofro e me pergunto como é que os outros conseguem fazer essas coisas. E tenho a impressão de ser cega e surda como uma náusea dentro de mim.
Já quando escrevo nunca penso que talvez haja um modo mais correto, do qual os outros escritores se servem. Não me importa nada o modo dos outros escritores. O fato é que só sei escrever histórias. Se tento escrever um ensaio de crítica ou um artigo sob encomenda para um jornal, a coisa sai bem ruim. O que escrevo nesses casos tenho de ir buscar fora de mim. E sempre tenho a sensação de enganar o próximo com palavras tomadas de empréstimo ou furtadas aqui e ali.
Quando escrevo histórias, sou como alguém que está em seu país, nas ruas que conhece desde a infância, entre as árvores e os muros que são seus. Este é o meu ofício, e o farei até a morte. Entre os cinco e dez anos ainda tinha dúvidas e às vezes imaginava que podia pintar, ou conquistar países a cavalo, ou inventar uma nova máquina. Mas a primeira coisa séria que fiz foi escrever um conto, um conto curto, de cinco ou seis páginas: saiu de mim como um milagre, numa noite, e quando finalmente fui dormir estava exausta, atônita, estupefata.
(Adaptado de: GINZBURG, Natalia. As pequenas virtudes. Trad. Maurício Santana Dias. São Paulo: Cosac Naify, 2015, p, 72-77, passim)
