Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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A concordância do verbo "poder" está correta no plural. Nesse contexto, quando a ideia expressa pelo predicado se refere a toda a série do sujeito composto ligado por "ou", o verbo vai mais frequentemente para o plural, embora o singular também seja possível. Tendo isso como referência e compreendendo que as regras de concordância verbal nem sempre são únicas, havendo casos em que o contexto da frase e de interação determinarão a melhor escolha, analise as afirmativas a seguir quanto à concordância verbal dos verbos destacados:
I.Graciliano Ramos é um dos autores que se situam na segunda fase do Modernismo.
II.Vidas Secas e São Bernardo , nem uma nem outra tem como foco a opressão que passa pela confusão de uma mente urbana, solitária e ressentida.
III.Cada uma das obras de Graciliano Ramos apresentam suas singularidades, sendo únicas na literatura brasileira.
Independente de haver ou não outra possibilidade, está correta a concordância verbal em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Transplante é SUS
Primeiramente, é importante deixar claro: o termo mais adequado é lista de espera. E não fila, como também é utilizado. A coordenadora do sistema nacional de transplantes explica a razão da preferência: "Tecnicamente é mais adequado falar em lista de espera, porque a palavra fila transmite a ideia de uma ordem linear, única, como se o primeiro inscrito fosse necessariamente o próximo a receber o órgão e não é bem assim".
Segundo a coordenadora, a lista é organizada por critérios técnicos, clínicos, imunológicos e logísticos, que variam conforme o órgão ou tecido. O tempo de espera é um dos requisitos, mas não necessariamente o principal, como o termo "fila" pode sugerir. "Entre os critérios, estão, por exemplo, a tipagem sanguínea, a compatibilidade imunogenética entre doador e receptor, a gravidade clínica, o tempo de espera, as dimensões corporais, como peso e altura, idade e outras condições", explica.
Ela afirma também que a ordem cronológica muitas vezes funciona como critério complementar ou de desempate, quando os demais requisitos técnicos são semelhantes. "Por isso a expressão lista de espera expressa melhor a lógica do sistema. Não se trata de uma fila comum, mas de um mecanismo regulado, auditável, baseado em critérios técnicos para encontrar o receptor mais adequado".
TIBURTINO, Glauber. Transplante é SUS. Radis, Rio de Janeiro, 15 jul. 2026. Disponível em: https://radis.ensp.fiocruz.br/reportagem/transplante/transplante-e-sus/. Acesso em: 17 out. 2026. (Adaptado.)
Assinale a alternativa em que a frase do aviso atende a essas exigências da norma-padrão.
Assinale a alternativa em que a frase do aviso atende a essas exigências da norma-padrão.
Com base nas regras de concordância verbal, analise as asserções a seguir.
I.A forma verbal "houver" pode ser substituída pela forma verbal "existir", sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do trecho.
PORQUE
II.O verbo "haver" foi empregado com o sentido de "existir", e o termo "condições" exerce a mesma função sintática em relação a ambos os verbos.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Leia o texto e responda:
“A concordância verbal rege o princípio da harmonia numérica e pessoal entre o núcleo do sujeito e a forma verbal correspondente, ressalvadas as construções com sujeitos compostos por sinônimos ou gradação.” Fonte: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019. Assinale a alternativa em que a concordância verbal obedece rigorosamente às exigências da norma-padrão:
Atenção: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Quando a tecnologia serve para concentrar controle, ela amplia desigualdades; quando é desenhada para distribuir oportunidades, ela promove bem-estar e crescimento. O progresso não é linear nem neutro: é produto de decisões humanas e institucionais.
A IA generativa redefine tarefas e papéis, mas também desafia o significado do trabalho. Ao automatizar o que antes expressava o talento humano, pode corroer o senso de competência. Ao impor processos padronizados, reduz a autonomia. E ao substituir interações humanas por algoritmos fragiliza o pertencimento.
São três dimensões que, segundo a psicologia do trabalho, sustentam o bem-estar e a produtividade. A IA pode encurtar o árdпo percurso do aprendizado, aquele que desenvolve instinto, julgamento e experiência. A eficiência não deve substituir o amadurecimento. As evidências são eloquentes. Pesquisas de Puntoni e outros autores mostram que trabalhadores avaliados por algoritmos demonstram menos empatia. Segundo testes estatísticos, consumidores, por sua vez, valorizam mais produtos quando percebem participação humana em sua criação.
Mas a IA também pode abrir um novo ciclo de oportunidades. Como nos mostrou o prof. Christian Terwiesch, a IA generativa pode transformar o próprio processo de inovação. Em vez de restringir decisões a poucos, ela permite que mais pessoas criem, testem e proponham soluções apoiadas por IA; o que ele chama de "torneios de inovação". O papel humano, nesse contexto, seria o de curador, não de executor.
A GenAl ajuda a criar mais e melhores ideias, e mais rápido, mas continua precisando de gente para dar direção, propósito e juízo de valor. Empresas que souberem equilibrar as forças entre a velocidade da máquina e o discernimento humano abrirão novos horizontes de vantagem competitiva.
O futuro da inovação, portanto, não pertence apenas à tecnologia, mas à cultura que a cerca.
Mas, em última instância, essas escolhas não se farão no vácuo. Elas serão moldadas pelos incentivos econômicos, pelas políticas públicas e pela forma como os mercados valorizam – ou não – o investimento em pessoas.
Se o sistema recompensar apenas ganhos de produtividade de curto prazo, o uso da IA tenderá à substituição e à concentração. Se, ao contrário, premiar a criação de valor humano e a difusão do conhecimento, o avanço tecnológico poderá se tornar um novo motor de prosperidade compartilhada. O equilíbrio econômico dessa nova era estará em unir produtividade com desenvolvimento humano; eficiência com aprendizado.
O desafio, portanto, não é apenas das empresas, mas também da regulação: fazer com que o progresso técnico caminhe ао lado do progresso econômico e social. A inteligência artificial pode gerar abundância ou desigualdade. O que determinará o resultado não é o algoritmo, mas o conjunto de escolhas, incentivos e valores construídos em torno dele.
(VESCOVI, Ana Paula. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ana-paula-vescovi/2025/10/o-poder-e-o-progresso-na-erada-inteligencia-artificial.shtml. Adaptado)