Questões de Concurso Sobre concordância verbal, concordância nominal em português

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Q2056930 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

. Cerca de 1,5 milhão de brasileiros trabalharam em 2021 para plataformas digitais em aproximadamente 1.500 aplicativos que estão em operação no Brasil. De olho nesse universo, um estudo publicado por pesquisadores da Clínica de Direito do Trabalho da UFPR se debruçou sobre a legislação e jurisprudências em torno dos direitos desses trabalhadores.
O relatório “O trabalho controlado por plataformas digitais no Brasil: dimensões, perfis e direitos” apontou que quase 80% desses trabalhadores exercem suas atividades informalmente.
A pesquisa examinou 485 decisões da Justiça do Trabalho em todo o país relacionadas às plataformas Uber, 99 Pop, iFood, Rappi, Loggi e Play Delivery. Neste conjunto, 78,14% das decisões não reconheceram a relação de emprego; 15,88% não versaram sobre a existência de relação de emprego; e apenas 5,98% das decisões reconheceram a relação de emprego entre trabalhador e plataforma.

(https://veja.abril.com.br/coluna/radar/quase-80-dos-trabalhadores-de-aplicativos-sao-informais-diz-pesquisa/24/06/2022. Acesso em: 01/07/2022.)
Sobre os recursos gramaticais e lexicais usados nesse texto, marque a afirmativa INCORRETA
Alternativas
Q2056928 Português
Leia o texto para responder a questão.

Assim como muitos inventos, a televisão não é boa e nem é má; ela apenas reflete o nível e o perfil mental da sociedade que lhe é contemporânea. As pessoas que a programam são as responsáveis pela deturpação da sua finalidade original: cultura, entretenimento saudável e utilidade pública.
Imensos interesses comerciais, egoísticos e narcisistas se escondem por trás da televisão. Comerciantes, publicitários, os “donos” das Emissoras e suas famílias usurpam essa “nossa” concessão pública. Atores, diretores e outros que a usam quase sempre estão divorciados da saúde e do bem-estar da população que lhe deu a permissão (ou, permissividade) para nos “entreter”, nos dar Cultura e ser-nos úteis. Para essas pessoas (todos os que fazem a Televisão), pouco importam os resultados do condicionamento que impõem à Sociedade.
A Televisão e tantos outros inventos e descobertas foram idealizadas para fins positivos e úteis para a Humanidade. Entretanto, sabemos do que são capazes tais criações nas mãos de indivíduos inescrupulosos e insanos.

(https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/psicologia/televisao-formacao-personalidade.htm. Acesso em: 01/07/2022) 
Considere as afirmativas referentes à concordância verbal, à pontuação, à função sintática e semântica das palavras no texto.
I - No trecho Assim como muitos inventos, a televisão não é boa e nem é má; a oração coordenada destacada expressa relação de alternância.
II - No fragmento sabemos do que são capazes tais criações nas mãos de indivíduos inescrupulosos e insanos, a forma verbal são concorda em número e pessoa com o sujeito tais criações.
III - As aspas são usadas, no texto, para expressar ironia.
IV - Em As pessoas que a programam são as responsáveis pela deturpação da sua finalidade original: cultura, entretenimento saudável e utilidade pública., os dois pontos são usados para indicar uma citação.
V - No último período do último parágrafo, a substituição do adjetivo insanos pelo adjetivo inconsequentes não causaria prejuízo ao sentido do texto.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2056798 Português
Complete as lacunas.
“ ___________, quando ___________ novamente.”
Marque a alternativa que completa corretamente a frase acima. 
Alternativas
Q2056795 Português
Complete as lacunas.
______ mais de cem anos que Manuel Bandeira escreveu Meninos Carvoeiros, mas até hoje _______ crianças exploradas economicamente.
Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase.
Alternativas
Q2056788 Português
Leia com atenção: 

Imagem associada para resolução da questão

Analise as seguintes afirmativas:
I- O texto acima é um aviso. II- O texto acima é um anúncio. III- “Vendem-se” está no plural, concordando com “filhotes”. IV- A palavra “filhote” é um adjetivo.
Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q2056672 Português
Em qual frase as normas de concordância verbal, levando em consideração o padrão da norma culta, estão completamente observadas? 
Alternativas
Q2056667 Português
Assinale a alternativa em que a dupla construção destacada na frase está correta.
Alternativas
Q2056666 Português
Em qual alternativa a concordância verbal está de acordo com o padrão culto da língua portuguesa? 
Alternativas
Q2056351 Português

O Primo Basílio – Capítulo II (trecho)

Eça de Queiroz


       Aos domingos à noite havia em casa de Jorge uma pequena reunião, uma cavaqueira, na sala, em redor do velho candeeiro de porcelana cor-de-rosa. Vinham apenas os íntimos. O "Engenheiro", como se dizia na rua, vivia muito ao seu canto, sem visitas. Tomavase chá, palrava-se. Era um pouco à estudante. Luísa fazia croché, Jorge cachimbava.

     O primeiro a chegar era Julião Zuzarte, um parente muito afastado de Jorge e seu antigo condiscípulo nos primeiros anos da Politécnica. Era um homem seco e nervoso, com lunetas azuis, os cabelos compridos caídos sobre a gola. Tinha o curso de cirurgião da Escola. Muito inteligente, estudava desesperadamente, mas, como ele dizia, era um tumba. Aos trinta anos, pobre, com dívidas, sem clientela, começava a estar farto do seu quarto andar na Baixa, dos seus jantares de doze vinténs, do seu paletó coçado de alamares; e entalado na sua vida mesquinha, via os outros, os medíocres, os superficiais, furar, subir, instalar-se à larga na prosperidade! "Falta de chance", dizia. Podia ter aceitado um partido da Câmara numa vila da província, com pulso livre, ter uma casa sua, a sua criação no quintal. Mas tinha um orgulho resistente, muita fé nas suas faculdades, na sua ciência, e não se queria ir enterrar numa terriola adormecida e lúgubre, com três ruas onde os porcos fossam. Toda a província o aterrava: via-se lá obscuro, jogando a manilha na Assembleia, morrendo de caquexia. Por isso não "arredava pé"; e esperava, com a tenacidade do plebeu sôfrego, uma clientela rica, uma cadeira na Escola, um cupê para as visitas, uma mulher loura com dote. Tinha certeza do seu direito a estas felicidades, e como elas tardavam a chegar ia-se tornando despeitado e amargo; andava amuado com a vida; cada dia se prolongavam mais os seus silêncios hostis, roendo as unhas; e, nos dias melhores, não cessava de ter ditos secos, tiradas azedadas – em que a sua voz desagradável caía como um gume gelado.

       Luísa não gostava dele: achava-lhe um ar nordeste detestava o seu tom de pedagogo, os reflexos negros da luneta, as calças curtas que mostravam o elástico roto das botas. Mas disfarçava, sorria-lhe, porque Jorge admiravao, dizia sempre dele: "Tem muito espírito! Tem muito talento! Grande homem!"

      Como vinha mais cedo ia à sala de jantar, tomava a sua chávena de café; e tinha sempre um olhar de lado para as pratas do aparador e para as toaletes frescas de Luísa. Aquele parente, um medíocre, que vivia confortavelmente, bem casado, com a carne contente, estimado no ministério, com alguns contos de réis em inscrições – parecia-lhe uma injustiça e pesava-lhe como uma humilhação. Mas afetava estimá-lo; ia sempre às noites, aos domingos; escondia então as suas preocupações, cavaqueava, tinha pilhérias – metendo a cada momento os dedos pelos seus cabelos compridos, secos e cheios de caspa.

    Às nove horas, ordinariamente, entrava D. Felicidade de Noronha. Vinha logo da porta com os braços estendidos, o seu bom sorriso dilatado. Tinha cinquenta anos, era muito nutrida, e, como sofria de dispepsia e de gases, àquela hora não se podia espartilhar e as suas formas transbordavam. Já se viam alguns fios brancos nos seus cabelos levemente anelados, mas a cara era lisa e redonda, cheia, de uma alvura baça e mole de freira; nos olhos papudos, com a pele já engelhada em redor, luzia uma pupila negra e úmida, muito móbil; e aos cantos da boca uns pelos de buço pareciam traços leves e circunflexos de uma pena muito fina. Fora a íntima amiga da mãe de Luísa, e tomara aquele hábito de vir ver a pequena aos domingos. Era fidalga, dos Noronhas de Redondela, bastante aparentada em Lisboa, um pouco devota, muito da Encarnação.

     Mal entrava, ao pôr um beijo muito cantado na face de Luísa, perguntava-lhe baixo, com inquietação:

      — Vem?

      — O Conselheiro? Vem.


       Luísa sabia-o. Porque o Conselheiro, o Conselheiro Acácio, nunca vinha aos "chás de D. Luísa", como ele dizia, sem ter ido na véspera ao Ministério das Obras Públicas procurar Jorge, declarar-lhe com gravidade, curvando um pouco a sua alta estatura:

     — Jorge, meu amigo, amanhã lá irei pedir à sua boa esposa a minha chávena de chá.

   Ordinariamente acrescentava:

   — E os seus valiosos trabalhos progridem? Ainda bem! Se vir o ministro, os meus respeitos a Sua Excelência. Os meus respeitos a esse formoso talento!

     E saía pisando com solenidade os corredores enxovalhados.

    Havia cinco anos que D. Felicidade o amava. Em casa de Jorge riam-se um pouco com aquela chama. Luísa dizia: "Ora! E uma caturrice dela!" Viam-na corada e nutrida, e não suspeitavam que aquele sentimento concentrado, irritado semanalmente, queimando em silêncio, a ia devastando como uma doença e desmoralizando como um vício. Todos os seus ardores até aí tinham sido inutilizados. Amara um oficial de lanceiros que morrera, e apenas conservava o seu daguerreótipo. Depois apaixonara-se muito ocultamente por um rapaz padeiro, da vizinhança, e vira-o casar. Dera-se então toda a um cão, o Bilro; uma criada despedida deulhe por vingança rolha cozida; o Bilro rebentou, e tinha-o agora empalhado na sala de jantar. A pessoa do Conselheiro viera de repente, um dia, pegar fogo àqueles desejos, sobrepostos como combustíveis antigos.

No que tange à gramática culta da língua portuguesa, podemos afirmar que:
I – Em “David está apto para desenvolver seu trabalho.” há erro de regência nominal.
II - Em “Vamos ao Maracanã assistir o jogo do Fluminense.” há erro de regência verbal.
III – Em “Que bonita pintura e poema!” há correta concordância nominal.
IV – Em “Alugam-se apartamentos mobiliados” há correta concordância verbal.
Alternativas
Q2055953 Português
Novo filme de super-herói israelense da Disney toca na ferida dos árabes

(...)

Sabra, a super-heroína israelense, fez inúmeras aparições nos quadrinhos da Marvel ao longo dos anos, estrelando ao lado de ícones como o Incrível Hulk, Homem de Ferro e os X-Men.

Mais de quarenta anos após a introdução de Sabra, a Marvel da Disney planeja trazê-la para o filme “Capitão América: Nova Ordem Mundial”, com lançamento previsto para 2024.

Isso criou um alvoroço entre aqueles que temem que reviver a personagem de Sabra espalharia estereótipos ofensivos sobre os árabes e a desumanização dos palestinos no cinema.

Os críticos dizem que muitos dos personagens árabes com os quais ela interagiu nos quadrinhos são mostrados como misóginos, antissemitas e violentos, e estão questionando se os retratos perturbadores dos árabes terão um desempenho diferente no filme.

“Essa história em quadrinhos não sugere nada de positivo sobre como este filme vai se desenrolar”, disse Yousef Munayyer, um escritor e analista palestino-americano baseado em Washington, D.C. “Todo o conceito” de transformar espiões israelenses em heróis “é insensível e vergonhoso”. (...)

Waleed F. Mahdi, autor de “Arab Americans in Film: From Hollywood and Egyptian Stereotypes to Self-Representation”, disse que a “aliança EUA-Israel” na narrativa cinematográfica desde a década de 1960 coloca as agências policiais e de inteligência americanas e israelenses como forças do bem “comprometidas em deter a violência que tem sido colocada principalmente como algo ligado a árabes e muçulmanos”.

“O anúncio da Marvel sobre adaptar a personagem de Sabra é um reflexo desse legado”, disse ele à CNN.

Um porta-voz da Marvel Studios disse à CNN que “os cineastas estão adotando uma nova abordagem com a personagem de Sabra, que foi introduzida pela primeira vez nos quadrinhos há mais de 40 anos”, acrescentando que os personagens do Universo Cinematográfico da Marvel “sempre são imaginados para a tela e o público de hoje”.

Mesmo assim alguns israelenses dizem que Sabra pode não ser uma super-heroína para nossos tempos. Etgar Keret, um autor israelense, roteirista e romancista gráfico, disse à CNN que a personagem original de Sabra foi criada em uma era diferente com uma “história simples e clara”.

“Esta Sabra foi criada antes de duas intifadas (revoltas palestinas), foi criada antes do fracasso dos Acordos de Oslo – foi criada em uma realidade e estado de espírito totalmente diferentes”, disse ele. “E agora […] é difícil manter esse tipo de ícone de simplicidade”. (...)

A personagem Sabra, da Marvel, foi criada antes do massacre de Sabra e Shatila (em 1982) e não tem relação com isso, mas o anúncio de trazê-la aos cinemas apenas uma semana antes do 40º aniversário do massacre tocou na ferida dos árabes, que acusam o estúdio de cinema de ser insensível a um dos eventos mais trágicos da história do povo palestino.

“Não está apenas no momento ou no nome, mas também no fato de que o massacre em si foi liderado por uma milícia ligada à Mossad em território sob controle militar israelense”, disse Munayyer.

“Dado tudo isso, é difícil não concluir que as pessoas da Marvel são abjetamente ignorantes sobre a região, sua história e a experiência palestina (...).

Embora Sabra não seja a primeira vez que a agência de inteligência de Israel recebe o bom tratamento de Hollywood, essa é a primeira vez que Mossad recebe um status sobrenatural ao nível de uma super-heroína de grande sucesso. Especialistas dizem que é uma vitória de relações públicas para a agência.

Avner Avraham, ex-oficial da Mossad e fundador da Spy Legends Agency, que presta consultoria para filmes e programas de TV retratando espiões israelenses, disse que o novo retrato ajudará uma geração mais jovem a aprender sobre a Mossad.

“Esta é a maneira ‘TikTok’, a maneira dos desenhos animados de conversar com a nova geração, e eles aprenderão sobre a palavra Mossad”, disse Avraham. “Isso ajuda o branding. Vai agregar um público diferente”. (...)

Uri Fink, um cartunista israelense que diz ter criado um personagem de super-herói israelense semelhante em 1978, teme, no entanto, que os “progressistas” que trabalham na Marvel possam transformar a agente israelense em um personagem negativo. “Eles não estão bem atualizados, não têm uma descrição exata do conflito israelensepalestino”, disse ele à CNN.

Avraham ecoou essa preocupação, especulando que ela pode ser retratada como uma personagem que faz o bem para Israel, mas “coisas ruins para outras pessoas”.

https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ novo-filme-de-super-heroi-israelense-dadisney-toca-na-ferida-dos-arabes/ (Adaptado)
Tendo em vista o verbo destacado na passagem “(...) que foi introduzida pela primeira vez nos quadrinhos mais de 40 anos”, (...)” (8º parágrafo), assinale o comentário correto sobre sua concordância
Alternativas
Q2055707 Português
Muito se fala sobre as novidades introduzidas pelo Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) e pelo Novo Código de Processo Civil (Lei 13.105/2015) no que diz respeito aos mecanismos mais ágeis disponíveis aos usuários da internet para reparar eventuais danos causados pelo uso indevido de imagem e divulgação de conteúdo inverídico, principalmente no âmbito das redes sociais. Dentre estas novidades, destaca-se a tutela antecipada requerida em caráter antecedente (artigo 403 do CPC de 15), por meio da qual é possível obter a cessação imediata da propagação de veiculação indevida da imagem do usuário sem o seu consentimento, o que permite, num segundo momento, após o conteúdo ter sido removido, requerer a indenização pelos danos morais e/ou materiais causados. [...]

Como o direito de imagem é irrenunciável, inalienável, intransmissível, porém disponível, sem a devida autorização/licença de uso de seu titular, não poderá um terceiro fazer uso de imagem que não seja a sua própria. No âmbito das relações havidas por meios eletrônicos, pode-se dizer que ninguém poderá publicar, em um provedor como Facebook ou Instagram, por exemplo, a imagem desautorizada de outro usuário. Não obstante, não é incomum que terceiros se utilizem da imagem desautorizada alheia e, por vezes meramente por desconhecimento da legislação vigente, cometam infrações passíveis de indenização, com reflexos também na esfera criminal.

(Disponível em: https://www.conjur.com.br/2017-fev-13/leis-recentes-facilitaram-remocao-uso-indevido-imagem-rede. Acesso em: 08/07/23). Fragmento.
Sobre recursos linguísticos e gramaticais usados nesse texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) No texto em análise, a intertextualidade se estabelece por meio da referência explicita ao texto fonte com o qual dialoga.
( ) Na frase Dentre estas novidades, destaca-se a tutela antecipada requerida em caráter antecedente, a forma verbal destaca-se concorda em número e pessoa com o sujeito a tutela.
( ) Em ... sem a devida autorização/licença de uso de seu titular, não poderá um terceiro fazer uso de imagem que não seja a sua própria, os adjetivos devida e própria concordam em número e gênero com os substantivos autorização e imagem, respectivamente.
( ) No trecho Não obstante, não é incomum que terceiros se utilizem da imagem desautorizada alheia, a locução Não obstante expressa valor concessivo.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q2055701 Português
Quem se pergunta por que de repente velhos conhecidos começam a tagarelar sobre chemtrails, ou a acusar Bill Gates de querer, furtivamente, implantar chips na humanidade através da vacinação, encontram aqui pelo menos parte da resposta.

Quando os algoritmos recomendam novos conteúdos, para eles tanto faz quanta verdade contenham e o que desencadeiem nos usuários. Decisivo é apenas: o usuário permanece no site? Para monetizar nossa atenção, conteúdos cada vez mais extremos tendem a ser mais reforçados, numa espécie de espiral descendente movida à tecnologia. E a "voz da razão", talvez um tanto mais monótona, fica de fora. Ativistas designaram esse modelo de negócios com a fórmula hate for profit – ódio traz lucro. Mesmo que apenas um indivíduo em cada 100 seja receptivo a teorias de conspiração, o Facebook tem mais de 2 bilhões de usuários em todo o mundo, e o Youtube, quase isso. No entanto, as redes sociais, enquanto distribuidoras de informação centrais, direcionam o modo como vemos o mundo. E enquanto, por um lado, conteúdos não comprovados e extremos são varridos das margens da sociedade para seu interior; por outro, cada vez mais as informações pesquisadas e verificadas das mídias estabelecidas desaparecem por trás dos paywalls de acesso pago.

(Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/opini%C3%A3o-redes-sociais-o-monstro-digital. Acesso em: 05/07/2022)
Considere as afirmativas referentes à concordância verbal, à pontuação, à função sintática e semântica das palavras no texto.
I - No primeiro parágrafo, a forma verbal tagarelar sugere discurso falacioso.
II - Em o Facebook tem mais de 2 bilhões de usuários em todo o mundo, e o Youtube, quase isso., a segunda vírgula indica a supressão da forma verbal tem.
III - No período Quem se pergunta por que de repente velhos conhecidos começam a tagarelar sobre chemtrails , o pronome interrogativo Quem exerce a função de sujeito , e o pronome pessoal oblíquo se, usado para expressar ação reflexiva, exerce a função de objeto indireto da forma verbal pergunta.
IV - Em as informações pesquisadas e verificadas das mídias estabelecidas desaparecem, a forma verbal desaparecem concorda em número e pessoa com o sujeito mídias.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2053278 Português

Considere as frases abaixo:


I – Deve haver muitas pessoas lá.

II – Devem haver muitas pessoas lá.

III – Faz mais de dez anos que trabalho aqui.

IV – Fazem mais de dez anos que trabalho aqui.


A concordância verbal está correta em: 

Alternativas
Q2052757 Português
Assinale a alternativa em que a frase está redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância:
Alternativas
Q2052756 Português
1.png (770×218)  (Fernando Gonsales. Níquel Náusea. www1.folha.uol.com.br, 10.04.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa em que se indica uma correção para um problema de norma-padrão observado na tira:
Alternativas
Q2052630 Português
De acordo com a norma-padrão de pontuação e concordância, está corretamente redigida a frase:
Alternativas
Q2052629 Português
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto a seguir.
Para obter os insumos _______que se abastecem as pesquisas acadêmicas e industriais, cientistas recorrem _____ fauna, trazendo _____ luz inovações que muitas vezes comprometem o meio ambiente com técnicas predatórias, já que consistem ________ métodos de grande escala.
Alternativas
Q2052457 Português
Ordem, progresso e desenrascanço
Gregório Duvivier*

Os portugueses, levaram pro Brasil, por exemplo, pelo menos 100 mil palavras. Tenho pena que tenham esquecido em casa algumas das minhas preferidas. Talvez não tenha sido esquecimento, mas ciúmes: gostavam tanto delas que não queriam vê-las em nossas bocas. Há, definitivamente, todo um rol de palavras que nunca atravessaram o Atlântico.

Gosto em especial da palavra ronha – e de praticá-la. A palavra parece outra coisa, e de fato já foi: uma espécie de sarna, e, também, uma doença de plantas. Ninguém mais usa nesse sentido. A expressão "ficar na ronha" se refere à prática de abrir os olhos, mas permanecer na cama. Não imaginam minha excitação ao descobrir que existe uma palavra pro meu esporte preferido.

A arte da ronha consiste em acordar sem, no entanto, se levantar. Trata-se do primeiro trambique do dia: a procrastinada inaugural de todas as manhãs. "Dormi pouco", dizem, "mas fiquei duas horas na ronha" – e pode parecer que ronha equivale à função soneca. Não, durante a soneca voltamos a dormir. E na ronha permanecemos naquele meio termo que Proust demorou dez páginas pra descrever, mas aos portugueses bastaram cinco letras.

Tenho muita pena de não usarmos a palavra javardo. Trata-se de um sinônimo pra javali, mas que nunca será usado pra designar o animal propriamente dito. Chamam de javardo alguém que se comporta como um javali, ou melhor, que se comporta como imaginamos que um javali se comportaria: de forma grosseira, estúpida, abjeta. Gosto porque a palavra soa precisamente o que ela significa.

Da mesma forma, não há xingamentos bons como "aldrabão", termo que designa com especial precisão um farsante muito específico, algo entre o trapaceiro e o impostor, que comete aldrabices, pequenas fraudes – não confundir com batotas, outra palavra que não viajou, que se refere às trapaças vultosas quando cometidas dentro de um jogo, por exemplo, embora algumas sem grande importância.

De todas as palavras esquecidas, tenho uma predileta, aquela que designa a solução que resolve um problema de maneira temporária, mas não em definitivo: desenrascanço. Trata-se de uma gambiarra, mas não necessariamente mecânica – pode ser qualquer coisa que nos safe, como um papelão que faz às vezes de guarda-chuva. Gambiarra é um achado importante e gambiarra se aceita nesse contexto.

Nunca ouvi essa palavra em nossas bandas, e ao mesmo tempo nunca uma palavra definiu tão bem a atividade diária do brasileiro, esse desenrascado. Queria essa palavra em nossa bandeira: ordem, progresso e desenrascanço.

* É ator e escritor. Também é um dos criadores do portal de humor Porta dos Fundos.
Folha de São Paulo, Ilustrada, 01 dez. 2021. Adaptado
Para se falar de texto é preciso considerar vários fatores que o complementam. Entre os vários aspectos mobilizados na sua construção, os linguísticos se voltam para o funcionamento da língua quanto a sua sistematização, conforme se aponta nos textos a seguir.
Texto I
“Da mesma forma, não há xingamentos bons como 'aldrabão', termo que designa com especial precisão um farsante muito específico, algo entre o trapaceiro e o impostor, que comete aldrabices, pequenas fraudes – não confundir com batotas, outra palavra que não viajou, que se refere às trapaças vultosas quando cometidas dentro de um jogo, por exemplo, embora algumas sem grande importância”.
Texto II Imagem associada para resolução da questão
Isto É, n. 2715, 09 fev. 2022, p. 12
A esse respeito, avalie as afirmações seguintes.
I - Na expressão “trapaças vultosas” (Texto I), o adjetivo pode ser substituído por “vultuosas” sem prejuízo para o sentido do texto.
II - No Texto II há uma inadequação quanto à grafia de uma das palavras usadas para reproduzir, na escrita, a fala do tenista Rafael Nadal.
III - Em “que se refere às trapaças” (Texto I), o sinal indicativo de crase foi indevidamente assinalado, pois não se verifica a contração da preposição “as” com o artigo feminino “as”.
IV - Na frase “... não há xingamentos bons como "aldrabão" (Texto I), o verbo “haver” pode ser trocado por “existir”, sem prejuízo de sentido e de acordo com a norma-padrão, assim: “... não existe xingamentos bons como 'aldrabão'...”
V - No Texto II se identifica a presença de monossílabos tônicos, acentuados por terminarem em vogais, e de monossílabos átonos, assim considerados pelo fato de não possuírem autonomia fonética e por dispensarem acentuação.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q2051687 Português
Usou máscaras e cuidou dos outros? Isso é para você

Desde março de 2020 você tem se cuidado. Evitou sair sem necessidade, usou máscara até mesmo antes de ser obrigatório, praticou distanciamento social, protegeu colegas de trabalho e/ou funcionários. Não foi um período fácil. A você só tenho a dizer o seguinte: muito obrigada! Graças a você muitos de nós ficamos seguros, sem Covid19, sem chorar o sofrimento nem a morte de nenhum amor.

Não é pouca coisa, sabe? Claro que nesse período todo você deve ter se sentido pequeno, especialmente ao ver os números de contaminados e mortos aumentando todos os dias. Houve também o escárnio. Dos que não usam máscaras ou insistem em usá-las de forma inadequada. É um festival de máscara no queixo, com o nariz para fora. Gente que tira a máscara para falar ao telefone, para tossir, conversar de perto.

E o escárnio das autoridades, que nada fizeram para conter a epidemia de desinformação, para convencer as pessoas de que o simples ato de usar máscara corretamente salva vidas. Algumas até insistiram em minimizar a pandemia, desprezar os mortos, os doentes, a vacina.

Não foi fácil, né? Não está sendo fácil. A sensação é de estar nadando contra a maré, usando toda sua energia para dar braçada atrás de braçada sem sair do lugar. Mas você fez a coisa certa. Você gastou um dinheiro precioso em máscaras até para quem não queria usar. Migrou para a PFF2 quando isso passou a ser recomendado entre os especialistas, porque você lê os especialistas, aqueles de verdade, com mestrado, doutorado, Ph. D, e resistiu à tentação de se acomodar no conforto das mentiras convenientes.

Nesse mais de um ano você descobriu que não existe prêmio para quem faz a coisa certa. Pelo contrário, todo dia, toda hora, a decisão de se cuidar e cuidar dos outros enfrentou todo tipo de oposição, desde o familiar que insiste em visitas até o simples cansaço.

No entanto, saiba que nós vimos o que você fez e seremos eternamente gratos. Graças a você as coisas não foram piores, não estão piores. É difícil quantificar quantos sobreviveram graças a você. Mas sim, muitos sobreviveram por sua causa, porque você seguiu firme quando era mais fácil ceder.

Enquanto, para muitos, três mil, cinco mil mortes não chocavam, para você cada luz a se apagar foi uma perda pessoal. E você fez tudo ao seu alcance para não aumentar essa conta. Nós sabemos disso. Nós te reconhecemos na rua, na internet. Na marca da máscara no rosto, no seu cuidado com o outro, no olhar de esperança e de preocupação.

Quando tudo isso acabar, a gente te deve um abraço. A gente te deve muitos abraços. Mas por enquanto receba nossa gratidão. Devemos nossa vida a você. Obrigada. Muito obrigada.

Rosiane Correia de Freitas. Texto disponível em: https://www.plural.jor.br/artigos/usou-mascara-cuidou-dos-outrosisso-e-para-voce. Acesso em 16/05/22. Adaptado
Quanto aos processos sintáticos de concordância nominal e verbal, identifique os enunciados que atendem à normapadrão da língua portuguesa.
1. Ainda existe pessoas que valorizam a pesquisa científica e as orientações dos médicos. 2. É contrária a uma medida sanitária essencial como o uso de máscaras, autoridades que não fazem jus aos seus cargos. 3. O não uso de máscaras por alguns certamente contribuiu para o aumento dos números da pandemia. 4. Houve muitas mortes que podiam ter sido evitadas com uma gestão mais eficiente da pandemia.
Estão CORRETOS:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: FAMES Prova: FCM - 2022 - FAMES - Assistente em Administração |
Q2051609 Português
Entenda como o coronavírus pode mudar até nosso
jeito de falar português

Walter Porto

O novo coronavírus veio provocar abalos na nossa relação com quase tudo em volta, inclusive com uma ferramenta de importância que nem sempre levamos em conta – as palavras. Termos que usávamos raramente, como quarentena e pandemia, se tornaram correntes ‒ já que pela primeira vez a nossa geração as vive na pele ‒ e outras expressões entraram com o pé na porta no léxico do dia a dia, caso de “distanciamento social”, “achatar a curva” e, claro, o próprio “coronavírus”.

Já outras palavras renovaram sua relevância, ganhando novos significados. “Vacina” é um anseio coletivo para o futuro, “gripe” se tornou um termo quase politizado, “peste” veio trotando de tempos antigos para se tornar assombrosamente atual.

O jornal britânico The Guardian conta que o dicionário Oxford teve uma atualização extraordinária no mês passado para adicionar palavras que tomaram o discurso global e entraram de supetão na língua inglesa, como “Covid-19”.

Tudo isso planta sementes de mudança no idioma ‒ essa entidade inquieta. Como disse o linguista português Vergílio Ferreira, “a própria língua, como ser vivo que é, decidirá o que lhe importa assimilar ou recusar”, cuspindo alguns arranjos novos, engolindo outros. Me resta imaginar como será o português depois dessas reviravoltas todas.

“Suponho que o que vai pegar mesmo é o que já pegou, o corona”, diz Deonísio da Silva, escritor e professor. “O futuro a Deus pertence, mas é difícil alguém se referir, lembra a Covid? Lembra o Sars, o coronavírus? A gente lembrará como os tempos do corona”. O próprio modo de chamar o vírus já é objeto de rinha política e, como lembra Sheila Grillo, “as palavras nunca são neutras, sempre trazem um recorte da realidade”.

Segundo o professor Deonísio da Silva, o desconhecido total, como uma situação de pandemia, faz com que aceitemos passivamente a entrada de siglas e procedimentos científicos nas falas cotidianas “como um valor absoluto” assim como a invasão dos neologismos, “que chegam à nossa casa mudando tudo”. “Não é possível que não tenhamos outro modo de entregar coisas em casa que não seja o 'delivery'”, afirma ele. “Outra palavra que de repente ficou indispensável é o ‘home office’, quando os portugueses, que adaptam muito, já usam o ‘teletrabalho.’”

Grillo lembra que, no esforço de tentar explicar fenômenos novos como este, é comum fazer empréstimos de outras línguas e atualizar termos antigos. “Alguns desses termos são impostos meio na marra”, diz o professor Pasquale Cipro Neto. “Isso é muito chato, quando o gerente do banco fala comigo que tem um ‘call’, que ‘call’?” E nesses tempos em que a testagem em massa tem sido um ponto focal de discussão, outro anglicismo tem dominado as notícias, o de que fulano “testou positivo”. “É traduzido diretamente do inglês”, diz Pasquale. “Não dá para dizer que é errado, porque o uso legitima a expressão, apesar de não ser a sintaxe portuguesa padrão. É uma tradução literal que vigora.”

Enquanto estamos no nosso "lockdown" particular, pedindo delivery pelo app, assistindo a lives e fazendo binge-watching no streaming, as palavras que usamos ganham vida, amadurecem, apodrecem. Sem que notemos, transformam-se.

Folha de São Paulo, Ilustrada, 1º mai. 2020. Adaptado.
A morfossintaxe é a análise feita às orações em termos morfológicos (ou seja, analisa as palavras de uma oração individualmente, independentemente da sua ligação com as outras palavras) e em termos sintáticos (analisa conjuntamente a relação das palavras de uma oração, ou seja, a função que as palavras desempenham na sua formação).
Baseando-se nesse postulado, avalie as afirmações sobre a seguinte passagem transcrita do texto.
“... fulano 'testou positivo'. 'É traduzido diretamente do inglês', diz Pasquale. 'Não dá para dizer que é errado, porque o uso legitima a expressão, apesar de não ser a sintaxe portuguesa padrão. É uma tradução literal que vigora. [...] as palavras que usamos ganham vida, amadurecem, apodrecem. Sem que notemos, transformam-se'."
I - Quanto aos aspectos semânticos e estilísticos, há palavras usadas no sentido denotativo e no sentido figurado.
II - Há uma frase no texto empregada em desacordo com a norma-padrão da língua portuguesa quanto às regras de concordância e de regência.
III - O último período é composto por subordinação e introduzido por uma locução conjuntiva; na segunda oração, o sujeito está elíptico e o verbo exprime ação.
IV - Do ponto de vista da norma-padrão, há dois desvios: a ausência do emprego do sinal indicativo de crase em “à expressão” e a grafia incorreta da palavra “legitima”, que se classifica como proparoxítona e, por isso, deve receber acento gráfico obrigatório: “legítima”.
Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Respostas
2961: D
2962: A
2963: B
2964: C
2965: C
2966: C
2967: C
2968: A
2969: A
2970: E
2971: A
2972: A
2973: E
2974: E
2975: B
2976: A
2977: C
2978: B
2979: E
2980: A