Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Texto para o item.

Internet:<http://www.drauziovarella.uol.com.br/>
Considerando a correção gramatical e a coerência das ideias do texto, julgue o item, que consistem em propostas de substituição para vocábulos e trechos destacados do texto.
“cujos” (linha 18) por as quais seus
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Considerando a correção gramatical e a coerência das ideias do texto, julgue o item, que consistem em propostas de substituição para vocábulos e trechos destacados do texto.
“se” (linha 11) e “tem” (linha 11) por, respectivamente,
caso e tenha
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Palavras gordas, ideias magras
Rodrigo Gurgel
“Você precisa florear o seu texto. Um texto precisa ter palavras bonitas.” Era o que eu ouvia na escola quando comecei a escrever o que antigamente chamávamos de “composições” — o que hoje todos conhecem como “redação”.
Quantos professores não continuam repetindo a mesmíssima coisa para seus alunos e perpetuando a ideia falsa de que todo texto precisa ser, principalmente, enfeitado? Eles, contudo, não o fazem por mal. Repetem esses lugares-comuns porque desconhecem o que é literatura e porque aprenderam que escrever é um exercício de adiposidade verbal: usar palavras gordas para ideias magras, como dizia Álvaro Lins. E é mais fácil repetir o que se aprendeu.
Sejam quais forem as razões que os levam a fazê-lo, o fato é que, ao repetir o aprendido, propagam uma retórica que poderíamos sem exagero chamar de venenosa. Essa retórica, difunde-a o escritor grandiloquente e os críticos que o incensam. Difunde-a a professora que escolhe textos palavrosos e cheios de uma adjetivação vazia, mostrando-os aos alunos como exemplos de boa literatura. Difunde-a o jornalista com seus chavões e frases de efeito em textos ocos e mal escritos. Difundem-na as escolas, os jornais, os portais de notícias da web, de modo que, em toda a parte, o que se encontra é só repetição.
Literários ou não, tais textos não refletem aquilo que o escritor ou autor realmente pensa: não passam de macaqueação. Revelam ainda o equívoco de conceber a escrita como o ato de reunir conceitos prontos e expressões lidas e/ou ouvidas em algum lugar — e enfiá-los todos num papel (ou numa tela). Mas não há escrita sem reflexão. As palavras precisam expressar o que o escritor realmente deseja expressar. Por isso, para se desenredar da retórica perniciosa, quem escreve tem de pensar de forma clara e adequar o seu pensamento às palavras.
Essa questão não nos apresenta somente um problema linguístico ou estético, senão também um problema ético. Pois no substrato da imprecisão no uso das palavras ou do excesso de palavras vazias, há duas coisas: incompetência e insinceridade. Males felizmente remediáveis.
A incompetência se revolve com o estudo, a leitura de bons autores e a produção consciente de textos. A insinceridade, por sua vez, resolve-se com uma mudança de comportamento. É preciso ser sincero consigo mesmo e fazer com que suas palavras digam aquilo que de fato você quer dizer. É preciso, enfim, deixar de ser um mero repetidor.
Disponível em: https://rodrigogurgel.com.br/palavras-gordas-ideias-magras/ Acesso em abril 2022.
( ) No 1º parágrafo, os verbos ser, ouvir e começar aparecem todos flexionados na 1ª pessoa do singular, no pretérito perfeito do indicativo.
( ) Os termos incensam (3º parágrafo) e perniciosa (4º parágrafo) poderiam ser substituídos por acendem e danosa, respectivamente, sem prejuízo ao sentido do texto.
( ) No 2º parágrafo, as formas nominais repetindo e perpetuando ajudam a reforçar a ideia de continuidade de uma ação, o que é característico do gerúndio.
( ) As palavras chamávamos, desconhecem, excesso e consciente apresentam diferentes tipos de dígrafos.
A sequência correta, de cima para baixo, está descrita na alternativa:
São mecanismos de coesão textual, segundo consta em Koch (2010):
I. Referência: pessoal, demonstrativa, comparativa.
II. Substituição: verbal, nominal, frasal.
III. Elipse: nominal, verbal, frasal.
IV. Conjunção: aditiva, adversativa, causal, temporal, continuativa.
V. Coesão lexical: repetição, sinonímia, hiperonímia, uso de nomes genéricos, colocação.
Quais estão corretos?

“Olhou o objeto por trás da cadeira que estava diante dele. Contornou-a e aproximou-se da mesa. Cuidadosamente, pegou o pequeno pássaro esculpido em madeira e, voltando para a cadeira, girou-o entre os dedos, examinando a pequena base pintada de azul”.
A técnica descritiva empregada nesse texto, é:

A expressão em destaque no trecho acima desempenha, em relação ao conteúdo proposicional do período, o mesmo papel do advérbio destacado em:

Pode-se substituir a expressão destacada, sem prejuízo de sentido, por

Os elementos de coesão destacados na frase acima têm valor lógico-semântico
O termo destacado funciona como elemento de coesão entre partes do texto, e pode ser substituído, mantendo-se o sentido geral da frase, por
Julgue o item, relativo a aspectos linguísticos do texto.
Na oração “e também requer uma leitura
clara a respeito da percepção dos valores
organizacionais” (linhas 9 e 10), o sujeito gramatical
reconhecido na forma verbal “requer” remete-se,
semanticamente, nas relações coesivas do texto, a “A
gestão 4.0” (linha 8).
Julgue o item, relativo a aspectos linguísticos do texto.
Dados os sentidos e as relações coesivas do texto, é
correto afirmar que, em “associá-los” (linha 6), “-los”
retoma, por coesão, o termo mais próximo “valores”,
visto que, no segmento “Compreender a cultura e
valores da organização” (linha 5), somente esse termo
está associado à “organização” – “valores da
organização”.
Fragmento do texto “Discurso de ódio promove discriminação e até violência; entenda”, de Paula Rodrigues de Ecoa, publicado em 01/02/2022
Liberdade de expressão justifica o discurso de ódio?
Boa parte dos discursos de ódio nos dias atuais tem sido justificada pela liberdade de expressão, que é um direito constitucional de qualquer cidadão ou cidadã brasileira. Na Constituição está lá: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
O mesmo diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.
Só que existem outros artigos nos dois documentos que também garantem a liberdade de cada um exercer sua religião, ou que nenhum ser humano deve ser discriminado pela cor da pele, por exemplo. Na prática, isso significa que certos discursos e ações não podem ferir esses outros direitos.
“Tem até um slogan importante que diz: liberdade de expressão não significa liberdade de ódio. A pessoa pode até odiar, mas não pode expressar esse ódio. No momento em que ela expressa o ódio, ela está assumindo uma responsabilidade inclusive legal de responder por isso, porque nós temos uma Constituição que diz que todos somos iguais perante a Lei”, diz Jaqueline.
Fonte: www.uol.com.br
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No que se refere à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para o trecho destacado do texto, julgue o item.
“apesar de haver um nível alto de descrença na
ciência” (linhas 18 e 19): a despeito do alto nível de
descrença na ciência
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Considerando a correção gramatical e a coerência textual, julgue o item , quanto às substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto.
“e tampouco” (linha 15) por nem
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A respeito de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
Dadas as relações de coesão do texto, conclui-se que, no
segmento “quem as produz” (linhas 14 e 15), o vocábulo
“as” está empregado em referência a “pesquisas
científicas” (linha 14).
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A respeito de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
A substituição da forma verbal “comprovariam” (linha 3)
por comprovam não prejudicaria a correção gramatical,
mas alteraria o sentido original do texto.
A autora, ao citar outro texto, exemplifica uma marca característica da textualidade.
Assinale a opção que a indica:

