Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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(__)A partir do nome da Escola já se pode dizer que o texto trabalha com o tema voltado para: "uma aula sobre a arte de cantar".
(__)Os termos que compõem a frase nominal: "Lá, bem distante, em tempos muito remotos", comprovam aproximação do fato para que o leitor se situe no tempo e lhe confira o valor inerente à sua credibilidade.
(__)A palavra: "Grilinhos" no grau diminutivo, infere a condição de aprendizes, podendo-se reforçar esta ideia com o termo "discentes".
(__)A explicação do "Grilo aos Grilinhos" centra-se em enaltecer o potencial vocal da própria espécie.
(__)O texto aponta para a comunicação totalmente verbalizada em tom bastante audível, feita pelo diretor aos demais membros da Escola, e a reciprocidade dos referidos aprendizes.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
(__)A partir do nome da Escola já se pode dizer que o texto trabalha com o tema voltado para: "uma aula sobre a arte de cantar".
(__)Os termos que compõem a frase nominal: "Lá, bem distante, em tempos muito remotos", comprovam aproximação do fato para que o leitor se situe no tempo e lhe confira o valor inerente à sua credibilidade.
(__)A palavra: "Grilinhos" no grau diminutivo, infere a condição de aprendizes, podendo-se reforçar esta ideia com o termo "discentes".
(__)A explicação do "Grilo aos Grilinhos" centra-se em enaltecer o potencial vocal da própria espécie.
(__)O texto aponta para a comunicação totalmente verbalizada em tom bastante audível, feita pelo diretor aos demais membros da Escola, e a reciprocidade dos referidos aprendizes.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
(__)A partir do nome da Escola já se pode dizer que o texto trabalha com o tema voltado para: "uma aula sobre a arte de cantar".
(__)Os termos que compõem a frase nominal: "Lá, bem distante, em tempos muito remotos", comprovam aproximação do fato para que o leitor se situe no tempo e lhe confira o valor inerente à sua credibilidade.
(__)A palavra: "Grilinhos" no grau diminutivo, infere a condição de aprendizes, podendo-se reforçar esta ideia com o termo "discentes".
(__)A explicação do "Grilo aos Grilinhos" centra-se em enaltecer o potencial vocal da própria espécie.
(__)O texto aponta para a comunicação totalmente verbalizada em tom bastante audível, feita pelo diretor aos demais membros da Escola, e a reciprocidade dos referidos aprendizes.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
(__)A partir do nome da Escola já se pode dizer que o texto trabalha com o tema voltado para: "uma aula sobre a arte de cantar".
(__)Os termos que compõem a frase nominal: "Lá, bem distante, em tempos muito remotos", comprovam aproximação do fato para que o leitor se situe no tempo e lhe confira o valor inerente à sua credibilidade.
(__)A palavra: "Grilinhos" no grau diminutivo, infere a condição de aprendizes, podendo-se reforçar esta ideia com o termo "discentes".
(__)A explicação do "Grilo aos Grilinhos" centra-se em enaltecer o potencial vocal da própria espécie.
(__)O texto aponta para a comunicação totalmente verbalizada em tom bastante audível, feita pelo diretor aos demais membros da Escola, e a reciprocidade dos referidos aprendizes.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
O vocábulo sublinhado no trecho acima remete a uma outra unidade linguística. Essa unidade está expressa em:
Genebra, 10 de junho de 2022 – A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) atualizou o seu portal de dados sobre a situação das pessoas refugiadas na Ucrânia. A guerra da Ucrânia causou uma das maiores crises de deslocamento forçado até hoje no mundo. Milhões de refugiados atravessaram para países vizinhos, e muitos se tornaram deslocados internos. O ACNUR tem respondido à medida que a situação evolui e que novos dados se tornam disponíveis. O portal apresenta agora o número estimado de pessoas refugiadas em 44 países em toda a Europa, bem como atualizações sobre os postos de fronteira da Ucrânia desde o dia 24 de fevereiro, movimentos de retorno à Ucrânia, e registros de solicitação de proteção temporária na Europa.
(Disponível em: https://www.acnur.org. Acesso em: 29/11/2022.)
Considerando a assistência humanitária prestada pela ONU em relação aos refugiados ucranianos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Fornece dinheiro às pessoas para o básico, como comida e aluguel.
( ) Entrega suprimentos de oeste para leste como, por exemplo, alimentos e lonas para casas danificadas por bombardeios.
( ) Fornece camas dobráveis para pessoas em abrigos antiaéreos.
A sequência está correta em
Natal
É noite de Natal, e estou sozinho na casa de um amigo, que foi para a fazenda. Mais tarde talvez saia. Mas vou me deixando ficar sozinho, numa confortável melancolia, na casa quieta e cômoda. Dou alguns telefonemas, abraço à distância alguns amigos. Essas poucas vozes, de homem e de mulher, que respondem alegremente à minha, são quentes, e me fazem bem. “Feliz Natal, muitas felicidades”; dizemos essas coisas simples com afetuoso calor; dizemos e creio que sentimos, e como sentimos, merecemos. Feliz Natal!
Desembrulho a garrafa que um amigo teve a lembrança de me mandar ontem; vou lá dentro, abro a geladeira, preparo um uísque, e venho me sentar no jardinzinho, perto das folhagens úmidas. Sinto‐me bem, oferecendo‐me este copo, na casa silenciosa, nessa noite de rua quieta. Este jardinzinho tem o encanto sábio e agreste da dona da casa que o formou. É um pequeno espaço folhudo e florido de cores, que parece respirar; tem a vida misteriosa das moitas perdidas, um gosto de roça, uma alegria meio caipira de verdes, vermelhos e amarelos.
Penso, sem saudade nem mágoa, no ano que passou. Há nele uma sombra dolorosa; evoco‐a neste momento, sozinho, com uma espécie de religiosa emoção. Há também no fundo da paisagem escura e desarrumada desse ano, uma clara mancha de sol. Bebo silenciosamente a essas imagens da morte e da vida; dentro de mim elas são irmãs. Penso em outras pessoas. Sinto uma grande ternura pelas pessoas; sou um homem sozinho, numa noite quieta, junto de folhagens úmidas, bebendo gravemente em honra de muitas pessoas.
De repente um carro começa a buzinar com força, junto ao meu portão. Talvez seja algum amigo que venha me desejar Feliz Natal ou convidar para ir a algum lugar. Hesito ainda um instante; ninguém pode pensar que eu esteja em casa a esta hora. Mas a buzina é insistente. Levanto‐me com certo alvoroço, olho a rua, e sorrio; é um caminhão de lixo. Está tão carregado, que nem se pode fechar; tão carregado como se trouxesse todo o lixo do ano que passou, todo o lixo da vida que se vai vivendo. Bonito presente de Natal!
O motorista buzina ainda algumas vezes, olhando uma janela do sobrado vizinho. Lembro‐me de ter visto naquela janela uma jovem mulata de vermelho, sempre a cantarolar e espiar a rua. É certamente a ela quem procura o motorista retardatário; mas a janela permanece fechada e escura. Ele movimenta com violência seu grande carro negro e sujo; parte com ruído, estremecendo a rua.
Volto à minha paz, e ao meu uísque. Mas a frustração do lixeiro, e a minha também, quebraram o encanto solitário da noite de Natal. Fecho a casa e saio devagar; vou humildemente filar uma fatia de presunto e de alegria na casa de uma família amiga.
(Rubem Braga. In: 200 Crônicas Escolhidas. Editora Record, 2010. Adaptado.)
( ) Em “[...] o futuro que ela vê, [...]” (1º§), o pronome pessoal tem como referente a mãe de Mafalda e foi usado a fim de evitar repetições desnecessárias no texto.
( ) Em “Como ela não perceberia isso, [...]” (2º§), há dois elementos de reiteração: os pronomes “ela” e “isso”. Nos dois casos, esses elementos estabelecem relação anafórica com a informação a que fazem referência.
( ) Em “Este talvez seja o aspecto mais explicitamente feminista de Mafalda: o familiar – o pessoal – é político.” (5º§), o pronome demonstrativo “este” estabelece relação catafórica com a informação a que faz referência.
( ) Em “[...] porque o trabalho doméstico a oprime, estrangula-a, degrada-a [...]” (5º§), há apenas dois elementos de referenciação. Ambos estão pospostos ao verbo com que se relacionam, em situação de ênclise, já que não há fator de próclise.
A sequência está correta em
Dê uma chance ao ser humano
A vizinha tocou a campainha e, quando abri a porta, surpreso com a visita inesperada, ela entrou, me abraçou forte e falou devagar, olhando fundo nos meus olhos: “Você tem sido um vizinho muito compreensivo e eu ando muito relapsa na criação dos meus cachorros. Isso vai mudar!” Desde então, uma série de procedimentos na casa em frente à minha acabou com um pesadelo que me atormentou por mais de um ano. Sei que todo mundo tem um caso com o cachorro do vizinho para contar, mas, com final feliz assim, francamente, duvido. A história que agora passo a narrar do início explica em grande parte por que ainda acredito no ser humano – ô, raça!
Não sei se os outros vizinhos decidiram em assembleia que esperariam a todo custo por uma reação minha, mas, para encurtar a história, o fato é que, um ano e tanto depois da chegada do primeiro pastor alemão àquela casa, eu tive um ataque, enlouqueci, surtei. Imagine o mico: vinha chegando da rua com meus filhos – gêmeos de 10 anos –, chovia baldes, eu não conseguia achar as chaves e os bichos gritavam como se fôssemos assaltantes de banco. Segura o guarda-chuva! Cadê as chaves? Será que não podiam ao menos parar de latir um pouco, caramba? – Cala a boooooocaaaa! – gritei para ser ouvido em todo o bairro. Os cachorros emudeceram por dez segundos. Fez--se um silêncio profundo na Gávea. Os garotos me olhavam como se estivessem vendo alguém assim, inteiramente fora de si, pela primeira vez na vida. Eu mesmo não me reconhecia, mas, à primeira rosnada que se seguiu, resolvi ir em frente, impossível recuar: “Cala a booooocaaaa! Cala a boooocaaaaa!” Silêncio total. Os meninos estavam agora admirados: acho que jamais tinham visto aqueles bichos de boca fechada.
Havia muito tempo que não entrava nem saía de casa sem que os cães dessem alarme de minha presença na rua. Tinha vivido uma época de separações, morte de gente muito querida, além de momentos de intensa felicidade, sempre com aqueles bichos latindo sem parar. De manhã, de tarde, de noite, de madrugada, manja pesadelo? “Seus cachorros são insuportáveis e, se vocês nada fizerem a respeito – estamos no Brasil, tudo é possível –, eu vou me embora, me mudo, sumo daqui...” – escrevi algo assim, mais resignado que irritado, o arquivo original sumiu do computador.
Mas chegou aonde devia ou a vizinha não teria me dado aquele abraço comovido na noite em que abri a porta, surpreso com ela se anunciando no interfone, depois de meu chilique diante de casa. No dia seguinte chegou carta do marido dela: “Seu incômodo é o nosso, agravado pelo fato de sermos responsáveis por essas criaturas que adotamos não para funções policiais, mas por amor mesmo. Try a little bit harder, diz a canção, e é o que será feito. Desculpe os aborrecimentos. Agradeço sua paciência e educação”.
Desde então – há coisa de um mês, portanto –, meus vizinhos têm feito o possível para controlar o ímpeto de seus bichos, que já não me vigiam dia e noite, arrumaram para eles coisa decerto mais interessante a fazer no quintal. Quando o DNA de Rin-tin-tin ameaça se manifestar, são chamados à atenção e se calam. Às vezes não acredito que isso esteja realmente acontecendo neste mundo cão em que vivemos. Se não estou vendo coisas – o que também ocorre com certa frequência –, o ser humano talvez ainda tenha alguma chance de dar certo. Pense nisso!
(VASQUES, Tutty. In: Santos, Joaquim Ferreira dos (Org.). As cem melhores
crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. Adaptado.)