Questões de Concurso
Sobre análise sintática em português
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Leia o Texto II para responder à questão.
Texto II

Leia o texto abaixo e responda à questão
TEXTO I
Banhos de mar
Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda.
Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levaria para Olinda, ainda na escuridão?
De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. (...)
Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária.
O mar de Olinda era muito perigoso. Davam-se alguns passos em um fundo raso e de repente caía-se num fundo de dois metros, calculo.
Outras pessoas também acreditavam em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva-vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam-se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar.
O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele.
Não demorávamos muito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabinas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça.
Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a brisa ia secando meus cabelos duros de sal.
A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais?
Nunca mais. Nunca.
Clarice Lispector. A descoberta do Mundo.
pp. 249-251. Editora Nova fronteira, Rio, 1984
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Crianças brasileiras vão melhor em linguagem do que em matemática, diz OCDE
Um levantamento recente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que crianças brasileiras de 5 anos têm desempenho acima da média global em linguagem, com 502 pontos, mas ficam atrás em matemática, com 456.
A diferença também reflete desigualdade social: 80% das crianças de famílias mais ricas reconhecem números nessa idade, contra 68% entre as mais pobres. O dado indica que a defasagem em raciocínio lógico começa antes mesmo do ensino fundamental.
O cenário ajuda a explicar os resultados mais adiante. Segundo o PISA 2022, apenas 27% dos estudantes brasileiros de 15 anos atingem o nível mínimo de proficiência em matemática.
Para o diretor-geral do Colégio Sigma, Marcelo Tavares, a dificuldade precoce em matemática tende a se acumular ao longo da trajetória escolar. "Quando o aluno não desenvolve o raciocínio lógico desde cedo, ele chega às etapas seguintes com lacunas que impactam diretamente o aprendizado", afirma.
Diante desse quadro, escolas têm adotado estratégias para tentar melhorar o desempenho, com foco em resolução de problemas, desafios e participação ativa dos alunos. A proposta é desenvolver o raciocínio lógico e tornar o aprendizado mais aplicável ao cotidiano.
Competições como o Concurso Canguru de Matemática, presente em mais de 100 países, fazem parte desse movimento ao propor questões que estimulam lógica, interpretação e criatividade.
Segundo Tavares, o engajamento é um dos principais desafios. "Quando o aprendizado se apresenta em forma de desafio, ele deixa de ser abstrato e passa a fazer sentido. Isso ajuda a aproximar o aluno da matemática", diz.
Fonte: CNN BRASIL. Crianças brasileiras vão melhor em linguagem do que em matemática, diz OCDE. [S. l.], 6 maio 2026. Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/criancas-brasileiras-vao-melhor-em-linguagem-do-que-em-matematica-diz-ocde/. Acesso em: 11 ago. 2026.
Considerando os conceitos de frase, oração e período, assinale a alternativa correta.
“Área esta que, por sua vez, é considerada multidisciplinar e que, em essência, tem como meta garantir a saúde e a integridade física de todos os envolvidos”.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas
A presença da emergência climática nos currículos escolares ainda avança em ritmos distintos ao redor do mundo.
Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026. Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.
Considerando a classificação das orações que compõem o período acima, assinale a alternativa correta.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
O desafio da convivência em uma sociedade conectada.
Nunca a humanidade produziu e compartilhou tantas informações quanto na atualidade. Em poucos segundos, notícias atravessam continentes, opiniões se multiplicam nas redes sociais e acontecimentos locais tornam-se conhecidos em escala mundial. Paradoxalmente, essa facilidade de comunicação não tem sido suficiente para fortalecer o diálogo entre as pessoas. Em muitos casos, observa-se justamente o contrário: opiniões divergentes passam a ser tratadas como ofensas pessoais, o respeito cede espaço à intolerância e o debate perde qualidade.
Nesse contexto, torna-se evidente que o acesso à informação, embora indispensável, não garante, por si só, uma convivência democrática. Saber ouvir, interpretar diferentes pontos de vista e fundamentar argumentos com responsabilidade constituem habilidades tão importantes quanto dominar tecnologias ou acumular conhecimentos técnicos. Afinal, a informação somente produz transformação quando é acompanhada de reflexão crítica.
A escola, por sua vez, desempenha papel essencial na formação de cidadãos capazes de exercer a participação social de forma ética e consciente. Mais do que transmitir conteúdos, ela deve promover experiências que desenvolvam a autonomia intelectual, o pensamento crítico e o respeito às diferenças. Esse compromisso ultrapassa os limites da sala de aula, pois prepara indivíduos para enfrentar desafios sociais cada vez mais complexos.
Assim, em uma sociedade marcada pela velocidade das mudanças, o verdadeiro diferencial não está apenas na quantidade de informações disponíveis, mas na capacidade de utilizá-las com discernimento, responsabilidade e compromisso com o bem coletivo. O desenvolvimento de uma comunidade mais justa depende menos da tecnologia em si e muito mais da forma como as pessoas escolhem agir diante dela.
Considere o seguinte trecho retirado do texto:
"A escola deve promover experiências que desenvolvam a autonomia intelectual."
Caso a oração seja corretamente reescrita na voz passiva analítica, mantendo-se o sentido e a correção gramatical, obtém-se:
TEXTO PARA A QUESTÃO.
O desafio da convivência em uma sociedade conectada.
Nunca a humanidade produziu e compartilhou tantas informações quanto na atualidade. Em poucos segundos, notícias atravessam continentes, opiniões se multiplicam nas redes sociais e acontecimentos locais tornam-se conhecidos em escala mundial. Paradoxalmente, essa facilidade de comunicação não tem sido suficiente para fortalecer o diálogo entre as pessoas. Em muitos casos, observa-se justamente o contrário: opiniões divergentes passam a ser tratadas como ofensas pessoais, o respeito cede espaço à intolerância e o debate perde qualidade.
Nesse contexto, torna-se evidente que o acesso à informação, embora indispensável, não garante, por si só, uma convivência democrática. Saber ouvir, interpretar diferentes pontos de vista e fundamentar argumentos com responsabilidade constituem habilidades tão importantes quanto dominar tecnologias ou acumular conhecimentos técnicos. Afinal, a informação somente produz transformação quando é acompanhada de reflexão crítica.
A escola, por sua vez, desempenha papel essencial na formação de cidadãos capazes de exercer a participação social de forma ética e consciente. Mais do que transmitir conteúdos, ela deve promover experiências que desenvolvam a autonomia intelectual, o pensamento crítico e o respeito às diferenças. Esse compromisso ultrapassa os limites da sala de aula, pois prepara indivíduos para enfrentar desafios sociais cada vez mais complexos.
Assim, em uma sociedade marcada pela velocidade das mudanças, o verdadeiro diferencial não está apenas na quantidade de informações disponíveis, mas na capacidade de utilizá-las com discernimento, responsabilidade e compromisso com o bem coletivo. O desenvolvimento de uma comunidade mais justa depende menos da tecnologia em si e muito mais da forma como as pessoas escolhem agir diante dela.
Observe o período abaixo.
"Nesse contexto, torna-se evidente que o acesso à informação, embora indispensável, não garante, por si só, uma convivência democrática."
A expressão destacada "embora indispensável" estabelece, em relação à oração principal, uma ideia de:
A respeito das relações morfossintáticas presentes no período, assinale a alternativa correta.
Com base na análise sintática dos termos do período, assinale a alternativa correta.
Para responder à questão leia o texto abaixo.
Tipos de corantes presentes em rótulos de iogurtes
O iogurte é um dos poucos alimentos consumidos há mais de 4.000 anos, mas foi em 1950 que esse produto teve sua popularidade aumentada ao ser considerado benéfico para saúde. Desde então, esse alimento vem ganhando espaço e passando a fazer parte dos hábitos alimentares de muitas pessoas. Dados de consumo domiciliar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que o iogurte respondeu por 5% do consumo de lácteos entre 2017 e 2018, sendo o quinto derivado lácteo mais consumido no país, o que demonstra a sua alta aceitabilidade sensorial.
O iogurte é composto por leite e/ou leite reconstituído, padronizado em seu conteúdo de gordura e pode, a depender do seu sabor, obter preparados à base de polpa de frutas e aditivos alimentares. É obtido a partir da fermentação láctica mediante a ação de bactérias ácido-lácticas específicas como Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus thermophilus, as quais, de forma complementar, podem ser acompanhadas de outras bactérias ácido-láticas que, por sua atividade, podem contribuir para as características do produto final. Este alimento é rico em cálcio, proteínas de alto valor biológico, magnésio e fósforo, além de ser fonte de vitaminas como retinol, colecalciferol, tiamina, riboflavina, niacina, ácido fólico e cobalamina, o que faz com que ele contribua para o funcionamento adequado do sistema imunológico.
Apesar de ser uma bebida de alto valor nutricional, é pertinente analisar a composição deste produto no momento da sua aquisição. Dessa forma, a rotulagem nutricional constitui-se como uma importante ferramenta para os consumidores, auxiliando-os na identificação da composição nutricional dos alimentos.
Além da composição do iogurte, um fator que merece atenção é a presença de aditivos alimentares, que são substâncias adicionadas intencionalmente aos alimentos. Ao se considerar a cor como um fator de grande influência na aceitação dos alimentos, pode-se destacar o uso dos corantes alimentícios, aditivos alimentares que possuem a propriedade de conferir ou intensificar a coloração dos alimentos e bebidas. Os corantes podem ser divididos em corantes orgânicos naturais, obtidos a partir de vegetal ou animal; corantes orgânicos sintéticos, obtidos por síntese orgânica através de processo tecnológico adequado; corantes inorgânicos que são obtidos a partir de substâncias minerais; e corante caramelo, obtido pelo aquecimento de açúcares.
Apesar de serem muito utilizados pela indústria de alimentos, os corantes artificiais podem causar efeitos adversos à saúde, como alguns tipos de câncer, hipersensibilidade alimentar, transtorno de déficit de atenção (TDAH), hiperatividade, dor de cabeça, anemia, doenças renais e reações alérgicas como asma, bronquite e rinite. Entretanto, a maioria dos advindos de fontes naturais possuem efeitos benéficos à saúde, como propriedades antioxidantes, proteção contra danos oxidativos a componentes celulares, prevenção de doenças cardiovasculares, ação anticarcinogênica, efeitos anti-inflamatórios, imunomoduladores e potencial para modificar o microbioma intestinal.
Pode-se observar que o consumo de produtos que apresentam corantes artificiais e naturais é bastante disseminado no Brasil e os possíveis efeitos tóxicos de alguns desses compostos têm gerado preocupação nos últimos anos por parte dos pesquisadores. Portanto, tendo em vista o elevado consumo de alimentos contendo esta classe de aditivos e o risco potencial devido à exposição em longo prazo, torna-se importante a sua identificação е diferenciação na rotulagem de alimentos.
Fonte: SOARES, E. et al. Tipos de corantes presentes em rótulos de iogurtes: estudo exploratório descritivo. Revista da Associação Brasileira de Nutrição - RASBRAN, [S. /], v. 15, p. 1-13, 2024 (com adaptações).
O iogurte é composto por leite e/ou Ieite reconstituído...
I. O termo O iogurte cumpre a função de sujeito simples.
II. O morfema re- no vocábulo reconstituído constitui um sufixo que expressa a ideia de repetição.
III. O vocábulo por consiste em uma preposição que, na frase, estabelece uma relação de causa.
Está INCORRETO o que se afirma em:
Para responder à questão leia o texto abaixo.
Tipos de corantes presentes em rótulos de iogurtes
O iogurte é um dos poucos alimentos consumidos há mais de 4.000 anos, mas foi em 1950 que esse produto teve sua popularidade aumentada ao ser considerado benéfico para saúde. Desde então, esse alimento vem ganhando espaço e passando a fazer parte dos hábitos alimentares de muitas pessoas. Dados de consumo domiciliar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que o iogurte respondeu por 5% do consumo de lácteos entre 2017 e 2018, sendo o quinto derivado lácteo mais consumido no país, o que demonstra a sua alta aceitabilidade sensorial.
O iogurte é composto por leite e/ou leite reconstituído, padronizado em seu conteúdo de gordura e pode, a depender do seu sabor, obter preparados à base de polpa de frutas e aditivos alimentares. É obtido a partir da fermentação láctica mediante a ação de bactérias ácido-lácticas específicas como Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus thermophilus, as quais, de forma complementar, podem ser acompanhadas de outras bactérias ácido-láticas que, por sua atividade, podem contribuir para as características do produto final. Este alimento é rico em cálcio, proteínas de alto valor biológico, magnésio e fósforo, além de ser fonte de vitaminas como retinol, colecalciferol, tiamina, riboflavina, niacina, ácido fólico e cobalamina, o que faz com que ele contribua para o funcionamento adequado do sistema imunológico.
Apesar de ser uma bebida de alto valor nutricional, é pertinente analisar a composição deste produto no momento da sua aquisição. Dessa forma, a rotulagem nutricional constitui-se como uma importante ferramenta para os consumidores, auxiliando-os na identificação da composição nutricional dos alimentos.
Além da composição do iogurte, um fator que merece atenção é a presença de aditivos alimentares, que são substâncias adicionadas intencionalmente aos alimentos. Ao se considerar a cor como um fator de grande influência na aceitação dos alimentos, pode-se destacar o uso dos corantes alimentícios, aditivos alimentares que possuem a propriedade de conferir ou intensificar a coloração dos alimentos e bebidas. Os corantes podem ser divididos em corantes orgânicos naturais, obtidos a partir de vegetal ou animal; corantes orgânicos sintéticos, obtidos por síntese orgânica através de processo tecnológico adequado; corantes inorgânicos que são obtidos a partir de substâncias minerais; e corante caramelo, obtido pelo aquecimento de açúcares.
Apesar de serem muito utilizados pela indústria de alimentos, os corantes artificiais podem causar efeitos adversos à saúde, como alguns tipos de câncer, hipersensibilidade alimentar, transtorno de déficit de atenção (TDAH), hiperatividade, dor de cabeça, anemia, doenças renais e reações alérgicas como asma, bronquite e rinite. Entretanto, a maioria dos advindos de fontes naturais possuem efeitos benéficos à saúde, como propriedades antioxidantes, proteção contra danos oxidativos a componentes celulares, prevenção de doenças cardiovasculares, ação anticarcinogênica, efeitos anti-inflamatórios, imunomoduladores e potencial para modificar o microbioma intestinal.
Pode-se observar que o consumo de produtos que apresentam corantes artificiais e naturais é bastante disseminado no Brasil e os possíveis efeitos tóxicos de alguns desses compostos têm gerado preocupação nos últimos anos por parte dos pesquisadores. Portanto, tendo em vista o elevado consumo de alimentos contendo esta classe de aditivos e o risco potencial devido à exposição em longo prazo, torna-se importante a sua identificação е diferenciação na rotulagem de alimentos.
Fonte: SOARES, E. et al. Tipos de corantes presentes em rótulos de iogurtes: estudo exploratório descritivo. Revista da Associação Brasileira de Nutrição - RASBRAN, [S. /], v. 15, p. 1-13, 2024 (com adaptações).
Para responder às questão, Ieia o texto abaixo.
Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços
As novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à aids atingiram os menores níveis globais em 2025, apontam relatórios divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids). No entanto, a organização alerta que este avanço está ameaçado pela queda do financiamento para ações de prevenção e tratamento. Em todo o mundo foram registrados 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV, o que representa uma redução de cerca de 40% desde 20'10. Já o número de mortes por aids no ano passado chegou a 570 mil.
Por outro lado, cresceu o número de novos casos em 21 países e três regiões do mundo. O Brasil está entre esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a remédios de prevenção em 41% o em resposta a esse aumento. O relatório foi divulgado na 26ª Conferência Internacional de Aids, ocorrida em julho, no Brasil.
A diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima, ressaltou que o fim da epidemia de aids já não é mais apenas uma aspiração, e, sim, um feito alcançável, graças às inovações científicas, especialmente a profilaxia préexposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses.
"Essa é uma das maiores oportunidades que nos temos de acabar com a epidemia. Mas avanços científicos isolados não vão acabar com a aids. Inovação sem acesso não é inovação, e, sim, injustiça. Esses medicamentos continuam fora de alcance para a maioria das pessoas que precisam deles", enfatizou.
A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à PrEP injetável de longa duração para que o mundo consiga alcançar a nova meta de acabar com a aids como ameaça de saúde pública até 2030. O compromisso foi firmado pelos países-membros das Nações Unidas há algumas semanas.
"lsso significa preços acessíveis, competição via genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia, rápida introdução dentro dos programas nacionais", ressalvou Winnie.
"A ciência fez o seu trabalho, agora, a política precisa Íazer o dela. A pergunta não é mais se a gente consegue acabar com a aids, e, sim, se nos escolheremos acabar com a aids. Se isso for realmente implementado, podemos prevenir 3,2 milhões de novas infecções e 1,3 milhão de mortes relacionadas à aids", complementou a diretora-geral da Unaids.
O primeiro passo para isso é a recomposição dos investimentos globais no tratamento e na prevenção do HIV, defende o programa das Nações Unidas. Os recursos do principal programa de assistência aos países de baixa renda, o Overseas Development Assistance (ODA), caíram 23% em 2025, afetando fortemente os programas de HIV. Alguns países africanos dependem desses recursos para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.
Isso impacta a oferta de novas tecnologias de prevenção, mas também o tratamento de pessoas já infectadas. Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento, proporção que sobe para quase metade entre as crianças.
Fonte: https:4agenciabrasil.ebc.com.brlsaude/nolicia / 2026 - 07linfeccoes-e-mortes-por-hiv-caem-mas-Íalta-de-recursos-ameacaavancos
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Educação climática avança nas escolas, mas ainda tem lacunas no currículo
A presença da emergência climática nos currículos escolares ainda avança em ritmos distintos ao redor do mundo.
Dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) mostram que 47% dos currículos nacionais de 100 países não mencionam tema, enquanto 20% dos professores afirmam não se sentir preparados para orientar os alunos.
No Brasil, esse cenário tem impulsionado iniciativas voltadas à ampliação da educação climática, como a Reconectta, que, por meio do movimento "Escolas pelo Clima", já mobiliza mais de 1 milhão de estudantes e 100 mil educadores em 480 municípios, com foco em ações práticas de engajamento.
Para Livia Ribeiro, sócia-fundadora da Reconectta, a presença do tema na educação formal está em processo de consolidação. "É importante lembrarmos que, embora a ciência estude o aquecimento global há bastante tempo, a emergência climática como pauta presente na sociedade como um todo no debate público, de forma mais latente, é um fenômeno relativamente recente, talvez entre 5 e 10 anos", afirma. Segundo ela, a incorporação do assunto envolve mudanças culturais e estruturais. "O tema ainda é tratado muitas vezes como opcional, como algo que cabe numa semana temática, num projeto de feira de ciências, e não como parte do currículo permanente", comenta.
A preparação dos educadores é um dos pontos centrais nesse processo. Livia destaca que o desafio está relacionado à necessidade de ampliar formação e suporte contínuo. "Essa ausência do tema nos currículos dificulta a compreensão da temática e impede que eles realmente entendam o que está acontecendo, por que está acontecendo e, principalmente, como podem se envolver nas soluções".
Os efeitos das mudanças climáticas já fazem parte da realidade de muitos estudantes. Um relatório do Unicef aponta que, apenas em 2024, mais de um milhão de crianças e jovens brasileiros tiveram os estudos interrompidos por eventos extremos. Nesse contexto, a compreensão do tema ganha relevância. "Essa ausência desse tema nos currículos dificulta a compreensão da temática, que eles realmente entendam o que está acontecendo, por que está acontecendo e principalmente como que eles podem se envolver nas soluções", explica.
Com foco na prática, o movimento "Escolas pelo Clima" propõe que cada instituição desenvolva ao menos uma ação ao longo do ano. "A prática, ela é o coração do movimento", afirma Livia. A iniciativa oferece formações, materiais de apoio e reconhecimento às escolas, além de estimular a troca de experiências entre diferentes regiões.
A proposta também considera as particularidades de cada território. "Não existe receita pronta para que essa prática aconteça nas escolas", ressalta. "A gente dá caminhos, inspirações e uma série de apoio para que essas ações aconteçam de forma muito contextualizada em cada território." Em 2025, cerca de 700 ações foram realizadas no país.
A diversidade de contextos, especialmente na rede pública, que representa 70% das instituições participantes, demanda soluções flexíveis. "O segredo está em transformar a sustentabilidade em uma estratégia institucional, e não apenas em um projeto passageiro, garantindo que esse aprendizado seja continuado", afirma.
Além das escolas, a iniciativa também dialoga com o setor corporativo, conectando programas de responsabilidade social a uma rede já engajada. "Quando a gente age de forma integrada com esses diferentes atores da sociedade, a gente consegue não apenas compromissos de longo prazo, mas resultados sistêmicos e permanentes", diz Livia.
Fonte: NICOLAU, André. Educação climática avança nas escolas, mas ainda tem lacunas no currículo. CNN Brasil, [S. l.], 8 jun. 2026.
Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/educacao-climatica-avanca-nas-escolas-mas-ainda-tem-lacunas-no-curriculo/. Acesso em: 9 ago. 2026.
I.No trecho, observa-se a repetição de um termo constituindo um exemplo de pleonasmo sintático.
PORQUE
II.A expressão 'ela' retoma o termo 'a prática', que já exerce a função de sujeito, resultando na repetição desnecessária desse elemento na mesma oração.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta.
I. Sob a perspectiva sociopolítica, o texto evidencia o conflito de interesses e a perda de controle ético na delegação dos processos regulatórios à própria IA.
II. O termo I.A. é empregado duas vezes na mesma frase com papéis sintático-semânticos distintos: como agente regulador e como objeto regulado.
III. Os traços fisionômicos do robô secundarizam a intenção do autor, servindo apenas como elemento decorativo que corrobora a idoneidade da máquina na redação dos marcos regulatórios.
Está CORRETO o que se afirma em:
(1ª parte): Sintaticamente, o pronome se funciona como objeto indireto do verbo preocupe, indicando que a ação verbal recai sobre o próprio emissor da mensagem.
(2ª parte): A presença do advérbio Não antes do verbo exige gramaticalmente a colocação do pronome se em próclise por se tratar de palavra atrativa.
(3ª parte): No plano da sintaxe do período composto, a frase atua como oração subordinada substantiva subjetiva em relação à fala seguinte.
Pode-se afirmar que:
Diagnóstico do câncer: estamos diante da próxima grande transformação?
Por Fernando Maluf

(Disponível em: forbes.com.br/colunas/2026/07/diagnostico-do-cancer-estamos-diante-da-proxima-grandetransformacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

