Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Q4318482 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo. 

Cai diferença entre homens e mulheres no acesso ao emprego formal

    Do total de 62,8 milhões de empregos formais ativos no Brasil, incluindo trabalhadores com carteira assinada e agentes públicos, as mulheres ainda não representam a maioria, mas a diferença em relação aos homens caiu nos últimos anos. É o que mostram dados da Rais Mensal de junho deste ano, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) reúne estatísticas sobre o mercado de trabalho a partir de informações coletadas de empresas e órgãos públicos. Ao todo, as mulheres ocupam 46,4% dos postos de trabalho, somando 29.182.235 de vínculos trabalhistas. Os homens estão registrados em 33.708.974 vagas, 53,6% dos postos de trabalho.
    Essa distância era maior em janeiro de 2023, quando 55,7% das vagas eram ocupadas por pessoas do sexo masculino, contra 44,2% do sexo feminino. O mercado de trabalho brasileiro acumulou saldo positivo de 10,1 milhões de vínculos de emprego formal, entre janeiro de 2023 e junho de 2026, segundo o balanço apresentado pelo MTE. Desse montante, 5,8 milhões das vagas formais foram ocupadas por mulheres, enquanto 4,3 milhões foram ocupadas por homens.
     A Rais Mensal também trouxe informações atualizadas sobre a diversidade racial no mercado de trabalho brasileiro. Dos 62,8 milhões de vínculos formais, tanto no setor público quanto privado, 27,3 milhões são de pessoas autodeclaradas pardas, enquanto outras 26,8 milhões são pessoas autodeclaradas brancas. Os trabalhadores que se autodeclaram pretos correspondem a 4,6 milhões. Amarelos, 600 mil, e indígenas, 239 mil. Outros 31 milhões de vínculos trabalhistas não tiveram a informação racial registrada, um número que era de mais de 17,2 milhões há pouco mais de três anos e meio.
    "Nós temos hoje mais gente preta ou parda em relação à população branca, mas essa é uma informação não demandada, tanto que o não informado diminuiu de 17 milhões para 3 milhões, porque a gente fez uma campanha forte com as empresas para que elas voltassem a informar”, explicou a subsecretaria de Estatística do MTE, Paula Montagner, durante apresentação dos dados.
    A escolaridade dos trabalhadores também evoluiu no mercado de trabalho nos últimos anos. Mais da metade dos trabalhadores (54%), o que representa 33,7 milhões de pessoas com vínculos formais, têm ensino médio, e 15,2 também trouxe informações milhões ensino superior ou pós-graduação. A expansão dos empregos também foi maior entre os trabalhadores mais experientes, sendo que 74% têm pelo menos 30 anos de idade. 
    O rendimento médio dos trabalhadores em emprego formal no Brasil ficou em R$ 4.389,49. O setor de serviços segue como o maior gerador de empregos formais no país, respondendo atualmente por 382 milhões de vagas, seguido pelo comércio (10,5 milhões), indústria (9,1 milhões), construção (3 milhões) e agropecuária (1,8 milhão).

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/cai- diferenca-entre-homens-e-mulheres-no-acesso-ao-emprego-formal (adaptado)
No final do segundo parágrafo, lê-se o seguinte trecho: Desse montante, 5,8 milhões das vagas formais foram ocupadas por mulheres, enquanto 4,3 milhões foram ocupadas por homens. Se convertermos a primeira oração desse período (...5,8 milhões das vagas formais foram ocupadas por mulheres...) para a voz ativa, a redação resultante e gramaticalmente CORRETA sera: 
Alternativas
Q4318345 Português
Cães entendem quando estamos felizes ou tristes pelas nossas expressões faciais


Por Ana Clara Caielli Barreiro


Q1_20.png (762×697)

(Disponível em: super.abril.com.br/ciencia/caes-entendem-quando-estamos-felizes-ou-tristes-pelas-nossasexpressoes-faciais-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta a função sintática correta da expressão sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto:

“A ressonância permitiu captar a atividade cerebral dos cachorros diante de cada uma das imagens”.
Alternativas
Q4318344 Português
Cães entendem quando estamos felizes ou tristes pelas nossas expressões faciais


Por Ana Clara Caielli Barreiro


Q1_20.png (762×697)

(Disponível em: super.abril.com.br/ciencia/caes-entendem-quando-estamos-felizes-ou-tristes-pelas-nossasexpressoes-faciais-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a classificação correta do sujeito relativo à forma verbal “aumentava” no trecho a seguir, retirado do texto:

“Ao ver as pessoas felizes, a atividade em regiões do cérebro relacionadas ao processamento cognitivo e à recompensa aumentava”.
Alternativas
Q4318334 Português
Cães entendem quando estamos felizes ou tristes pelas nossas expressões faciais


Por Ana Clara Caielli Barreiro


Q1_20.png (762×697)

(Disponível em: super.abril.com.br/ciencia/caes-entendem-quando-estamos-felizes-ou-tristes-pelas-nossasexpressoes-faciais-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
De acordo com o texto, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A oração reduzida em “Ao ver as pessoas felizes, a atividade em regiões do cérebro relacionadas ao processamento cognitivo e à recompensa aumentava” pode ser desenvolvida como “Quando via as pessoas felizes”.
( ) A oração reduzida em “oito cachorros (seis border collies, um labrador e um golden retriever) foram treinados para conseguir permanecer” pode ser desenvolvida como “a fim de conseguirem permanecer”.
( ) A oração “sem colocar em jogo a familiaridade com seus tutores” pode ser desenvolvida como “sem que se colocasse em jogo [...]”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4318332 Português
Cães entendem quando estamos felizes ou tristes pelas nossas expressões faciais


Por Ana Clara Caielli Barreiro


Q1_20.png (762×697)

(Disponível em: super.abril.com.br/ciencia/caes-entendem-quando-estamos-felizes-ou-tristes-pelas-nossasexpressoes-faciais-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas a respeito dos recursos coesivos empregados no trecho a seguir, retirado do texto:

“A ideia era analisar o cérebro dos cachorros enquanto eles entravam em contato com diferentes expressões humanas. Isso pode até parecer algo simples, mas demandou uma logística complexa da equipe de pesquisadores”.

I. O referente do pronome “isso” é “expressões humanas”.
II. O pronome pessoal “eles” substitui o substantivo “cachorros”.
III. A conjunção “mas” introduz uma ideia que se opõe à expressão “algo simples”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4318194 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim!

Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser,
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter...

Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos
De mim, estou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos!


Autor: Fernando Pessoa.

No verso De mim, estou de mim partido, o autor utiliza recursos estilísticos e sintáticos para expressar a crise existencial do sujeito poético. A respeito da construção desse verso e do seu efeito de sentido no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4318150 Português
Loucura sem cura




(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/08/loucura-semcura-cmt24vpro01rt015hk4nrhgbo.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa que apresenta uma oração com predicado verbo-nominal.
Alternativas
Q4318148 Português
Loucura sem cura




(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/08/loucura-semcura-cmt24vpro01rt015hk4nrhgbo.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa que indica a classificação correta do sujeito das duas formas verbais sublinhadas no trecho a seguir retirado do texto.

“mas sempre se pode atenuar a dor quando se sabe de onde vêm as nossas perturbações”.
Alternativas
Q4318145 Português
Loucura sem cura




(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/08/loucura-semcura-cmt24vpro01rt015hk4nrhgbo.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, o sentido atribuído pelo emprego das preposições sublinhadas no trecho a seguir retirado do texto.

“Com o nervo exposto, eles escreveram sobre a toxicidade de se conviver com um pai narcisista”.
Alternativas
Q4318142 Português
Loucura sem cura




(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/08/loucura-semcura-cmt24vpro01rt015hk4nrhgbo.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando a função sintática aos respectivos pronomes oblíquos destacados em negrito nos trechos a seguir retirados do texto.

Coluna 1

1. Objeto direto.
2. Objeto indireto.

Coluna 2

( ) “passará os dias inventando histórias, pois a verdade lhe é intolerável”.
( ) “por isso me parece importante que se identifiquem os fatores”.
( ) “há sempre uma mãe submissa casada com o pai narcisista, e essa união desastrosa acaba afetando-a”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4317324 Português

Insetos a favor da Lei: a entomologia forense como aliada da justiça na Amazônia


No Pará, peritos e pesquisadores utilizam moscas e outros insetos para estimar o tempo de morte, identificar circunstâncias de crimes e ampliar as possibilidades de investigação forense.


        Era mais um dia de plantão do perito criminal Augusto Andrade. Dessa vez, ele tinha sido chamado para coletar evidências em uma residência no município de São Domingos do Araguaia, região sudeste do estado do Pará. No local, o corpo de uma mulher tinha sido encontrado e a suspeita era de morte natural. Chegando lá, algo chamou a atenção do perito. “Havia muitas moscas. Mais do que deveriam”, disse. Para Augusto, que tem a experiência de anos recolhendo evidências em locais de crime no interior do estado, isso significava uma coisa: “Algum ferimento havia sido aberto ali”, disse ele.


As moscas eram os vestígios

        O laudo científico foi encaminhado para a Polícia Civil, que junto a outras evidências passou investigar o caso como homicídio. Essa não foi a primeira vez que esses insetos ajudaram Augusto em uma investigação. Em outras sete cenas de crime, as moscas foram fundamentais em determinar o chamado “Intervalo Post Mortem” (IPM) - uma estimativa sobre quanto tempo uma pessoa foi morta, dado essencial nas investigações criminais. Em um dos casos, o perito chegou a coletar ovos de moscas que estavam em um cadáver e os levou para a Polícia Científica de Marabá, onde analisou o tempo em que se desenvolviam. “As moscas têm um ciclo de vida de dias. Então dependendo do estágio em que a mosca está no corpo, se larvas ou os ovos, a gente pode dizer há quanto tempo um cadáver está ali”, diz.


        Augusto explica que esse tipo de dado torna o laudo mais técnico, auxiliando a Polícia Civil, caso eles já tenham um suspeito ou uma linha de investigação. “A Polícia Civil pode comparar com o que eles já apuraram. Por exemplo, se uma pessoa está mentindo ou não sobre determinada informação, ou se a evidência é convergente com aquela linha já adota da”, disse.


Entomologia Forense

        Contar com insetos como ‘microinvestigadores’ não é uma novidade nem na perícia e nem na ciência. A entomolo gia forense (entomo - inseto; logia - estudo) aplica o estudo dos insetos e outros artrópodes a procedimentos legais, auxili ando nas investigações criminais. O primeiro registro disto está em um manual de medicina chinês, datado do século XIII, que relata a investigação de um homicídio.


        “Um dia alguém observou uma pessoa assassinada e suspeitavam de um determinado aldeão. Foram lá na casa de le e acharam uma foice com sangue e vermes, indicando que aquela tinha sido a arma do crime. A partir disso começa-se o estudo da entomologia. Esses bichinhos aqui seriam, digamos assim, os nossos aliados para descobrir quem é o criminoso, as circunstâncias e o local do crime”, explica o professor Danilo Oliveira, entomologista e docente na Universidade do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).


        No Brasil, os primeiros registros de insetos auxiliando em investigações estão datados de 1908. Mesmo assim, es tudos na área ainda carecem de investimentos. Além de essenciais para os ecossistemas, o professor explica que alguns insetos também são capazes de fornecer dados que vão desde as circunstâncias do crime e o local em que o crime ocorreu, até a identificação do criminoso. “Essa observação torna possível responder algumas perguntas e ajuda a entender como foi a morte, qual que foi a causa, o local onde isso aconteceu. E aí a gente tem algumas espécies que nos ajudam muito assim, e que se destacam”, diz.


        Entre os principais insetos de importância forense estão as moscas, os besouros e até borboletas. Danilo explica que, quando há um corpo morto, os dípteros, ou seja, as moscas, são os primeiros a chegar.

        “As moscas depositam ovos no cadáver. Esses ovos eclodem em larvas. Essas larvas vão crescendo em etapas e es sas etapas têm duração específica. É nesse tempo de ‘crescimento’ que estão os dados da investigação”, explica o profes sor.


Por exemplo, se em um cadáver é coletada uma larva de uma espécie cujo ciclo de desenvolvimento demora 10 di as, e após a coleta a larva demora 5 dias para se desenvolver, isto significa que os outros 5 dias ocorreram antes do corpo ser encontrado. Com isso é possível saber a duração de cada etapa e calcular o intervalo pós-morte, ou seja, uma estimativa de quanto tempo aquela pessoa morreu. “Mas essa é uma estimativa que também depende das condições do ambiente, localização, clima”, diz.

[...]


(Vanessa Monteiro. Supervisão Ruanne Lima. Edição Carla Fischer. Fotos de Lucas dos Santos Alves. Publicado em 29/09/2025. Dispononível em: www.amazoniavox.com/reportagens/view/141/pt-br/insetos_a_favor_da_lei_a_entomologia_forense_como_aliada_da_justica_na_amazonia)

Observe o período: “Em um dos casos, o perito chegou a coletar ovos de moscas que estavam em um cadáver...”. Conside rando a estrutura sintática do trecho, assinale a alternativa que identifica corretamente o termo que exerce a função de objeto direto do verbo “coletar”. 
Alternativas
Q4312886 Português
Levando em consideração a organização sintática canônica (SVO), assinalar a alternativa que não segue essa lógica.
Alternativas
Q4312018 Português
Texto para o item.

Brasileiros desconhecem países que falam português

    Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional, agora com nove países integrantes, tem como missão usar o idioma comum para aproximar os países‑membros, incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e beneficiar suas populações.
    Apesar das três décadas de existência, só agora se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião abrangendo os países da CPLP. Trata‑se do Barômetro da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos países‑membros.
    O levantamento revelou que, embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes, não façam fronteira entre si e estejam em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os problemas que suas populações enxergam, em seus territórios, são muito parecidos.
  O Barômetro identificou que, de forma geral, os países que falam português conhecem consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais de outras nações de língua portuguesa. 
    Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história, já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um “contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para ele, trata‑se de uma falha estrutural do país.
    O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade. Também é essencial conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa, formação de profissionais, inovação e experiências em áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita essa integração: a língua portuguesa.

Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No fragmento “Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento,”, a substituição da forma verbal “há” por existe manteria a correção gramatical e o sentido original do período.
Alternativas
Q4312016 Português
Texto para o item.

Brasileiros desconhecem países que falam português

    Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional, agora com nove países integrantes, tem como missão usar o idioma comum para aproximar os países‑membros, incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e beneficiar suas populações.
    Apesar das três décadas de existência, só agora se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião abrangendo os países da CPLP. Trata‑se do Barômetro da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos países‑membros.
    O levantamento revelou que, embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes, não façam fronteira entre si e estejam em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os problemas que suas populações enxergam, em seus territórios, são muito parecidos.
  O Barômetro identificou que, de forma geral, os países que falam português conhecem consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais de outras nações de língua portuguesa. 
    Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história, já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um “contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para ele, trata‑se de uma falha estrutural do país.
    O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade. Também é essencial conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa, formação de profissionais, inovação e experiências em áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita essa integração: a língua portuguesa.

Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No período “se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história,”, a combinação entre o pretérito imperfeito do subjuntivo (“conhecesse”) e o futuro do pretérito do indicativo (“passaria”) estabelece uma correlação verbal adequada para exprimir uma hipótese e o seu resultado provável no plano condicional.
Alternativas
Q4312012 Português
Texto para o item.

Tecnologia sem regulação, ética e privacidade pode expor usuários a riscos graves

     Discutir ética no desenvolvimento tecnológico é essencial para garantir que a inovação respeite direitos fundamentais, como privacidade, segurança e autonomia. O professor Luli Radfahrer destaca que, sem princípios éticos e regulação adequada, a tecnologia pode reforçar desigualdades, manipular comportamentos e expor usuários a riscos graves. “A gente precisa garantir que o desenvolvimento tecnológico respeite direitos básicos, como privacidade, segurança e autonomia dos usuários, porque, senão, vira uma lei da selva, em que quem tiver mais força bate mais e quem for menor simplesmente se cala, e não reclama. Então, a gente precisa ter uma abordagem que priorize a privacidade, pois começa por ela”.
    Para o docente, leis como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) são fundamentais, mas precisam ser acompanhadas de educação digital para que as pessoas saibam se proteger e usar as ferramentas com consciência. As empresas devem assumir a responsabilidade pelos impactos de seus produtos e adotar a ética desde o início do desenvolvimento. “As pessoas estão usando um poder muito maior de acesso e de compartilhamento de informações. Portanto, é preciso saber proteger suas informações, reconhecer tentativas de golpe (principalmente de forma on‑line) e entender as configurações de privacidade”, salienta Radfahrer.
    A inteligência artificial (IA), assim como qualquer ferramenta, pode servir tanto para o bem quanto para o mal. Assim, cabe à sociedade orientar seu uso, cobrar transparência e colocar o ser humano no centro das decisões tecnológicas. Afinal, tecnologia sem ética não é avanço – é perigo.

Internet: <jornal.usp.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No trecho “A inteligência artificial (IA), assim como qualquer ferramenta, pode servir tanto para o bem quanto para o mal”, os vocábulos “bem” e “mal.” exercem, no período, o papel de adjetivos, caracterizando os efeitos da aplicação tecnológica.
Alternativas
Q4312005 Português
Texto para o item.

Tecnologia sem regulação, ética e privacidade pode expor usuários a riscos graves

     Discutir ética no desenvolvimento tecnológico é essencial para garantir que a inovação respeite direitos fundamentais, como privacidade, segurança e autonomia. O professor Luli Radfahrer destaca que, sem princípios éticos e regulação adequada, a tecnologia pode reforçar desigualdades, manipular comportamentos e expor usuários a riscos graves. “A gente precisa garantir que o desenvolvimento tecnológico respeite direitos básicos, como privacidade, segurança e autonomia dos usuários, porque, senão, vira uma lei da selva, em que quem tiver mais força bate mais e quem for menor simplesmente se cala, e não reclama. Então, a gente precisa ter uma abordagem que priorize a privacidade, pois começa por ela”.
    Para o docente, leis como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) são fundamentais, mas precisam ser acompanhadas de educação digital para que as pessoas saibam se proteger e usar as ferramentas com consciência. As empresas devem assumir a responsabilidade pelos impactos de seus produtos e adotar a ética desde o início do desenvolvimento. “As pessoas estão usando um poder muito maior de acesso e de compartilhamento de informações. Portanto, é preciso saber proteger suas informações, reconhecer tentativas de golpe (principalmente de forma on‑line) e entender as configurações de privacidade”, salienta Radfahrer.
    A inteligência artificial (IA), assim como qualquer ferramenta, pode servir tanto para o bem quanto para o mal. Assim, cabe à sociedade orientar seu uso, cobrar transparência e colocar o ser humano no centro das decisões tecnológicas. Afinal, tecnologia sem ética não é avanço – é perigo.

Internet: <jornal.usp.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No trecho “cabe à sociedade orientar seu uso, cobrar transparência e colocar o ser humano no centro das decisões tecnológicas.”, a forma verbal “cabe” é transitiva direta e indireta, pois exige, simultaneamente, um objeto direto e um objeto indireto.
Alternativas
Q4311890 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025

As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets no ano de 2025. O montante corresponde ao valor líquido, ou seja, à diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio. Este valor equivale a uma média de R$ 4,7 bilhões por mês, considerando o período de outubro de 2024 a março de 2026. As perdas correspondem a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e consideram as transferências feitas por Pix para as casas de apostas. No mesmo período, as bets movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações via Pix. Os dados constam do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central.

O estudo mostra que, desde a regulamentação das bets, em janeiro do ano passado, houve mudança no volume de transferências via Pix destinadas ao setor de artes, cultura, esporte e recreação, indicando maior comprometimento da renda das famílias com as apostas. A lei que regulamentou as bets determina que as empresas bloqueiem o acesso de usuários identificados como compulsivos. Segundo o advogado Júlio Leone, porém, isso não tem ocorrido.

“Quando é detectado que a pessoa tem ludopatia, que é viciada, compulsiva em apostas, o algoritmo deveria travar a conta dela. Mas faz o contrário: manda mais bônus, mais vouchers, mais incentivos para que ela continue apostando. É aí que ela perde todo o capital.”

O boletim mostra ainda que, desde outubro do ano passado, quando entrou em vigor a proibição de apostas para beneficiários do Bolsa Família, houve desaceleração no ritmo das transações. Segundo o Comsefaz, o resultado indica que a medida teve efeitos concretos sobre o volume agregado de transações, sugerindo que as famílias de menor renda tinham participação significativa no mercado de apostas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/familias-brasileiras-perderam-r-625-bilhoes-para-bets-em-2025 (adaptado)

Considere o seguinte trecho adaptado do segundo parágrafo: A lei que regulamentou as bets determina um bloqueio automático. Estudos de saúde mental também são recomendados. A respeito do emprego dos sinais de pontuação e suas implicações de sentido, analise as assertivas:
L O ponto final após o termo bloqueio automático encerra um período sintático completo, separando duas ideias distintas.
II. O uso das vírgulas seria obrigatório para isolar o termo de saúde mental por se tratar de um adjunto explicativo longo.
III. Caso o ponto final fosse substituído por um ponto de interrogação, a frase passaria a expressar um questionamento sobre o bloqueio.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FADCT Órgão: CONSUD - PR Provas: FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Analista de Informática | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Farmacêutico | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Fisioterapeuta | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Fonoaudiólogo | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Cardiologista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Cirurgião Cardiovascular | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Cirurgião Geral | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Cirurgião Vascular/Angiologista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Clínico Geral | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Geriatra | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Ginecologista/Obstetra | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Cirurgião Dentista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Contador | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Educador Físico | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Enfermeiro Especialista de Saúde Mental | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Enfermeiro | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Infectologista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Oftalmologista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Otorrinolaringologista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Psiquiatra | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Nutricionista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Procurador Jurídico | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Odontólogo Endodontista | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Psicólogo | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Odontólogo Cirurgião Dentista/Bucomaxilofacial | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Odontólogo Cirurgião Dentista/Paciente Especial | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Pedagogia | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Médico Psiquiatra CAPS II | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Terapeuta Ocupacional | FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Assistente Social |
Q4310921 Português
Leia o período:

“Quando terminou a reunião, os servidores deixaram a sala e registraram a ocorrência.”

Considerando a estrutura sintática do período, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4310573 Português

Texto para o item.



Entre a fiscalização e a representação:

entendendo os conselhos profissionais 


    Saber diferenciar as atribuições de conselhos de fiscalização profissional, sindicatos e associações garante ao profissional o poder de reivindicar seus direitos junto ao órgão correto e formular suas queixas a quem detém a capacidade de intervir, intermediar e resolver os problemas apresentados.


    Os conselhos de fiscalização profissional são autarquias integrantes da administração pública indireta que têm a competência fiscalizatória do campo de atuação profissional. A fiscalização exercida por essas entidades decorre do poder de polícia estatal destinado à proteção da coletividade contra o exercício ilegal ou antiético de atividades regulamentadas.


    Apenas as atividades regulamentadas por lei e submetidas à fiscalização estatal específica possuem conselho profissional. Nesse caso, estar registrado junto ao conselho profissional não é uma opção do trabalhador, mas, sim, um dever e uma segurança para si e para a sociedade.


    Já os sindicatos são entidades de associação voluntária criadas para representar e defender os interesses de trabalhadores ou empregadores de uma determinada categoria. Eles atuam para negociar as melhores condições de trabalho, salários e benefícios junto aos empregadores ou aos governos.


    Torna‑se evidente, portanto, a distinção entre conselhos e sindicatos. O papel dos conselhos é assegurar o exercício ético e técnico em benefício da sociedade, ao passo que os sindicatos focam nas garantias laborais.


    As associações, por sua vez, são organizações de adesão voluntária destinadas ao aprimoramento científico, técnico ou social de seus membros. Ao contrário dos sindicatos, elas não detêm a prerrogativa constitucional de representação e negociação trabalhista, mas atuam como importantes polos de fomento ao conhecimento.


    Diante dessas distinções, compreende‑se que essas entidades atuam de forma harmônica e complementar. Sob essa ótica, reconhecer o papel de cada instituição é indispensável para valorizar o exercício ético e legal das profissões regulamentadas.


Internet: <migalhas.com.br>  (com adaptações).




Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

Os trechos “Saber diferenciar as atribuições de conselhos de fiscalização profissional, sindicatos e associações” e “reconhecer o papel de cada instituição” desempenham a mesma função sintática nos períodos em que ocorrem.
Alternativas
Q4310546 Português

Leia o texto a seguir.


Todo mundo quer, quase ninguém sabe usar


Diego Teixeira


    O maior obstáculo da inteligência artificial na pequena empresa brasileira não é dinheiro nem tecnologia. É entendimento.


    Todo empresário brasileiro já ouviu falar em inteligência artifi cial. O curioso é que o maior obstáculo para usá-la não é dinheiro, tecnologia nem acesso. É saber o que fazer com ela. Uma pesquisa da Serasa Experian, divulgada neste mês de julho, ouviu mais de 1.500 pequenas e médias empresas em todo o país e encontrou um retrato revelador: quase seis em cada dez empresários que usam ou pretendem usar inteligência artificial apontam o ganho de produtividade como principal benefício. Ao mesmo tempo, mais de 40% admitem que a maior barreira é uma só. Não sabem o que existe, nem por onde começar.


    Repare no que esse dado diz. A barreira não é preço, não é infraestrutura, não é resistência à tecnologia, é desconhecimento! O desejo já venceu, o que falta é repertório e o problema é maior do que parece: segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria, menos da metade dos brasileiros tem domínio médio ou alto de tarefas digitais complexas, categoria que inclui justamente o uso de inteligência artificial. Toda revolução tecnológica cria uma nova forma de analfabetismo. A desta década, pode ser o não saber conversar com uma inteligência artificial.


    Esse desconhecimento tem rosto conhecido. O dono de uma pequena empresa ouve falar de IA e imagina robôs, servidores, consultorias caras, algo reservado às grandes corporações. Não percebe que a mesma tecnologia já está no aplicativo de mensagens que ele usa todos os dias. Redigir uma proposta comercial, responder clientes fora do horário, resumir contratos, organizar o fluxo de caixa, preparar uma apresentação: tarefas que a IA executa em segundos, por uma assinatura mensal que custa menos que um almoço executivo. A tecnologia deixou de ser privilégio, mas agora o diferencial agora é saber usá-la! [...]


Fonte: <https://www.jb.com.br/brasil/opiniao-artigos/2026/07/1060329-todo-mundo-quer-quase-ninguem sabe-usar.html>  . Acesso em 23/07/2026


“O curioso é que o maior obstáculo para usá-la não é dinheiro, tecnologia nem acesso” (2º parágrafo). Em termos sintáticos, a oração em destaque classifi ca-se como:
Alternativas
Respostas
321: A
322: D
323: A
324: E
325: E
326: E
327: E
328: C
329: A
330: E
331: C
332: C
333: E
334: C
335: E
336: E
337: C
338: C
339: C
340: A