Questões de Concurso
Sobre análise sintática em português
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Em relação ao emprego da pontuação no período, analise as afirmativas a seguir.
I. O termo "No emaranhamento" exerce função de adjunto adverbial e encontra-se deslocado para o início da oração, justificando o emprego da vírgula na redação apresentada.
II. A vírgula antes da expressão "independentemente da distância entre elas" separa um termo de valor adverbial posposto à oração principal.
III. A retirada da primeira vírgula preserva a correção gramatical do período, pois o adjunto adverbial inicial apresenta reduzida extensão.
IV. O segmento "independentemente da distância entre elas" exerce função de termo integrante do predicado, razão pela qual a vírgula empregada antes desse segmento promove a separação entre o verbo e seu complemento.
Assinale a alternativa CORRETA.
Para responder à questão, considere o texto abaixo:
Em plataformas de mídia social e em uma ampla gama de serviços por assinatura, os mecanismos de exclusão costumam ser igualmente pouco claros. Tais equívocos podem ter sérias implicações para o bem-estar dos usuários, expondo-os a vulnerabilidades de segurança e problemas de privacidade.
Uma complicação adicional é que muitos usuários temem perder dados, arquivos, fotos e vídeos por meio de exclusão acidental — uma condição apelidada de “diagrafofobia”. Embora não se trate de uma patologia reconhecida, estudos sobre o comportamento de acumulação digital mostram que algumas pessoas ficam muito ansiosas com a ideia de perder ou excluir acidentalmente informações pessoais, como fotos e músicas.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/o-que-realmente-acontece-com-seus-dados-quando-
voce-clica-em-deletar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. O segundo período do segundo parágrafo é formado por quatro orações.
II. Este mesmo período apresenta duas orações reduzidas coordenadas.
III. A primeira oração deste mesmo período não é a oração principal.
Quais estão corretas?
Relacione os verbos da Coluna I às respectivas classificações da Coluna II.
Coluna I
1."reconheça" 2."demonstre" 3."considera" 4."tenha antecedido" 5."faria" 6."abandonar"
Coluna II
(__) Presente do indicativo. (__) Infinitivo impessoal. (__) Futuro do pretérito do indicativo. (__) Pretérito perfeito composto do subjuntivo. (__) Presente do subjuntivo na oração iniciada por "Embora". (__) Presente do subjuntivo na oração introduzida por "que".
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Leia o texto e responda à questão
O especialista em convicções
Octávio Brandão não sofria de falta de opinião. Sofria do excesso delas. Todos os dias, antes das nove da manhã, precisava decidir o que pensar sobre educação, inteligência artificial, política urbana, cinema estrangeiro e o novo uniforme da empresa. Considerava o esforço incompatível com a vida moderna. Opinar exigia leitura, comparação, dúvida e, em casos extremos, mudança de ideia.
Foi então que contratou Mauro Figueira, consultor de convicções.
Mauro trabalhava num escritório discreto, cuja placa prometia: “Posicionamentos sólidos para pessoas ocupadas”. Na primeira reunião, explicou o método.
— O senhor envia o tema e o contexto. Eu devolvo uma opinião pronta, com argumentos e uma frase de efeito.
— E se me fizerem perguntas?
— Há um plano adicional com respostas para objeções.
Octávio assinou o pacote completo.
O serviço funcionou admiravelmente. Sobre um filme que não vira, recebeu uma crítica equilibrada. Sobre um livro abandonado na página quinze, ganhou uma análise sobre “a tensão entre memória individual e violência institucional”. Numa reunião de condomínio, defendeu a preservação das árvores, embora tivesse solicitado a retirada de uma que sujava seu carro. Mauro explicou que contradições podiam ser reclassificadas como “evolução de pensamento”.
Aos poucos, Octávio se tornou conhecido pela lucidez. Os colegas esperavam seus comentários. Os parentes silenciavam quando ele começava uma frase com “A questão central é mais complexa”. Ninguém suspeitava de que a complexidade chegava por mensagem, acompanhada de um aviso: “Evite aprofundar se houver especialistas presentes”.
O problema surgiu num jantar. Clara, sua filha, perguntou:
— Pai, você acha que eu devo aceitar um trabalho em outra cidade?
Octávio pediu licença e foi ao banheiro. Enviou a pergunta a Mauro.
A resposta dizia: “Considere autonomia, vínculos afetivos e projeto de vida. Apoie a decisão dela, mas manifeste disponibilidade”.
Octávio voltou à mesa e repetiu quase tudo.
Clara o observou.
— Isso é o que você pensa?
Ele poderia ter dito que sim. Era uma opinião adquirida legalmente, paga em dia e adaptada ao cliente. Contudo, percebeu que não sabia se sentiria falta da filha, se temia a distância ou se desejava protegê-la. Tinha terceirizado o argumento e, sem notar, também adiara o afeto.
— Ainda estou pensando — respondeu.
Foi sua primeira frase original em muitos meses.
No dia seguinte, Octávio procurou Mauro para cancelar o contrato.
— Certas opiniões precisam nascer de quem assumirá as consequências — justificou.
— Interessante. Posso usar essa frase com outros clientes?
Octávio recusou. Mauro anotou a recusa com evidente admiração.
Antes de sair, Octávio hesitou.
— Você acha que estou fazendo a coisa certa?
Mauro fechou o caderno.
— O senhor quer uma opinião ou uma autorização?
A pergunta permaneceu entre os dois, precisa demais para ser confortável.
Na recepção, Octávio encontrou um comentarista famoso por opiniões rápidas sobre assuntos variados.
— Primeira consulta? — perguntou.
— Renovação de contrato — respondeu o homem. — O público anda exigindo espontaneidade.
Na rua, Octávio abriu o celular. Havia mensagens pedindo sua posição sobre uma crise recente. Pela primeira vez, não procurou Mauro nem escolheu a resposta mais segura. Escreveu: “Ainda não sei o suficiente para pensar”.
Publicou a frase e recebeu críticas imediatas. Alguns o acusaram de covardia. Outros elogiaram sua prudência. Um terceiro grupo afirmou que ele havia inaugurado uma nova corrente de pensamento.
Mauro, que ainda o seguia nas redes, enviou uma única mensagem:
“Excelente posicionamento. Posso oferecer exclusividade?”
Fonte: Banca Elaboradora
Leia o texto e responda à questão
O especialista em convicções
Octávio Brandão não sofria de falta de opinião. Sofria do excesso delas. Todos os dias, antes das nove da manhã, precisava decidir o que pensar sobre educação, inteligência artificial, política urbana, cinema estrangeiro e o novo uniforme da empresa. Considerava o esforço incompatível com a vida moderna. Opinar exigia leitura, comparação, dúvida e, em casos extremos, mudança de ideia.
Foi então que contratou Mauro Figueira, consultor de convicções.
Mauro trabalhava num escritório discreto, cuja placa prometia: “Posicionamentos sólidos para pessoas ocupadas”. Na primeira reunião, explicou o método.
— O senhor envia o tema e o contexto. Eu devolvo uma opinião pronta, com argumentos e uma frase de efeito.
— E se me fizerem perguntas?
— Há um plano adicional com respostas para objeções.
Octávio assinou o pacote completo.
O serviço funcionou admiravelmente. Sobre um filme que não vira, recebeu uma crítica equilibrada. Sobre um livro abandonado na página quinze, ganhou uma análise sobre “a tensão entre memória individual e violência institucional”. Numa reunião de condomínio, defendeu a preservação das árvores, embora tivesse solicitado a retirada de uma que sujava seu carro. Mauro explicou que contradições podiam ser reclassificadas como “evolução de pensamento”.
Aos poucos, Octávio se tornou conhecido pela lucidez. Os colegas esperavam seus comentários. Os parentes silenciavam quando ele começava uma frase com “A questão central é mais complexa”. Ninguém suspeitava de que a complexidade chegava por mensagem, acompanhada de um aviso: “Evite aprofundar se houver especialistas presentes”.
O problema surgiu num jantar. Clara, sua filha, perguntou:
— Pai, você acha que eu devo aceitar um trabalho em outra cidade?
Octávio pediu licença e foi ao banheiro. Enviou a pergunta a Mauro.
A resposta dizia: “Considere autonomia, vínculos afetivos e projeto de vida. Apoie a decisão dela, mas manifeste disponibilidade”.
Octávio voltou à mesa e repetiu quase tudo.
Clara o observou.
— Isso é o que você pensa?
Ele poderia ter dito que sim. Era uma opinião adquirida legalmente, paga em dia e adaptada ao cliente. Contudo, percebeu que não sabia se sentiria falta da filha, se temia a distância ou se desejava protegê-la. Tinha terceirizado o argumento e, sem notar, também adiara o afeto.
— Ainda estou pensando — respondeu.
Foi sua primeira frase original em muitos meses.
No dia seguinte, Octávio procurou Mauro para cancelar o contrato.
— Certas opiniões precisam nascer de quem assumirá as consequências — justificou.
— Interessante. Posso usar essa frase com outros clientes?
Octávio recusou. Mauro anotou a recusa com evidente admiração.
Antes de sair, Octávio hesitou.
— Você acha que estou fazendo a coisa certa?
Mauro fechou o caderno.
— O senhor quer uma opinião ou uma autorização?
A pergunta permaneceu entre os dois, precisa demais para ser confortável.
Na recepção, Octávio encontrou um comentarista famoso por opiniões rápidas sobre assuntos variados.
— Primeira consulta? — perguntou.
— Renovação de contrato — respondeu o homem. — O público anda exigindo espontaneidade.
Na rua, Octávio abriu o celular. Havia mensagens pedindo sua posição sobre uma crise recente. Pela primeira vez, não procurou Mauro nem escolheu a resposta mais segura. Escreveu: “Ainda não sei o suficiente para pensar”.
Publicou a frase e recebeu críticas imediatas. Alguns o acusaram de covardia. Outros elogiaram sua prudência. Um terceiro grupo afirmou que ele havia inaugurado uma nova corrente de pensamento.
Mauro, que ainda o seguia nas redes, enviou uma única mensagem:
“Excelente posicionamento. Posso oferecer exclusividade?”
Fonte: Banca Elaboradora
O especialista compara o evento "às" rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.
Analise as assertivas a seguir sobre o emprego do sinal indicativo de crase.
I. A ocorrência da crase em "à suspensão" é facultativa, pois o verbo "levar" admite complemento com ou sem a preposição "a".
II. Em "à suspensão", a crase decorre da fusão da preposição "a" com o artigo definido feminino que antecede o substantivo "suspensão".
III. Em "às rajadas", o emprego da crase decorre apenas da presença do artigo definido feminino antes do substantivo "rajadas".
IV. A retirada do artigo definido antes de "suspensão" preservaria o emprego da crase, pois a preposição, por si só, justifica sua ocorrência.
V. Em "às rajadas", a crase resulta da fusão da preposição "a" com o artigo definido feminino que antecede o substantivo "rajadas", conforme a construção empregada no trecho.
Assinale a alternativa CORRETA.
Acredita quem quer

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acreditaquem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Leia com atenção o texto Turismo em massa: nunca se viajou tanto, e isso pode ser um problema:
"Se você foi para Machu Picchu antes de junho de 2024, teve uma experiência diferente daquela vivenciada por quem visita a cidadela inca hoje. Não se pode mais andar com a relativa liberdade de antes. Agora, todos devem seguir circuitos predeterminados, em passarelas com fila única.
Se foi para o arquipélago de Ko Phi Phi antes de 2018 e visitou a Baía Maya, famosa desde que foi cenário do filme A Praia (2000), você vivenciou algo muito diferente do que é possível hoje. Após anos fechada para um programa de restauro ecológico, a baía reabriu em 2022 com controle rígido e policiado. Antes, os turistas mergulhavam e até acampavam na praia. Hoje, podem, no máximo, molhar os pés."
(Felipe van Deursen, Superinteressante, 17 jun 2026. https://super.abril.com.br/sociedade/turismo-de-massa-nunca-se-viajou tanto-e-isso-pode-ser-um-problema/.)
Quanto ao uso de recursos estilísticos, no texto, analise as sentenças a seguir a respeito do uso de pronomes:
I.O uso de você, nos dois parágrafos do texto, tem a função de convidar o leitor a participar do diálogo do texto. Sabendo disso, o autor escolheu um pronome de tratamento na terceira pessoa do singular, que é usado para se dirigir diretamente ao interlocutor.
II.O uso de daquela, contração da preposição de com o pronome demonstrativo aquela, no texto, tem a função de retomada do termo "experiência" citado um pouco antes.
III.Ao final do primeiro parágrafo, na sentença "Todos devem seguir circuitos predeterminados", a palavra todos funciona como um pronome relativo no plural, indicando uma totalidade de forma genérica e abrangente.
É correto o que se afirma em:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
• Como se classifica a oração “A reportagem solicitou acesso” em relação à oração seguinte?
• Em “A reportagem”, qual é a função sintática do vocábulo “A”?
• No trecho, qual é, respectivamente, a predicação dos verbos “solicitou” e “negou”?
• Na conversão da primeira oração para “O acesso foi solicitado pela reportagem”, qual é a função sintática de “pela reportagem”?
• Na conversão da segunda oração para “o pedido foi negado pelo órgão”, qual é a função sintática de “o pedido”?
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, as respostas para as perguntas acima.
"...Sirius Black, com um feitiço que o lançou para além do Véu da Morte, e de guardar a taça de Helga Hufflepuff no cofre de seu banco com a precisão de uma estrategista..."
No excerto acima, a forma verbal LANÇOU classifica-se, quanto à sua transitividade sintática, como um verbo:



Coluna 1
1. Adjetivo.
2. Advérbio.
3. Conjunção.
4. Preposição.
5. Pronome.
Coluna 2
( ) “gênero, raça e origem familiar são os principais condicionantes”.
( ) “em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab”.
( ) “famílias situadas entre os 25% mais pobres da distribuição de renda”.
( ) “Essa disparidade aparece também no recorte racial”.
( ) “entre as mulheres brancas esse percentual é menor”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Cafeína pode ajudar na memória após privação de sono
Por Thais Szegö

(Disponível em: super.abril.com.br/saude/cafeina-pode-ajudar-na-memoria-apos-privacao-do-sono-sugere-
estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
