Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Q4281315 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?

Qualidade da interação e dos conteúdos acessados
precisa estar no centro do debate sobre saúde mental
entre crianças e adolescentes

Por Luiz Zoldan*


      Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais.

          Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação. Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.

         A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia.

      Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo.

     O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.

      O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade.

       Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao malestar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.

      Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.

       Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico.

       O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.

        Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.

       Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes.

       Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.

       A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.


*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental


Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-dotempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/. 
No trecho: "A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais.", do ponto de vista da estrutura do período e da análise sintática, é corretor afirmar que:
Alternativas
Q4279588 Português
Bateria quântica armazena energia em metade do tempo necessário para carregar sua versão clássica


Para os acompanhantes das novidades científicas, tornou-se rotineiro observar avanços em tecnologias baseadas no controle de propriedades físicas de átomos e partículas subatômicas, tais como a computação, a criptografia e o sensoriamento quânticos. Contudo, uma quarta aplicação ganha espaço: as baterias quânticas. No curto prazo, esses dispositivos aumentam a eficiência de computadores quânticos e, no futuro, permitirão o carregamento quase instantâneo de celulares e veículos elétricos.

O físico brasileiro Alan Costa dos Santos, do Instituto de Física Fundamental do Conselho Superior de Investigações Científicas em Madri, ressalta o enorme potencial teórico da tecnologia, embora reconheça que ainda há um longo percurso até sua consolidação. Santos, ao lado dos físicos Andreia Saguia e Marcelo Sarandy, da Universidade Federal Fluminense, coordenou o planejamento teórico de um experimento conduzido na Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, na China, sob a liderança dos físicos Chang-Kang Hu e Dian Tan. A pesquisa, que reuniu os três teóricos brasileiros e vinte experimentais chineses, foi capa da revista Physical Review Letters em fevereiro.

A equipe demonstrou de forma inédita que uma bateria capaz de gerar emaranhamento quântico carrega na metade do tempo exigido por um dispositivo sem essa propriedade. No emaranhamento, duas ou mais partículas comportam-se de maneira entrelaçada como um único ente, independentemente da distância entre elas. Para o teste, construiu-se um circuito supercondutor quadrado de dez milímetros dotado de dezesseis bits quânticos, ou qubits. O desempenho foi avaliado comparando-se os qubits totalmente desconectados — equivalente a uma bateria clássica — com uma configuração em que parte dos qubits interagia de forma entrelaçada. Ambas as condições receberam a mesma quantidade de energia.

Os resultados revelaram que a bateria quântica carregou 60% mais rápido com cinco qubits entrelaçados e atingiu uma taxa de armazenamento quase 100% superior ao utilizar doze qubits emaranhados, que foi o limite alcançado no teste. Em entrevista, Dian Tan explicou que a realização exigiu controle e calibração delicados para equilibrar as interações entre os qubits e otimizar a carga sem perturbar o sistema, destacando os desafios de aplicar pulsos precisos de micro-ondas enquanto se ampliava a quantidade de bits ativos.

Um dos maiores obstáculos no setor é expandir o emaranhamento para o maior número possível de qubits. Diversamente das baterias convencionais de íons de lítio, nas quais uma capacidade maior exige mais tempo de recarga, os sistemas quânticos operam de forma inversa: quanto maior o sistema, mais veloz é a recarga. Em tese, elevar a quantidade de qubits em dez mil vezes reduziria o tempo de carregamento na mesma proporção, viabilizando recargas em frações de segundo se os dispositivos atingirem o porte das baterias comerciais.

No âmbito da física, qualquer estrutura capaz de armazenar energia temporariamente é considerada uma bateria, seja uma represa hidrelétrica ou um acumulador eletroquímico. As baterias modernas de lítio utilizam o mesmo princípio básico da pilha criada por Alessandro Volta em 1800, forçando a separação de partículas encarregadas de gerar corrente elétrica. Por sua vez, um qubit é um sistema quântico que transita entre o estado fundamental zero e o estado excitado um, podendo permanecer em sobreposição de ambos até que uma medição seja feita. O processo de carga da bateria quântica consiste em transferir energia aos qubits para elevar seus estados de zero para um.

Atualmente, diferentes métodos buscam explorar tais propriedades. Uma equipe liderada por James Quach, da Organização da Commonwealth para Pesquisa Científica e Industrial na Austrália, publicou na Light: Science & Applications em março de 2026 um modelo baseado em lasers e moléculas. O protótipo usa uma película com centenas de trilhões de moléculas do corante ftalocianina de cobre em uma cavidade óptica. O feixe de laser ativa um estado coletivo chamado superabsorção, que amplia a eficiência do processo em relação à absorção individual.

O protótipo australiano obteve carga em femtossegundos, unidade de medida de tempo que vale um quatrilionésimo de segundo, e reteve a energia durante nanossegundos. Houve um ganho substancial na extração de energia elétrica à medida que mais moléculas foram expostas ao laser, superando em até 120% o modelo sem cavidade. Quach sinalizou que o próximo objetivo da equipe é estender o tempo de retenção dessa energia para viabilizar comercialmente a tecnologia.

Paralelamente, um grupo sino-brasileiro planeja integrar no mesmo circuito a bateria quântica e um motor térmico quântico, que reaproveitaria o calor residual dos computadores quânticos para reconvertê-lo em energia reutilizável. Segundo pesquisadores, a integração criaria um ciclo fechado de geração, armazenamento e uso de energia, abrandando ruídos térmicos na máquina.

Por fim, Alan Costa dos Santos lembrou que questões como a autodescarga espontânea ainda precisam ser detalhadamente compreendidas no plano quântico.


https://revistapesquisa.fapesp.br/sustentabilidade/.adaptado.
No emaranhamento, duas ou mais partículas comportam-se de maneira entrelaçada como um único ente, independentemente da distância entre elas.
Em relação ao emprego da pontuação no período, analise as afirmativas a seguir.
I. O termo "No emaranhamento" exerce função de adjunto adverbial e encontra-se deslocado para o início da oração, justificando o emprego da vírgula na redação apresentada.
II. A vírgula antes da expressão "independentemente da distância entre elas" separa um termo de valor adverbial posposto à oração principal.
III. A retirada da primeira vírgula preserva a correção gramatical do período, pois o adjunto adverbial inicial apresenta reduzida extensão.
IV. O segmento "independentemente da distância entre elas" exerce função de termo integrante do predicado, razão pela qual a vírgula empregada antes desse segmento promove a separação entre o verbo e seu complemento.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4279272 Português

Para responder à questão, considere o texto abaixo:


    Em plataformas de mídia social e em uma ampla gama de serviços por assinatura, os mecanismos de exclusão costumam ser igualmente pouco claros. Tais equívocos podem ter sérias implicações para o bem-estar dos usuários, expondo-os a vulnerabilidades de segurança e problemas de privacidade. 


    Uma complicação adicional é que muitos usuários temem perder dados, arquivos, fotos e vídeos por meio de exclusão acidental — uma condição apelidada de “diagrafofobia”. Embora não se trate de uma patologia reconhecida, estudos sobre o comportamento de acumulação digital mostram que algumas pessoas ficam muito ansiosas com a ideia de perder ou excluir acidentalmente informações pessoais, como fotos e músicas.  


(Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/o-que-realmente-acontece-com-seus-dados-quando-

voce-clica-em-deletar/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Analise as assertivas abaixo a respeito da formação de um dos períodos do texto:
I. O segundo período do segundo parágrafo é formado por quatro orações.
II. Este mesmo período apresenta duas orações reduzidas coordenadas.
III. A primeira oração deste mesmo período não é a oração principal.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4278997 Português
Por que o T. rex tinha braços ridiculamente pequenos


Um novo estudo trouxe esclarecimentos sobre o motivo pelo qual o Tyrannosaurus rex e outros dinossauros bípedes possuíam braços proporcionalmente reduzidos em relação ao corpo. Os terópodes formavam um grupo variado de dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros, que, embora gigantescos, apresentavam membros anteriores extremamente pequenos, conforme aponta o pesquisador Charlie Roger Scherer, doutorando no University College London. O T. rex, por exemplo, atingia entre doze e treze metros de comprimento, mas seus braços mediam apenas um metro, extensão que, contudo, era suficiente para auxiliar no acasalamento ou no levantamento do solo.

A pesquisa desenvolvida pela Universidade de Cambridge e pelo University College London indica que esses animais podem ter perdido os braços longos por eles não serem mais úteis na captura de presas, favorecendo o desenvolvimento de cabeças e mandíbulas maiores e mais potentes. Ao analisar oitenta e duas espécies de terópodes, os cientistas constataram que a redução dos membros anteriores ocorreu em cinco grupos distintos, incluindo os tiranossaurídeos.

A equipe também desenvolveu um método para mensurar a potência do crânio a partir de suas dimensões e da fusão óssea. Conforme explicou a coautora Elizabeth Steell, de Cambridge, foram examinadas as proporções entre o crânio e o tamanho corporal, bem como o comprimento dos membros anteriores em comparação ao crânio e ao corpo, buscando-se padrões e tendências.

Os resultados demonstraram que o encurtamento dos braços estava mais associado ao surgimento de crânios volumosos e mandíbulas fortes do que ao aumento do tamanho corporal geral, o que indica que os membros menores não eram mero reflexo de corpos grandes. Prova disso é o Majungasaurus, grande predador de Madagascar que possuía braços reduzidos e cabeça poderosa, mesmo sem apresentar um porte físico tão avantajado. Scherer destacou que tais adaptações ocorreram com frequência em regiões com presas gigantes, o que sugere uma relação com as estratégias de caça.

Partes da alimentação desses terópodes consistiam em herbívoros gigantescos, como os saurópodes. Os pesquisadores suspeitam que o aumento do tamanho desses herbívoros tenha motivado o fortalecimento do crânio dos predadores, que precisaram substituir o uso das garras pelas mandíbulas na caça para triunfarem em uma corrida evolutiva. Scherer observou que segurar um saurópode de trinta metros com as garras não era viável, sendo mais eficaz atacar com as mandíbulas. Dessa forma, a cabeça assumiu o papel de principal meio de ataque, fazendo com que os braços, por desuso, perdessem utilidade e diminuíssem com o tempo.

Por outro lado, Steell ressaltou que alguns dinossauros ainda utilizavam os braços, mas estes apresentavam crânios diferenciados, mais alongados e delicados. Embora Scherer reconheça que o estudo demonstre uma correlação, e não uma prova definitiva de causalidade, ele considera provável que o fortalecimento craniano tenha antecedido o encurtamento dos braços, pois não faria sentido evolutivo abandonar um mecanismo de ataque sem uma alternativa prévia.

O estudo revelou ainda que a redução dos membros ocorreu de formas variadas entre os grupos de terópodes: enquanto alguns encurtaram especialmente as mãos e antebraços, outros reduziram o membro de maneira uniforme, sinalizando caminhos evolutivos paralelos para um mesmo resultado. Steell concluiu que a pesquisa confirma a suspeita de que crânios grandes reduziam a necessidade dos braços, e acrescentou que a metodologia aplicada pode ser útil para estudar a robustez craniana em outros animais, como as aves modernas, que também pertencem ao grupo dos terópodes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77555n28vgo.adaptado.
Por outro lado, Steell ressaltou que alguns dinossauros ainda utilizavam os braços, mas estes apresentavam crânios diferenciados, mais alongados e delicados. Embora Scherer "reconheça" que o estudo "demonstre" uma correlação, e não uma prova definitiva de causalidade, ele "considera" provável que o fortalecimento craniano "tenha antecedido" o encurtamento dos braços, pois não "faria" sentido evolutivo "abandonar" um mecanismo de ataque sem uma alternativa prévia.
Relacione os verbos da Coluna I às respectivas classificações da Coluna II. 


Coluna I
1."reconheça" 2."demonstre" 3."considera" 4."tenha antecedido" 5."faria" 6."abandonar"
Coluna II
(__) Presente do indicativo. (__) Infinitivo impessoal. (__) Futuro do pretérito do indicativo. (__) Pretérito perfeito composto do subjuntivo. (__) Presente do subjuntivo na oração iniciada por "Embora". (__) Presente do subjuntivo na oração introduzida por "que".


Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4278915 Português

Leia o texto e responda à questão


O especialista em convicções


Octávio Brandão não sofria de falta de opinião. Sofria do excesso delas. Todos os dias, antes das nove da manhã, precisava decidir o que pensar sobre educação, inteligência artificial, política urbana, cinema estrangeiro e o novo uniforme da empresa. Considerava o esforço incompatível com a vida moderna. Opinar exigia leitura, comparação, dúvida e, em casos extremos, mudança de ideia.


Foi então que contratou Mauro Figueira, consultor de convicções.


Mauro trabalhava num escritório discreto, cuja placa prometia: “Posicionamentos sólidos para pessoas ocupadas”. Na primeira reunião, explicou o método.


— O senhor envia o tema e o contexto. Eu devolvo uma opinião pronta, com argumentos e uma frase de efeito.


— E se me fizerem perguntas?


— Há um plano adicional com respostas para objeções. 


Octávio assinou o pacote completo.


O serviço funcionou admiravelmente. Sobre um filme que não vira, recebeu uma crítica equilibrada. Sobre um livro abandonado na página quinze, ganhou uma análise sobre “a tensão entre memória individual e violência institucional”. Numa reunião de condomínio, defendeu a preservação das árvores, embora tivesse solicitado a retirada de uma que sujava seu carro. Mauro explicou que contradições podiam ser reclassificadas como “evolução de pensamento”.


Aos poucos, Octávio se tornou conhecido pela lucidez. Os colegas esperavam seus comentários. Os parentes silenciavam quando ele começava uma frase com “A questão central é mais complexa”. Ninguém suspeitava de que a complexidade chegava por mensagem, acompanhada de um aviso: “Evite aprofundar se houver especialistas presentes”.


O problema surgiu num jantar. Clara, sua filha, perguntou:


— Pai, você acha que eu devo aceitar um trabalho em outra cidade?


Octávio pediu licença e foi ao banheiro. Enviou a pergunta a Mauro.


A resposta dizia: “Considere autonomia, vínculos afetivos e projeto de vida. Apoie a decisão dela, mas manifeste disponibilidade”.


Octávio voltou à mesa e repetiu quase tudo.


Clara o observou. 


— Isso é o que você pensa?


Ele poderia ter dito que sim. Era uma opinião adquirida legalmente, paga em dia e adaptada ao cliente. Contudo, percebeu que não sabia se sentiria falta da filha, se temia a distância ou se desejava protegê-la. Tinha terceirizado o argumento e, sem notar, também adiara o afeto.


 — Ainda estou pensando — respondeu.


Foi sua primeira frase original em muitos meses.


No dia seguinte, Octávio procurou Mauro para cancelar o contrato.


— Certas opiniões precisam nascer de quem assumirá as consequências — justificou.


 — Interessante. Posso usar essa frase com outros clientes?


Octávio recusou. Mauro anotou a recusa com evidente admiração.


Antes de sair, Octávio hesitou.


— Você acha que estou fazendo a coisa certa?


Mauro fechou o caderno.


— O senhor quer uma opinião ou uma autorização?


A pergunta permaneceu entre os dois, precisa demais para ser confortável.


Na recepção, Octávio encontrou um comentarista famoso por opiniões rápidas sobre assuntos variados.


— Primeira consulta? — perguntou.


— Renovação de contrato — respondeu o homem. — O público anda exigindo espontaneidade.


Na rua, Octávio abriu o celular. Havia mensagens pedindo sua posição sobre uma crise recente. Pela primeira vez, não procurou Mauro nem escolheu a resposta mais segura. Escreveu: “Ainda não sei o suficiente para pensar”.


Publicou a frase e recebeu críticas imediatas. Alguns o acusaram de covardia. Outros elogiaram sua prudência. Um terceiro grupo afirmou que ele havia inaugurado uma nova corrente de pensamento.


Mauro, que ainda o seguia nas redes, enviou uma única mensagem:


“Excelente posicionamento. Posso oferecer exclusividade?”


Fonte: Banca Elaboradora 

Na oração “Considerava o esforço incompatível com a vida moderna”, assinale a alternativa que apresenta a análise sintática correta. 
Alternativas
Q4278914 Português

Leia o texto e responda à questão


O especialista em convicções


Octávio Brandão não sofria de falta de opinião. Sofria do excesso delas. Todos os dias, antes das nove da manhã, precisava decidir o que pensar sobre educação, inteligência artificial, política urbana, cinema estrangeiro e o novo uniforme da empresa. Considerava o esforço incompatível com a vida moderna. Opinar exigia leitura, comparação, dúvida e, em casos extremos, mudança de ideia.


Foi então que contratou Mauro Figueira, consultor de convicções.


Mauro trabalhava num escritório discreto, cuja placa prometia: “Posicionamentos sólidos para pessoas ocupadas”. Na primeira reunião, explicou o método.


— O senhor envia o tema e o contexto. Eu devolvo uma opinião pronta, com argumentos e uma frase de efeito.


— E se me fizerem perguntas?


— Há um plano adicional com respostas para objeções. 


Octávio assinou o pacote completo.


O serviço funcionou admiravelmente. Sobre um filme que não vira, recebeu uma crítica equilibrada. Sobre um livro abandonado na página quinze, ganhou uma análise sobre “a tensão entre memória individual e violência institucional”. Numa reunião de condomínio, defendeu a preservação das árvores, embora tivesse solicitado a retirada de uma que sujava seu carro. Mauro explicou que contradições podiam ser reclassificadas como “evolução de pensamento”.


Aos poucos, Octávio se tornou conhecido pela lucidez. Os colegas esperavam seus comentários. Os parentes silenciavam quando ele começava uma frase com “A questão central é mais complexa”. Ninguém suspeitava de que a complexidade chegava por mensagem, acompanhada de um aviso: “Evite aprofundar se houver especialistas presentes”.


O problema surgiu num jantar. Clara, sua filha, perguntou:


— Pai, você acha que eu devo aceitar um trabalho em outra cidade?


Octávio pediu licença e foi ao banheiro. Enviou a pergunta a Mauro.


A resposta dizia: “Considere autonomia, vínculos afetivos e projeto de vida. Apoie a decisão dela, mas manifeste disponibilidade”.


Octávio voltou à mesa e repetiu quase tudo.


Clara o observou. 


— Isso é o que você pensa?


Ele poderia ter dito que sim. Era uma opinião adquirida legalmente, paga em dia e adaptada ao cliente. Contudo, percebeu que não sabia se sentiria falta da filha, se temia a distância ou se desejava protegê-la. Tinha terceirizado o argumento e, sem notar, também adiara o afeto.


 — Ainda estou pensando — respondeu.


Foi sua primeira frase original em muitos meses.


No dia seguinte, Octávio procurou Mauro para cancelar o contrato.


— Certas opiniões precisam nascer de quem assumirá as consequências — justificou.


 — Interessante. Posso usar essa frase com outros clientes?


Octávio recusou. Mauro anotou a recusa com evidente admiração.


Antes de sair, Octávio hesitou.


— Você acha que estou fazendo a coisa certa?


Mauro fechou o caderno.


— O senhor quer uma opinião ou uma autorização?


A pergunta permaneceu entre os dois, precisa demais para ser confortável.


Na recepção, Octávio encontrou um comentarista famoso por opiniões rápidas sobre assuntos variados.


— Primeira consulta? — perguntou.


— Renovação de contrato — respondeu o homem. — O público anda exigindo espontaneidade.


Na rua, Octávio abriu o celular. Havia mensagens pedindo sua posição sobre uma crise recente. Pela primeira vez, não procurou Mauro nem escolheu a resposta mais segura. Escreveu: “Ainda não sei o suficiente para pensar”.


Publicou a frase e recebeu críticas imediatas. Alguns o acusaram de covardia. Outros elogiaram sua prudência. Um terceiro grupo afirmou que ele havia inaugurado uma nova corrente de pensamento.


Mauro, que ainda o seguia nas redes, enviou uma única mensagem:


“Excelente posicionamento. Posso oferecer exclusividade?”


Fonte: Banca Elaboradora 

No período “Era uma opinião adquirida legalmente, paga em dia e adaptada ao cliente”, assinale a alternativa correta sobre a classificação gramatical das formas empregadas. 
Alternativas
Q4277346 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil


Fortes ventos entre São Paulo e Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. As rajadas ultrapassaram 120 km/h no interior paulista e chegaram a cerca de 100 km/h na capital fluminense, levando à suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont. Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente. O especialista compara o evento às rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,8 °C na cidade do Rio de Janeiro, um dos dias mais quentes para julho desde 2007. No litoral paulista, os termômetros atingiram 34 °C no Guarujá e 35,2 °C em Santos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, atribui a força dos ventos a uma brusca queda de temperatura, de cerca de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora. Ele ressalta que as rajadas se normalizaram na medida em que as massas de ar se equilibraram, enquanto a frente fria se deslocou para o Espírito Santo, gerando ventos mais amenos, em torno de 70 km/h. Seluchi acrescenta que a ocorrência desse tipo de frente é mais comum em períodos chuvosos, com chance de novos episódios a partir de setembro.

Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seluchi explica que a relação ocorre de forma indireta, pois o El Niño mantém as frentes frias estagnadas por mais tempo no Sul, gerando tempestades severas e linhas de instabilidade que se deslocam.

Diniz complementa que o El Niño acelera o aquecimento das temperaturas e intensifica os sistemas meteorológicos. Como o país atravessa o inverno, o encontro das frentes frias com regiões bastante aquecidas gera o forte contraste térmico responsável pelas ventanias. Ele cita os recentes temporais no Sul e no interior de São Paulo como reflexos dessa intensificação, e Seluchi prevê que as chuvas ganhem força na primavera.

No Rio de Janeiro, além do fechamento momentâneo do Aeroporto Santos Dumont, a ventania atingiu 105 km/h no Galeão, causou quedas de energia, afetou o transporte sobre trilhos, fechou a Ponte Rio-Niterói e provocou duas mortes em Santa Teresa após a queda de um muro. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a região metropolitana diante dos riscos de destelhamento e falta de luz. Houve atrasos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o estado registrou pico de 124,9 km/h em Itaporanga.

Enquanto a frente fria avançava para o Sudeste, o Rio Grande do Sul enfrentou severa instabilidade. Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação com ventos que alcançaram 300 km/h, segundo a MetSul Meteorologia. Diferentemente da frente de rajada, o tornado é um fenômeno concentrado de intensa rotação. A tendência para o estado sulista é de gradual normalização do tempo com a chegada de uma massa de ar seco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrjy4jrg13o.adaptado.
As rajadas ultrapassaram 120 km/h, levando "à" suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont.
O especialista compara o evento "às" rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.
Analise as assertivas a seguir sobre o emprego do sinal indicativo de crase.

I. A ocorrência da crase em "à suspensão" é facultativa, pois o verbo "levar" admite complemento com ou sem a preposição "a".
II. Em "à suspensão", a crase decorre da fusão da preposição "a" com o artigo definido feminino que antecede o substantivo "suspensão".
III. Em "às rajadas", o emprego da crase decorre apenas da presença do artigo definido feminino antes do substantivo "rajadas".
IV. A retirada do artigo definido antes de "suspensão" preservaria o emprego da crase, pois a preposição, por si só, justifica sua ocorrência.
V. Em "às rajadas", a crase resulta da fusão da preposição "a" com o artigo definido feminino que antecede o substantivo "rajadas", conforme a construção empregada no trecho.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4277015 Português

Acredita quem quer



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acreditaquem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um trecho retirado do texto em que o termo sublinhado NÃO seja um adjunto adverbial.
Alternativas
Q4276332 Português
O texto seguinte servira de base para responder à questão.

Maria Joana

Não faz feitiço quem não tem um terreiro
Nem batucada quem não tem um pandeiro
Não vive bem quem nunca teve dinheiro
E não tem casa pra morar
Não cai na roda quem tem perna bamba
Não é de nada quem não é de samba
Não tem valor quem vive de muamba
Pra não ter que trabalhar
Eu vou procurar um jeito de não padecer
Porque eu não vou deixar a vida sem viver
Mas acontece que a Maria Joana
Acha que é pobre, mas nasceu pra bacana
Mora comigo, mesmo assim não me engana
Ela pensa em me deixar
Já decidiu que vai vencer na vida
Saiu de casa toda colorida
Levou dinheiro pra comprar comida
Mas não sei se vai voltar
Eu vou perguntar: Joana, o que aconteceu?
Dinheiro não faz você mais rica do que eu

Sidney Miller
Considerando o emprego das classes de palavras no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4276043 Português
Leia o texto e responda à questão.


A unanimidade possível


A reunião começou às nove em ponto, o que, na empresa Horizonte Integrado, significava nove e vinte. Na sala envidraçada, oito pessoas se acomodaram diante de uma tela que exibia o título “Novo Modelo de Colaboração”. Ninguém sabia exatamente o que seria decidido, mas todos concordavam que a decisão já estava atrasada.

Renato, diretor de Estratégia, abriu os trabalhos:

— Precisamos construir um consenso que respeite a diversidade de perspectivas.

A frase foi recebida com acenos graves. Elisa, gerente de Recursos Humanos, anotou “consenso” em seu caderno. Para ela, a palavra significava convencer os demais de que o trabalho presencial deveria aumentar. Otávio, responsável pela área financeira, entendeu o contrário: consenso seria reduzir o espaço físico e, com ele, as despesas. Lúcia, da comunicação, imaginou uma campanha interna com fotografias de pessoas sorrindo ao redor de uma mesa. Bruno, do setor jurídico, preferiu não imaginar nada antes de conhecer os riscos.

— O modelo atual precisa ser flexibilizado — continuou Renato.

— Concordo plenamente — disse Elisa.

Ela pensava em horários mais rígidos, desde que fossem chamados de “faixas de integração”.

— Concordo também — afirmou Otávio.

Ele pensava em eliminar estações de trabalho fixas.

— Faz todo sentido — acrescentou Lúcia.

Ela já escolhera o slogan: “Mais liberdade para estarmos juntos”.

Bruno ergueu a mão:

— Quando falamos em flexibilidade, estamos tratando de presença, jornada, local de trabalho ou metas?

Renato sorriu com a serenidade de quem considera a precisão um obstáculo operacional.

— Estamos tratando de uma visão mais ampla.

Bruno anotou que a visão era ampla o bastante para não caber numa definição.

A discussão prosseguiu. Elisa defendeu “o fortalecimento dos vínculos”. Otávio apoiou, entendendo que vínculos fortalecidos diminuiriam pedidos de demissão. Lúcia apoiou também, imaginando vídeos de aniversários corporativos. Bruno perguntou se os vínculos incluíam obrigações adicionais. Renato respondeu que aquele era um tema para uma etapa posterior, o que, na empresa, designava o lugar onde as perguntas difíceis eram cuidadosamente guardadas.

Perto do meio-dia, surgiu a expressão “autonomia responsável”. Todos a receberam com entusiasmo.

Para Elisa, autonomia responsável significava liberdade para organizar o próprio trabalho, desde que o empregado estivesse disponível quando a liderança julgasse necessário. Para Otávio, significava entregar mais com menos recursos. Para Lúcia, era uma combinação perfeita de palavras positivas. Para Bruno, era uma fórmula que poderia significar qualquer coisa e, por isso mesmo, exigiria quinze páginas de regulamento.

— Então estamos alinhados — concluiu Renato.

Ninguém perguntou em relação a quê.

A ata registrou que o grupo aprovara, por unanimidade, um modelo híbrido, flexível, eficiente, humano e financeiramente sustentável. O documento não indicava quantos dias seriam presenciais, quem escolheria esses dias, como seriam avaliadas as metas nem o que aconteceria quando flexibilidade e controle apontassem para direções opostas.

Na manhã seguinte, cada setor comunicou a decisão à sua maneira.

Recursos Humanos anunciou três dias obrigatórios no escritório. O Financeiro informou que as mesas seriam compartilhadas e que parte do prédio seria devolvida. A Comunicação publicou: “Agora, cada pessoa poderá escolher onde produzir melhor”. O Jurídico enviou uma nota esclarecendo que nenhuma escolha estava autorizada até a publicação das regras.

Os funcionários, surpreendentemente, também concordaram. Alguns entenderam que poderiam trabalhar de casa. Outros concluíram que precisariam voltar ao escritório. Houve quem acreditasse que nada mudaria, hipótese que a experiência tornava bastante plausível.

Renato leu as mensagens e convocou nova reunião.

No convite, escreveu:

“Precisamos alinhar o entendimento sobre o alinhamento.”

Desta vez, todos compreenderam a urgência.

Cada um, naturalmente, compreendeu uma urgência diferente.


Fonte: Banca Elaboradora
Assinale a alternativa correta sobre o emprego dos tempos e modos verbais, das locuções verbais e da colocação pronominal no texto.
Alternativas
Q4276040 Português
Leia o texto e responda à questão.


A unanimidade possível


A reunião começou às nove em ponto, o que, na empresa Horizonte Integrado, significava nove e vinte. Na sala envidraçada, oito pessoas se acomodaram diante de uma tela que exibia o título “Novo Modelo de Colaboração”. Ninguém sabia exatamente o que seria decidido, mas todos concordavam que a decisão já estava atrasada.

Renato, diretor de Estratégia, abriu os trabalhos:

— Precisamos construir um consenso que respeite a diversidade de perspectivas.

A frase foi recebida com acenos graves. Elisa, gerente de Recursos Humanos, anotou “consenso” em seu caderno. Para ela, a palavra significava convencer os demais de que o trabalho presencial deveria aumentar. Otávio, responsável pela área financeira, entendeu o contrário: consenso seria reduzir o espaço físico e, com ele, as despesas. Lúcia, da comunicação, imaginou uma campanha interna com fotografias de pessoas sorrindo ao redor de uma mesa. Bruno, do setor jurídico, preferiu não imaginar nada antes de conhecer os riscos.

— O modelo atual precisa ser flexibilizado — continuou Renato.

— Concordo plenamente — disse Elisa.

Ela pensava em horários mais rígidos, desde que fossem chamados de “faixas de integração”.

— Concordo também — afirmou Otávio.

Ele pensava em eliminar estações de trabalho fixas.

— Faz todo sentido — acrescentou Lúcia.

Ela já escolhera o slogan: “Mais liberdade para estarmos juntos”.

Bruno ergueu a mão:

— Quando falamos em flexibilidade, estamos tratando de presença, jornada, local de trabalho ou metas?

Renato sorriu com a serenidade de quem considera a precisão um obstáculo operacional.

— Estamos tratando de uma visão mais ampla.

Bruno anotou que a visão era ampla o bastante para não caber numa definição.

A discussão prosseguiu. Elisa defendeu “o fortalecimento dos vínculos”. Otávio apoiou, entendendo que vínculos fortalecidos diminuiriam pedidos de demissão. Lúcia apoiou também, imaginando vídeos de aniversários corporativos. Bruno perguntou se os vínculos incluíam obrigações adicionais. Renato respondeu que aquele era um tema para uma etapa posterior, o que, na empresa, designava o lugar onde as perguntas difíceis eram cuidadosamente guardadas.

Perto do meio-dia, surgiu a expressão “autonomia responsável”. Todos a receberam com entusiasmo.

Para Elisa, autonomia responsável significava liberdade para organizar o próprio trabalho, desde que o empregado estivesse disponível quando a liderança julgasse necessário. Para Otávio, significava entregar mais com menos recursos. Para Lúcia, era uma combinação perfeita de palavras positivas. Para Bruno, era uma fórmula que poderia significar qualquer coisa e, por isso mesmo, exigiria quinze páginas de regulamento.

— Então estamos alinhados — concluiu Renato.

Ninguém perguntou em relação a quê.

A ata registrou que o grupo aprovara, por unanimidade, um modelo híbrido, flexível, eficiente, humano e financeiramente sustentável. O documento não indicava quantos dias seriam presenciais, quem escolheria esses dias, como seriam avaliadas as metas nem o que aconteceria quando flexibilidade e controle apontassem para direções opostas.

Na manhã seguinte, cada setor comunicou a decisão à sua maneira.

Recursos Humanos anunciou três dias obrigatórios no escritório. O Financeiro informou que as mesas seriam compartilhadas e que parte do prédio seria devolvida. A Comunicação publicou: “Agora, cada pessoa poderá escolher onde produzir melhor”. O Jurídico enviou uma nota esclarecendo que nenhuma escolha estava autorizada até a publicação das regras.

Os funcionários, surpreendentemente, também concordaram. Alguns entenderam que poderiam trabalhar de casa. Outros concluíram que precisariam voltar ao escritório. Houve quem acreditasse que nada mudaria, hipótese que a experiência tornava bastante plausível.

Renato leu as mensagens e convocou nova reunião.

No convite, escreveu:

“Precisamos alinhar o entendimento sobre o alinhamento.”

Desta vez, todos compreenderam a urgência.

Cada um, naturalmente, compreendeu uma urgência diferente.


Fonte: Banca Elaboradora
No trecho “Renato sorriu com a serenidade de quem considera a precisão um obstáculo operacional”, assinale a alternativa que apresenta a análise sintática correta da oração iniciada por “quem”.
Alternativas
Q4275507 Português
Marque a alternativa em que a preposição destacada tem o sentido de finalidade.
Alternativas
Q4274577 Português

Leia com atenção o texto Turismo em massa: nunca se viajou tanto, e isso pode ser um problema:


"Se você foi para Machu Picchu antes de junho de 2024, teve uma experiência diferente daquela vivenciada por quem visita a cidadela inca hoje. Não se pode mais andar com a relativa liberdade de antes. Agora, todos devem seguir circuitos predeterminados, em passarelas com fila única.


Se foi para o arquipélago de Ko Phi Phi antes de 2018 e visitou a Baía Maya, famosa desde que foi cenário do filme A Praia (2000), você vivenciou algo muito diferente do que é possível hoje. Após anos fechada para um programa de restauro ecológico, a baía reabriu em 2022 com controle rígido e policiado. Antes, os turistas mergulhavam e até acampavam na praia. Hoje, podem, no máximo, molhar os pés."


(Felipe van Deursen, Superinteressante, 17 jun 2026. https://super.abril.com.br/sociedade/turismo-de-massa-nunca-se-viajou tanto-e-isso-pode-ser-um-problema/.)


Quanto ao uso de recursos estilísticos, no texto, analise as sentenças a seguir a respeito do uso de pronomes:


I.O uso de você, nos dois parágrafos do texto, tem a função de convidar o leitor a participar do diálogo do texto. Sabendo disso, o autor escolheu um pronome de tratamento na terceira pessoa do singular, que é usado para se dirigir diretamente ao interlocutor.


II.O uso de daquela, contração da preposição de com o pronome demonstrativo aquela, no texto, tem a função de retomada do termo "experiência" citado um pouco antes.


III.Ao final do primeiro parágrafo, na sentença "Todos devem seguir circuitos predeterminados", a palavra todos funciona como um pronome relativo no plural, indicando uma totalidade de forma genérica e abrangente.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo - RS Provas: FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Advogado do CREAS/SUAS | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Analista de Suporte | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquiteto | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquiteto Hospitalar | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Analista de Desenvolvimento de Sistemas | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Cirurgião Dentista - Especialista Buco-Maxilo-Facial | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Contador | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Educador Social | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Agrônomo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquivista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro de Tráfego | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Eletricista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Assistente Social AS | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Químico | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Bibliotecário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Biólogo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Oftalmologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Otorrinolaringologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Odontólogo Especialista em Pacientes com Necessidades Especiais | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Tradutor Intérprete de Libras | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Psicólogo PS |
Q4274155 Português
No fragmento retirado do texto “Do lado de dentro, não havia dinheiro, armas ou joias”, a expressão “Do lado de dentro” exerce a função de ______________, e a vírgula foi empregada para separar essa expressão, que se encontra ______________. O verbo “havia”, empregado com o sentido de existir, é ______________; consequentemente, a oração é ______________, e o segmento “dinheiro, armas ou joias” exerce a função de ______________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo - RS Provas: FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Advogado do CREAS/SUAS | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Analista de Suporte | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquiteto | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquiteto Hospitalar | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Analista de Desenvolvimento de Sistemas | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Cirurgião Dentista - Especialista Buco-Maxilo-Facial | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Contador | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Educador Social | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Agrônomo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquivista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro de Tráfego | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Eletricista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Assistente Social AS | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Químico | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Bibliotecário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Biólogo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Oftalmologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Otorrinolaringologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Odontólogo Especialista em Pacientes com Necessidades Especiais | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Tradutor Intérprete de Libras | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Psicólogo PS |
Q4274154 Português
Sobre o fragmento retirado do texto “A reportagem solicitou acesso, mas o órgão negou o pedido, alegando motivos de segurança”, analise as perguntas abaixo:

• Como se classifica a oração “A reportagem solicitou acesso” em relação à oração seguinte?
• Em “A reportagem”, qual é a função sintática do vocábulo “A”?
• No trecho, qual é, respectivamente, a predicação dos verbos “solicitou” e “negou”?
• Na conversão da primeira oração para “O acesso foi solicitado pela reportagem”, qual é a função sintática de “pela reportagem”?
• Na conversão da segunda oração para “o pedido foi negado pelo órgão”, qual é a função sintática de “o pedido”?

Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, as respostas para as perguntas acima.
Alternativas
Q4272516 Português
Leia para responder à questão:


No panteão dos vilões mais icônicos da literatura fantástica contemporânea, poucos personagens despertam tanto fascínio e repulsa quanto Bellatrix Lestrange, a mais devota e perigosa Comensal da Morte do universo de Harry Potter.

Nascida Bellatrix Black, em uma das famílias mais antigas e tradicionais da pureza sanguínea, ela personifica a decadência moral da aristocracia bruxa, trocando o prestígio ancestral por uma devoção cega e doentia a Lord Voldemort, a quem servia como uma sacerdotisa em um culto macabro. Diferentemente de outros seguidores movidos pelo medo ou pela ambição, Bellatrix amava a causa das trevas com uma paixão arrebatadora e quase erótica, encontrando na crueldade e na tortura não apenas um dever, mas uma forma suprema de prazer, como demonstrou ao aplicar a Maldição Cruciatus em Frank e Alice Longbottom até que ambos perdessem a sanidade. Sua risada estridente, seus olhos esbugalhados de fanatismo e sua varinha desferindo feitiços assassinos com uma elegância sádica tornaram-na uma força da natureza caótica e destrutiva, cuja lealdade a Voldemort – ao contrário de muitos – jamais vacilou, nem mesmo diante dos longos anos de aprisionamento em Azkaban, onde os dementadores apenas reforçaram sua insanidade em vez de quebrar seu espírito.

O ápice de sua trajetória sombria, no entanto, revela não apenas sua ferocidade, mas também as trágicas contradições que a definiam como personagem – uma mulher capaz de matar o próprio primo, Sirius Black, com um feitiço que o lançou para além do Véu da Morte, e de guardar a taça de Helga Hufflepuff no cofre de seu banco com a precisão de uma estrategista, enquanto exalava o desprezo mais profundo por qualquer ser que não ostentasse sangue puro. A Batalha de Hogwarts, onde finalmente encontrou seu fim, foi o palco de sua última e mais memorável performance: confrontada por Molly Weasley, a mãe amorosa que ela desprezava, Bellatrix subestimou o poder do amor e da proteção materna – forças que, ironicamente, sempre foram a antítese de sua existência – e tombou sob o feitiço que a transformou em pó, encerrando a vida de uma bruxa cujo legado é o exemplo mais assustador de como a ideologia pode corromper a alma humana. Mais do que uma simples antagonista, Bellatrix Lestrange permanece como um espelho distorcido do que há de mais sombrio na natureza humana: a renúncia total à própria identidade em nome de uma causa que promete poder, mas entrega apenas aniquilação.

Sua história inquieta porque nos força a encarar a inquietante verdade de que os maiores monstros não são aqueles que agem por maldade pura, mas aqueles que, por amor a uma ideia, transformam o amor em ódio e a vida em instrumento da morte. 
Considere o seguinte trecho extraído do texto:

"...Sirius Black, com um feitiço que o lançou para além do Véu da Morte, e de guardar a taça de Helga Hufflepuff no cofre de seu banco com a precisão de uma estrategista..."

No excerto acima, a forma verbal LANÇOU classifica-se, quanto à sua transitividade sintática, como um verbo:
Alternativas
Q4271306 Português
Gênero, raça e origem familiar definem mobilidade social, diz estudo
Por Bruno Bocchini
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/genero-raca-e-origem-
familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo – texto adaptado especialmente para esta prova).  
Assinale a alternativa em que a oração é classificada como oração subordinada adverbial concessiva. 
Alternativas
Q4271304 Português
Gênero, raça e origem familiar definem mobilidade social, diz estudo
Por Bruno Bocchini
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/genero-raca-e-origem-
familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo – texto adaptado especialmente para esta prova).  
Assinale a alternativa que classifica corretamente o sujeito e o predicado da oração a seguir, retirada do texto: “Entre as mulheres, a proporção chega a 65,1%”.
Alternativas
Q4271299 Português
Gênero, raça e origem familiar definem mobilidade social, diz estudo
Por Bruno Bocchini
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/genero-raca-e-origem-
familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo – texto adaptado especialmente para esta prova).  
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as classes gramaticais às palavras sublinhadas no trechos abaixo, retirados do texto. 

Coluna 1
1. Adjetivo.
2. Advérbio.
3. Conjunção.
4. Preposição.
5. Pronome. 

Coluna 2  
(  ) “gênero, raça e origem familiar são os principais condicionantes”.
(  ) “em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab”.
(  ) “famílias situadas entre os 25% mais pobres da distribuição de renda”.
(  )  “Essa disparidade aparece também no recorte racial”.
(  ) “entre as mulheres brancas esse percentual é menor”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:  
Alternativas
Q4268881 Português

Cafeína pode ajudar na memória após privação de sono


Por Thais Szegö



(Disponível em: super.abril.com.br/saude/cafeina-pode-ajudar-na-memoria-apos-privacao-do-sono-sugere-

estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).  

Assinale a alternativa que apresenta um trecho em que NÃO seja possível fazer a transposição para a voz passiva. 
Alternativas
Respostas
421: A
422: E
423: C
424: E
425: B
426: D
427: E
428: D
429: D
430: E
431: C
432: E
433: D
434: B
435: A
436: D
437: D
438: C
439: D
440: E