Questões de Concurso
Sobre análise sintática em português
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Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “Trazer essa temática à tona é de grande importância”, o termo “de grande importância” exerce a função de complemento nominal do verbo “ser”, motivo pelo qual a substituição do adjetivo “grande” por grandiosa manteria a correção gramatical e a função sintática original.
Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.
A enumeração presente no trecho “bibliotecas municipais, comunitárias e também as implantadas por meio de recursos do poder privado em parceria com o poder público” apresenta organização sintática adequada, pois todos os termos coordenados mantêm relação de dependência com o mesmo núcleo nominal “bibliotecas” e desempenham função adjetiva equivalente, ainda que expressa por estruturas morfossintáticas distintas.
Julgue o próximo item, referente ao texto precedente.
O termo “brasileiro” (segundo período do primeiro parágrafo) desempenha a mesma função sintática dos termos “amazônia” e “cerrado” (terceiro período do segundo parágrafo): o primeiro modifica o nome “bioma”, e os dois últimos, “biomas”.
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item seguinte.
No segundo parágrafo, os termos preposicionados “por cidadãos com ensino médio completo” (segundo período) e “do uso da Linguagem Simples” (último período) desempenham a mesma função sintática nas orações em que ocorrem — ambas na voz passiva.
O conhecimento geral sobre medicamentos é
importante para a saúde pública, a prática clínica e a
promoção da segurança do paciente. Frequentemente
referido na literatura da área como alfabetização
medicamentosa (medication literacy), esse conhecimento
transcende a simples identificação de nomes
farmacêuticos: envolve a capacidade de entender,
interpretar, avaliar e aplicar corretamente informações
referentes a medicamentos em contextos reais de uso,
incluindo habilidades funcionais (como ler rótulos e
bulas), comunicativas e críticas (como avaliar fontes de
informação) e competências numéricas (para calcular
dosagens ou horários).
Evidências científicas mostram que baixos níveis de
literacia em medicamentos estão associados a resultados
de saúde piores e a desfechos clínicos negativos, já que
grande parte de pacientes desconhece os nomes genéricos
ou a finalidade de seus medicamentos. Indivíduos com
pouco conhecimento sobre seus tratamentos tendem a
apresentar adesão terapêutica reduzida, maior risco de
eventos adversos e menor controle de doenças crônicas,
como hipertensão, diabetes e outras comorbidades comuns
em populações envelhecidas. Esses efeitos negativos
se dão porque o entendimento inadequado do regime
medicamentoso compromete a capacidade de seguir
orientações terapêuticas corretamente e de reconhecer
sinais de alerta de complicações.
Quando os pacientes compreendem por que um
medicamento foi prescrito, qual sua função e quais são os
possíveis efeitos colaterais, eles adquirem maior autonomia
e podem participar, de forma mais ativa, nas decisões
de cuidado, dialogar com profissionais de saúde e evitar
práticas de risco, como automedicação ou descontinuação
irregular de tratamento.
A formação de médicos, farmacêuticos,
enfermeiros e demais profissionais inclui, cada vez mais,
competências relacionadas à adesão medicamentosa e
comunicação efetiva acerca de tratamentos, uma vez que
esses conhecimentos impactam diretamente a prática
clínica e a promoção do uso racional de medicamentos.
Nesse sentido, a presença de farmacêuticos e programas
educativos nas unidades de saúde é uma estratégia
comprovada para elevar o conhecimento medicamentoso
da população, proporcionando não apenas informações
precisas sobre medicamentos genéricos e prescritos, mas
também orientações relativas ao uso racional e à prevenção
de problemas como resistência antimicrobiana e interações
medicamentosas.
Em suma, o conhecimento sobre medicamentos
é um componente essencial da saúde contemporânea,
sustentado por evidências científicas que demonstram sua
relação com melhores desfechos clínicos, maior segurança
terapêutica e maior participação dos pacientes na gestão
de sua própria saúde.
Internet: <rsdjournal.org> (com adaptações).
No final do trecho “esse conhecimento transcende a simples identificação de nomes farmacêuticos: envolve a capacidade de entender, interpretar, avaliar e aplicar corretamente informações referentes a medicamentos em contextos reais de uso, incluindo habilidades funcionais (como ler rótulos e bulas), comunicativas e críticas (como avaliar fontes de informação) e competências numéricas (para calcular dosagens ou horários).”, a oração iniciada pela forma verbal “incluindo” constitui oração reduzida de gerúndio com valor explicativo.
Texto para o item abaixo.
Pessoas idosas são as que mais fazem uso simultâneo de muitos medicamentos, principalmente em razão de condições crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes, neoplasias e doenças respiratórias. Essas enfermidades exigem tratamentos contínuos, prolongados e complexos, e estão entre as principais causas de mortalidade nessa faixa etária.
A adesão ao tratamento medicamentoso – entendida como a correspondência do indivíduo às recomendações de profissionais de saúde, incluindo o uso correto de medicamentos, a observância de dietas específicas e a execução de mudanças no estilo de vida – pode ser um desafio para idosos com condições crônicas. Fatores como o declínio cognitivo, a severidade do estado de saúde e o uso de múltiplos medicamentos aumentam a dificuldade que esses pacientes têm de seguir corretamente o tratamento prescrito.
A baixa adesão compromete o sucesso terapêutico, e pode levar ao agravamento de doenças crônicas, ao aumento de internações hospitalares, à sobrecarga dos serviços de saúde e à elevação de custos, além de impactar negativamente a morbimortalidade nessa população. Pesquisas indicam que a adesão medicamentosa entre idosos varia entre 40% e 80%, valores considerados piores do que os da população em geral, estimada em aproximadamente 50%.
Para alcançar boa adesão à medicação, é essencial que os idosos compreendam informações relacionadas à sua saúde e ao seu tratamento, como a leitura correta de rótulos de medicamentos, as prescrições e as orientações fornecidas por profissionais de saúde. Muitas vezes, limitações cognitivas, sensoriais ou educacionais dificultam essa compreensão, contribuindo para o uso inadequado ou o abandono do tratamento.
Nesse contexto, o letramento funcional em saúde (LFS) – definido como o conjunto de conhecimentos, habilidades e motivação necessário para acessar, interpretar e aplicar informações de saúde, a fim de gerir cuidados próprios e manter ou melhorar a qualidade de vida – apresenta relação direta com a adesão medicamentosa. Conhecer essa relação, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Estratégia Saúde da Família (ESF), é fundamental para que enfermeiros e demais profissionais planejem intervenções direcionadas ao tratamento medicamentoso, considerando‑se o LFS do paciente, e, assim, promovam melhores resultados terapêuticos e maior qualidade de vida.
Internet:
Texto para o item abaixo.
Pessoas idosas são as que mais fazem uso simultâneo de muitos medicamentos, principalmente em razão de condições crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes, neoplasias e doenças respiratórias. Essas enfermidades exigem tratamentos contínuos, prolongados e complexos, e estão entre as principais causas de mortalidade nessa faixa etária.
A adesão ao tratamento medicamentoso – entendida como a correspondência do indivíduo às recomendações de profissionais de saúde, incluindo o uso correto de medicamentos, a observância de dietas específicas e a execução de mudanças no estilo de vida – pode ser um desafio para idosos com condições crônicas. Fatores como o declínio cognitivo, a severidade do estado de saúde e o uso de múltiplos medicamentos aumentam a dificuldade que esses pacientes têm de seguir corretamente o tratamento prescrito.
A baixa adesão compromete o sucesso terapêutico, e pode levar ao agravamento de doenças crônicas, ao aumento de internações hospitalares, à sobrecarga dos serviços de saúde e à elevação de custos, além de impactar negativamente a morbimortalidade nessa população. Pesquisas indicam que a adesão medicamentosa entre idosos varia entre 40% e 80%, valores considerados piores do que os da população em geral, estimada em aproximadamente 50%.
Para alcançar boa adesão à medicação, é essencial que os idosos compreendam informações relacionadas à sua saúde e ao seu tratamento, como a leitura correta de rótulos de medicamentos, as prescrições e as orientações fornecidas por profissionais de saúde. Muitas vezes, limitações cognitivas, sensoriais ou educacionais dificultam essa compreensão, contribuindo para o uso inadequado ou o abandono do tratamento.
Nesse contexto, o letramento funcional em saúde (LFS) – definido como o conjunto de conhecimentos, habilidades e motivação necessário para acessar, interpretar e aplicar informações de saúde, a fim de gerir cuidados próprios e manter ou melhorar a qualidade de vida – apresenta relação direta com a adesão medicamentosa. Conhecer essa relação, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Estratégia Saúde da Família (ESF), é fundamental para que enfermeiros e demais profissionais planejem intervenções direcionadas ao tratamento medicamentoso, considerando‑se o LFS do paciente, e, assim, promovam melhores resultados terapêuticos e maior qualidade de vida.
Internet:
base no texto acima, julgue o item a seguir.
A oração 'que nos definem' (segundo parágrafo), referindo-se a 'complexidades sociais', possui a função de restringir o sentido do termo antecedente, ou seja, as complexidades sociais são as únicas que definem o Brasil, conforme a interpretação do texto.
Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.
No quarto período, o termo “maiores”, em “que os fez maiores”, é uma qualificação atribuída a “os”, forma pronominal cujo referente é “reis”, no trecho “obriga aos reis”.
Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.
No primeiro período, o segmento “do alheio” funciona como adjunto adnominal, entendendo-se do texto que ao “alheio”, ou seja, ao outro, ao estranho, cabe a ação de restituição para a própria salvação.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
Pela organização das ideias expressas no primeiro período do texto, entende-se que o segmento “de significado” exerce a função sintática de complemento do termo nominal “universo”.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Estudo citado por vinte e cinco anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado
Um estudo publicado há cerca de vinte e cinco anos, que afirmava que o agrotóxico glifosato não oferecia riscos à saúde humana nem causava câncer, foi excluído em dezembro da revista científica que o havia divulgado. O artigo, produzido no fim da década de 1990, tornou-se por décadas uma das principais referências para embasar decisões regulatórias favoráveis ao uso do produto.
O glifosato é um dos agrotóxicos mais utilizados no mundo, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos. Amplamente associado ao cultivo de soja transgênica, o herbicida teve papel decisivo na expansão da produção agrícola brasileira e na consolidação do país como maior produtor mundial do grão.
Segundo comunicado da revista, a exclusão ocorreu devido a problemas considerados graves o suficiente para comprometer a integridade acadêmica do trabalho e a confiabilidade de suas conclusões. Entre as falhas apontadas estão a participação de funcionários da Monsanto na elaboração do artigo e o fato de ele se apoiar essencialmente em um único estudo produzido pela própria empresa, historicamente a principal fabricante do glifosato, comercializado sob a marca Roundup e hoje pertencente à Bayer.
A publicação reconheceu que o artigo exerceu influência significativa em decisões regulatórias relacionadas ao glifosato por décadas. A retratação foi justificada pela falta de transparência sobre a autoria de trechos do texto e pela incerteza quanto à independência das conclusões, especialmente na afirmação de que o glifosato não apresenta potencial cancerígeno. Também foram mencionadas decisões judiciais que indicam a possibilidade de compensação financeira aos autores, informação que não constava no artigo original.
No Brasil, em 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária concluiu sua reavaliação toxicológica do glifosato e decidiu manter sua autorização de uso, alegando inexistência de evidências científicas conclusivas de que cause câncer, mutações genéticas ou má-formação fetal. Nos Estados Unidos, o produto segue considerado seguro pelas autoridades ambientais, com nova reavaliação prevista para 2026 após ações judiciais de entidades ambientais e de defesa de trabalhadores. Na União Europeia, a aprovação do glifosato foi renovada por mais dez anos em 2023.
Essas posições contrastam com a conclusão da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde, que em 2015 classificou o glifosato como "provavelmente cancerígeno" com base em ampla revisão de estudos científicos.
Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça dos Estados Unidos a indenizar um trabalhador que atribuiu o desenvolvimento de câncer ao uso de produtos à base de glifosato. Desde então, a Bayer firmou acordos bilionários para encerrar milhares de processos relacionados ao Roundup, sem admissão de culpa, e manteve a comercialização do herbicida.
O glifosato é o princípio ativo de diversos herbicidas. Introduzido no mercado na década de 1970, teve sua patente expirada em 2000 e passou a ser fabricado por diferentes empresas. É utilizado na agricultura, na silvicultura, em áreas industriais e em jardins, embora alguns países e cidades tenham restringido ou proibido seu uso em espaços públicos. Por ser não seletivo, elimina a maioria das plantas, o que levou ao desenvolvimento de culturas geneticamente modificadas para resistir à substância, como a soja. Sua aplicação costuma ocorrer antes do plantio, para reduzir a competição com plantas daninhas.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko.adaptado.
Considerando a regência verbal do verbo destacado e a função sintática das expressões preposicionadas no período, assinale a alternativa correta.
Considerando a regência verbal do verbo destacado e a função sintática das expressões preposicionadas no período, assinale a alternativa correta.
Leia o Texto IV e responda a questão.
Texto IV
O QUE É UM RIO?
Rio é um curso natural de água, geralmente doce, que flui sobre a superfície da terra, em direção a um corpo de água maior, como um oceano, mar, lago ou outro rio. Os rios são fundamentais para os ecossistemas e para as atividades humanas, fornecendo água potável, irrigação, transporte e energia hidrelétrica.
Os rios nascem, quase sempre, em áreas elevadas, como montanhas, seguindo um curso em direção a áreas mais baixas.
Além de sua função vital para a vida, os rios desempenham um papel crucial na modelagem da paisagem, no transporte de sedimentos e na manutenção do ciclo hidrológico. Essenciais para o ecossistema, além de fornecerem água para consumo humano, são habitats para diversas espécies de animais.
Existem rios perenes, que nunca secam, e rios intermitentes, que secam em determinadas épocas do ano, especialmente em áreas áridas.
Um rio pode ser dividido nestas em três partes: o curso superior (nascente), o curso médio (transporte de sedimentos) e o curso inferior (foz)
A área de drenagem de um rio, incluindo seus afluentes, é chamada de bacia hidrográfica.
Os rios são fontes de água doce para consumo humano e animal, bem como para atividades agrícolas e industriais.
A força da água dos rios pode ser aproveitada para gerar energia hidrelétrica.
Em muitas regiões, os rios são importantes vias de transporte para pessoas e mercadorias.
Além disso, oferecem oportunidades para atividades de lazer, como pesca, natação e passeios de barco. Os rios têm um papel significativo na cultura e história de muitas comunidades, sendo, muitas vezes, considerados sagrados.
(Adaptado do site Brasil Escola)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ordem na Casa
Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legítimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.
Você não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Supergigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.
Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e você se submete a isso.
Permite que ele dê as cartas porque tem medo. Medo de ser excluída, ser alvo de críticas e de desamor.
Mas chega uma hora em que é preciso pôr ordem na casa. Pois, por trás de toda docilidade e condescendência, também existe uma fera.
Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.
Uma fera que deseja revelar que não é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.
A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, autêntico. E, às vezes, você precisa escutá-la. Às vezes, tem que abrir a jaula e deixá-la sair.
Porque ninguém é de ferro.
E você tem que aprender a se aceitar.
A entender que a culpa te paralisa e não permite que você seja quem é. Simplesmente quem é.
Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para você?
Seus fantasmas, seu passado, sua educação rígida?
Ou você mesma? O Super que há em você?
Coloque ordem na casa.
Não seja a primeira a se esconder por trás de um véu de justificativas quando o que você quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que está cansada para ir à balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite “irrecusável”, que não dá para quebrar um galho para o seu irmão hoje, que não pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.
Nem tudo são imperfeições. E, se for, faz parte também.
Você também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo para aquele lugar. E nem por isso será menos digna.
Nem por isso terá menos amor.
Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.
(Fabiola Simões — A Soma de Todos os Afetos)
"Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles."
"Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles."