Questões de Concurso
Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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Leia o texto para responder a questão.
Dormir bem é parte essencial de nossa rotina; veja dicas Não só é importante repousar tempo suficiente, como também é preciso ter um sono de qualidade
Cada vez mais, especialistas em sono nos alertam sobre a importância de dormir bem para a qualidade de nossa rotina. O tema tem sido muito debatido com a divulgação de estudos, a maioria deles dando conta de que não só é importante repousar tempo suficiente, como também é essencial que se tenha o chamado sono de qualidade.
Isso significa que precisamos dormir pelo menos seis horas por noite e de uma forma tranquila, sem interrupções. Mas como conquistar aquela tão desejada noite de sonhos? Veja o que sugerem os especialistas:
– Crie uma rotina de horários para dormir e despertar e tente segui-la sem muitas alterações;
– Vá para a cama somente na hora de dormir, tentando não exercer outras atividades nesse espaço;
– Tente não resolver problemas na cama, antes de dormir (de preferência, nem pense neles!);
– Não tome medicamentos para dormir sem orientação médica;
– Não faça atividades físicas ou exagere nas telas (TVs ou dispositivos móveis) perto da hora de dormir; – Durma em ambiente confortável, saudável, escuro e sem ruídos, na medida do possível;
– Não consuma bebidas com álcool ou cafeína pouco tempo antes de dormir;
– Jante moderadamente em horário adequado e regular e, após comer, dedique-se a atividades repousantes e relaxantes. [...]
Disponível em https://catracalivre.com.br/equilibre-se/dormir-bem-e-parteessencial-de-nossa-rotina-veja-dicas/
Considerando a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, leia com atenção o texto abaixo para responder à questão.
O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo. E os dados sobre essa doença são contrastantes: enquanto ela é uma das principais causas de morte de mulheres, também é o tipo de câncer com a maior taxa de cura. O que separa um resultado de outro é, naturalmente, o diagnóstico precoce.
Hoje, o autoexame das mamas e a mamografia são prevenções efetivas, que buscam pequenos nódulos indicativos do início do problema. Agora, porém, médicos querem tornar o diagnóstico mais simples, prático e preciso: segundo um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, um exame de sangue poderia detectar um câncer de mama 5 anos antes de aparecerem os sinais detectados pelos exames atuais.
A lógica do estudo foi não focar nas concentrações de células cancerígenas, que são justamente o que causam o nódulo, mas sim nos antígenos produzidos por elas. Antígeno, vale lembrar, é toda substância que desencadeia uma resposta imune do organismo, ativando nosso sistema de defesa.
A hipótese dos pesquisadores era a de que as células cancerígenas, desde quando são muito poucas, já produzem proteínas que agem como antígenos. Detectar no sangue os anticorpos desencadeados por esses antígenos seria uma forma mais prática de detectar o câncer de mama em estágio inicial.
Para testar essa hipótese, a equipe coletou amostras de sangue de 90 pacientes recém-diagnosticados com câncer de mama e 90 amostras de pacientes sem o problema, para servir como grupo de controle.
Fonte: https://super.abril.com.br/saude/cancer-de-mama-pode-serdetectado-por-exame-de-sangue-ate-5-anos-antes-de-sinais-aparecerem/
Conto: uma morada
O sonho de uma velha senhora
Juremir Machado da Silva
Contava-se que ela havia passado a vida lutando contra homens, doenças e intempéries. Dizia-se que criara sozinha onze filhos e enfrentara oito tormentas de derrubar casas e deixar muita gente desesperada. Durante muito tempo, teve um apelido: a flagelada. Era alta, magérrima e de olhos muito negros, duas bolas escuras que pareciam cintilar à beira do abismo. Era uma mulher de fala forte, voz rouca, agravada pelo cigarro, não menos de trinta por dia, do palheiro ao sem filtro, o que viesse, qualquer coisa que lhe permitisse sair do ar.
– Meu silêncio diz tudo – era o máximo que concedia a algum vizinho.
Apesar do seu jeito esquisito, era amada por quase todos. Gostava-se da sua coragem, da sua franqueza, alguns até falavam de uma ternura escondida por trás dos gestos de fera indomável. Muitos nem sabiam mais o nome dela. Era chamada simplesmente de “a velha”. Contava-se que prometera a si mesma viver cem anos para debochar das agruras da vida. Servira durante décadas de parteira, de benzedeira e até de responsável pela ordem nas redondezas. Impunha respeito, resolvia litígios, dava bons conselhos, sentia pena das jovens apaixonadas. Com o passar do tempo, ficou mais impaciente e menos propensa a ouvir longas e repetitivas histórias.
(...)
Destino – Não se contava, porém, quando havia perdido tudo. Ficara sem casa. Vivia na cidade num quarto emprestado por um velho conhecido. Quando se imaginava que estava esgotada, que só esperava o fim para se livrar dos tormentos, ela se revelou mais firme do que nunca. Queria viver. Mais do que isso, deu para dizer a quem quisesse ouvir que tinha um sonho.
– Um sonho?
– Sim, a Velha tem um sonho.
A notícia espalhou-se como um acontecimento improvável. Com o que podia sonhar a velha? Contava-se que homens faziam apostas enquanto jogavam cartas ou discutiam futebol, mulheres especulavam sobre esse sonho, crianças se interessavam pelo assunto, todos queriam entender como podia aquela mulher árida ter um sonho, algo que a maioria, mais nova, já não tinha. Por alguns meses, pois ela fazia do seu novo silêncio um trunfo, foi cercada de atenção na busca obsessiva por uma resposta. Teriam até lhe oferecido dinheiro para revelar o seu sonho num programa de rádio.
Conta-se que numa tarde mormacenta de janeiro, com um temporal prestes a desabar, ela disse com a sua voz grave um pouco mais vibrante para quem pudesse ouvir (nunca se soube quem foi o primeiro saber):
– Quero voltar para casa.
Que casa era essa? A velha queria retornar ao lugar onde havia nascido, um lugar perdido na campanha onde vicejava solitário um cinamomo. Sonhava em ter uma casinha ali para viver os seus últimos anos. Desse ponto de observação, podia-se enxergar um enorme vazio. A comunidade, sempre tão dispersa, mobilizou-se como se, de repente, tudo fizesse sentido. O dono da terra aceitou que lhe erguessem um rancho no meio do nada para que ela fincasse suas raízes por alguns anos. Um mutirão foi organizado para erguer a morada. Até políticos contribuíram para a compra do modesto material – tábuas, pregos, latas – necessário à construção da residência. Num final de semana de fevereiro, a casa foi erguida.
Um rancho de duas peças: quarto e cozinha. Uma latrina a dez passos do cinamomo. Caía a noite quando tudo ficou pronto. Os homens embarcaram na carroceria de um velho caminhão e partiram. Ela ficou só no lugar que escolhera para viver depois de tantas lutas encarniçadas com o destino. Sentia-se vitoriosa. A lua cheia banhou os campos naquela noite. Ela passeou até onde as velhas pernas lhe permitiram. Deitou-se no catre com colchão novo. Fez questão de manter a sua cama. Morreu ao amanhecer com o sol faiscando na cobertura de lata reluzindo de tão nova e duradoura.
Adaptado de:<https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/conto-uma-morada-1.392657>
Para responder a questão, leia os quadrinhos a seguir.

(http://www.ivoviuauva.com.br/amigo-secreto-webcomics-brasil-2010/high4-2/)


I. “refratário” e “planetária” foram acentuadas obedecendo à mesma regra. II. “aí” e “juízo” foram acentuadas em função de diferentes regras. III. O plural de “impenetrável” é acentuado em decorrência da mesma regra ortográfica que justifica o acento gráfico de “desprezíveis”.
Assinale:
Um Pé de Milho

(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas – 31ª ed. – Rio de Janeiro: Record. 2010)

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/ - texto adaptado especialmente para esta prova.)
Considerando as regras de acentuação gráfica em Língua Portuguesa, analise as assertivas a seguir.
I. Na linha 04, a palavra “clássico” é acentuada por ser uma paroxítona.
II. Na linha 10, a palavra “europeias” não é acentuada, mas a palavra assembléia deve ser acentuada.
III. Na linha 47, a palavra “pais” não é acentuada, mas caso fosse empregado o acento agudo na letra “i”, seria formado outro substantivo existente em Língua Portuguesa.
Quais estão corretas?
Piada: As lições de um casamento
No 50º aniversário de casamento e durante o grande jantar de comemoração, foi solícitado a Susana que contasse aos amigos um breve resumo dos benefícios de um casamento tão duradouro como o dela e Henrique, o proprietário do armazém do município.
"Conte-nos Susana, o que você aprendeu com todos esses anos maravilhosos com seu marido?"
Susana respondeu: "Bem, eu aprendi que o casamento é o melhor professor de todos. Ele ensina que lealdade, paciência, tolerância, autocontrole, perdão e muitas outras qualidades que você não precisaria se tivesse permanesido solteira".
Piada: As lições de um casamento
No 50º aniversário de casamento e durante o grande jantar de comemoração, foi solícitado a Susana que contasse aos amigos um breve resumo dos benefícios de um casamento tão duradouro como o dela e Henrique, o proprietário do armazém do município.
"Conte-nos Susana, o que você aprendeu com todos esses anos maravilhosos com seu marido?"
Susana respondeu: "Bem, eu aprendi que o casamento é o melhor professor de todos. Ele ensina que lealdade, paciência, tolerância, autocontrole, perdão e muitas outras qualidades que você não precisaria se tivesse permanesido solteira".
TEXTO 2
Polícia descobre ponto de distribuição de drogas em bairro nobre de SP
A Polícia Civil de São Paulo descobriu um esquema de distribuição de drogas que funcionava em um escritório comercial nos Jardins, uma das áreas mais nobres de São Paulo. Cinco pessoas foram presas, e 30 tijolos de cocaína, duas armas e R$ 263 mil foram apreendidos.
Os policiais Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) investigavam a dona de uma empresa de webdesign instalada em um escritório na alameda Santos, próximo do Parque Trianon. No local, havia grande movimentação de veículos de luxo.
Os agentes interceptaram um táxi que saía do estacionamento do prédio na noite desta quinta-feira (10). Com o motorista, encontraram uma bolsa com sete tijolos de cocaína, que teriam como destino o Guarujá, no litoral do estado.
Os policiais entraram no prédio e perguntaram pela empresária, que estava em uma sala de reuniões no primeiro andar. Além da mulher, mais três homens estavam no local, que foi cercado. Havia duas bolsas sobre a mesa da sala, uma com 23 tijolos de cocaína e outra com R$ 263 mil em dinheiro.
Os cinco presos foram autuados por tráfico de drogas e por associação para tráfico.
(Fonte: Folha de São Paulo, 11/10/2019)
TEXTO 2

Fonte: Adaptado de: http://1.bp.blogspot.com/oSNjvAa_uZE/TgIuBsIiMXI/AAAAAAAAAN0/R208RGfxPoQ/s1600/as%2Bcobras%2B11.jpg.
Acesso em: 19 jan. 2020.
Texto I
A mobilidade da criança
O que significa a mobilidade para os pequenos habitantes das cidades brasileiras? Para parte deles, o ir e vir está sempre relacionado ao carro. Das janelas dos automóveis, eles enxergam reflexos da cidade, mas não participam dela.
Para a maior parcela, que se locomove a pé e de transporte coletivo, há insegurança, medo e a certeza de que o pedestre é considerado um intruso, um invasor do espaço. Além de aprender que precisa atravessar a rua correndo porque o tempo do semáforo é insuficiente e o pedestre não é respeitado, a criança brasileira se acostuma a caminhar em calçadas muito estreitas e até em ruas sem a presença delas. As décadas de planejamento urbano focado no carro tornaram as ruas um território de guerra – o fato de que o Brasil é o quarto país do mundo em mortes no trânsito fala por si só. Pesquisadores internacionais há tempos discutem os efeitos da “imobilidade” e da violência no trânsito no desenvolvimento físico, cognitivo, motor e social das crianças. Exercer a independência numa cidade segura é fundamental para o crescimento saudável. Nos países em que as crianças andam de bicicleta e a pé com segurança, como na Holanda e na Dinamarca, por exemplo, os acidentes são praticamente inexistentes e a infância é um período de feliz interação na sociedade.
Sobrepeso e falta de luz solar
Segundo a urbanista e arquiteta espanhola Irene
Quintáns, os urbanistas usam a presença de crianças
no espaço público como indicador de sucesso
urbano. “A ausência delas nas ruas aponta as falhas
das nossas cidades”, ela diz.
Moradora da capital paulista há sete anos e mãe de dois filhos, Irene acredita que privar os pequenos de caminhar não é positivo. “Uma criança que fica circunscrita à locomoção no carro tende a ficar insegura para se movimentar. Ela também tem mais dificuldade em perceber o outro. Isso se chama empatia e é muito importante para a vida em sociedade. Há ainda a questão do sedentarismo, do sobrepeso e da falta de luz solar. Crianças que caminham para a escola têm mais concentração para desenvolver atividades complexas”.
Mesmo com todas as dificuldades já citadas, é importante usar o transporte público, caminhar e participar da vida na cidade. Na próxima vez que levar seus filhos à escola, reflita: por que ir de carro? Que tal descobrir a cidade ao lado deles, trocando ideias sobre o que vocês veem? Assim, eles aprendem a ser cidadãos e a viver o coletivo, enquanto exigimos que o poder público priorize a proteção das nossas crianças.
(https://www.metrojornal.com.br/colunistas/2018/10/11/ mobilidade-da-crianca.html)


