Questões de Concurso Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q4371354 Português
Garnier


Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.

Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.

[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.

Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.

Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!

Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.

ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em: https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)
As palavras da primeira coluna foram extraídas do texto, cuja grafia está conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado no Brasil pelo Decreto Federal nº 6.583, de 29 de setembro de 2008. Associe cada palavra à descrição que justifica o acento gráfico que ela recebe.
Primeira coluna: palavra
1. réis 2. pôde 3. país 4. difícil 5. Perpétua
Segunda coluna: justificativa
(__) Recebe acento agudo porque a vogal tônica "i" forma hiato com a vogal anterior e constitui, seguida de "s", a sílaba final de uma oxítona.
(__) Recebe acento agudo por ser paroxítona terminada em ditongo crescente, também descrita como proparoxítona aparente.
(__) Recebe acento por apresentar ditongo aberto tônico em monossílabo, regra que o Acordo preservou para monossílabos tônicos e oxítonas.
(__) Recebe acento por ser paroxítona terminada em "l", terminação que exige acento nas palavras com essa tonicidade.
(__) Recebe acento diferencial, que a distingue da forma homógrafa do presente do indicativo.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Alternativas
Q4371188 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Garnier


Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.


Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.


[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.


Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.


Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!


Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.


ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:

https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)

As palavras da primeira coluna foram extraídas do texto, cuja grafia está conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado no Brasil pelo Decreto Federal nº 6.583, de 29 de setembro de 2008. Associe cada palavra à descrição que justifica o acento gráfico que ela recebe.

Primeira coluna: palavra
1. réis
2. pôde
3. país
4. difícil
5. Perpétua

Segunda coluna: justificativa
(__) Recebe acento agudo porque a vogal tônica "i" forma hiato com a vogal anterior e constitui, seguida de "s", a sílaba final de uma oxítona.
(__) Recebe acento agudo por ser paroxítona terminada em ditongo crescente, também descrita como proparoxítona aparente.
(__) Recebe acento por apresentar ditongo aberto tônico em monossílabo, regra que o Acordo preservou para monossílabos tônicos e oxítonas.
(__) Recebe acento por ser paroxítona terminada em "l", terminação que exige acento nas palavras com essa tonicidade.
(__) Recebe acento diferencial, que a distingue da forma homógrafa do presente do indicativo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Alternativas
Q4355742 Português

O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?



No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.

Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.

Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários, geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.

Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em uma ação de um patrocinador do evento.

Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.

No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.

A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios — isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".

Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos atletas, quando necessário.

Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.

Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.

Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta, o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se escanteio para o time adversário.

Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.

Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam do campo e repondo-as com rapidez.

A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.

Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.

Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.

A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem trabalhar".

Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.

Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias, aproxima-se um pouco mais da função do gandula.


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
Assinale a opção em que a palavra retirada do texto está acentuada graficamente pelo mesmo motivo (regra gramatical) que a palavra "árbitro":
Alternativas
Q4352265 Português
Elisa

Eu amo os que me amam; e os que vigiam desde a manhã,
por me buscarem, achar-me-ão.
(Provérbios, VIII, 17.)

    Uma tarde – estávamos nos primeiros dias de abril – ela chegou à nossa casa. Empurrou com naturalidade o portão que vedava o acesso ao pequeno jardim, como se obedecesse a hábito antigo. Do alpendre, onde me encontrava, escapou-me uma observação desnecessária:
    – E se tivéssemos um cachorro?
  – Não me atemorizam os cães – retrucou aborrecida.
     Com alguma dificuldade (devia ser pesada a mala que carregava), subiu a escada. Antes de entrar pela porta principal, voltou-se:
  – Nem os homens tampouco.
    Surpreso por vê-la adivinhar meu pensamento, apressei-me em desfazer a situação cada vez mais embaraçosa:
    – Hoje o tempo está ruim. Se continuar assim...
    Interrompi a série de bobagens que me ocorria e, encabulado, procurei evitar o seu olhar repreensivo.
  Sorriu levemente, enquanto eu, nervoso, torcia as mãos.
    Logo a desconhecida se adaptou aos nossos hábitos. Raramente saía e nunca aparecia à janela.
    Talvez não tivesse reparado no primeiro momento em sua beleza. Bela, mesmo no desencanto, no seu meio sorriso. Alta, a pele clara, de um branco pálido, quase transparente, e uma magreza que acusava profundo abatimento. Os olhos eram castanhos, mas não desejo falar deles. Jamais me abandonaram.
    Cedo começou a engordar, a ganhar cores e, no rosto, já estampava uma alegria tranquila.
    Não nos disse o nome, de onde viera e que acontecimentos lhe abalaram a vida. Respeitávamos, entretanto, o seu segredo. Para nós era ela, simplesmente ela. Alguém que necessitava de nossos cuidados, do nosso carinho.
    Aceitei os seus longos silêncios, as suas repentinas perguntas. Uma noite, sem que eu esperasse, interrogou-me:
    – Já amou alguma vez?
    Por ser negativa a resposta, deixou transparecer a decepção. Pouco depois, abandonava a sala, sem nada acrescentar ao que dissera. Na manhã seguinte, encontramos vazio o seu quarto.
    Todos os dias, mal começava a cair a tarde, eu ia para o alpendre, à espera de que ela surgisse a qualquer momento na esquina. Minha irmã Cordélia desaprovava-me:
    - É inútil, ela não voltará. Se você estivesse menos apaixonado, não teria tanta esperança.
    Um ano após a sua fuga – estávamos novamente em abril – a vi aparecer no portão. Trazia mais triste a fisionomia, maiores as olheiras. Dos meus olhos, que se puseram alegres ao vê-la, desprendeu-se uma lágrima, e disse, esforçando-me para lhe tornar cordial a recepção:
     – Cuidado, agora temos uma cadelinha.
    – Mas o dono dela ainda é manso, não? Ou se tornou feroz na minha ausência? Estendi-lhe as mãos, que ela segurou por algum tempo. E, sem conter a minha ansiedade, indaguei:
    – Por onde andou? O que fez esse tempo todo? – Andei por aí e nada fiz. Talvez amasse um pouco – concluiu, sacudindo a cabeça com tristeza.
    A sua vida entre nós retomou o ritmo da outra vez. Mas eu estava intranquilo. Cordélia olhava-me penalizada, insinuava que eu não deveria ocultar mais a minha paixão.
     Faltava-me, contudo, a coragem e adiava a minha primeira declaração de amor.
    Meses depois, Elisa – sim, ela nos disse o nome – partiu de novo.
   E como lhe ficasse sabendo o nome, sugeri à minha irmã que mudássemos de residência. Cordélia, apegada ao extremo à nossa casa, nada objetou. Limitou-se a perguntar:
    – E Elisa? Como poderá encontrar-nos ao regressar?
    Refreei a custo a angústia e repeti completamente idiotizado:     
    – Sim, como poderá?

(RUBIÃO, M. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 161-163.)
Sobre as ocorrências fonológicas e ortográficas no conto de Murilo Rubião, analise as afirmativas a seguir.
I. A palavra “desnecessária” (1º§) apresenta um dígrafo consonantal e um dígrafo vocálico; além disso, termina em um encontro vocálico que permite dupla interpretação silábica (ditongo crescente ou hiato).
II. Os termos “cadelinha” (20º§) e “alpendre” (1º§) possuem, cada um, apenas um dígrafo. No entanto, esses dígrafos possuem naturezas distintas.
III. Na palavra “fisionomia” (19º§), ocorrem dois hiatos, sendo a tonicidade da palavra localizada na penúltima sílaba, o que a classifica como uma paroxítona não acentuada graficamente.
IV. A palavra “inútil” (18º§) recebe acento gráfico pela mesma regra que justifica o acento em “provérbios” (epígrafe do texto), uma vez que ambas são paroxítonas terminadas em elementos que exigem a marcação da sílaba tônica.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4350820 Português
Leia o texto para responder a questão.


Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas

Dados são de pesquisa com mais de 2 mil gestores escolares


Por Camila Boehm


   O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%. Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

    Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país. Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

    Obstáculos  

   Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%). Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%). Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%). Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital. Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende. 

    Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais. “Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br. Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital. “As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.

    Uso de celulares

   Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%). Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços. Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

    Inteligência artificial

    É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira. No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares). Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%). Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.


Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026- 08/impacto-das-telas-na-saude-mental-ja-e-debatido-em-80-das-escolas 
No texto, observam-se as palavras “saúde”, “médio” e “país”. Assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para a acentuação gráfica desses termos. 
Alternativas
Q4349234 Português

Ao analisar os resultados positivos, observa-se que os estados do Paraná, Piauí, Goiás e Espírito Santo vêm apresentando avanços significativos, alcançando níveis de aprendizagem superiores à média nacional.


Com base nas regras de acentuação gráfica, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F).



(__)Os vocábulos 'Piauí' e 'Goiás' seguem a mesma regra de acentuação.


(__)O vocábulo 'vêm' recebe apenas acento diferencial, uma vez que sua terminação não é contemplada pela regra geral de acentuação dos monossílabos tônicos.


(__)O vocábulo 'níveis' recebe acento por ser paroxítona terminada em ditongo, já que as palavras com essa terminação devem ser acentuadas.


(__)O vocábulo 'Espírito' recebe acento pela mesma regra que acentua 'arquétipo', ambos acentuados corretamente por serem classificados como proparoxítonos.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens, de cima para baixo.

Alternativas
Q4349222 Português

"MEC Livros passou a reunir, em uma seção especial, obras sobre lendas e histórias da cultura popular brasileira. A seção Lendas do Brasil entrou no ar em 3 de agosto e reúne 15 livros que já estavam disponíveis no acervo da plataforma. A novidade foi a organização dos títulos em um espaço específico, facilitando a localização de obras sobre o tema."


Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas a seguir:



I.Os vocábulos 'reunir' e 'reúne', embora apresentem o 'u' tônico, diferem quanto à acentuação gráfica, pois um deles não recebe acento em razão da classificação da palavra quanto à posição da sílaba tônica.


II.O vocábulo 'disponíveis' recebe acento gráfico por ser uma palavra paroxítona terminada em ditongo oral.


III.Os vocábulos 'títulos' e 'específico' recebem acento gráfico pela mesma regra de acentuação, pois ambos são proparoxítonos.


IV.Os vocábulos 'facilitando', 'brasileira' e 'localização' apresentam, cada uma, classificação distinta quanto à posição da sílaba tônica.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q4348023 Português
Considerando as mudanças ocorridas em razão do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, especialmente no que se refere às regras de acentuação gráfica, analise as asserções a seguir.
I.Com o Novo Acordo Ortográfico, os vocábulos 'feiura' e 'alauíta' perderam o acento no 'u', diferentemente de 'Piauí', que permanece acentuado.
PORQUE
II.As palavras com vogais tônicas 'i' e 'u' antecedidas de ditongo perderam o acento, porém o vocábulo 'Piauí' é uma exceção à regra, pois, embora também apresente ditongo, permanece acentuado.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4345449 Português
Segundo Bechara (2024), as normas ortográficas vigentes estabelecem critérios para a representação gráfica das palavras, abrangendo aspectos como acentuação e emprego do hífen em diferentes estruturas vocabulares.
Considerando as regras ortográficas vigentes, analise as assertivas a seguir.

I.As formas "autoescola" e "infraestrutura" são grafadas sem hífen porque, nesses casos, a vogal final do primeiro elemento difere da vogal inicial do segundo.
II.A palavra "micro-ondas" mantém o hífen porque o primeiro elemento termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.
III.As formas "antissocial" e "contrarregra" são grafadas com duplicação das consoantes "s" e "r", respectivamente, quando essas consoantes iniciam o segundo elemento após prefixos terminados em vogal.
IV.As palavras "idéia" e "assembléia" conservam o acento agudo por apresentarem ditongo aberto tônico "éi" em palavras paroxítonas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4345105 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
São palavras acentuadas com base na mesma regra, de acordo com a norma gramatical brasileira:
Alternativas
Q4344274 Português
Leia atentamente a oração de referência e analise as palavras nela empregadas, verificando as formas de acentuação gráfica empregadas.
"O relatório técnico revelou que o médico analisará cuidadósamente os índices clínicos, enquanto a equipe mantêve os registros em caráter provisório."
Assinale a alternativa que indica corretamente os termos que possuem erro de acentuação na oração de referência.
Alternativas
Q4344114 Português
Assinale a alternativa correta no que diz respeito à acentuação gráfica.
Alternativas
Q4343910 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão



Febre do Nilo Ocidental: 8 perguntas e respostas sobre a doença que teve casos confirmados no Brasil



A confirmação de casos da Febre do Nilo Ocidental em humanos neste mês no Brasil acendeu alerta para uma doença ainda pouco conhecida pela população do país.


Até agora, foram confirmados quatro casos no Brasil: dois em Santa Catarina e dois em São Paulo. Há ainda um caso em investigação no Piauí.


Em Santa Catarina, uma paciente morreu, e a investigação ainda busca determinar se a infecção pelo vírus foi a causa do óbito.


O vírus é transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados. Na maioria dos casos, a infecção não provoca sintomas ou causa apenas um quadro leve. Mas, em uma pequena parcela dos infectados, a doença pode evoluir para formas neurológicas graves.


Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada pelo Vírus do Nilo Ocidental (VNO), que pertence à família dos flavivírus — grupo que também inclui os vírus responsáveis por doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.


O vírus foi identificado pela primeira vez em 1937 em um distrito chamado West Nile, em Uganda, e por isso recebeu esse nome.


Hoje, porém, ele circula em várias regiões de praticamente todos os continentes, explica o infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista).


O que faz dele um vírus com tanta dispersão é que se trata de uma zoonose transmitida principalmente por aves migratórias. Os mosquitos que picam eventualmente essas aves também picam outros animais, como mamíferos, entre eles os seres humanos", explica.


A infecção viral é transmitida pela picada de mosquitos infectados, em especial os da espécie Culex, conhecidos como pernilongos ou muriçocas, que adquirem o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas.


"O Culex é aquele pernilongo que a gente conhece, não é o Aedes; é aquele que faz barulho, que faz o zumbido forte", explica o médico.


Na natureza, o vírus circula de forma contínua entre esses insetos e as aves silvestres, enquanto seres humanos e equídeos são considerados hospedeiros acidentais.


"A via usual mais comum é a picada de um mosquito, principalmente do gênero Culex, que acabou de picar uma ave infectada, essas aves migratórias", explica o infectologista.


"Então, o ciclo básico é ave, mosquito e pessoa, como acontece em outras arboviroses", afirma. "Na verdade, o ser humano acaba entrando como um hospedeiro acidental porque o vírus no ser humano não tem alta circulação. Então é bem diferente, por exemplo, da dengue ou da Zika."


O vírus não é transmitido de pessoa para pessoa por abraço, beijo, tosse ou espirro.


"Existem algumas formas de transmissão entre humanos, mas são muito incomuns, por exemplo, por transfusão de sangue, transplante de órgão ou transmissão materno-infantil durante a gestação", diz Barbosa.


"Mas são muito raras e não têm um mecanismo que leve a uma circulação comunitária entre humanos desse vírus."



PINA, Rute. Febre do Nilo Ocidental: 8 perguntas e respostas sobre a doença que teve casos confirmados no Brasil [adaptado]. BBC News Brasil, São Paulo, 25 ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyely5exwro. Acesso em: 26 ago. 2026.

"O que faz dele um vírus com tanta dispersão é que se trata de uma zoonose transmitida principalmente por aves migratórias. Os mosquitos que picam eventualmente essas aves também picam outros animais, como mamíferos, entre eles os seres humanos."


Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas a seguir:



I. O vocábulo 'zoonose' exemplifica palavra que não recebe acento gráfico, pois o Novo Acordo Ortográfico eliminou o acento das vogais repetidas em paroxítonas.


II. O vocábulo 'vírus' recebe acento gráfico por ser paroxítono terminado em 'us'. As paroxítonas terminadas em 'um' também recebem acento, como ocorre em 'pódium', que apresenta acentuação correta.


III. O vocábulo 'por', empregado como preposição, não recebe acento gráfico, diferentemente de 'pôr', forma verbal que permanece acentuada para estabelecer distinção gráfica entre as duas palavras.


IV. O vocábulo 'mamíferos' recebe acento gráfico por ser proparoxítono, assim como o vocábulo 'recorde', que deveria receber acento pela mesma regra, uma vez que sua sílaba tônica é a antepenúltima.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q4343591 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Proibir redes sociais para jovens não será solução mágica', diz psicóloga canadense


"É muito fácil vender histórias assustadoras para os pais. Nós somos um grupo ansioso", diz a psicóloga canadense Candice Odgers em um TED Talk que já teve mais de 260 mil visualizações desde que foi lançado, em junho.


Odgers se refere à ideia que ganhou força nos últimos anos de que smartphones e redes sociais estão por trás de um aumento nas taxas de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental entre crianças e adolescentes.


Os possíveis efeitos nocivos dessas tecnologias são fonte de preocupação não apenas para pais e mães, mas também para governos ao redor do mundo, muitos dos quais vêm adotando restrições ao uso desses serviços pelos mais jovens.


No Brasil, o Discord suspendeu a funcionalidade de transmissões ao vivo (lives) na plataforma recentemente, cumprindo uma determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).


A decisão ocorreu após uma adolescente de 13 anos ter sido induzida à automutilação e ao suicídio durante transmissões em grupos na plataforma.


Em entrevista concedida antes da decisão da ANPD, Odgers, professora da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI), nos EUA, especialista em psicologia do desenvolvimento e há 25 anos estuda a saúde mental de crianças e adolescentes, argumenta que proibições com a justificativa de proteger a saúde mental não são baseadas em evidências científicas.


"Estudo a saúde mental de adolescentes há muito tempo, e o que realmente me surpreende nesse debate é a distância enorme que existe entre a narrativa dominante quando se fala sobre os efeitos das redes sociais e o que a grande maioria dos estudos encontrou até hoje", diz Odgers à BBC News Brasil.


Odgers enfatiza que as empresas de tecnologia devem ser responsabilizadas por garantir a segurança das plataformas e que é preciso mais regulamentação.


No entanto, ela afirma que, quando estudos mostram uma associação entre redes sociais e a saúde mental dos jovens, esta é muito pequena e tende a desaparecer após levados em conta outros possíveis fatores. Além disso, mesmo quando indicam correlações, não fica clara a direção da relação.


Segundo ela, proibir smartphones e redes sociais não vai resolver o problema e pode até ter o efeito contrário, ao ignorar causas mais complexas, impedir que se pense em outras soluções e empurrar os jovens para espaços menos regulados.


Odgers não é a única a questionar o foco nas redes. Um comitê da Academia Nacional de Ciências dos EUA estudou o tema por um ano e concluiu que pesquisas sobre a relação entre redes sociais e saúde mental mostram "efeitos pequenos" e "associações fracas", que podem ser "influenciados por uma combinação de experiências boas e ruins".


"Ao contrário da narrativa cultural predominante de que as redes sociais são universalmente prejudiciais aos adolescentes, a realidade é mais complexa", disseram os autores.


Mas propostas para restringir o acesso de jovens às redes continuam ganhando apoio, diante de temores sobre os possíveis impactos de um ambiente online onde muitas vezes há risco de bullying, assédio e abuso sexual, conteúdos de teor extremo e outras ameaças.


Segundo o Pew Research Center, 56% dos adultos nos Estados Unidos são a favor de proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos, e 77% apoiam a proibição de celulares em sala de aula.


No ano passado, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir menores de 16 anos de usar plataformas como Facebook, Instagram, Snapchat, X, TikTok, YouTube e outras.


Desde então, diversos países, entre eles França, Reino Unido e Canadá, adotaram ou passaram a estudar algum tipo de restrição.


No Brasil, entrou em vigor em março o ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente), que não impede o uso das redes por menores, mas estabelece uma série de restrições de conteúdo e controles.


Depois de anos estudando o dia a dia dos adolescentes em seus smartphones, ela ressalta que eles são resilientes e destaca os avanços nos últimos 20 anos, como queda nas taxas de violência, consumo de álcool e gravidez na adolescência.


"Os adolescentes de hoje são incríveis", diz Odgers no TED Talk, intitulado What we're getting wrong about kids and tech ("O que estamos entendendo errado sobre as crianças e a tecnologia", em tradução livre).


Para a psicóloga, que é mãe de dois adolescentes, a maneira de ajudar os jovens é estabelecer expectativas altas e apoiá-los para que consigam alcançá-las.


PROIBIR redes sociais para jovens não será solução mágica', diz psicóloga canadense [adaptado]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn0nkrdgnx2o. Acesso em: 26 ago. 2026.

"No entanto, ela afirma que, quando estudos mostram uma associação entre redes sociais e a saúde mental dos jovens, esta é muito pequena e tende a desaparecer após levados em conta outros possíveis fatores. Além disso, mesmo quando indicam correlações, não fica clara a direção da relação. Segundo ela, proibir smartphones e redes sociais não vai resolver o problema e pode até ter o efeito contrário, ao ignorar causas mais complexas, impedir que se pense em outras soluções e empurrar os jovens para espaços menos regulados."

Com base nas regras de acentuação, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.

(__) As formas 'esta' e 'está' apresentam classificação tônica distinta. Essa diferença justifica o emprego do acento gráfico exclusivamente em uma das formas.
(__) O vocábulo 'saúde' recebe acento pela regra do 'u' tônico que forma hiato com a vogal anterior e está sozinho na sílaba, regra que se estende também às oxítonas e proparoxítonas, uma vez que essa regra não se aplica apenas às paroxítonas.
(__) O vocábulo 'além' recebe acento gráfico por ser uma oxítona terminada em 'em'. Já os monossílabos terminados nessa mesma sequência, em regra, não recebem acento gráfico.
(__) O vocábulo 'proibir' embora apresente o 'i' formando hiato, não recebe acento porque a sílaba tônica recai sobre outra sílaba.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é               
Alternativas
Q4343543 Português
"O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), previsto para acontecer nos dias 8 e 15 de novembro, pretende deixar os estudantes em alerta na reta final do período de preparo para a prova. Candidatos de todo o país intensificam os estudos e um dos conteúdos que pode fazer a diferença na prova é o repertório utilizado na redação."
Com base nas regras de acentuação, analise as asserções a seguir:
I.Os vocábulos 'período' e 'país' estão acentuados corretamente de acordo com a mesma regra de acentuação.
PORQUE
II.Os vocábulos que apresentam 'i' tônico formando hiato recebem acento gráfico, independentemente da posição que essa sílaba ocupa na classificação tônica da palavra.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4343441 Português
A acentuação gráfica decorre de regras relacionadas à posição da sílaba tônica, à terminação das palavras e à ocorrência de encontros vocálicos específicos. Considerando as regras da acentuação gráfica e a grafia estabelecida pela norma ortográfica vigente, analise a oração abaixo:
A idéia de construír um estratagéma brilhante revelou o talento do jovém cientista durante a conferência.

Identifique qual dos termos destacados está devidamente acentuado.
Alternativas
Q4343286 Português
Assinale a alternativa correta no que diz respeito à acentuação gráfica.
Alternativas
Q4342928 Português

Como a psicologia educacional melhora o uso da IA no ensino-aprendizagem


Embora tenha potencial para transformar a forma como os estudantes aprendem, a inteligência artificial ainda tem sido usada nas escolas de maneira muito limitada. Muitos alunos recorrem à tecnologia apenas para concluir tarefas, sem necessariamente desenvolver novas habilidades ou aprofundar o próprio raciocínio.


Na prática, os alunos fazem perguntas ao chatbot, veem o resultado e vão ajustando por tentativa e erro, sem saber como formular bons comandos. Diante da falta de diretrizes claras, os professores têm reações variadas em relação à IA: alguns proíbem, outros incentivam, outros deixam o uso livre.


Quanto às instituições de ensino, parece que ainda não foram capazes de responder a algumas questões básicas como: quando a IA deve ser usada? Para quê? Como evitar que ela substitua o esforço intelectual? Como avaliar trabalhos feitos com auxílio de IA?


Segundo Andrew J. Martin, professor de psicologia educacional na Universidade de New South Wales, na Austrália, parte do problema está no fato de que muitos estudantes usam a IA como um atalho, terceirizando etapas do raciocínio que seriam importantes para desenvolver autonomia e compreensão


MARIN, Jorge. Como a psicologia educacional melhora o uso da IA no ensino-aprendizagem [fragmento]. CNN Brasil, [S. l.], 13 ago. 2026. Educação. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/como-a-psicologia-educacionalmelhora-o-uso-da-ia-no-ensino-aprendizagem/. Acesso em: 18 ago. 2026. 

"Como a psicologia educacional melhora o uso da IA no ensino-aprendizagem."


Considerando a ortografia dos vocábulos presentes no texto-base, analise as afirmativas a seguir.


I.O vocábulo 'ensino-aprendizagem' está corretamente hifenizado, assim como os vocábulos 'bem-te-vi', 'arco-da-velha' e 'cor-de-rosa', casos consagrados pelo uso ou pela regra.

II.A forma verbal 'veem' perdeu o acento circunflexo porque, a partir do Acordo Ortográfico de 1990, as palavras paroxítonas terminadas em hiato duplo 'oo' ou 'ee' deixaram de ser acentuadas, regra que também se aplica a 'creem', 'deem' e 'leem'.

III.Diferentemente de 'ensino-aprendizagem', as locuções, em regra, não são hifenizadas pela norma vigente, como ocorre em 'cão de guarda' e 'café com leite'.

IV.O vocábulo 'tem', por ser monossílabo tônico terminado em 'em', não recebe acento pela regra geral dos monossílabos; já sua forma plural, 'têm', mantém o acento circunflexo como acento diferencial, exceção preservada pelo Acordo Ortográfico para distinguir singular e plural.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q4342656 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas de forma correta na sentença.
Alternativas
Q4342196 Português

Durante a revisão de um documento institucional, foram encontradas as seguintes formas:


recém-nascido — extraescolar — antirreligioso — joia — país


O revisor responsável afirma que algumas delas deveriam ser modificadas de acordo com as regras atuais de ortografia. Considerando o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e a norma vigente, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Respostas
1: E
2: A
3: B
4: B
5: C
6: D
7: C
8: B
9: C
10: C
11: C
12: A
13: B
14: A
15: C
16: C
17: D
18: A
19: C
20: D