Questões de Concurso Sobre teoria literária em literatura

Foram encontradas 627 questões

Q4034381 Literatura
Regarding structure, motifs, and doubling in Virginia Woolf's Mrs Dalloway , judge the statements below:


I.The use of stream of consciousness and free indirect style is articulated through a recurrent auditory motif — the chimes of Big Ben — which provides temporal cohesion to the shifting mental perspectives throughout the day.
II.Septimus Warren Smith functions merely as a comic counterpoint to Clarissa's social anxieties, without thematic connection to war trauma or critique of medical psychiatry.
III.The narrative covers several weeks, alternating between London and the countryside, and follows a multitemporal episodic structure.

The following statement(s) is/are CORRECT:
Alternativas
Q4034380 Literatura
Regarding narrative technique and character typology in Jane Austen's Pride and Prejudice , judge the statements below:

I.The pervasive use of free indirect discourse blends narrator and Elizabeth's focalization, enabling tonal irony and calibrating reader alignment with her judgments.
II.Mr. Collins exemplifies the Byronic hero, marked by brooding individualism and rebellious erotic charisma central to Romantic mythography.
III.The novel's retitling from First Impressions to Pride and Prejudice foregrounds a dialectic of moral attributes resolved through mutual self-revision by Elizabeth and Darcy.

The following statement(s) is/are CORRECT:
Alternativas
Q4034378 Literatura
Judge the sentences below as TRUE (T) or FALSE (F) regarding form and thematic devices in William Shakespeare's Hamlet.

(__)The "To be, or not to be" soliloquy is written predominantly in iambic pentameter, employing antithesis and occasional feminine endings to dramatize internal debate.

(__)The play uses metatheatre through "The Mousetrap" (the play-within-the-play) to test Claudius's guilt by observing his reaction to a staged regicide.

(__)Ophelia's mad songs draw exclusively on courtly love conventions and exclude folk ballad elements, avoiding colloquial or popular registers.



The CORRECT sequence is:
Alternativas
Q3985500 Literatura

Cartaz para responder a questão



O romance "Macunaíma", de Mário de Andrade, é considerado uma obra-prima do Modernismo brasileiro e se destaca pela:
Alternativas
Q3979633 Literatura
 Leia os trechos sobre a obra Os Lusíadas, de Camões:

TEXTO I:

Q35.png (361×205)

TEXTO II:

    “Os Lusíadas é uma das obras mais importantes da literatura de língua portuguesa. Foi escrita pelo poeta português Luís Vaz de Camões e publicada em 1572.
    Trata-se de um poema épico, que glorifica o povo português. Ele narra a descoberta do caminho marítimo para a Índia pelo navegador português Vasco da Gama.
    A obra foi inspirada nas obras clássicas, Odisseia, de Homero, e Eneida, de Virgílio. Ambas são epopeias que narram as conquistas do povo grego.”

Após a análise dos textos, podemos inferir que a obra de camões apresenta fortes características pertinentes a seguinte escola literária: 
Alternativas
Q3978877 Literatura
A arte de ser feliz

Cecília Meireles

        Houve um tempo em que a minha janela se abria para o chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz.

        Houve um tempo em que minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz. 

        Houve um tempo em que a minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

        Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era numa época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão uma gota de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros, e meu coração ficava completamente feliz.

        Às vezes abro a janela e encontro o jasmim, em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com os pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

        Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

http://myriamperes.blog.terra.com.br/cecilia_meireles_contos_ Referências: selecionados 

No texto de Cecília Meireles, o uso constante do termo “Houve um tempo...”, caracteriza a presença de:
Alternativas
Q3974704 Literatura
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
O conflito entre o barbeiro Porfírio e Simão Bacamarte simboliza, principalmente,  
Alternativas
Q3972145 Literatura

No contexto do ensino de Língua Portuguesa, a presença de diferentes gêneros literários tem sido considerada essencial para o desenvolvimento das competências leitora e escritora dos estudantes.


Considerando as diretrizes curriculares atuais e os pressupostos teóricos do letramento literário, analise as afirmativas a seguir relacionadas à utilização dos gêneros literários no processo de ensino-aprendizagem:


I. A diversidade de gêneros literários — como contos, poemas, crônicas, romances e peças teatrais — amplia o repertório linguístico dos alunos, favorecendo a compreensão de distintos modos de organização textual e discursiva.


II. O trabalho com gêneros literários deve restringir-se a textos clássicos consagrados pela tradição escolar, pois são esses que garantem a formação estética e cultural do estudante.


III. A literatura deve ser tratada como um componente autônomo, desvinculado das demais esferas do ensino da língua, como a gramática normativa e os estudos de coesão e coerência.


IV. A leitura e análise de textos literários, quando integradas a práticas de escrita e reescrita, colaboram significativamente para o desenvolvimento da competência textual, promovendo reflexões sobre a linguagem em uso.


Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:


Alternativas
Q3929514 Literatura
Para sempre Amazônias

Márcia Wayna Kambeba




Tradução da última estrofe:

Vem Amazônia

Vem grande rio

Vamos cantar nosso amor

Vamos falar com a alma terra

Hoje, hoje, hoje


Internet: <www.sescsp.org.br> (com adaptações).

Acerca do texto Para sempre Amazônias, julgue o próximo item.



Pelo vocabulário simples empregado no texto, conclui-se que ele se desenvolve em prosa.   

Alternativas
Q3929500 Literatura
   Associado desta maneira ao processo civilizador segundo as classes dominantes, arraigado na consciência de grupos sociais cada vez mais numerosos, o índio não teve dificuldade em tornar-se personagem literário privilegiado. Nos três poemas referidos há pouco — O Uraguai, Vila Rica, Caramuru —, sobretudo no primeiro e no terceiro, ele entra como força pitoresca e humana, enquanto em outras composições menores vai aparecendo cada vez mais como símbolo da terra e, depois, dos sentimentos locais. Para os escritores da segunda metade do século XVIII, muitos dos quais seguiam as convenções da poesia pastoral, e, portanto, proclamavam a beleza e dignidade da vida rústica, o reconhecimento do índio como tipo de “homem natural” era quase uma extensão lógica. Depois de 1840 os românticos fizeram do Indianismo uma paixão nacionalista, que transbordou o círculo dos leitores e se espalhou por todo o País, onde perdura o uso dos nomes indígenas, muitos dos quais tomados a personagens de romances e poemas daquela época. Os dois escritores mais eminentes do Indianismo romântico, Gonçalves Dias e José de Alencar, foram considerados pelos contemporâneos como realizadores de uma literatura que finalmente era nacional, porque manifestava a nossa sensibilidade e a nossa visão das coisas.


Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite.
Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006, p. 210-211.


 
Julgue o item a seguir, em relação ao texto de Antonio Candido e ao Indianismo.

O termo “Associado”, no início do texto, diz respeito ao indígena e introduz trecho que indica as condições históricas que o levaram a se tornar um personagem central para a literatura, especialmente durante o Romantismo. 
Alternativas
Q3929499 Literatura
   Associado desta maneira ao processo civilizador segundo as classes dominantes, arraigado na consciência de grupos sociais cada vez mais numerosos, o índio não teve dificuldade em tornar-se personagem literário privilegiado. Nos três poemas referidos há pouco — O Uraguai, Vila Rica, Caramuru —, sobretudo no primeiro e no terceiro, ele entra como força pitoresca e humana, enquanto em outras composições menores vai aparecendo cada vez mais como símbolo da terra e, depois, dos sentimentos locais. Para os escritores da segunda metade do século XVIII, muitos dos quais seguiam as convenções da poesia pastoral, e, portanto, proclamavam a beleza e dignidade da vida rústica, o reconhecimento do índio como tipo de “homem natural” era quase uma extensão lógica. Depois de 1840 os românticos fizeram do Indianismo uma paixão nacionalista, que transbordou o círculo dos leitores e se espalhou por todo o País, onde perdura o uso dos nomes indígenas, muitos dos quais tomados a personagens de romances e poemas daquela época. Os dois escritores mais eminentes do Indianismo romântico, Gonçalves Dias e José de Alencar, foram considerados pelos contemporâneos como realizadores de uma literatura que finalmente era nacional, porque manifestava a nossa sensibilidade e a nossa visão das coisas.


Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite.
Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006, p. 210-211.


 
Julgue o item a seguir, em relação ao texto de Antonio Candido e ao Indianismo.

O Indianismo romântico, mencionado no texto, foi peça fundamental para o desenvolvimento da literatura brasileira e incentivou, em seus principais poetas e romancistas, a noção de que a sua produção literária era efetivamente nacional, e não apenas reflexo da literatura europeia.
Alternativas
Q3929493 Literatura
    Pessoas do tempo, querendo exagerar a riqueza, dizem que o dinheiro brotava do chão, mas não é verdade. Quando muito, caía do céu. Cândido e Cacambo... Ai, pobre Cacambo nosso! Sabes que é o nome daquele índio que Basílio da Gama cantou no Uraguai. Voltaire pegou dele para o meter no seu livro, e a ironia do filósofo venceu a doçura do poeta. Pobre José Basílio! tinhas contra ti o assunto estreito e a língua escusa. O grande homem não te arrebatou Lindoia, felizmente, mas Cacambo é dele, mais dele que teu, patrício da minha alma.


Machado de Assis. Esaú e Jacó. In: Machado de Assis: obra completa em quatro volumes. Volume 1. São Paulo: Editora Nova Aguilar, 2015, p.1.142.


Na obra Cândido ou o otimismo (1759), do escritor francês Voltaire (1694-1778), Cacambo é o indígena que guia o protagonista Cândido pelo Eldorado (um lugar lendário e utópico no Novo Mundo). Dez anos depois (1769), Cacambo reaparece no poema épico O Uraguai, do poeta árcade brasileiro Basílio da Gama. Em 1904, o narrador do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis, no trecho transcrito, faz referência a esses dois personagens e a seus autores. 

Considerando essas informações, julgue o item a seguir, referente ao texto de Machado de Assis.  

No texto, a designação “patrício da minha alma” refere-se ao escritor Voltaire, a quem o narrador devotava evidente preferência em relação ao escritor brasileiro, considerado por ele alguém sem efetivo talento, o que se evidencia na frase “Pobre José Basílio!” 
Alternativas
Q3928896 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
No que se refere ao gênero literário, o texto I-Juca Pirama caracteriza-se como  
Alternativas
Q3928895 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
No que se refere à relação entre literatura, identidade e sociedade, infere-se da leitura do fragmento de I-Juca Pirama que esse texto  
Alternativas
Q3928893 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
Considerando-se os aspectos estéticos peculiares da arte literária, é correto afirmar que o texto I-Juca Pirama, de Gonçalves Dias, é literário porque
Alternativas
Q3921811 Literatura
Para responder à questão, leia o início do capítulo VI do romance Iracema, do escritor José de Alencar.


    Martim vai a passo e passo por entre os altos juazeiros que cercam a cabana do Pajé.

    Era o tempo em que o doce aracati1 chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira; um suave arrepio erriça2 a verde coma3 da floresta.

    O cristão contempla o ocaso do sol. A sombra, que desce dos montes e cobre o vale, penetra sua alma. Lembra-se do lugar onde nasceu, dos entes queridos que ali deixou. Sabe ele se tornará a vê-los algum dia?

    Em torno carpe4 a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida5 e lacrimosa; geme a brisa na folhagem [...].

    Iracema parou em face do jovem guerreiro:

    — É a presença de Iracema que perturba a serenidade no rosto do estrangeiro?

    Martim pousou brandos olhos na face da virgem:

    — Não, filha de Araquém; tua presença alegra como a luz da manhã. Foi a lembrança da pátria que trouxe a saudade ao coração presago6 .

    — Uma noiva te espera?

     O forasteiro desviou os olhos. Iracema dobrou a cabeça sobre a espádua como a tenra7 palma da carnaúba, quando a chuva peneira8 na várzea.

    — Ela não é mais doce do que Iracema, a virgem dos lábios de mel, nem mais formosa! murmurou o estrangeiro.

    — A flor da mata é formosa quando tem rama que a abrigue e tronco onde se enlace. Iracema não vive n’alma de um guerreiro: nunca sentiu a frescura do seu sorriso.

    Emudeceram ambos, com os olhos no chão, escutando a palpitação dos seios que batiam opressos.


(Iracema, 2006.)


1 aracati: brisa do vento.

2 erriçar: arrepiar.

3 coma: copa de árvores frondosas.

4 carpir: lamentar.

5 trépido: trêmulo.

6 presago: que adivinha.

7 tenro: delicado.

8 peneirar: chuviscar.
Um traço característico da prosa romântica que pode ser encontrado nesse trecho é
Alternativas
Q3921808 Literatura
Para responder à questão, leia o capítulo IV do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.


     Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. [...]

    Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. [...]

    A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

    — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

     — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.


(Quincas Borba, 2012.)
No primeiro parágrafo, o narrador refere-se a Quincas Borba como “inventor de uma filosofia”. No contexto do romance, tal filosofia é denominada Humanitismo (cujo lema era “Ao vencedor, as batatas”) e pode ser vista como uma espécie de sátira
Alternativas
Q3921807 Literatura
Para responder à questão, leia o capítulo IV do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.


     Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. [...]

    Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. [...]

    A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

    — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

     — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.


(Quincas Borba, 2012.)
“Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena.” (1° parágrafo)

Observa-se nesse parágrafo o seguinte procedimento estilístico que caracteriza a prosa madura de Machado de Assis:
Alternativas
Q3921748 Literatura
Para responder à questão, leia a “Lira VIII” da obra poética Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga




1grilhão: corrente de ferro usada para prender as pernas de criminosos.

2 rular: produzir arrulos (sons emitidos pelas pombas).

3 c’os: com os.

4 mole pouso: macio pouso (ou seja, ninho).

5 altivo: dominado pela arrogância, pela soberba.

Imagem associada para resolução da questão


O termo sublinhado refere-se a

Alternativas
Q3921746 Literatura
Para responder à questão, leia a “Lira VIII” da obra poética Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga




1grilhão: corrente de ferro usada para prender as pernas de criminosos.

2 rular: produzir arrulos (sons emitidos pelas pombas).

3 c’os: com os.

4 mole pouso: macio pouso (ou seja, ninho).

5 altivo: dominado pela arrogância, pela soberba.
Depreende-se da lira que
Alternativas
Respostas
161: D
162: B
163: C
164: C
165: B
166: B
167: B
168: D
169: E
170: C
171: C
172: E
173: E
174: E
175: B
176: E
177: D
178: D
179: D
180: C