Questões de Concurso Sobre teoria literária em literatura

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Q4278314 Literatura
Em relação à versificação, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4277829 Literatura
O desenvolvimento infantil tem sido objeto de estudo de diferentes teorias psicológicas que buscam compreender como a criança se constitui como sujeito cognitivo, afetivo e social. Entre essas teorias, destacam-se as contribuições de Jean Piaget, que enfatizou os processos de assimilação e acomodação na construção do conhecimento, e de Lev Vygotsky, que destacou o papel das interações sociais e da mediação simbólica no desenvolvimento psicológico. No campo da Literatura Infantil, reconhece-se que o contato com textos literários desde os primeiros anos de vida cumpre funções estéticas, cognitivas e afetivas, contribuindo para a ampliação do repertório linguístico, o desenvolvimento da imaginação e a formação ética e emocional da criança. A Literatura Infantil, quando mediada com qualidade, propicia ainda a fruição estética e o encontro com a alteridade, permitindo que a criança conheça outros mundos, outras culturas e outras formas de ser e estar.
Em relação às funções da Literatura Infantil no desenvolvimento da criança, assinale a alternativa que descreva, corretamente, uma dessas funções.
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Q4277677 Literatura
Em relação à versificação, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4277223 Literatura
Leia com atenção o miniconto A função da arte 1:

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.

Viajaram para o Sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

— Me ajuda a olhar!

(GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Tradução Eric Nepomuceno. Porto Alegre: Editora L&PM, 2021, p.15)

A partir da leitura do texto, considerando o título atribuído pelo autor e sua intencionalidade, é correto afirmar que a narrativa:
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Q4261617 Literatura
Segundo as pesquisas de Michèle Petit sobre os jovens e a leitura, o ato de ler literatura não se reduz a uma atividade escolar ou técnica, mas configura-se como um “espaço íntimo” de construção subjetiva.
Assinale a alternativa correta com base na importância da leitura individual.
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Q4261615 Literatura

Leia com atenção o trecho abaixo:


Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto-autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.

(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)


No fragmento acima, a construção da voz que relata a história introduz uma instigante variação no que diz respeito aos tipos de narrador.


 Assinale a alternativa correta com base no trecho e na teoria do foco narrativo.


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Q4256938 Literatura
Leia o trecho do poema Vinicius de Moraes, extraído do Soneto de Fidelidade (1946):
"Que não seja imortal, posto que é chama, Mas que seja infinito enquanto dure."
A partir da leitura do trecho, é possível inferir que o eu lírico: 
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Q4248961 Literatura
"Quando Macunaíma voltou na praia se percebia que brigara muito lá no fundo. Ficou de bruços um tempão com a vida dependurada nos respiros fatigados. Estava sangrando com mordidas pelo corpo todo, sem perna direita, sem os dedões, sem os cocos-da-baía, sem orelhas sem nariz sem nenhum dos seus tesouros. Afinal pôde se erguer. Quando deu tento das perdas teve ódio de Vei. A galinha cacarejava deixando um ovo na praia. Macunaíma pegou nele e chimpou-o no carão feliz da Sol. O ovo esborrachou bem nas bochechas dela que sujou-se de amarelo pra todo o sempre. Entardecia."

Com base na leitura crítica da obra apresentada acima, julgue as proposições a seguir:

I.O trecho apresentado integra a obra Macunaíma, de Oswald de Andrade, um dos expoentes da primeira fase do Modernismo brasileiro, movimento marcado pela valorização da linguagem coloquial e pela ruptura com os padrões estéticos anteriores.
II.A enumeração das perdas físicas do herói constrói, por acumulação, a imagem de um corpo fragmentado, reforçando o caráter antiépico da narrativa.
III.O episódio da mancha amarela no rosto de Vei, a Sol, exemplifica o caráter de rapsódia da obra, que incorpora explicações de natureza mítica a fenômenos da natureza.
IV. A obra da qual o trecho foi extraído integra a primeira fase do Modernismo brasileiro, também chamada de fase heroica, marcada pela influência das vanguardas europeias.

Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.
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Q4244644 Literatura
Uma professora decide trabalhar em aula um conto cujo narrador é não confiável, isto é, cujo relato, por algum motivo, não merece total crédito do leitor.

Ao elaborar seu plano de aula, ela registra a seguinte hipótese: "Os alunos podem tomar a versão do narrador como verdadeira e perder o efeito literário". Em seguida, anota duas perguntas para fazer caso isso aconteça.

A ação da professora evidencia a prática de
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Q4222970 Literatura
Leia as afirmações sobre o romance Quincas Borba, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa correta.
( ) Entre Sofia e Rubião, há uma curiosa concepção do adultério no romance, porque nunca se concretiza o adultério no plano físico. Mas pode-se dizer que ele se concretiza no plano moral.
( ) A única companhia de Rubião na loucura e no fim foi o Cão Quincas Borba. Poderia estabelecer aqui um relacionamento com o início da obra, ela termina como começou. Isto pode ser explicado pela retomada que o narrador faz da mesma situação: a loucura de Rubião é também uma herança que Quincas Borba lhe legou. O cão é o elemento que substitui Quincas Borba, tem até o seu nome. Assim, a obra termina como começou, isto é, a morte como elemento de harmonia para a vida-morte de alguns para a sobrevivência de outros.
( ) Terminada a leitura da obra, poder-se-ia dizer que Humanitas é o princípio do equilíbrio, mesmo que para isso alguns paguem preços altos. A presença do cão tão humanamente encarnada é um sinal de alerta para Rubião. Porém, este não chega a perceber a advertência. O cão encarna o Humanitismo como filosofia, portanto, a advertência se refere à exploração humana pelo interesse. É importante perceber que o amor do cão pelo seu dono é o único amor desinteressado.
( ) O cão amava Rubião desinteressadamente, fielmente, Rubião amou Sofia também verdadeiramente. Outro elemento é semelhante neste relacionamento amoroso entre cão Rubião e Rubião-Sofia: tanto o cão como Rubião aceitam as situações tais como se apresentam, isto é, quando é possível demonstrar o amor, demonstra-se, quando não, conforma-se.
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Q4221262 Literatura
Sobre a obra O Pequeno Príncipe, amplamente utilizada em contextos educativos por abordar valores humanos, relações interpessoais e reflexões sobre a infância, assinale a alternativa CORRETА.
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Q4219576 Literatura

Para responder à questão, leia o texto abaixо.


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Autor: Fernando Pessoa.

No fragmento Não sei, mas meu ser / Tornou-se-me estranho, a voz lírica projeta uma crise de autorreconhecimento que é central na poética de Fernando Pessoa. Sob o ponto de vista da construção da subjetividade, esse trecho expressa o fenômeno da:
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Q4215778 Literatura
O romance São Bernardo, de Graciliano Ramos é um registro de impressões pessoais do narrador. Ao iniciar a tarefa de escrever o romance, esse narrador pensava em dividi-la entre amigos, mas logo apareceram as dificuldades, como indica o seguinte trecho:
“O resultado foi um desastre. Quinze dias depois do nosso primeiro encontro, o redator do Cruzeiro apresentou-me dois capítulos datilografados, tão cheios de besteiras que me zanguei: — Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço. Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma!
Azevedo Gondim apagou o sorriso, engoliu em seco, apanhou os cacos da sua pequenina vaidade e replicou amuado que um artista não pode escrever como fala. — Não pode? perguntei com assombro. E por quê? Azevedo Gondim respondeu que não pode porque não pode. — Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.”

Pode-se inferir da discussão entre o narrador e Azevedo Gondim que
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Q4201065 Literatura

1.300 graus à sombra dos telheiros retos 1

2.000 cavalos invisíveis pensando

40.000 toneladas de níquel amarelo

Para sair do nível das águas esponjosas

E uma estrada de ferro nascendo do solo

Os fornos entroncados

Dão o gusa e a escória

A refinação planta barras

E lá embaixo os operários

Forjam as primeiras lascas de aço.



Anuário de Literatura, ISSNe: 2175‑7917, vol. 15, n. 1, 2010 (com adaptações).

A respeito da estrutura e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.

O núcleo temático do texto diz respeito ao que ocorre em um cotidiano industrial, o que é reforçado pelo campo lexical composto de expressões como “níquel amarelo”, “águas esponjosas”, “os operários” e “lascas de aço”.
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Q4197398 Literatura
Analise o poema “Lixo” (1965) de Augusto de Campos (Livro Viva vaia, 1979).

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Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
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Q4186845 Literatura
Os textos literários são produzidos em contextos históricos e sociais determinados, circulam por meios específicos e são apropriados por leitores situados em diferentes realidades culturais. A compreensão da literatura, nessa perspectiva, pressupõe a análise das condições de produção das obras, dos modos de circulação e dos processos de recepção, que interferem diretamente na construção de sentidos, na legitimação cultural dos textos e em sua permanência ou ressignificação ao longo do tempo (ZILBERMAN, 2017).
Assinale a alternativa correta.
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Q4176300 Literatura
A estrutura da narração é dividida em quatro partes. Uma delas é:
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Q4164518 Literatura
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os autores considerados contemporâneos às informações sobre suas obras e trajetórias.
Coluna 1
1. Rubem Braga. 2. Nelson Rodrigues. 3. Ferreira Gullar.

Coluna 2
( ) Poeta engajado política e socialmente que, por vezes, revela certa tendência panfletária e eventuais quedas no prosaísmo. É autor de “Poema sujo”, que apresenta interrogações contínuas do poeta a respeito da permanência e da transitoriedade das coisas.

( ) Um dos grandes cronistas brasileiros, foi aquele que deixou uma obra singular e permanente. Partindo de fatos triviais do cotidiano, ele conseguiu ultrapassar os limites formais da crônica (compromisso excessivo com acontecimentos quase sempre corriqueiros e linguagem pouco elaborada) e alcançou um patamar artístico apreciável.

( ) Renomado autor teatral, conseguiu, na crônica esportiva, capturar outras nuances de uma partida de futebol, vendo-a como uma metáfora vital de paixões e tragédias que movem a existência humana. Seus escritos apresentam um estilo personalíssimo, marcado por uma capacidade quase inesgotável de criar frases de efeito.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Q4164517 Literatura

 Leia o poema a seguir, de Conceição Evaristo. 


Meu rosário


Meu rosário é feito de contas negras e mágicas.

Nas contas de meu rosário eu canto Mamãe Oxum e falo

padres-nossos, ave-marias.

Do meu rosário eu ouço os longínquos batuques

Do meu povo

e encontro na memória mal adormecida

as rezas dos meses de maio de minha infância.

As coroações da Senhora, onde as meninas negras,

apesar do desejo de coroar a Rainha,

tinham de se contentar em ficar ao pé do altar

lançando flores.

As contas do meu rosário fizeram calos

nas minhas mãos,

pois são contas do trabalho na terra, nas fábricas,

nas casas, nas escolas, nas ruas, no mundo.

As contas do meu rosário são contas vivas.

(Alguém disse um dia que a vida é uma oração,

eu diria, porém, que há vidas-blasfemas).

Nas contas de meu rosário eu teço intumescidos

sonhos de esperanças.

Nas contas do meu rosário eu vejo rostos escondidos

por visíveis e invisíveis grades

e embalo a dor da luta perdida nas contas

do meu rosário.

Nas contas de meu rosário eu canto, eu grito, eu calo.

Do meu rosário eu sinto o borbulhar da fome

no estômago, no coração e nas cabeças vazias.

Quando debulho as contas de meu rosário,

eu falo de mim mesma em outro nome.

E sonho nas contas de meu rosário lugares, pessoas,

vidas que pouco a pouco descubro reais.

Vou e volto por entre as contas de meu rosário,

que são pedras marcando-me o corpo-caminho.

E neste andar de contas-pedras,

o meu rosário se transmuda em tinta,

me guia o dedo,

me insinua a poesia.

E depois de macerar conta por conta do meu rosário,

me acho aqui eu mesma

e descubro que ainda me chamo Maria.



Sobre o texto, analise as assertivas a seguir:


I. O poema traz uma questão que marcou profundamente a religiosidade dos escravizados: o sincretismo religioso, que ainda marca os ritos de matriz africana no Brasil.


II. Ao longo do poema, pode-se perceber trechos que comprovam a teoria da “escrevivência”, termo cunhado pela própria Conceição e que define a escrita de autoria negra como uma voz que ecoa ancestralidade e experiências partilhadas.


III. Ao trazer para o poema a experiência memorialística da infância, a poeta aproxima-se da visão saudosista e pueril de autores clássicos e consagrados pelo cânone, como Casemiro de Abreu, inclusive na questão formal.



Quais estão corretas?


Alternativas
Q4163279 Literatura
Para responder à questão, leia o texto abaixo


Estas Verdades


Estas verdades não são perfeitas porque são ditas.

E antes de ditas, pensadas.

Mas no fundo o que está certo é elas negarem-se a si próprias.

Na negação oposta de afirmarem qualquer cousa.

A única afirmação é ser.

E ser o oposto é o que não queria de mim.

Autor: Alberto Caeiro.
A produção poética de Alberto Caeiro, como se observa em Estas Verdades, filia-se ao gênero lírico. Sobre as características estruturais e conceituais que definem esse gênero literário, analise as partes que seguem:

(1a parte): O texto lírico é marcado pela abertura interpretativa, permitindo que uma mesma construção poética gere múltiplos efeitos de sentido e leituras distintas.
(2a parte): Para garantir que o leitor compreenda o sentimento exato do poeta, o gênero lírico exige o uso rigoroso da linguagem denotativa e factual.
(3a parte): Ao contrário do gênero narrativo, o lírico foca na suspensão do tempo e na intensidade de um momento ou sentimento, não possuindo como eixo central uma progressão cronológica de ações.

Pode-se afirmar que
Alternativas
Respostas
41: D
42: B
43: B
44: D
45: C
46: E
47: B
48: A
49: B
50: A
51: C
52: A
53: D
54: C
55: B
56: B
57: D
58: A
59: C
60: C