Questões de Concurso
Sobre teoria literária em literatura
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No meu peito a mesma dor Que afoga Faz lembrar tudo que sou Sou mais Sou mais Mesma pele a mesma cor E sonho Pra vibrar feito tambor Guiar meu peito Todo choro de rancor Se apague Nossas filhas verão mais amor que nós E ouça essa voz Sonho sob meus pés Que as minhas mãos Só toquem ouro Oração dos meus pais E bem mais atrás Nosso tesouro Que essa pele marrom Suba o tom se for preciso Muito além dessa dor Bem mais amor Eu sei pelo que brigo.
JOTA.PÊ. Ouro Marrom. In: JOTA.PÊ. Se o Meu Peito Fosse o Mundo. Rio de Janeiro: SLAP/Som Livre, 2024. 1 faixa (4 min 38 s). Disponível em: plataformas de streaming. Acesso em: 26 jun. 2026.
O texto é um trecho da canção Ouro Marrom, do cantor e compositor Jota.pê. A partir da construção do texto, inferese que o eu lírico elabora sua identidade discursiva mediante a
Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no Morro da Babilônia num barracão sem número. Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
BANDEIRA, Manuel. Poema tirado de uma notícia de jornal. In: BANDEIRA, Manuel. Libertinagem. 2. ed. São Paulo: Global, 2013.
Infere-se, a partir da leitura do poema de Manuel Bandeira, que o principal efeito de sentido é produzido pela
Era meu irmão quem organizava da Inglaterra as chamadas dominicais de Zoom, nosso turbulento ritual de lockdown: dois de nós entravam de Lagos, outros três dos Estados Unidos, e meus pais, às vezes com muitos ecos e chiados, de Abba, a cidade de nossos antepassados no Sudoeste da Nigéria. No dia 7 de junho lá estava meu pai, como de costume só com a testa aparecendo na tela, porque ele nunca sabia muito bem como segurar o telefone durante as chamadas de vídeo. “Mude um pouco a posição do telefone, pai”, dizia um de nós. Meu pai estava provocando meu irmão Okey por causa de um novo apelido, depois disse que não jantou porque tinha almoçado tarde, depois falou sobre o bilionário da cidade vizinha que queria confiscar as terras ancestrais da nossa aldeia. Não estava se sentindo muito bem e andava dormindo mal, mas não precisávamos nos preocupar. No dia 8 de junho, Okey foi visitálo em Abba e disse que ele parecia cansado. No dia 9, não me alonguei muito em nossa conversa para ele poder descansar. Ele riu baixinho quando fiz minha imitação brincalhona de um parente. “Ka chi fo”, disse. Boa-noite. Suas últimas palavras para mim. No dia 10 de junho, ele se foi. Meu irmão Chuks me ligou para avisar, e eu desmoronei.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Notas sobre o luto. Tradução de Fernanda Abreu. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
O texto foi extraído do livro de Chimamanda Adichie intitulado Notas sobre o luto. Analisando a organização textual do fragmento, a progressão dos acontecimentos constrói-se por meio da
- Gestão da sala de aula: professores alegres resolvem interrupções com mais agilidade.
- Relacionamento: o entusiasmo do docente favorece a criação de vínculos de apoio com os jovens.
- Desafio intelectual: o prazer em ensinar está ligado ao uso de estratégias que fazem o aluno pensar criticamente.
Essas mudanças na forma de ensinar impactam diretamente a percepção do aluno sobre sua própria capacidade. Quando percebem um professor entusiasmado, os estudantes sentemse mais seguros para explorar conceitos complexos. Assim, o humor do professor molda a experiência de aprendizado muito antes da entrega das notas finais. “Nosso estudo mostra que as emoções de um professor não são meramente um subproduto do processo educacional, mas um contribuinte ativo para ele”, diz Marina Elena Pfeifer.
Semelhanças observadas em diferentes culturas
Um dos pontos mais relevantes do levantamento foi a constância dos resultados em nações com realidades muito distintas. Apesar das diferenças econômicas e linguísticas entre países como China e Colômbia, a forma como a emoção do professor afeta o aluno seguiu o mesmo padrão. Isso indica que a dinâmica emocional no ensino é uma característica humana fundamental, e não um traço cultural isolado.
Os pesquisadores afirmam que, mesmo com métodos pedagógicos variados, o efeito dominó da alegria ou da raiva foi uma constante em todas as escolas analisadas. Esse padrão sugere que as interações sociais básicas em sala de aula respondem aos mesmos princípios psicológicos em qualquer lugar do mundo. A descoberta reforça a ideia de que o bem-estar do docente é uma necessidade universal para a educação.
Essa similaridade entre os países permite que as conclusões do estudo sejam aplicadas de forma ampla em políticas educacionais globais. Os autores chamam essa característica de universalidade relativa das dinâmicas emocionais. Isso significa que, embora a forma de expressar sentimentos varie, o impacto deles sobre a qualidade da aula é previsível.
Dessa forma, o estudo oferece uma base sólida para que sistemas de ensino de diferentes regiões adotem estratégias comuns de suporte ao docente. Entender que o mecanismo é o mesmo ajuda a planejar treinamentos que foquem na regulação emocional como parte da competência profissional. A pesquisa mostra que, independente do idioma, a linguagem das emoções é decisiva para o aprendizado.
Ciclos emocionais na rotina escolar
Os pesquisadores identificaram que a sala de aula é propensa à criação de ciclos emocionais que se alimentam sozinhos. Esses ciclos podem levar a turma a uma trajetória de sucesso ou de dificuldades persistentes ao longo do ano letivo.
No chamado ciclo virtuoso, a alegria do professor resulta em um ensino mais eficaz e no progresso dos alunos. Esse sucesso escolar, por sua vez, aumenta a satisfação e o orgulho do docente, reforçando sua felicidade.
Já o ciclo vicioso pode prender professores frustrados em uma espiral negativa de desempenho. A raiva compromete a gestão da classe, o que gera maus resultados nos testes e aumenta a irritação do educador. Sem uma intervenção, o professor pode se sentir cada vez mais incapaz de atingir seus objetivos pedagógicos.
O estudo mostra que essas emoções não são apenas subprodutos, mas participantes ativos da rotina.
Como quebrar os ciclos
Para quebrar esses padrões negativos, é necessário ir além de novos materiais didáticos ou mudanças no currículo. O apoio à saúde mental e ao equilíbrio emocional do professor é apontado como a ferramenta principal para reverter esses ciclos.
Intervenções baseadas em atenção plena, conhecidas como mindfulness, são citadas como exemplos de práticas que ajudam o docente a regular seu humor.
Essas ações permitem que o professor recupere o controle sobre o ambiente da sala de aula antes que o desgaste emocional se torne permanente. O sucesso de um sistema de ensino depende, portanto, da capacidade de manter o educador motivado e saudável.
Quando o ciclo virtuoso é estabelecido, tanto o professor quanto os alunos saem beneficiados em sua trajetória escolar.
Implicações para a gestão escolar
O estudo conclui que apoiar o bem-estar dos professores deve ser uma prioridade estratégica para escolas e governos. Reduzir o estresse docente não é apenas uma questão de gentileza, mas uma medida essencial para garantir a eficácia do aprendizado. Escolas que investem em ambientes saudáveis para os educadores estão, na prática, investindo no rendimento acadêmico de seus estudantes.
A gestão escolar pode atuar em várias frentes para proteger os recursos emocionais de sua equipe:
- Redução de tarefas administrativas excessivas que geram esgotamento.
- Oferecimento de treinamentos focados em competências de regulação emocional.
- Criação de espaços de acolhimento para que professores lidem com situações desafiadoras.
- Implementação de programas de prevenção ao estresse ocupacional e burnout.
Compreender que o ensino é uma atividade emocional ajuda a reformular os desafios da educação moderna. O professor deixa de ser visto apenas como um transmissor de conteúdo e passa a ser reconhecido como o gestor do clima da sala de aula. Essa mudança de visão é fundamental para que a comunidade escolar colabore na construção de um ambiente mais produtivo.
“A principal implicação no mundo real é que apoiar o bemestar emocional de um professor não é apenas 'algo bom de se ter' — é crítico para o sucesso do aluno”, avalia Marina Elena Pfeifer, líder do estudo.
Por fim, a pesquisa destaca que as emoções são contribuintes ativos e não meros resultados do processo educativo. O humor de quem ensina define se o aluno terá curiosidade ou resistência diante de uma nova matéria. Investir no equilíbrio de quem está à frente da turma é, segundo o estudo, o caminho mais curto para formar alunos mais confiantes e interessados.
(Fonte: Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/humor-doprofessor-impacta-desempenho-escolar-dos-alunos-estudo.ghtml (adaptado).
A partir dessa perspectiva e considerando as contribuições de Antônio Candido para os estudos literários, assinale a alternativa que apresenta uma compreensão adequada da relação entre literatura, sociedade e história.
Sobre a situação dada, selecione a alternativa que caracteriza uma abordagem pedagógica sob a perspectiva do Letramen to Literário.
( ) Se, de um lado, Fidélia participa do mundo da vida por sua juventude e beleza, de outro achase no campo de polarização da morte, pela viuvez.
( ) Nos parágrafos finais do romance, há uma meditação do Conselheiro Aires que encerra uma lição, uma espécie de ensinamento moral extraído da experiência relatada: se os mortos vão depressa, os velhos ainda vão mais depressa que os mortos... Viva a mocidade!
( ) Observando, pormenorizadamente, a polaridade vida x morte nas personagens do romance, podemos dividi-las em dois grandes grupos: o da velhice, (morte) e o da juventude, (vida).
( ) Ao longo da leitura do romance morreram Noronha, Barão de Santa-Pia e o Leiloeiro Fernandes.
(__)A Catequese Poética, iniciada em 1964, levou a poesia a ruas, praças, escolas e fábricas.
(__)A produção de Bell manteve-se limitada ao livro impresso, pois o poeta considerava os demais suportes inadequados à circulação da palavra.
(__)A trajetória do poeta inclui os "corpoemas", camisetas com poemas produzidas em escala industrial.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
"Na leitura literária, o sentido não está pronto nem depende apenas da intenção autoral: resulta da relação entre a __________ da obra e o __________ do leitor; por isso, discutir a __________ de uma interpretação supõe retomar os elementos efetivamente presentes no texto".
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas no excerto:
Primeira coluna: referencial
1.Dialogismo
2.Estética da Recepção
3.Leitura subjetiva
Segunda coluna: caracterização
(__)A obra se atualiza na relação com quem a recebe, e o horizonte de expectativas participa dos efeitos produzidos pela leitura.
(__)A experiência leitora mobiliza memória, afetos, repertório e processos interiores, de modo singular e situado.
(__)O sentido se constitui em relação com outras vozes e enunciados, pressupondo posição responsiva do leitor.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Consider the assertions:
I.The use of a first-person retrospective narrator allows the novel to connect individual experience with criticism of social institutions and conventions.
BECAUSE
II.The adult narrator reconstructs earlier experiences by combining the perspective of the younger character with later reflection on their social and emotional significance.
Mark the CORRECT alternative.
"Procuro a palavra palavra. Esta que me antecede e se antecede na aurora e na origem do homem."
(BELL, Lindolf. O código das águas. São Paulo: Global, 1984, p. 17.)
Na preparação de um texto de mediação sobre a obra do poeta, a leitura que melhor se sustenta no excerto é:
(1ª parte) O haicai tradicional de origem japonesa, apresenta três versos, tradicionalmente organizados em um esquema de 5, 7 e 5 unidades sonoras.
(2ª parte) A estrutura do soneto tradicional exige a manutenção contínua das mesmas consoantes de apoio em todas as rimas, impedindo a alternância entre rimas intercaladas (ABBA) e cruzadas (ABAB).
Pode-se afirmar que:

Relacione os autores da Coluna I aos respectivos movimentos literários da Coluna II.
Coluna I - Autores
1. Luís de Camões. 2. Padre Antônio Vieira. 3. Almeida Garrett. 4. Camilo Pessanha. 5. Fernando Pessoa.
Coluna II – Movimentos literários
( ) Romantismo. ( ) Modernismo. ( ) Classicismo. ( ) Simbolismo. ( ) Barroco.
Assinale a alternativa CORRETA, de cima para baixo.
Com base nisso, associe a Coluna I, que apresenta conceitos relacionados às noções de Cultura, Arte e Literatura, à Coluna II, que apresenta suas respectivas caracterizações.
COLUNA I
1.Cultura (sentido amplo/antropológico) 2.Realização simbólica 3.Belo (estético) 4.Comunicação animal 5.Literatura
COLUNA II
(__)Fenômeno de comunicação que, embora apresente certa complexidade, restringe-se a sinais, gestos e padrões próprios da espécie, não envolvendo a elaboração simbólica e a criação de novos significados
(__)Conjunto das manifestações simbólicas de uma comunidade, que não se limita ao conhecimento acadêmico sistematizado, abrangendo também costumes, mitos, tabus e formas de organização da vida cotidiana.
(__)Manifestação artística cuja matéria-prima é a linguagem verbal, tendo sua origem etimológica associada à ideia de "letra" como sinal convencional registrado por escrito.
(__)Produção humana cujo valor está relacionado à sua significação simbólica, e não apenas à sua materialidade ou à sua origem natural, como ocorre, por exemplo, no valor atribuído a uma bandeira ou a um ritual social.
(__)Categoria que se distingue do simples agrado sensorial, exigindo a percepção de uma técnica subjacente e a compreensão de uma intenção que só pode ser apreendida por um esforço da inteligência.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.
( ) Nos capítulos VIII, IX e X de Dom Casmurro, Bento Santiago, o narrador, expõe a teoria de um velho cantor sem emprego, segundo a qual a história da humanidade seria comparável a uma ópera. Ao aceitar a teoria, Bento diz que a sua própria história se parece com uma ópera: “Cantei um duo terníssimo, depois um trio, depois um Quatuor...”
( ) Bento ao dizer que a sua própria história se parece com uma ópera, é um indício narrativo, pois faz alusão a relações amorosas que serão narradas ao longo do livro. Lido o romance, é possível saber as personagens que participaram desses trechos: o duo, Bentinho e Capitu; o trio, Bentinho, Capitu e Escobar.
( ) Além de um breve quantuor, (capítulo CXVIII), podemos acrescentar o solo da personagemnarrador, reduzida à sua solidão: o quantuor, Bentinho, Sancha, Capitu e Escobar.
( ) O solo, na juventude, seria Bentinho, transformado em Dom Casmurro na velhice.