LÍNGUA PORTUGUESA Última flor do Lácio, inculta e bela, És...

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Q4313371 Literatura
LÍNGUA PORTUGUESA
Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela... Amo-te assim, desconhecida e obscura,  Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela, E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma, Em que da voz materna ouvi: "meu filho!", E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
BILAC, Olavo. Língua Portuguesa. In: Tarde, 1919. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/12986/lingua-portuguesa. Acesso em: 7 ago. 2026.
Em aula destinada à análise literária, o professor solicita que a turma examine os recursos expressivos empregados por Olavo Bilac na construção do elogio ao idioma, atentando para a relação entre as imagens dos quartetos e o fecho do soneto. A análise que se sustenta na materialidade do texto é a de que:
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