Questões de Concurso Sobre literatura
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I. A questão do ensino da literatura ou da leitura literária envolve o exercício de reconhecimento das singularidades e das propriedades compositivas de um tipo particular de escrita.
II. A literatura é cópia do real, puro exercício de linguagem, mera fantasia que se afastou dos sentidos do mundo e da história dos homens.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Coluna 1
1. Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
2. Era um sonho dantesco…
O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
3. Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dia
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh’alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Coluna 2
( ) Primeira Geração.
( ) Segunda Geração.
( ) Terceira Geração.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Considerando o texto, assinale o enunciado coerente com a poética de João Cabral.
Segundo o texto, identifique o efeito predominante da mistura lexical científica e confessional.
Com base no texto e na teoria bakhtiniana, assinale a proposição que melhor caracteriza a polifonia.
O nome da autora premiada com o Jabuti Acadêmico 2025, na categoria História e Arqueologia pela obra "Imagens da branquitude: a presença da ausência", é
De acordo com o texto e os conhecimentos sobre os gêneros literários, assinale a alternativa correta.
De acordo com o texto e os conhecimentos sobre a história da literatura brasileira, assinale a alternativa correta.
Trata-se da obra:
(1) “O Cortiço”.
(2) “O Crime do Padre Amaro”.
(3) “Iracema”.
( ) Aluísio de Azevedo.
( ) José de Alencar.
( ) Eça de Queirós.
I. Em Portugal, o Arcadismo estabeleceu-se com a Arcádia Lusitana (1756).
II. Inspirado nas obras dos primeiros poetas árcades portugueses, o brasileiro Cláudio Manuel da Costa assimilou os valores da nova estética e procurou aplicá-los em sua própria produção literária.
Está CORRETO o que se afirma:
Ele alcançou notoriedade e reconhecimento por ter sido um autor prolífico e pioneiro em qual gênero literário?
O Poeta e escritor que o texto faz referência é:
Leia o Texto 6 para responder à questão.
Crônica tem essa vantagem: não obriga ao paletó-egravata do editorialista, forçado a definir uma posição correta diante dos grandes problemas; não exige de quem a faz o nervosismo saltitante do repórter, responsável pela apuração do fato na hora mesma em que ele acontece; dispensa a especialização suada em economia, finanças, política nacional e internacional, esporte, religião e o mais que imaginar se possa. Sei bem que existem o cronista político, o esportivo, o religioso, o econômico etc., mas a crônica de que estou falando é aquela que não precisa entender de nada ao falar de tudo. Não se exige do cronista geral a informação ou comentários precisos que cobramos dos outros. O que lhe pedimos é uma espécie de loucura mansa, que desenvolva determinado ponto de vista não ortodoxo e não trivial e desperte em nós a inclinação para o jogo da fantasia, o absurdo e a vadiação de espírito. Claro que ele deve ser um cara confiável, ainda na divagação. Não se compreende, ou não compreendo, cronista faccioso, que sirva a interesse pessoal ou de grupo, porque a crônica é território livre da imaginação, empenhada em circular entre os acontecimentos do dia, sem procurar influir neles. Fazer mais do que isso seria pretensão descabida de sua parte. Ele sabe que seu prazo de atuação é limitado: minutos no café da manhã ou à espera do coletivo.
[...]
Foi o que esse outrora-rapaz fez ou tentou fazer em mais de seis décadas. Em certo período, consagrou mais tempo a tarefas burocráticas do que ao jornalismo, porém jamais deixou de ser homem de jornal, leitor implacável de jornais, interessado em seguir não apenas o desdobrar das notícias como as diferentes maneiras de apresentá-las ao público. Uma página bem diagramada causava-lhe prazer estético; a charge, a foto, a reportagem, a legenda bem feitas, o estilo particular de cada diário ou revista eram para ele (e são) motivos de alegria profissional.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Ciao. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17506/ciao. Acesso em: 10 out. 2025. [Adaptado].