João Cabral radicaliza uma poética construtiva:
objetividade, imagens materiais, recusa do pathos
sentimental (A educação pela pedra). Manuel Bandeira
cultiva o lirismo coloquial modernista; Ariano Suassuna
dramatiza oralidade e ética popular (Auto da
Compadecida). Em Cabral, a “engenharia verbal” não é
apenas estilo: é ética da forma. O trabalho imagético
(pedra, água, cana) concretiza pensamento
antiornamental, em que ritmo e sintaxe implicam
método. Comparar essas dicções permite discernir
escolhas de época e projeto estético: depuração
cabralina versus conversa bandeiriana e teatro moralpopular suassuniano. Assinale a alternativa condizente
com a poética cabralina.