Questões de Concurso Sobre literatura
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A respeito de aspectos estilísticos do poema apresentado, julgue o item a seguir.
Os doze versos do poema sugerem o percurso de um relacionamento até o seu fim.
A respeito de aspectos estilísticos do poema apresentado, julgue o item a seguir.
No poema, a anáfora marca o ritmo dos versos e assume um sentido diferente em cada ocorrência.
A respeito de aspectos estilísticos do poema apresentado, julgue o item a seguir.
Apesar de não apresentarem esquema de rimas, os versos têm métrica regular, medida pelas repetições.
Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.
No trecho “meu aluno de Neuilly-sur-Seine se interessou pela poesia brasileira, pinçou esse poema belíssimo e cabeludo do João Cabral de Melo Neto” (segundo período), o autor contrasta poesia e poema, uma vez que, em sentido literário, poesia é entendida como gênero de produção textual, de estrutura variada, que usa palavras como matéria-prima, ao passo que poema aponta obra específica da poesia, caracterizada por sua forma fixa, relativamente aos versos e às sílabas dos versos.
I - As obras literárias que seguem uma linha realista trazem a expressão da realidade cotidiana.
II -A literatura fantasista tem como principal característica o desvelar de um mundo em que a realidade (razão) se sobrepõe à fantasia.
III - Um exemplo clássico de autor que segue a linha fantasista é Monteiro Lobato.
É verdadeiro o que se afirma em:
I. Há uma forte aproximação com a oralidade, a fala. Oswald de Andrade, em seu Manifesto da Poesia Pau-Brasil, de 1924, preconiza: “A língua sem arcaísmos. Sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros”.
II. Os modernistas estabelecem, em todas as artes, uma aproximação crítica com as obras do passado. Há a releitura de textos famosos, tanto como rejeição quanto admiração, sob, muitas vezes, uma perspectiva humorística: a paródia.
Está CORRETO o que se afirma:
COSSON, R. Letramento literário: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2014 (adaptado).
Com o intuito de ensinar aos alunos sobre os principais autores do Romantismo no Brasil, um professor da 2ª série do Ensino Médio elaborou uma sequência didática que trazia os seguintes passos: 1) Esquema no quadro contendo as principais características de cada uma das três fases do Romantismo no Brasil; 2) Fichas impressas com foto e resumo das biografias dos principais autores; 3) Fotocópias com trechos das obras I-Juca-Pirama, Senhora e Os escravos; 4) Atividade escrita na qual os alunos precisariam identificar as características de cada fase nos trechos selecionados das obras.
Considerando o exposto por Rildo Cosson e a sequência apresentada nessa situação, é correto afirmar que
[...] os olhos do homem parecem sãos, a íris apresenta-se nítida, luminosa, a esclerótica branca, compacta como porcelana. As pálpebras arregaladas, a pele crispada da cara, as sobrancelhas de repente revoltas, tudo isso, qualquer o pode verificar, é que se descompôs pela angústia. Num movimento rápido, o que estava à vista desapareceu atrás dos punhos fechados do homem, como se ele ainda quisesse reter no interior do cérebro a última imagem recolhida, uma luz vermelha, redonda, num semáforo. Estou cego, estou cego, repetia com desespero enquanto o ajudavam a sair do carro, e as lágrimas, rompendo, tornaram mais brilhantes os olhos que ele dizia estarem mortos. Isso passa, vai ver que isso passa, às vezes são nervos, disse uma mulher. [...] A mulher que falara de nervos foi de opinião que se devia chamar uma ambulância, transportar o pobrezinho ao hospital, mas o cego disse que isso não, não queria tanto, só pedia que o encaminhassem até à porta do prédio onde morava, Fica aqui muito perto, seria um grande favor que me faziam. E o carro, perguntou uma voz. Outra voz respondeu, A chave está no sítio, põe-se em cima do passeio. Não é preciso, interveio uma terceira voz, eu tomo conta do carro e acompanho este senhor a casa. Ouviram-se murmúrios de aprovação. O cego sentiu que o tomavam pelo braço, Venha, venha comigo, dizia-lhe a mesma voz. Ajudaram-no a sentar-se no lugar ao lado do condutor, puseram-lhe o cinto de segurança, não vejo, não vejo, murmurava entre o choro, Diga-me onde mora, pediu o outro. Pelas janelas do carro espreitavam caras vorazes, gulosas da novidade.
SARAMAGO, J. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995 (adaptado).
A partir da situação apresentada, é uma alternativa possível para o professor
¡Oh qué bien tan sin segundo!
¡Oh casamiento sagrado!
Que el Rey de la Magestad,
Haya sido el desposado.
¡Oh qué venturosa suerte,
Os estaba aparejada,
Que os quiere Dios por amada,
Y ha os ganado con su muerte!
En servile estad muy fuerte,
Pues que lo habeis profesado,
Que el Rey de la Magestad,
Es ya vuestro desposado.
Ricas joyas os dará.
DE JESÚS, S. T. Poesías de Santa Teresa. Madrid: M. Rivadeneyra, 1861. p. 513.
Después de la lectura, un estudiante dice que el poema era un buen ejemplo de poesía mística.
La afirmación del estudiante está correcta porque en el poema, por medio del lenguaje amoroso y religioso, concreta la vía
SILVA, V. M. A. Teoria da Literatura. 8. ed. Coimbra: Almedina, 2018. p. 764 (adaptado).
Considerando essa abordagem, assinale a opção que apresenta um trecho da obra Quincas Borba, de Machado de Assis, em que se encontra essa voz dual por meio do discurso indireto livre.
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia.
AZEVEDO, A. O cortiço. SP: Ática, 1995. p. 36.
Uma das características da literatura está na literariedade, termo cunhado pelo formalismo russo na tentativa de identificar propriedades presentes nas obras literárias que as diferenciam de outros discursos produzidos na sociedade.
No fragmento apresentado de O cortiço, a literariedade está presente no trecho
O período do Romantismo é fruto de dois grandes acontecimentos na história da humanidade: a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. As duas revoluções provocaram e geraram novos processos, desencadeando forças que resultaram na formação da sociedade moderna, moldando, em grande parte, os seus ideais (sociais). As instituições políticas tradicionais sofreram fortes abalos e as fronteiras entre os povos foram modificadas, o que criou novo equilíbrio entre as nações.
FALBEL, N. Os fundamentos históricos do Romantismo. In: GUINSBURG, J. (org.). O romantismo. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2011. p. 23-50 (adaptado).
TEXTO 2
A ideia de que a literatura brasileira deve ser interessada foi expressa por toda a nossa crítica tradicional, desde Ferdinand Denis e Almeida Garrett. Para os românticos, a literatura brasileira começava propriamente, em virtude do tema indianista, com Durão e Basílio, reputados, por este motivo, superiores a Cláudio e Gonzaga.
CANDIDO, A. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6. ed. v. 2, Belo Horizonte: Itatiaia, 2000. p. 27-28 (adaptado).
Considerando-se os textos apresentados e o que se refere à História da Literatura, é correto afirmar que um dos principais fatores que motivou o surgimento do movimento romântico no Brasil foi
Dudu gostava muito de brincar de ser, brincava todos os dias na escola. Aliás, acho que foi ele quem inventou essa brincadeira.
– Vamos brincar de ser?
– Vamos! Eu vou ser a princesa!
– Eu vou ser a fada!
Mariana e Lili falaram ao mesmo tempo. Elas adoravam essa brincadeira.
– Eu vou ser a bruxa!
– disse Dudu.
– Mas, Dudu, homens não podem ser bruxas! Você pode ser um mago...
Dudu não queria, ele gostava mesmo era de ser a bruxa. Os amigos da escola acabaram se acostumando.
MARTINS, G. da C. O menino que brincava de ser. 4. ed. São Paulo: DCL, 2000 (adaptado).
TEXTO 2
Os juízos de valor que constituem a literatura são historicamente variáveis e têm, eles próprios, uma estreita relação com as ideologias sociais. Eles se referem, em última análise, não apenas ao gosto particular, mas aos pressupostos pelos quais certos grupos sociais exercem e mantêm o poder sobre outros.
EAGLETON, T. Teoria da literatura: uma introdução. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006 (adaptado).
Considerando-se os textos apresentados, é correto afirmar que os textos literários possibilitam discutir os papéis atribuídos aos gêneros feminino e masculino na sociedade porque
SILVA, J. P. S. A poesia marginal e a perspectiva do pós-modernismo. Ibanceira: Revista de Letras da Universidade do Estado do Pará, p. 19-28, abr./jun. 2017 (adaptado).
Considerando as características dessa vertente poética, assinale a opção que apresenta um exemplo desse tipo de poesia.
Os clássicos não são lidos por dever ou por respeito, mas só por amor. Exceto na escola: a escola deve fazer com que você conheça bem ou mal um certo número de clássicos dentre os quais (ou em relação aos quais) você poderá depois reconhecer os “seus” clássicos. A escola é obrigada a dar-lhe instrumentos para efetuar uma opção: mas as escolhas que contam são aquelas que ocorrem fora e depois de cada escola.
CALVINO, l. Por que ler os clássicos. Tradução: Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 1993 (adaptado).
O excerto provocou grande debate sobre o que é sugerido como leitura na escola, em contraposição às obras que os adolescentes realmente gostam de ler. Nessa conversa, os alunos mencionaram livros que leram por indicação da escola e outros que conheceram fora dela, com os quais se identificavam mais. Uma aluna, então, trouxe à tona textos que havia lido a partir das redes sociais, como o Instagram, e acrescentou um novo ponto à discussão: a instapoesia.
Aproveitando a introdução desse novo tópico, a professora refletiu sobre a instapoesia como uma produção contemporânea. Em sala, a docente leu instapoemas de autoras populares no Instagram, como Rupi Kaur e Ryane Leão, poetas feministas indiano-canadense e brasileira, respectivamente. Contudo, em meio à discussão, um aluno questionou se tais produções seriam mesmo literatura. Como encaminhamento, a professora sugeriu que os estudantes fizessem uma pesquisa sobre instapoesia e informou que, nas aulas seguintes, retomaria as reflexões sobre o que se lê na escola, bem como sobre o que é literatura clássica e o que é arte marginal.
Nessa situação, na retomada das reflexões sobre esse tema, seria adequado a professora
ENSINAMENTO
Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento. Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou comigo: “Coitado, até essa hora no serviço pesado”. Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente. Não me falou em amor. Essa palavra de luxo.
PRADO, A. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991. p. 116.
Nessa situação, é adequado que a professora leve a turma a compreender que a leitura desse texto literário extrapola o domínio linguístico na medida em que
Soneto 18
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
(William Shakespeare. Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_willian_shakespeare/.)