Questões de Concurso
Sobre escolas literárias em literatura
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Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) a respeito da historiografia mundial e brasileira da Literatura Infantil.
( ) Os primeiros livros infantis surgiram no século XVIII.
( ) As fábulas de La Fontaine são escritas de forma simples e trazem um ensinamento, uma moral.
( ) A produção literária infantil de Monteiro Lobato se destaca por poemas em forma de quadras.
( ) Os Irmãos Grimm se apropriaram de histórias que eram contadas oralmente, como “Chapeuzinho Vermelho”, criando uma versão escrita.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Texto para questão
Cantiga
Ai! A manhã primorosa
do pensamento…
Minha vida é uma pobre rosa
ao vento.
Passam arroios de cores
sobre a paisagem.
Mas tu eras a flor das flores,
imagem!
Vinde ver asas e ramos,
na luz sonora!
Ninguém sabe para onde vamos
agora.
Os jardins têm vida e morte,
noite e dia…
Quem conhecesse a sua sorte,
morria.
E é nisso que se resume
o sofrimento: cai a flor, – e deixa o perfume
no vento!
(Cecília Meireles)
Sobre a autora Cecília Meireles e sua obra é possível afirmar:
1- A literatura de Cecília Meireles é composta por um hibridismo de formas, estilos e conteúdo.
2- Na obra de Cecília Meireles é possível encontrar características das poesias romântica, parnasiana e simbolista com o uso de formas fixas, de esquemas de rimas e de linguagem elevada.
3- Temas como o amor, a solidão, a melancolia, a brevidade do tempo e a contemplação da vida compõem a sua obra em uma escrita delicada e repleta de afetividade.
4- Cecília também desenvolveu uma linguagem sensorial e intuitiva para descrever os sentimentos humanos.
São verdadeiras:
Leia o poema abaixo de João Cabral de Melo Neto para responder a questão.
A educação pela pedra
Uma educação pela pedra: por lições;
para aprender da pedra, frequentá-la;
captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria a
o que flui e a fluir, a ser maleada;
a de poética, sua carnadura concreta;
a de economia, seu adensar-se compacta:
lições da pedra (de fora para dentro,
cartilha muda), para quem soletrá-la.
Outra educação pela pedra: no Sertão
(de dentro para fora, e pré-didática).
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
e se lecionasse, não ensinaria nada;
lá não se aprende a pedra: lá a pedra,
uma pedra de nascença, entranha a alma.
João Cabral de Melo Neto
Analise as proposições abaixo colocando ( V ) para o que for verdadeiro e ( F ) para o que for falso.
( ) João Cabral de Melo Neto faz parte da chamada geração de 45 do modernismo brasileiro.
( ) João Cabral de Melo Neto rejeitava a forma modernista de escrever, sendo contra as estrofes e versos livres, parodia, poema-piada, entre outros aspectos. Os poemas de João Cabral são milimetricamente pensados.
( ) O poema que dá nome ao livro “A educação pela pedra”, logo na primeira estrofe relaciona a escrita com a pedra que é a ausência da condensação, ênfase e concretude da pedra.
( ) Na segunda estrofe a pedra é movida para o sertão, para a alma do sertanejo, e se mantém pétrea, mostrando que seus versos não irão expor seus sentimentos mais íntimos, apenas a objetividade.
( ) A pedra nos remete à aridez humana e geográfica do Nordeste e é símbolo constante na obra do autor, fazendo confluir a temática social (linguagem-objeto) com a reflexão sobre o fazer poético no próprio texto artístico (metalinguagem).
A sequência correta de cima para baixo é:
Leia o texto abaixo para responder a questão.
Como Dois Animais
Alceu Valença
Uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Mas uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Meu olhar vagabundo de cachorro vadio
Olhava a pintada, e ela estava no cio
E era um cão vagabundo e uma onça-pintada
Se amando na praça como os animais
Uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Uma moça bonita, de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Foi mistério e segredo e muito mais
Foi divino brinquedo e muito mais
Se amar como dois animais
Meu olhar vagabundo de cachorro vadio
Olhava a pintada, e ela estava no cio
E era um cão vagabundo e uma onça-pintada
Se amando na praça como os animais
Se amando na praça como os animais
Uh, no carnaval
No carnaval
Analise as proposições a seguir:
I – A canção de Alceu Valença, “Como dois animais”, apesar de ser contemporânea, apresenta características do movimento literário chamado de Realismo.
II – Na análise do título da canção há traços do Determinismo em que, arrastado pela necessidade do sexo, embriagado pela altivez da fêmea, o homem se transforma em animal, caracterizando assim a zoomorfização.
III- No primeiro verso da música o autor compara o olhar da moça com o olhar agateado de um felino, dessa metáfora abstrai-se o comportamento noturno dos gatos.
IV - Ao comparar a moça à onça, o autor quer mostrar a força da sedução, a beleza deslumbrante do felino que pode ser fatal, pois deixa os seus nervos de aço no chão.
V- A palavra cio reflete o universo naturalista que não se deixa intimidar nas descrições da vida real.
Analisando as proposições acima é possível afirmar:
Em 2022 comemorou-se o centenário da Semana de Arte Moderna. A Semana de Arte Moderna foi o evento que deu visibilidade para uma das escolas literárias mais inovadoras e importantes da história da literatura brasileira, O Modernismo. Sobre a Semana de Arte Moderna analise as proposições abaixo:
1- Realizada no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna contou com a participação de vários artistas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
2- O evento provocou grandes e profundas transformações nas artes de nosso país – que, a partir daquele momento, romperiam definitivamente com a cultura europeizante ao propor o abrasileiramento nas artes plásticas, na música e na literatura.
3- Entre os organizadores da Semana, estavam Mário e Oswald de Andrade, que, posteriormente, ao lado de Manuel Bandeira (que não participou do evento), formaram a célebre tríade modernista.
4- Os artistas da Semana de Arte Moderna eram, em sua maioria, descendentes de famílias cafeeiras de São Paulo, em uma época que predominava a política do “Café com Leite” e por isso tinham grande influência nos assuntos sociais da sociedade.
São verdadeiras:
((todamateria.com.br)
Sobre as características Pré − Modernistas, marque a alternativa incorreta.
(GRIFFI, Beth. Literatura, gramática e redação. Vol.2. Unidade 4. Editora Moderna. S. Paulo. P.57.)
Nesse contexto, marque a alternativa com os versos que podem ser relacionados com melhor propriedade às características dos versos: "Minha terra tem palmeira/ onde canta o Sabiá/ As aves que aqui gorjeiam/ Não gorjeiam como lá".
(https://brasilescola.uol.com.br/literatura/ naturalismo-no-brasil.htm)
Analise os trechos de textos literários seguintes:
I."E, naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco".
II."CRESCI, e nisso é que a família não interveio; cresci naturalmente como crescem as magnólias e os gatos. Talvez os gatos sejam menos matreiros, e, com certeza, as magnólias são menos inquietas de que eu era na minha infância. Um poeta dizia que o menino é pai do homem. Se isto é verdade, vejamos alguns lineamentos do menino. Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de "menino diabo"; e verdadeiramente não era outra cousa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso".
III."Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas".
Marque aqueles que contêm características do trabalho literário de Aluísio de Azevedo.
(GRIFFI, Beth. Literatura, gramática e redação. Vol.2. Unidade 4. Editora Moderna. S. Paulo. P.191.)
Leia os versos seguintes e texto seguinte:
"Estranho mimo aquele vaso! Vi-o, / Casualmente, uma vez, de um perfumado // Contador sobre o mármor luzidio, / Entre um leque e o começo de um bordado. // Fino artista chinês, enamorado, / Nele pusera o coração doentio / Em rubras flores de um sutil lavrado, / Na tinta ardente, de um calor sombrio. //
Marque a característica parnasiana que se identifica nos versos apresentados.
(Simbolismo no Brasil - Toda Matéria (todamateria.com.br)
Sobre a estrofe do Simbolismo, marque a alternativa correta.
"Ah! Plangentes violões dormentes, mornos,
Soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
Bocas murmurejantes de lamento".
(todamateria.com.br))
Marque o nome do poeta e do poema apresentado na noite de 15 de fevereiro de 1922, segunda noite da Semana de Arte Moderna, causando revolta entre os participantes do evento.
(TUFANO, Douglas. Estudos de Língua e Literatura. Editora Moderna. Vol.1. São Paulo. Cap.23.)
Marque o que não se comprova no texto de Claudio Manuel da Costa.
Quem deixa o trato pastoril, amado
Pela ingrata, civil correspondência,
Ou desconhece o rosto da violência,
Ou do retiro a paz não tem provado.
Que bem é ver nos campos transladado
No gênio do pastor, o da inocência!
E que mal é no trato, e na aparência
Ver sempre o cortesão dissimulado!
Ali respira amor sinceridade;
Aqui sempre a traição seu rosto encobre;
Um só trata a mentira, outro a verdade.
Ali não há fortuna, que soçobre;
Aqui quanto se observa, é variedade:
Oh ventura do rico! Oh bem do pobre!
(Cláudio Manuel da Costa)
(...) (MAIA, João Domingues. Literatura, textos e técnicas. Ática. São Paulo. Cap.16. P.270.)
Leia o poema "Pecador contrito aos pés de Cristo crucificado" de Gregório de Matos.
Ofendi-vos, meu Deus, é bem verdade,
Verdade é, meu Senhor, que hei delinquido,
delinquido vos tenho, e ofendido,
ofendido vos tem minha maldade.
Maldade, que encaminha a vaidade,
Vaidade, que todo me há vencido,
Vencido quero ver-me e arrependido,
Arrependido a tanta enormidade.
Arrependido estou de coração,
De coração vos busco, dai-me abraços,
Abraços, que me rendem vossa luz.
Luz, que claro me mostra a salvação,
A salvação pretendo em tais braços,
Misericórdia, amor, Jesus, Jesus!
Sobre as características do poema, analise as assertivas:
I.O poema é um soneto, escrito com dois quartetos e dois tercetos, com rimas ABBA nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
II.O eu lírico inicia a construção dos versos amarrando-os através da repetição da última palavra de cada verso, no início do verso seguinte.
III.No soneto, percebemos dois momentos: um quando ele declara a sua culpa e se reconhece como um grande pecador; o outro momento, quando ele declara o arrependimento e busca a salvação.
IV.O termo "contrito" no título do sonete tem o mesmo sentido de "arrependido"; "delinquido " corresponde a " Ter errado".
Marque a opção de assertivas que demonstram análise correta.
A dor no peito emudecera ao menos / Se eu morresse amanhã!"
Estes versos contêm características do período literário brasileiro, identificado como:
Relacione as colunas referentes obras / autores românticos e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A) Teixeira e Sousa.
B) Joaquim Manuel de Macedo.
C) Manuel Antônio de Almeida.
D) Bernardo Guimarães.
E) Visconde de Taunay.
F) Franklin Távora.
G) José de Alencar.
Coluna II.
1- A Escrava Isaura.
2- O Cabeleira.
3- Memórias de um Sargento de Milícias.
4- Iracema.
5- A Moreninha.
6- Inocência.
7- O Filho do Pescador.
Falamos de:
Leia o texto e, a seguir, responda a questão.
LEMBRANÇA DE MORRER
Álvares de Azevedo
Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nenhuma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,
... Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como o desterro de minh’alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade... é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade... é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!
De meu pai... de meus únicos amigos,
Pouco - bem poucos... e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.
Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo...
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta - sonhou - e amou na vida.
Sombras do vale, noites da montanha
Que minha alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
Mas quando preludia ave d’aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos...
Deixai a lua pratear-me a lousa!
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/a-segundageracao-romantismo.htm1- Acesso em 10 ago. 2023.
Leia o texto e, a seguir, responda a questão.
LEMBRANÇA DE MORRER
Álvares de Azevedo
Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nenhuma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,
... Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como o desterro de minh’alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade... é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade... é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!
De meu pai... de meus únicos amigos,
Pouco - bem poucos... e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.
Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo...
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta - sonhou - e amou na vida.
Sombras do vale, noites da montanha
Que minha alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
Mas quando preludia ave d’aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos...
Deixai a lua pratear-me a lousa!
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/a-segundageracao-romantismo.htm1- Acesso em 10 ago. 2023.