Questões de Concurso
Sobre escolas literárias em literatura
Foram encontradas 1.431 questões
I. A primeira fase, conhecida como “Nacionalista”, é marcada por um forte sentimento de identidade nacional, com ênfase na natureza e nos aspectos culturais brasileiros.
II. A segunda fase, chamada de “Ultra-Romântica” ou “Byroniana”, é caracterizada por um tom mais sombrio e pessimista, com foco em temas como a morte, o amor não correspondido e a solidão.
III. A terceira fase, conhecida como “Condoreira” ou “Social”, apresenta uma poesia engajada socialmente, com destaque para questões como a abolição da escravatura e os direitos indígenas.
Com base nas afirmações acima, assinale a alternativa correta:
“Alguns meses depois, me matriculei no seminário de São José. Se eu pudesse quantificar as lágrimas que derramei na véspera e na manhã, superaria todas as lágrimas derramadas desde Adão e Eva. Há um certo exagero nisso; mas é bom ser enfático de vez em quando, para compensar este escrúpulo de precisão que me atormenta. No entanto, se eu me ater apenas à lembrança da sensação, não estou longe da verdade; aos quinze anos, tudo é infinito. De fato, por mais preparado que estivesse, sofri muito. Minha mãe também sofreu, mas sofreu com alma e coração; além disso, o Padre Cabral encontrou um meio-termo: testar minha vocação; se no final de dois anos, eu não mostrasse vocação eclesiástica, seguiria outra carreira.”
Identifique corretamente a escola literária à qual essa obra de Machado de Assis pertence.
I. Tinha como ideal interrogar o sentido da existência humana. Seus principais representantes foram os escritores José Régio, Miguel Torga, João Gaspar Simões, Adolfo Casais Monteiro e Branquinho da Fonseca.
II. O Orfismo defendeu a liberdade literária e rejeitou a ideia de que a arte pudesse submeter-se a quaisquer princípios que não os artísticos, livrando-se assim dos academicismos e do compromisso com uma literatura socialmente engajada.
III. O Orfismo apresentou uma nova poesia em que o homem e seu espanto de existir eram a principal temática. Houve uma ruptura com a literatura de feição simbolista e com a poesia de caráter histórico: o futuro, e apenas ele, interessava.
IV. Dessa geração, fortemente influenciada pelo romance regionalista brasileiro de 1930, destacam-se os escritores Alves Redol, Manuel da Fonseca, Afonso Ribeiro, Joaquim Namorado, Mário Dionísio, Vergílio Ferreira, Fernando Namora, Mário Braga e Soeiro Pereira Gomes.
V. Entre os principais representantes do Orfismo, estão Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Raul Leal, Luís de Montalvor e o brasileiro Ronald de Carvalho.
Julgue o item subsequente.
O período literário conhecido como Romantismo teve
início no Brasil em 1870. O sentimento de patriotismo
influenciou a primeira fase dessa escola literária, devido à
independência da colônia, em 1822. A principal
característica desse movimento literário é a
dramaticidade e o exagero.
Julgue o item subsequente.
A literatura brasileira está sendo produzida desde o ano
de 1500, quando Pero Vaz de Caminha escreveu uma
carta conhecida como "Carta a El-Rei Dom Manuel sobre
o achamento do Brasil". Desde então, várias obras foram
escritas em território nacional e possuem características
dos seguintes períodos ou estilos literários: quinhentismo,
barroco, arcadismo, romantismo, realismo, naturalismo,
parnasianismo, simbolismo, pré-modernismo,
modernismo e contemporaneidade.
Julgue o item subsequente.
A literatura barroca no Brasil teve início no ano de 1601 e
se estendeu até a segunda metade do século XVIII. Ela foi
marcada pelas características da Literatura catequética,
nas quais os poemas e peças teatrais visavam à
catequização dos povos indígenas brasileiros.
No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
O poema acima, intitulado No meio do caminho, foi escrito por ____________________, representante do _____________ brasileiro.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.
TEXTO 4
Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados
ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.
TEXTO 5
Poema autobiográfico
Quando eu nasci meu
pai batia sola
minha mãe pisava milho no pilão
para o angu das manhãs.
Eu sou um trabalhador
Ouvi o ritmo das caldeiras...
Obedeci ao chamado das sirenes...
Morei num mocambo do “Bode”
e hoje moro num barraco na Saúde...
Não mudei nada...
TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.
TEXTO 6
Mestre Amaro
A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.
TEXTO 4
Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados
ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.
TEXTO 5
Poema autobiográfico
Quando eu nasci meu
pai batia sola
minha mãe pisava milho no pilão
para o angu das manhãs.
Eu sou um trabalhador
Ouvi o ritmo das caldeiras...
Obedeci ao chamado das sirenes...
Morei num mocambo do “Bode”
e hoje moro num barraco na Saúde...
Não mudei nada...
TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.
TEXTO 6
Mestre Amaro
A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.
TEXTO 4
Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados
ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.
TEXTO 5
Poema autobiográfico
Quando eu nasci meu
pai batia sola
minha mãe pisava milho no pilão
para o angu das manhãs.
Eu sou um trabalhador
Ouvi o ritmo das caldeiras...
Obedeci ao chamado das sirenes...
Morei num mocambo do “Bode”
e hoje moro num barraco na Saúde...
Não mudei nada...
TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.
TEXTO 6
Mestre Amaro
A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.
TEXTO 4
Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados
ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.
TEXTO 5
Poema autobiográfico
Quando eu nasci meu
pai batia sola
minha mãe pisava milho no pilão
para o angu das manhãs.
Eu sou um trabalhador
Ouvi o ritmo das caldeiras...
Obedeci ao chamado das sirenes...
Morei num mocambo do “Bode”
e hoje moro num barraco na Saúde...
Não mudei nada...
TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.
TEXTO 6
Mestre Amaro
A questão é baseada nos textos 1, 2 e 3.
TEXTO 1
Fios de ouro
Quando Halima, a suave, desembarcou nas águas marítimas brasileiras, em 1852, a idade dela era de 12 anos. Da aldeia dela parece que só Halima sobreviveu em um tempo de viagem que durou quase dois meses. Das lembranças da travessia, Halima conseguia falar pouco. Séculos depois, pedaços de relatos viriam compor uma memória esgarçada, que seus descendentes recontam como histórias de família. E eu que chamo Halima, trago em meu nome, a lembrança daquela que na linhagem familiar materna, foi a mãe de minha tataravó.
Assim reconto a história de Halima:
Halima em solo africano, lugar impreciso por falta de informações históricas, portanto vazios de nossa história e de nossa memória, pertencia a um clã, em que um dos signos de beleza de um corpo era o cabelo. A arte de tecer cabelos era exercida por mulheres mais velhas que imprimiam aos penteados as regras sociais do grupo. [...]
EVARISTO, Conceição. Histórias de leves enganos e parecenças. Rio de Janeiro: Malê, 2017. p.49.
TEXTO 2
Contadora de histórias
Venha, minha avó
Traga sua memória
Vamos relembrar
Pegadas de nossa história
Solte a fumaça da cultura
Pelo cachimbo do saber
Fale para nossas crianças
Das lutas que tivemos que viver
Sentimos o genocídio
Atravessadas
Pela espada da opressão
Estupro, morte, invasão
Tem sangue das parentas pelo chão
Estamos em guerra
Mas nossa caminhada não se encerra
Porque sempre terá quem conte uma história
Narrando cenas de dor e de glória
Sob a fumaça da memória
KAMBEBA, Márcia Wayna. De almas e águas kunhãs. São Paulo: Jandaíra, 2023. p.157.
TEXTO 3
A questão é baseada nos textos 1, 2 e 3.
TEXTO 1
Fios de ouro
Quando Halima, a suave, desembarcou nas águas marítimas brasileiras, em 1852, a idade dela era de 12 anos. Da aldeia dela parece que só Halima sobreviveu em um tempo de viagem que durou quase dois meses. Das lembranças da travessia, Halima conseguia falar pouco. Séculos depois, pedaços de relatos viriam compor uma memória esgarçada, que seus descendentes recontam como histórias de família. E eu que chamo Halima, trago em meu nome, a lembrança daquela que na linhagem familiar materna, foi a mãe de minha tataravó.
Assim reconto a história de Halima:
Halima em solo africano, lugar impreciso por falta de informações históricas, portanto vazios de nossa história e de nossa memória, pertencia a um clã, em que um dos signos de beleza de um corpo era o cabelo. A arte de tecer cabelos era exercida por mulheres mais velhas que imprimiam aos penteados as regras sociais do grupo. [...]
EVARISTO, Conceição. Histórias de leves enganos e parecenças. Rio de Janeiro: Malê, 2017. p.49.
TEXTO 2
Contadora de histórias
Venha, minha avó
Traga sua memória
Vamos relembrar
Pegadas de nossa história
Solte a fumaça da cultura
Pelo cachimbo do saber
Fale para nossas crianças
Das lutas que tivemos que viver
Sentimos o genocídio
Atravessadas
Pela espada da opressão
Estupro, morte, invasão
Tem sangue das parentas pelo chão
Estamos em guerra
Mas nossa caminhada não se encerra
Porque sempre terá quem conte uma história
Narrando cenas de dor e de glória
Sob a fumaça da memória
KAMBEBA, Márcia Wayna. De almas e águas kunhãs. São Paulo: Jandaíra, 2023. p.157.
TEXTO 3
A questão é baseada nos textos 1, 2 e 3.
TEXTO 1
Fios de ouro
Quando Halima, a suave, desembarcou nas águas marítimas brasileiras, em 1852, a idade dela era de 12 anos. Da aldeia dela parece que só Halima sobreviveu em um tempo de viagem que durou quase dois meses. Das lembranças da travessia, Halima conseguia falar pouco. Séculos depois, pedaços de relatos viriam compor uma memória esgarçada, que seus descendentes recontam como histórias de família. E eu que chamo Halima, trago em meu nome, a lembrança daquela que na linhagem familiar materna, foi a mãe de minha tataravó.
Assim reconto a história de Halima:
Halima em solo africano, lugar impreciso por falta de informações históricas, portanto vazios de nossa história e de nossa memória, pertencia a um clã, em que um dos signos de beleza de um corpo era o cabelo. A arte de tecer cabelos era exercida por mulheres mais velhas que imprimiam aos penteados as regras sociais do grupo. [...]
EVARISTO, Conceição. Histórias de leves enganos e parecenças. Rio de Janeiro: Malê, 2017. p.49.
TEXTO 2
Contadora de histórias
Venha, minha avó
Traga sua memória
Vamos relembrar
Pegadas de nossa história
Solte a fumaça da cultura
Pelo cachimbo do saber
Fale para nossas crianças
Das lutas que tivemos que viver
Sentimos o genocídio
Atravessadas
Pela espada da opressão
Estupro, morte, invasão
Tem sangue das parentas pelo chão
Estamos em guerra
Mas nossa caminhada não se encerra
Porque sempre terá quem conte uma história
Narrando cenas de dor e de glória
Sob a fumaça da memória
KAMBEBA, Márcia Wayna. De almas e águas kunhãs. São Paulo: Jandaíra, 2023. p.157.
TEXTO 3
Nesse contexto, produções contemporâneas têm assinalado a importância das memórias na reconfiguração do atual cenário cultural. O papel desempenhado pela literatura nesse processo aparece indicado, nos textos 1 e 2, por um tratamento literário da memória que se caracteriza pela