Questões de Concurso
Sobre escolas literárias em literatura
Foram encontradas 1.417 questões
“E tudo nela repugnava a Ruth: a estupidez, a humildade, a cor, a forma, o cheiro; mas percebera que também ali havia uma alma e sofrimento, e então, com lágrimas nos olhos, perguntava a Deus, ao grande Pai misericordioso, por que a criara, a ela, tão branca e tão bonita, e fizera com o mesmo sopro aquela carne de trevas, aquele corpo feio da Sancha imunda? Que reparasse aquela injustiça e alegrasse em felicidade perfeita o coração da negra.”
ALMEIDA, Júlia Lopes de. A Falência. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2019. p. 200.
Com base na leitura integral do livro de Júlia Lopes de Almeida e do fragmento destacado acima, assinale a alternativa correta.
— Silêncio, moços! acabai com essas cantilenas horríveis! Não vedes que as mulheres dormem ébrias, macilentas como defuntos? Não sentis que o sono da embriaguez pesa negro naquelas pálpebras onde a beleza cinzelou os olhares da volúpia? — Cala-te, Johann! Enquanto as mulheres dormem e Arnold-o-loiro cambaleia e adormece murmurando as canções de orgia de Tieck, que música mais bela que o alarido da saturnal? Quando as nuvens correm negras no céu, como um bando de corvos errantes, e a lua desmaia, como a luz de uma lâmpada sobre a alvura de uma beleza que dorme, que melhor noite que a passada ao reflexo das taças?
AZEVEDO, Álvares de. Noite na Taverna. Lisboa: Tipografia de J.H. Verde, 1878, p. 1.
Em relação às histórias envolvendo os três personagens mencionados na abertura de Noite na Taverna, assinale a alternativa correta.
(Disponível em: https://curtlink.com/npZz3. Adaptado)
Alguns dos períodos de nossa literatura, em ordem cronológica, são:
I. A primeira geração, denominada nacionalista, tem o amor impossível e a religiosidade como alguns de seus temas. II. A dúvida e a infância são algumas temáticas da geração denominada “mal do século”. III. A terceira geração, denominada condoreira, pautou-se tão somente na denúncia da escravidão.
Está(ão) CORRETO(S):
Julgue o item que se segue.
As primeiras escolas literárias tiveram início no Brasil
durante o século XVI e são divididas em dois grandes
momentos: a Era Colonial e a Era Nacional. Umas das
escolas literárias, o Barroco, é um estilo de época
marcado por uma arte rebuscada e uma linguagem
singular e mais refinada. Sendo uma contradição ao
romantismo, o Barroco busca retratar a realidade dos
fatos sem enfeites e possibilidades. Os poetas deixam de
lado a emoção e a própria interpretação sobre os fatos,
analisando de uma maneira mais imparcial, sendo a
estética muito valorizada nessa escola.
Assinale a alternativa que apresenta o autor e a obra que provocaram a reflexão da análise acima no tocante à tentativa de compreender o Brasil e sua identidade.
Leia o poema a seguir, de Oswald de Andrade, a respeito do Movimento Modernista brasileiro e analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
( ) Através do uso da ironia, o eu lírico reverencia a colonização europeia no Brasil.
( ) O poema, por sua extensão, pode ser chamado de poema-pílula, uma construção típica do autor.
( ) O poema apresenta a figura do indígena como herói nacional, assim como os autores Românticos o fizeram.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Sobre o movimento modernista de 1922, podemos afirmar que:
I - através da análise dos diferentes manifestos produzidos por ele, podemos identificar duas posturas nacionalistas diferentes entre os artistas modernistas: de um lado, um nacionalismo crítico, consciente das contradições sociais e culturais do país, e de outro um nacionalismo ufanista, utópico, de exaltação de valores nacionais idealizados.
II - o movimento modernista, na busca de uma Arte que representasse genuinamente a identidade nacional e em oposição à cultura europeizante que dominava as tendências artísticas brasileiras na época, rechaçaram completamente toda a produção artística das vanguardas europeias e se negaram veementemente a qualquer influência de artistas europeus.
III - a influência das vanguardas europeias é determinante para o Movimento Modernista brasileiro que, como aquelas, possuía um caráter de ruptura em relação aos padrões estéticos vigentes, tanto em relação a técnicas como a princípios.
IV - a Semana de Arte Moderna de 1922, considerada por muitos estudiosos da Arte e da Literatura como um divisor de águas, obteve grande repercussão nos jornais da época, além de provocar um debate acalorado na crítica, dividida entre aqueles que apoiavam as inovações do grupo e aqueles que mantinham sua defesa dos ideais clássicos do Parnasianismo.
Estão CORRETAS as afirmações:
A esse contexto, pode-se relacionar a expressão do pensamento de Bakhtin sobre a literatura infantil, abordando que:
I.A literatura infantil é um instrumento pedagógico motivador e desafiador.
II.A literatura infantil é capaz de transformar o indivíduo em um sujeito ativo, responsável pela sua aprendizagem, que sabe compreender o contexto em que vive e modificá-lo de acordo com a sua necessidade.
III.A literatura infantil, para cumprir seus propósitos, precisa de leitores comprometidos com a leitura infantil incentivada pela família desde a idade mais tenra.
IV.As atividades pedagógicas centradas na literatura infantil impõem recursos audiovisuais, com vistas a incentivar a participação dos alunos.
Marque a alternativa com as assertivas coerentes com o conteúdo enunciado.
Texto III
Presa do ódio
(Cruz e Souza)
Da tua alma na funda galeria
Descendo às vezes, eu às vezes sinto
Que como o mais feroz lobo faminto
Teu ódio baixa de alcateia espia.
Do desespero a noite cava e fria,
De boêmias vis o pérfido absinto
Pôs no teu ser um negro labirinto,
Desencadeou sinistra ventania.
Desencadeou a ventania rouca,
Surda, tremenda, desvairada, louca,
Que a tua alma abalou de lado a lado,
Que te inflamou de cóleras supremas
E deixou-te nas trágicas algemas
Do teu ódio sangrento acorrentado!
Presa do ódio (Cruz e Souza)
Da tua alma na funda galeria Descendo às vezes, eu às vezes sinto Que como o mais feroz lobo faminto Teu ódio baixa de alcateia espia.
Do desespero a noite cava e fria, De boêmias vis o pérfido absinto Pôs no teu ser um negro labirinto, Desencadeou sinistra ventania.
Desencadeou a ventania rouca, Surda, tremenda, desvairada, louca, Que a tua alma abalou de lado a lado,
Que te inflamou de cóleras supremas E deixou-te nas trágicas algemas Do teu ódio sangrento acorrentado!
O texto III é uma obra do Simbolismo Nacional e, a partir de uma leitura atenta, é possível afirmar que o sujeito poético ______. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
“Foi de fato uma transformação cheia de modernidade, que pôs em xeque o idealismo romântico e as explicações religiosas, questionando a legitimidade das oligarquias, propondo explicações científicas e interpretações de cunho relativista e comparativo, inclusive pela mudança profunda nos estudos de Direito, que formavam o centro da cultura acadêmica. Geralmente republicanos, abolicionistas e alguns deles até próximos do socialismo, esses intelectuais questionaram os fundamentos tradicionais da sociedade brasileira, como a monarquia, a religião, as hierarquias do privilégio, procurando explicações nas forças do meio e da raça, considerados então fatores que permitiam conhecer cientificamente os produtos da cultura.”
CANDIDO, Antonio. Iniciação à literatura brasileira. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2007.
Em se tratando de literatura, a escola a que o excerto acima faz referência é o:
O leitor perceberá que me coloquei deliberadamente no ângulo dos nossos primeiros românticos e dos críticos estrangeiros que, antes deles, localizaram na fase arcádica o início da nossa verdadeira literatura, graças à manifestação de temas, notadamente o Indianismo, que dominarão a produção oitocentista. Esses críticos conceberam a literatura do Brasil como expressão da realidade local, e ao mesmo tempo, elemento positivo na construção nacional. (CANDIDO, 1959, p. 25).
O excerto aborda a relação entre sociedade e literatura no processo de formação de um ideal de nação, a partir da construção de um imaginário sobre o que é o país e o que é o brasileiro. Acerca da Literatura produzida no século XIX e do seu impacto na formação da ideia que se tem de nação e do imaginário nacionalista, é correto afirmar: