Questões de Concurso
Sobre tipos de gramática – normativa, funcional, descritiva e gerativa em linguística
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“Abstrato designa noção, ação, estado e qualidade. Desde que considerados como seres.”
Tendo por base os tipos de gramática, o conceito apresentado se refere, fundamentalmente, à
Identify the sentences as NOMINAL or VERBAL:
I.Yesterday I had a terrible day.
II.How big it is!
Preencha os espaços de acordo com o que se pede, considerando-se as diferentes correntes de pensamento linguístico, bases para o ensino de língua portuguesa na perspectiva de Mussalim e Bentes (2007). Em seguida, responda o que se pede:
De acordo com a abordagem ____________, a sintaxe deve ser vista enquanto objeto autônomo, isto é, a ênfase no ensino se concentra na estrutura linguística, em detrimento das relações entre língua e contexto; já para a abordagem _______________, o contexto se sobrepõe à estrutura gramatical, isto é, as necessidades comunicativas, típicas da dinâmica social, transcendem à mera estrutura gramatical.
Na sequência, o preenchimento CORRETO das lacunas está na alternativa:
(1) Gramática comparativa (2) Gramática descritiva (3) Gramática gerativa (4) Gramática histórica (5) Gramática prescritiva
(___) Corresponde à descrição de uma língua a qual utiliza regras formalizadas, que constituem um conjunto de instruções inteiramente explícitas, aplicáveis mecanicamente e capazes de gerar todas as frases gramaticais de uma língua e nenhuma agramatical.
(___) Trata-se de uma gramática sincrônica de uma língua, feita no modelo da gramática tradicional. (___) Seu objetivo é estabelecer normas de uso de uma língua e determinar aquilo que não se deve usar, tomando como parâmetro a variante linguística das pessoas cultas e dos bons escritores. (___) Coteja duas ou mais línguas ou dois estágios de uma mesma língua, confrontando suas estruturas fonéticas e morfológicas. (___) Representa o estudo das mudanças sucessivas dos sistemas (fonético, morfológico, gramatical) de uma língua.
Segundo essa visão, o contexto de produção do ato comunicativo não exerce nenhum tipo de influência na linguagem, pois:
Assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do texto:
O ato de ler
[...] A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado – e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo.
Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavramundo”.
A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia – e até onde não sou traído pela memória –, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, recrio, e revivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.
A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe –, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto – em cuja percepção rio experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber – se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.
(FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23. ed. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989. Fragmento.)
Nas atuais diretrizes referentes ao ensino de língua portuguesa, o texto emerge como um elemento auxiliar que o professor pode utilizar para o ensino de regras e de padrões gramaticais.
Ao introduzir as classes das palavras e as categorias gramaticais, Evanildo Bechara explica que, quase sempre, a gramática engloba, numa mesma relação, palavras que pertencem a grupos distintos: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Segue o linguista afirmando que um exame atento mostrará que a relação junta palavras de natureza e funcionalidade bem diferentes, com base em critérios categoriais, morfológicos e sintáticos misturados – e que os elementos que as diferenciam são os diversos significados que lhes são próprios.
Dentre os significados elucidados por Bechara, é correto afirmar que o
“O conceito de ______________________________, desenvolvido por William Labov, expandiu e redefiniu a noção de opcionalidade da linguística gerativa para incluir restrições linguísticas e sociais em sua natureza variável.”
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.




A partir dessas reflexões e de acordo com alguns autores, analise as afirmativas abaixo e marque V, para as verdadeiras, e F, para as falsas.
( ) Othon Garcia (2006) indica que, ao preocupar-se somente com aspectos de correção gramatical no ensino da língua, deixa-se de lado importantes aspectos de construção textual que instrumentalizam os jovens a pensarem com clareza e objetividade, expressando-se, assim, de forma mais eficaz. ( ) Celso Cunha e Lindley Cintra (2006) afirmam que, assim como o comportamento social é regulado por normas, os usos linguísticos também o são, embora de forma mais complexa e coercitiva. Sendo assim, o uso correto do idioma deve acompanhar as exigências da comunidade linguística a que pertence o indivíduo. ( ) Othon Garcia (2006) associa a inteligibilidade de um enunciado exclusivamente à construção gramatical correta segundo a norma. Para o autor, a não observância da gramaticalidade resulta em enunciados que dificilmente seriam compreendidos fora do seu contexto, prejudicando a autossuficiência da comunicação escrita. ( ) Magda Soares (2010) menciona que o fracasso da escola brasileira na alfabetização de crianças das camadas populares deve-se, também, ao fato de que a escola desconsiderou durante décadas as variedades linguísticas dessa população, tratandoas como erro e não as incorporando ao processo de alfabetização.
A sequência correta, de cima para baixo, é




Bagno afirma em seu texto que “a língua está sempre em processo de transformação, e isso é inevitável, é da própria natureza das línguas: uma língua, enquanto tiver falantes que a mantenham viva, está sempre mudando” (linhas 25-27). Na bibliografia indicada, observamos diferentes concepções de língua que levam em conta ou não a variação linguística.
Sobre esse tema, analise as afirmativas:
I. Cegalla (2008) reconhece que os sistemas linguísticos são mutáveis, sujeitos à ação da passagem do tempo e ao uso em diferentes espaços geográficos. Assim, define que a gramática normativa traga a língua conforme seja falada em determinado momento evolutivo.
II. Para Marcuschi (2012), a língua é uma prática sociointerativa, histórica e cognitivamente embasada. Tal perspectiva não ignora que a língua seja um sistema simbólico e a entende como uma atividade de interação social que acontece em contextos comunicativos historicamente situados.
III. Marcuschi (2012) afirma que, para o ensino de língua portuguesa em uma perspectiva atual, é preciso entender que a língua é variada e variável, prevendo que há heterogeneidade na comunidade linguística, nos estilos e registros de uma língua e no próprio sistema linguístico.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

VERÍSSIMO, L. F. In OLIVEIRA, J. et alii. Análise estilística do texto “Gigolô das Palavras”, de Luís Fernando Veríssimo. Soletras,
ano VII, n. 14. São Gonçalo: UERJ, jul/dez 2007, p. 94-95.
I- a multiplicidade de linguagens e a diversidade cultural existentes instauram a possibilidade de processos criativos de produção de linguagens e ampliam os objetos de conhecimento aos quais professores e estudantes devem se envolver. II- as práticas de linguagens cotidianas demarcam outro status ao processo educativo que vão além da valorização de aspectos culturais diversos, mas da busca de estabelecer a interlocução entre saberes de diferentes esferas de atividades da linguagem. III- os repertórios culturais amplos e apropriados ao conjunto de contextos sociais evocam as experiências significativas para a produção colaborativa em que as tecnologias têm largamente contribuído para ampliar e modificar os letramentos.
Está CORRETO o que se afirma em:
I- A Gramática (do grego: ypauuatlk´n, transl. grammatiké, feminino substantivado de grammatikós) é um grande conjunto de regras e estudos, classificados em diversos tipos. A que designa o caráter prescritivo da língua, que impõe as regras e o padrão a ser seguido, nós a chamamos de Gramática Normativa. II- Dentro da Gramática Normativa temos a Morfologia (morfo = forma, logia = estudo), parte que estuda as classes de palavras, ou seja, o estudo da forma da palavra. III- Na Morfologia, portanto, não estudamos as relações entre as palavras, o, contexto de comunicação em que estão inseridas ou outros fatores que podem influenciá-las, mas somente a forma da palavra, o que de fato ela é.
Está correto o que se afirma em:
No que diz respeito aos diferentes conceitos de gramática, analise os itens a seguir.
I. Para a gramática ________________, as regras operaram como obrigações a serem seguidas a rigor e, por esse motivo, tudo aquilo que foge à norma de prestígio seria reprovado, taxado como um erro. Temos aí uma perspectiva de língua em que a modalidade culta deve servir de referência a todo custo, desconsiderando-se assim, as demais variedades. II. A gramática _______________, por sua vez, segundo o autor, formula regras mediante a observação da realidade da língua, sem atribuir valor a uma variedade linguística ou outra. Por levar em consideração o fator de variação na língua, são considerados erros apenas as construções que não integram nenhum dialeto, que sejam, portanto, agramaticais (inexistentes) na língua. III. Na gramática ______________, o conhecimento sistemático que o falante tem da língua expressa suas regras de uso, sem apresentar nenhuma preocupação de cunho valorativo. Portanto, nesse caso, erros aconteceriam somente quando o falante acionasse hipóteses que foram interiorizadas de maneira equivocada.
Assinale a opção CORRETA que completa as lacunas dos itens respectivamente.