Questões de Concurso Sobre fundamentos da linguística em linguística

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Q4285595 Linguística
Leia a tirinha da Mafalda a seguir e, posteriormente, analise afirmativas apresentadas. 
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I. A pragmática foca no significado codificado, literal e proposicional das sentenças, independentemente do contexto de uso;
II. A semântica estuda o sentido da linguagem em uso, considerando as intenções dos falantes, o contexto social e as implicaturas (o que é dito nas entrelinhas);
III. No último quadrinho, quando Mafalda diz "Não vamos fazer absolutamente nada", o significado semântico refere-se à ausência total de ação ou atividade por parte do grupo.
IV. Quando Mafalda afirma que não farão "absolutamente nada", pragmaticamente, ela não está apenas descrevendo uma falta de atividade; ela está realizando a brincadeira. O "não fazer nada" é, ironicamente, a própria ação de governar dentro do jogo proposto.
Após analisar as afirmativas, conclui-se que: 
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Q4282305 Linguística
No estudo das relações entre linguagem e produção de sentidos, determinados elementos linguísticos assumem significado em função da situação de enunciação em que são empregados, dependendo de informações como tempo, espaço e participantes do discurso. Esses elementos correspondem  
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Q4282304 Linguística
No estudo da variação linguística, diferentes usos da língua podem ser associados a fatores históricos, sociais, regionais e situacionais, sem que isso implique ausência de organização ou funcionamento linguístico, devendo a variação da língua ser compreendida como
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Q4279595 Linguística
A variação linguística reflete a diversidade de usos da língua em diferentes contextos históricos, sociais e geográficos. Longe de representar desvios do sistema linguístico, as variedades expressam fatores culturais, identitários e comunicativos, constituindo objeto de estudo da Sociolinguística e da Linguística Histórica (BORTONI-RICARDO, 2004).
Com base nos conceitos de variação linguística, assinale a alternativa CORRETA. 
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Q4278310 Linguística
Reportando-se à Língua, coloque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa devida.
( ) A língua de um país, (frequentemente chamada de idioma), é o sistema de comunicação verbal e escrita adotado por uma nação. Ela funciona como um dos pilares mais importantes da identidade cultural, política e social de um povo.
( ) Para entender o conceito de Língua, ele é geralmente dividido em duas categorias jurídicas e sociais distintas: Língua Oficial e Língua Nacional.
( ) Língua Oficial: É o idioma definido por lei, (na Constituição ou em estatutos legais), para ser usado nas repartições governamentais, na educação pública, no sistema judiciário e em documentos oficiais. É a língua que o Estado utiliza para se comunicar com seus cidadãos.
( ) Língua Nacional: Representa a língua que simboliza a identidade cultural e a herança histórica de uma nação. Geralmente é a língua nativa falada pela maioria da população do país. 
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Q4277679 Linguística
Referindo-se à linguagem, língua e fala, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa devida.
( ) Toda língua é um produto social histórico.
( ) A língua de um povo é o conjunto de palavras que formam o seu léxico e de regras de combinação dessas palavras.
( ) A fala é a ação comunicativa, oral ou escrita.
( ) A fala é o ato por meio do qual o indivíduo exterioriza seu discurso, com o objetivo de comunicar-se. 
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Q4275690 Linguística
Considere el siguiente texto para la cuestión que sigue, e identifique la afirmación incorrecta.

"Se estima que en Brasil se hablan más de 250 lenguas, incluyendo 180 lenguas indígenas, lenguas de inmigrantes, lenguas de señas (LIBRAS), criollas y lenguas afrobrasileñas (BRASIL, 2007; 2010; 2010a). Esta realidad ha sido ampliamente debatida por diversos investigadores brasileños, como Morello y Oliveira, quienes defienden la educación lingüística como un derecho ciudadano, concibiendo las lenguas no solo como vehículos de integración, sino también como patrimonio cultural e histórico. Dada la frontera de Brasil con 10 países (Argentina, Bolivia, Colombia, Paraguay, Perú, Uruguay, Venezuela, Guyana y Surinam), esta realidad multilingüe se desarrolla dentro del contexto latinoamericano más amplio, donde se producen y coexisten otras situaciones de contacto lingüístico, además de las relaciones e intersecciones culturales.” 

Fuente: Ana Lucia Pederzolli Cavalheiro Recuero. O espanhol em contato nas fronteiras sul-americanas. Disponible en https://institucional. ufpel.edu.br/projetos/id/p8343. Publicado el 1er de mayo de 2019. Acceso el 3 de mayo de 2026. (Original en Lengua Portuguesa. Traducido a la Lengua Española para esta evaluación).
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Q4275687 Linguística
La Asociación de Academias de la Lengua Española (ASALE) y la Real Academia Española (RAE) definen reglas y normas de la Lengua Española. Por un lado, esas instituciones cuidan de la integridad y de la expansión del idioma. Por otro lado, en nombre de la unidad, ignoran la diversidad dialectal. De ese modo, crean un estándar artificial. Considerando la actuación de dichas instituciones y los conceptos diacronía y sincronía aplicados a la Lengua Española, marque la alternativa que presenta un análisis correcto sobre la dinámica del idioma.

Fuente: CASTEDO, Tatiana Maranhão. Um estudo sociolinguístico sobre o pronome vos em Santa Cruz de la Sierra. XVII Congreso Internacional Asociación de Lingüística y Filología de América Latina (ALFAL 2014), João Pessoa. Disponible en https://www.mundoalfal.org/ CDAnaisXVII/trabalhos/R0290-2.pdf. Acceso el 3 de mayo de 2026. (Original en Lengua Portuguesa. Traducido a la Lengua Española para esta evaluación).
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Q4274938 Linguística
Em análise articulatória das consoantes fricativas do português, o grau de vozeamento permite distinguir segmentos produzidos com ou sem vibração das cordas vocais. A oposição entre [f] e [v] é corretamente descrita em:
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Q4274927 Linguística

Imagem associada para resolução da questão

Português V: volume 1. Rio de Janeiro: Fundação

Cecierj, 2015, p. 42. Disponível em

<https://canal.cecierj.edu.br/recurso/17163>


Em uma análise fonético-fonológica de segmentos consonantais, a oposição entre sons surdos e sonoros pode ser relacionada ao comportamento das cordas vocais. A leitura adequada da imagem permite afirmar que:

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Q4272911 Linguística
Analice las aserciones a continuación y la relación propuesta entre ellas.

I.El español es una lengua románica.
PORQUE
II.El español evolucionó del latín llevado a la península ibérica.

Respecto de esas aserciones, señale la alternativa correcta:
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Q4259945 Linguística
Pesquisas linguísticas sobre as línguas de sinais demonstram que essas línguas apresentam níveis de complexidade e expressividade
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Q4254786 Linguística
Com base no conceito de “Discurso como prática social” e nas ideias de Bakhtin, como a língua deve ser concebida?
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Q4254775 Linguística
Sobre os termos “Língua Estrangeira” (LE) e “Segunda Língua” (L2), assinale a alternativa correta.
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Q4252885 Linguística
Sobre o processo de aquisição e desenvolvimento do português brasileiro, analise as assertivas a seguir:

I. Ocorre de forma gradativa. II. Ocorre de forma linear. III. Apresenta variantes individuais.

Quais estão INCORRETAS?
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Q4252884 Linguística
 Como se chama a sequência consonantal que inicia a sílaba e que pode ser simples, quando formada por uma única consoante, ou complexa/ramificada, quando formada por mais de uma consoante?
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Q4252883 Linguística
Como se chama o constituinte silábico que vem depois do onset e é composto pelo núcleo e a coda da sílaba?
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Q4247845 Linguística

A língua não é uma nomenclatura, que se opõe a uma realidade pré-categorizada, ela é que classifica a realidade. No léxico, percebe-se, de maneira mais imediata, o fato de que a língua condensa as experiências de um dado povo. 


FIORIN, J. L. Língua, modernidade e tradição. Diversitas, n. 2, 2014.


O trecho enfatiza uma concepção de ensino de Língua Portuguesa segundo a qual o professor, em suas aulas e avaliações, deve valorizar, prioritariamente,

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Q4247831 Linguística

Os gêneros do discurso organizam a nossa fala da mesma maneira que a organizam as formas gramaticais (sintáticas). Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir-lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão aproximada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim, ou seja, desde o início, somos sensíveis ao todo discursivo que, em seguida, no processo da fala, evidenciará suas diferenciações.


BAKHTIN, M. e VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2004.


De acordo com a passagem, a organização da linguagem por meio de gêneros do discurso contribui para um pensamento linguístico  

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Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: AL-CE Prova: IDECAN - 2026 - AL-CE - Técnico Legislativo |
Q4246133 Linguística
Justiça e vingança

        No escritor romano Tácito, nós encontramos a possível origem de uma ideia que seria repetida por muitos pensadores moralistas e pessimistas: Os homens apressam-se mais a retribuir um dano do que um benefício, porque a gratidão é um peso e a vingança, um prazer. Ofensas perdoadas (como em Os Miseráveis, de Victor Hugo) ou causadoras de toda a trama (como na telenovela Avenida Brasil) trazem à tona nosso melhor e nosso pior. Em qualquer enredo, o momento em que a sofrida mocinha, que vinha suportando barbaridades desde o primeiro capítulo da novela, finalmente ergue um olhar de rebeldia e esbofeteia a vilã registra pico máximo de audiência. Sim, da Roma de Tácito à França de La Rochefoucauld, vingar-se é um prazer. Se o deleite puder ser envolvido na sua máscara mais frequente, a justiça, chegamos ao nirvana absoluto das delícias humanas. Buscar justiça é mais edificante do que buscar vingança. Nosso demônio interno adora usar a espada do anjo da justiça. A lei de Talião está nas fibras profundas da nossa existência. A vendeta épica, como no filme argentino O Segredo dos Seus Olhos (Juan Jose Campanella, 2009), é pouco acessível aos mortais como nós. O custo de uma vingança tão extraordinária como a descrita no filme é o uso de todo o tempo de vida. Tal obsessão implica um ódio e uma memória muito especiais. Poucas pessoas querem pagar o preço enorme da vingança total. Quando conseguem, formam a narrativa de O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas.

        Como não somos santos generosos e extraordinários com o poder de perdão do Monsenhor Bienvenu da já citada obra romântica francesa, também não teremos vinganças dignas de enredos comoventes. Quase todos somos medíocres no amor e nos ódios. Restam-nos as pequenas vinganças... Não tendo acesso ao elenco principal, nosso papel coadjuvante tem sido bem elaborado. Nosso dia a dia é tomado por microprazeres do “olho por olho e dente por dente”.

Recordo-me de uma história narrada por uma grande amiga. Casada com um homem muito incisivo (amo eufemismos), descreveu um episódio de vida turística com o consorte. Estando em Nova York, ela presenciou a compra, e como ele pagou in cash. A responsável, zelosa e cumpridora de uma norma superior, pegou cada nota e a examinou com um pudor único. Olhou contra a luz uma a uma, apalpou, passou o dedo exigente sobre as microrranhuras do meio circulante para, enfim, encerrar o ritual da probidade com uma caneta capaz de eliminar as últimas dúvidas.

        O marido em questão, em vez de reclamar imediatamente como estava habituado, assumiu uma posição cordata e silenciosa que trouxe estranheza à esposa, sabedora do seu gênio querelante. Ele sorria. Por que um homem demarcador rígido de espaços sorria diante da desconfiança indireta que lhe era imputada? Obviamente porque já antecipava sua vingança, sua pequena guerrilha de contra-ataque ao ato indigno de pública dúvida sobre sua honestidade.

        A quantidade de fregueses à espera era grande na loja no coração de Manhattan. A fila, como muitos sabem, é um valor superior a Deus e à pátria nos Estados Unidos. Terminado o exame inquisitivo, aprovadas todas as cédulas entregues, a mulher deu a ele algumas pequenas notas de dólar como troco. Ele agradeceu, educado como uma moça pudica do velho Sacré-Coeur, e, de maneira teatral, passou a realizar exames no troco que excediam, largamente, o procedimento da funcionária. Cada nota foi apalpada, cheirada e sentida como se nelas residissem as verdades mais sublimes do Altíssimo. Depois, com o ar tranquilo de um monge do Himalaia, pediu a caneta verificadora e passou dezenas de traços em cada nota, exarando com vagar o veredicto final sobre a reta procedência do valor. Checou as imagens, colocou contra a luz e olhou com ponderação minuciosa.

        Durante o angustiante procedimento, ele ficava elogiando o cuidado da caixa, dizendo que, de fato, nunca se pode confiar, que ela fazia bem, que era assim mesmo que se evitavam fraudes. Falava em voz alta e louvava a atenção extrema do estabelecimento, paralisando uma possível reação dela com profusos elogios. Finda a liturgia da vingança, agradeceu, bradou mais uma vez para toda a loja que a ação dela era exemplar e que ela e todos da fila deveriam continuar fazendo isso, com arengas contra o estelionato insidioso. Retirou-se, sorridente. A ação tivera efeito similar ao já indicado tapa no rosto da vilã no último capítulo. Catarse completa. Vingança, a doce figura de Tácito, estava impetrada!

        Já foi dito que somos bons quando somos bons e somos ainda melhores quando somos maus. Mesmo os mais abnegados professores ocultam pouco um sorriso interno quando o aluno que atenazou sua vida o ano inteiro fica retido no conselho de classe. A mais zelosa das mães que adverte com insistência um filho que leve casaco e recebe um muxoxo em troca talvez exulte internamente quando o birrento reclama que passou muito frio. O castigo é a alma da lei e do sistema da autoridade. Tudo em pais, policiais e professores indica que nossos valorosos conselhos só se tornam importantes quando, ignorados, se transformam em desastres aos que fazem ouvidos de mercador.

        Saramago, no diálogo do barco em O Evangelho Segundo Jesus Cristo, coloca na boca de Deus-Pai que o demônio é fundamental para a obra celestial. Sem o risco da punição, toda regra amorosa ficaria vazia. E se os fumantes morressem com pulmões de crianças no bosque? E se o consumo de gorduras e doces emagrecesse? E se os medíocres triunfassem? Se os adúlteros tivessem prazeres multiplicados e nenhum ônus decorrente do seu gesto infrator? O que seria da virtude sem o inferno ou o colesterol? Para isso existe a vingança, quero dizer, a justiça... Uma semana amorosa para todos nós, incapazes de pequenas ou de grandes maldades.

KARNAL, Leandro. O Coração das Coisas. São Paulo: Contexto, 2019.
Na passagem a seguir, o trecho demarcado indica, no contexto em que se insere, uma modalização que:
“Para isso existe a vingança, quero dizer, a justiça... Uma semana amorosa para todos nós, incapazes de pequenas ou de grandes maldades.” 
Alternativas
Respostas
61: A
62: A
63: B
64: C
65: D
66: A
67: A
68: B
69: E
70: B
71: B
72: E
73: C
74: B
75: B
76: A
77: B
78: B
79: A
80: C