Questões de Concurso Sobre história

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Q3524503 História
Analise o texto a seguir.

     Em 1835, a grande sublevação escrava eclodiu em Salvador. Dessa vez, o ataque partiu de dentro da cidade, e a população não teve uma noite fácil. Na madrugada de 25 de janeiro, grupos de africanos escravos e libertos, armados com porretes, instrumentos de trabalho e armas brancas, lutaram nas ruas de Salvador, durante mais de três horas, enfrentando soldados e civis. A religião esteve entrelaçada com a revolta: boa parte dos rebeldes saiu para lutar nas ruas com as compridas túnicas rituais brancas — os abadás — usadas pelos adeptos do islamismo. Ainda carregavam junto ao corpo amuletos com mensagens do Alcorão e com orações fortes para proteção.
(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)

O texto faz referência
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Q3524502 História
Considere o texto a seguir.

    Para a tortura funcionar, é preciso que existam juízes que reconheçam como legais e verossímeis processos absurdos, confissões renegadas, laudos periciais mentirosos. Também é preciso encontrar, em hospitais, gente disposta a fraudar autópsias e autos de corpo de delito e a receber presos marcados pela violência física. É preciso, ainda, descobrir empresários prontos a fornecer dotações extraorçamentárias para que a máquina de repressão política funcione com maior eficácia.
(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)

Com o texto, as autoras contribuem para a caracterização da tortura como
Alternativas
Q3524501 História
Leia o texto a seguir.

    Foi de longe a maior de todas as revoluções da década de 1970, e que entrará na história como uma das grandes revoluções sociais do século XX. Era a resposta ao programa relâmpago de modernização e industrialização (para não falar de armamentos), com base em sólido apoio dos EUA e na riqueza petrolífera do país, de valor multiplicado após 1973 pela revolução de preços da OPEP. Sem dúvida, além de outros sinais da megalomania habitual entre governantes absolutos com uma formidável e temida polícia secreta, ele esperava tornar-se o poder dominante na região.
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)

O trecho trata da revolução
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Q3524500 História
Examine o texto a seguir.

    Com a revolta de Munique de 1923, Adolf Hitler se viu pela primeira vez nas manchetes. Após a recuperação econômica de 1924, o Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialistas foi reduzido a uma rabeira de 2,5 a 3% do eleitorado, conseguindo pouco mais da metade do que o pequeno e civilizado Partido Democrático alemão, pouco mais que um quinto dos comunistas e muito menos de um décimo dos social-democratas nas eleições de 1928.
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)

Assinale a alternativa que indica o principal motivo que levou a um crescimento eleitoral significativo do Partido Nazista nos anos seguintes.
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Q3524499 História
Observe o texto a seguir.

    Ao final da Segunda Guerra Mundial, a força e legitimidade do velho colonialismo haviam sido seriamente solapadas. As possibilidades de liberdade pareciam melhores do que jamais antes. Isso se revelou verdade, mas não sem algumas brutais ações reacionárias dos velhos impérios.
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)

Entre os exemplos dessas brutais reações, é correto identificar a luta colonialista
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Q3524498 História
Analise o texto a seguir

    Os estilos juvenis difundiam-se através da distribuição mundial de imagens; através dos contatos internacionais do turismo juvenil, que distribuía pequenos, mas crescentes e influentes fluxos de rapazes e moças de jeans por todo o globo; através da rede mundial de universidades, cuja capacidade de rápida comunicação internacional se tornou óbvia na década de 1960. Difundiam-se ainda pela força da moda na sociedade de consumo que agora chegava às massas, ampliada pela pressão dos grupos de seus pares. Passou a existir uma cultura jovem global.

(HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)

Segundo Hobsbawm, a cultura jovem global surgiu na segunda metade do século XX, associada
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Q3524496 História
Leia o texto a seguir.

    Nas últimas duas décadas do século XX, ainda na França, para se diferenciar da História Contemporânea já estabelecida e fazer jus à voragem do tempo no século XX, surge o conceito de História do Tempo Presente, voltada para o estudo do período simultâneo e posterior à Segunda Guerra Mundial.
(NAPOLITANO, Marcos. História Contemporânea. Em: KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2015. Adaptado)

A História do Tempo Presente pode ser definida
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Q3524495 História
Examine o texto a seguir.

    A visão eurocêntrica estereotipada da Antiguidade já não é a única encontrada, ao contrário. Surgida no século XIX europeu, a postura tradicional identificava a História como o estudo do Ocidente, racional e dominador do mundo, que teria surgido, na forma de civilização às beiras do Nilo, Tigre e Eufrates, passado, como se fosse uma tocha, para a Grécia, depois Roma, para ressurgir no mundo moderno. Essa visão tão profundamente elitista e europeia tem cedido passo a concepções menos limitadas no mundo antigo.
(FUNARI, Pedro Paulo. A renovação da História Antiga. Em: KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2015. Adaptado)

Segundo Funari, entre os objetos e abordagens mais diversos, é possível identificar uma Antiguidade
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Q3524494 História
Observe o texto a seguir.

Diz-se algumas vezes: “A história é a ciência do passado.”
(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)

Marc Bloch discorda dessa afirmação, entendendo que a história é
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Q3524493 História
Analise o texto a seguir.

     As características mais visíveis da informação histórica foram muitas vezes descritas. O historiador, por definição, está na impossibilidade de ele próprio constatar os fatos que estuda. Nenhum egiptólogo viu Ramsés; nenhum especialista das guerras napoleônicas ouviu o canhão de Austerlitz. Das eras que nos precederam, só poderíamos falar segundo testemunhas. Estamos, a esse respeito, na situação do investigador que se esforça para reconstruir um crime ao qual não assistiu; do físico, que, retido no quarto pela gripe, só conhecesse os resultados de suas experiências graças aos relatórios de um funcionário de laboratório.
(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)

Para Bloch, em contraste com o conhecimento do presente, o conhecimento do passado é necessariamente
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Q3524492 História
Considere o texto a seguir.

    Por maior que seja a variedade de conhecimentos que se queira proporcionar aos pesquisadores mais bem armados, eles encontrarão sempre, e geralmente muito rápido, seus limites. Nenhum remédio, então, senão substituir a multiplicidade de competências em um mesmo homem por uma aliança de técnicas praticadas por eruditos diferentes, mas todas voltadas para a elucidação de um tema único.
(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)

O método proposto por Bloch pressupõe 
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Q3524488 História
Analise o texto a seguir.

    Um dos desafios que se coloca no Ensino Fundamental é a necessidade de estudantes e professores assumirem uma “atitude historiadora”.
(SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista. São Paulo: SEDUC, 2019. Adaptado)

O termo “atitude historiadora”, no Currículo Paulista, refere-se
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Q3524487 História
Considere o texto a seguir.

    O trabalho escravo mantém-se como significante, mas com significado diverso. Trata-se de conceito com conteúdo mutável como são todas as definições jurídicas em geral. Não se trata de conceito neutro, mas algo que tem contornos definidos de acordo com o momento histórico em que se localiza.
(CAVALCANTI, Tiago Muniz. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, Dom Helder, v. 20, 2023. Adaptado)

No texto, o autor defende a
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Q3524485 História
Considere o texto a seguir.

    Foi somente naquele contexto que o então presidente, em pronunciamento à nação transmitido pelo rádio, reconhece formalmente a existência de trabalho escravo contemporâneo no território brasileiro e dá início às primeiras iniciativas de combate a esse ilícito de maneira organizada pelo Estado.
(CAVALCANTI, Tiago Muniz. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, Dom Helder, v. 20, 2023. Adaptado)

O texto refere-se às ações de combate ao trabalho escravo tomadas pelo presidente
Alternativas
Q3524484 História
Examine o texto a seguir.

    Durante o período da ditadura civil-militar, não foram poucos os conglomerados, nacionais e estrangeiros, que, com apoio – inclusive financeiro – do governo federal, promoveram a derrubada da floresta, a formação de latifúndios e toda a sorte de danos ambientais e sociais na Amazônia brasileira, com a exploração indiscriminada de trabalhadores escravizados. À época, já se enunciava uma suposta contradição: empresas que investiam e desenvolviam tecnologia avançada em sua produção, como a Volkswagen, utilizavam-se de trabalho escravo para, de maneira rudimentar, promover a derrubada da floresta e o preparo de pastagens.
(CAVALCANTI, Tiago Muniz. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, Dom Helder, v. 20, 2023. Adaptado)

O texto destaca
Alternativas
Q3524483 História
Observe o texto a seguir.

     Se olharmos para o esqueleto e não apenas para a nova face e as novas roupagens do Ocidente no século XX, encontraremos muito da Idade Média. Ainda que popularmente pouco entendida e percebida, ela está presente no cotidiano dos povos ocidentais, mesmo daqueles que como nós, na América, não tiveram um “período medieval”. É verdade que há tendência a se creditar muitas dessas características a outros momentos históricos (Grécia clássica, Modernidade), mas isso se deve ao enraizamento do preconceito em relação à Idade Média. Ainda agora, na passagem do século XX ao XXI, vivemos no Ocidente muito ligados à herança medieval.
(FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)

Entre os aspectos relacionados às heranças medievais no Ocidente contemporâneo, é possível reconhecer a União Europeia
Alternativas
Q3524482 História
Leia o texto a seguir.

    A recuperação da crise do século XIV deu-se em novos moldes, estabeleceu novas estruturas, porém ainda assentadas sobre elementos medievais: o Renascimento (alicerçado no Renascimento do século XII), os Descobrimentos (continuadores das viagens dos normandos e dos italianos), o Protestantismo (sucessor vitorioso das heresias) e o Absolutismo (consumação da centralização monárquica).
(FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)

O trecho descreve a passagem do mundo medieval para o mundo moderno, destacando
Alternativas
Q3524481 História
Considere o texto a seguir.

     O período que se estendeu de princípios do século IV a meados do século VIII, sem dúvida, apresenta uma feição própria, não mais “antiga” e ainda não claramente “medieval”. Apesar disso, talvez seja melhor chamá-lo de Primeira Idade Média do que usar o velho rótulo de Antiguidade Tardia, pois nele teve início a convivência e a lenta interpenetração dos três elementos históricos que comporiam todo o período medieval. Elementos que, por isso, foram chamamos de Fundamentos da Idade Média: herança romana clássica, herança germânica e cristianismo.
(FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)

Para o autor, o cristianismo foi o principal elemento que
Alternativas
Q3524480 História
Examine o texto a seguir.

    A “Idade Média” teria sido uma interrupção no progresso humano, inaugurado pelos gregos e romanos e retomado pelos homens do século XVI. Ou seja, também para o século XVII os tempos “medievais” teriam sido de barbárie, ignorância e superstição. Os protestantes criticavam-nos como época de supremacia da Igreja Católica. Os homens ligados às poderosas monarquias absolutistas lamentavam aquele período de reis fracos, de fragmentação política. Os burgueses capitalistas desprezavam tais séculos de limitada atividade comercial.
(FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)

Na perspectiva renascentista,
Alternativas
Q3524479 História
Observe o texto a seguir.

    A Lei n° 10.639, de 9 janeiro de 2003, também acrescenta que o dia 20 de novembro (considerado dia da morte de Zumbi) deverá ser incluído no calendário escolar como dia nacional da consciência negra, tal como já é comemorado pelo movimento negro e por alguns setores da sociedade.
(MUNANGA, Kabengele; GOMES, Nilma Lino. O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2016. Adaptado)

O texto estabelece uma relação entre passado e presente ao aproximar a
Alternativas
Respostas
3401: D
3402: E
3403: B
3404: A
3405: C
3406: D
3407: E
3408: C
3409: A
3410: D
3411: B
3412: C
3413: B
3414: D
3415: E
3416: B
3417: C
3418: B
3419: E
3420: D