Questões de Concurso Sobre história
Foram encontradas 20.389 questões
(CAVALCANTI, T. M.; RODRIGUES, R. G. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, v. 20, 2023)
Segundo o artigo citado, a essência do trabalho escravo se revela
(Circe Bittencourt, Identidade nacional e o ensino de História do Brasil. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)
O contexto apresentado pelo excerto, segundo Bittencourt, tem ligação com a ideia de que
(José Rivair Macedo, Repensando a Idade Média no ensino de História. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
Macedo assinala, como exemplo dessas trocas culturais,
(Pedro Paulo Funari, A renovação da História Antiga. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
Um exemplo desse olhar diversificado sobre a Antiguidade, segundo o artigo citado, é
(Holien Gonçalves Bezerra, Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
Segundo Bezerra, trabalhar com os procedimentos mencionados para a produção do conhecimento histórico
(Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky, Por uma História prazerosa e consequente. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
Segundo os autores do artigo citado, cabe ao professor
Para o Currículo Paulista, tal processo deve contribuir para
Nossa história colonial não se confunde com a continuidade do nosso território colonial. Sempre se pensou o Brasil fora do Brasil, mas de maneira incompleta: o país aparece no prolongamento da Europa. Ora, a ideia exposta neste livro é diferente e relativamente simples.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)
A tese do autor é de que a colonização portuguesa, fundada no escravismo, deu lugar a um espaço econômico e social que englobava
A revolta anti-holandesa nordestina se apresenta como um levante promovido por um bando de caloteiros. Disse-o ali na bucha o padre Antônio Vieira, num parecer encomendado pela Coroa em 1648: “Os principais moradores que moveram a guerra contra a Companhia das Índias Ocidentais em Pernambuco foi porque tinham tomado muito dinheiro aos holandeses, e não puderam, ou não quiseram, pagar”.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)
O problema do endividamento dos senhores de engenho esteve relacionado
A ruptura de 1808 não será tão radical como se tem dito e escrito: ainda se movia no oceano o braço brasilianizado do sistema colonial: a rede de importação de mão-de-obra cativa, o tráfico negreiro. Depois de 1850, o mercado de trabalho nacional continua dependente, nos seus setores dinâmicos, do trato de imigrantes europeus, levantinos e asiáticos. Só nos anos 1930-40 a reprodução ampliada de força de trabalho passa a ocorrer inteiramente no interior do território nacional. Essa é a variável de longa duração que apreende a formação do Brasil nos seus prolongamentos internos e externos.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)
O autor relativiza a ruptura de 1808, pois depois da abertura dos portos o Brasil
É fundamental ressaltar a importância histórica da postura de crítica contundente com que os pesquisadores africanos se debruçam ao examinar a historiografia ocidental sobre o tema. Não é outra a razão de destacarem as principais teorias psicológicas, quais sejam, o darwinismo social, o cristianismo evangélico e o atavismo social, evidenciando sua conivência com uma disposição para o domínio e a exploração, articuladas a um imaginário coletivo aprisionado pela crença em uma superioridade racial e cultural.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)
Entre as narrativas formuladas a partir das teorias citadas, é correto identificar a explicação da partilha da África como
A situação de precariedade e não poucas vezes de humilhação sofrida pelos negros, sobretudo nas Américas e na África, ajudavam a compor um panorama de manifestações diversificadas que incluíam escrituras de intelectuais negros, promoção de conferências e congressos, ao lado da fundação de associações de diferentes âmbitos de atuação, configurando o movimento pan-africano. Estamos diante de um movimento que na sua gênese esteve voltado para a reabilitação do ser negro, a partir da segunda metade do século XIX, na diáspora.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)
De acordo com a autora, é correto afirmar que não se observou aderência às ideias do movimento pan-africano na África
A carta geopolítica da África estava basicamente pronta, sendo boa parte das fronteiras conservada, no seu conjunto, até os dias atuais. Com isso foram desconsiderados os direitos dos povos africanos e as suas especificidades históricas, religiosas e linguísticas. Em outras palavras, as fronteiras da nova carta geopolítica da África, aprovada no encontro, raramente coincidiram com as da África pré-colonial. Mas cerca de trinta anos depois, quase todo o continente estava sob administração, proteção colonial ou ainda era reivindicado por outra potência europeia. A partir do encontro, a corrida ao continente africano foi acelerada, num gesto inequívoco de violência geográfica por meio da qual quase todo o espaço recortado ganhou um mapa para ser explorado e submetido a controle.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)
O texto faz referência
A primeira guerra de independência estava terminada. Mas a continuidade das divisões internas não demorou em transformar-se em uma segunda guerra civil, disputada no âmbito de articulações internacionais, com uma participação ainda maior e mais direta, sobretudo dos Estados Unidos e da África do Sul, enviando tropas de apoio a um lado, enquanto a URSS, a China e sobretudo Cuba deram apoio logístico e humano ao outro lado. A guerra civil foi entremeada por alguns acordos de paz sem sucesso. Apenas no dia 3 de abril de 2002 o Parlamento aprovou uma lei em que foram anistiados todos os crimes contra a segurança do Estado, cometidos no contexto do conflito armado.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)
O texto trata da história
Uma das medidas mais controvertidas da administração pombalina foi a expulsão dos jesuítas de Portugal e seus domínios, com confisco de bens (1759).
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)
Essa medida pode ser compreendida no quadro dos objetivos de
Um dos aspectos mais coerentes do governo Vargas foi a política trabalhista. Entre 1930 e 1945, ela passou por várias fases, mas desde logo se apresentou como inovadora em relação ao período anterior.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)
Para Fausto, a política trabalhista de Vargas teve como objetivos principais
O período do chamado “milagre” estendeu-se de 1969 a 1973, combinando o extraordinário crescimento econômico com taxas relativamente baixas de inflação. O PIB cresceu na média anual, 11,2%, tendo seu pico em 1973, com uma variação de 13%. A inflação média anual não passou de 18%. Isso parecia de fato um milagre. Quais eram os pontos fracos do “milagre”? Devemos distinguir entre pontos vulneráveis e pontos negativos.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)
Para Fausto, entre os aspectos negativos do milagre, é possível destacar a
A economia da borracha trouxe como consequência o crescimento da população urbana e a melhora das condições de vida de, pelo menos, uma parte dela, em Belém e Manaus. Entre 1890 e 1900, a população de Belém quase dobrou, passando de 50 mil para 96 mil pessoas. As duas maiores cidades da Amazônia contaram com linhas elétricas de bonde, serviços de telefone, água encanada, iluminação elétrica nas ruas, quando tudo isso em muitas cidades brasileiras era ainda um luxo. Essas mudanças não conduziram, entretanto, à modificação das miseráveis condições de vida dos seringueiros que extraíam a borracha no interior. Não levaram também a uma diversificação das atividades econômicas, capaz de sustentar o crescimento em uma situação de crise da borracha. E a crise veio avassaladora a partir de 1910.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)
A crise citada esteve relacionada
Comentavam-se à solta as rebeliões escravas que assolavam a ilha, levando ao descontrole geral ou ao controle da situação pelos africanos, o que, na linguagem da época, implicava imensa falta: de regra, de governo, de racionalidade. Como não existiam notícias objetivas, sobrava temor. O que se sabia, vagamente, era que o rico domínio europeu — a Pérola das Antilhas, como era conhecido – experimentava momento convulsionado. Concorrente do Brasil no comércio de açúcar (e com larga vantagem, nesse momento), a colônia era também conhecida por sua desigualdade populacional. Em 1754, lá havia 465 mil africanos escravizados, contra apenas 5 mil brancos; uma desproporção muito mais severa que a brasileira, mas cuja sombra assustava as elites.
(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
O texto trata das rebeliões escravas
Em 1678, representantes portugueses e uma expressiva comitiva de rebeldes enviados por Ganga Zumba reuniram-se em Recife para celebrar o tratado de paz proposto pelas autoridades coloniais. O acordo previa devolver aos agentes da Coroa os escravos fugidos — vale dizer, todos os moradores que não tivessem nascido nos quilombos — e, do ponto de vista luso, tinha o objetivo estratégico de liquidar com os profundos laços de cumplicidade e reconhecimento entre os quilombolas e os cativos. Em troca, Portugal garantia alforria, terras sob a forma de sesmarias e foro de vassalos da Coroa para os naturais de Palmares.
(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
Em relação à história do quilombo de Palmares, o acordo realizado em Recife representou