Questões de Concurso Sobre história
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TEXTO I
Conceitos, na medida em que envolvem todo o processo semiótico, não podem ser definidos; apenas aquilo que não tem história pode ser definido.
NIETZSCHE, Friedrich, The Birth of Tragedy and The Genealogy of Morals, trans. Francis Golffing. New York: Doubleday, 1956 apud KOSELLECK, Reinhart. Introduction and Prefaces to the Geschichtliche Grundbegriffe. In: Contributions to the History of Concepts. Volume 6, Issue 1, Summer 2011.
TEXTO II
Como todo conceito, o de História Pública possuí múltiplos significados. De 11 a 13 de fevereiro de 2015, na Villa Schifanoia, subúrbio de Florença, ocorreu o evento “História Pública e a Mídia” (2015). O encontro registra testemunhos de oito países europeus, todos respondendo a uma única pergunta: “o que é História Pública”? Para Argyri Panezi, trata-se da escrita da história “apresentada de forma acessível ao grande público”. Christine Dupont, fala da História Pública como “campo de comunicação da história”, no qual a historiadora “põe-se em perigo”, entendendo que sua formação é digna de ser compartilhada com um público maior do que o limitado círculo de pares. Étienne Deschamps lembra que se trata de uma “abordagem histórica firmada em uma formação acadêmica tradicional”, oriunda do meio universitário, mas que “se transforma em uma forma de engajamento com a sociedade (…), de maneira a responder às demandas sociais” (2015). Indo mais longe, Marta Carosio defende o envolvimento do público no “processo de pesquisa histórica”, de maneira a fazê-lo refletir sobre a relevância do passado na vida social. Jozefien de Bock leva esse argumento adiante, afirmando que História Pública “não é apresentar a história para uma audiência, mas o momento em que acadêmicos e não acadêmicos escrevem história juntos”
O que é História Pública? Disponível em: historiapublica.sites.ufsc.br. Acesso em: 15 maio, 2025.
Sobre a temática da História Pública, marque a alternativa correta.
O número de votantes potenciais em 1872 era de 1.097.698 o que correspondia a 10,8% da população total. Esse número poderia chegar a 13%, quando separamos os escravos dos demais indivíduos. Em 1886, cinco anos depois de a Lei Saraiva ter sido aprovada, o número de cidadãos que poderiam se qualificar eleitores era de 117.022, isto é, 0,8% da população.
CASTELLUCCI, A. A. S. Trabalhadores, máquina política e eleições na Primeira República. Disponível em: www.ifch.unicamp.br. Acesso em: 25 maio. 2025.
O que se observa como consequência da referida legislação, que provocou alteração substancial no número total dos sujeitos com direito a voto no Brasil, foi o estabelecimento da exigência
Qual era a base econômica quilombola? O melhor seria falar em múltiplas estruturas socioeconômicas, pois fatores geográficos, demográficos e culturais interferiram na montagem dela. O mais importante – em qualquer período ou local – foi o não isolamento. Houve quem dissesse que os quilombos/mocambos se isolaram do restante da sociedade e que tal isola mento – via de proteção – foi fundamental para sua reprodução [...]. No Brasil – ao contrário de outras áreas escravistas nas Américas –, as comunidades de fugitivos se proliferaram como em nenhum outro lugar, exatamente por sua capacidade de articulação com as lógicas econômicas das regiões onde se estabeleceram.
GOMES, Flávio dos Santos. Mocambos e quilombos: uma história do campesinato negro no Brasil. São Paulo: Claro Enigma, 2015. p. 19;20.
A reflexão do historiador Flávio Gomes, canônica no que tange aos estudos sobre quilombos no Brasil, tem validade ao revelar
De fato, até alguns anos atrás, os estudos sobre o cativeiro no Brasil tendiam a descrever as práticas sexuais e a vida familiar dos escravos como evidências de uma "patologia social" — de uma falta de normas e nexos sociais — que impossibilitasse não apenas a aglutinação das pessoas na vida privada, mas também uma ação coletiva e "política" consequente. Este livro procura resgatar a capacidade dos Serafins e Romanas de construírem famílias conjugais, extensas e intergeracionais, e de agirem em concerto com seus companheiros para definir projetos em comum. Analisa as razões práticas e simbólicas que os levaram a valorizar os laços de parentesco, consanguíneos e afins. Isto é, procura descobrir a "flor" na senzala — as "esperanças" e as "recordações" forjadas pelos escravos a partir de sua experiência e de sua herança cultural. Finalmente, tenta pesar na balança os diversos significados da família cativa, que, ao promover a autonomia e a dependência do escravo, era a um só tempo abalo e arrimo para o escravismo.
SLENES, Robert. Na senzala uma flor: esperanças e recordações na formação da família escrava. Campinas: Editora da Unicamp, 2011.
O debate historiográfico apresentado revela
Leia a importante reflexão do historiador Jean-Pierre Vernant sobre o mundo grego antigo e seus valores: O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das instituições, só no fim alcançará todas as suas consequências; a pólis conhecerá etapas múltiplas e formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se pode situar entre os séculos VIII e VII a.C., marca um começo, uma verdadeira invenção; por ela, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade será plenamente sentida pelos gregos.
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981.
O surgimento do espaço, caracterizado por Jean-Pierre Vernant, tem importância central no exercício da cidadania no mundo grego antigo, pois revela
TEXTO I
O ritual teve lugar, segundo rezava o costume, na catedral de Reims (...). А cerimônia incluía um juramento prestado pelo rei prometendo conservar os privilégios de seus súditos, perguntava-se também à congregação se aceitava ou não Luís como rei. Seguiam-se a benção dos emblemas reais, entre quais a chamada 'espada de Carlos Magno', esporas e o anel (...). A seguir veio o momento da sagração. O corpo do rei foi ungido com o crisma (...). O bispo pôs o cetro na mão direita do rei, na esquerda, pôs a 'mão da justiça' e na cabeça a 'coroa de Carlos Magno’.
BURKE, Peter. A Fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1994.
TEXTO II

Charge de autor desconhecido. Publicada em: BURKE, Peter. A Fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1994.
Os documentos apresentados revelam, respectivamente,
Kante foi feroz adversário do Islã – teria vencido e matado nove reis. Os excessos do Rei-Feiticeiro levaram os habitantes do Manden a se revoltarem uma vez mais. Estes tentaram persuadir o mansa Dankaran Tuman a comandá-los; contudo, temendo as represálias de Sumaoro Kante, o rei do Manden fugiu para o sul e lá fundou, em plena floresta, Kissidugu, a “cidade da salvação”. No vazio de poder que resultou da deserção do mansa, os insurretos recorreram a Sundiata Keita, segundo filho de Nare Fa Maghan, que então vivia exilado em Nema. Antes, porém, de tratarmos das guerras e conquistas do jovem príncipe, convém apresentarmos em linhas gerais um quadro do Manden.
História geral da África - IV: África do século XII ao XVI. Editado por Djibril Tamsir Niane. Brasília: UNESCO, 2010.
O Manden, que o autor afirma desejar apresentar, representa o embrião do futuro núcleo do
No Brasil, governo resolveu por colocar em isolamento sujeitos vistos como elementos nocivos que poderiam contaminar o restante da população com suas ideias. No Pará, a colônia japonesa na cidade de Tomé-Açu, que anteriormente abrigava trabalhadores, passou a circunscrever uma área de reclusão de suspeitos de espionagem. Além dos nipônicos, ainda foram endereçados a estes campos italianos e alemães. Segundo o jornal O Estado do Pará, era destinada aos “eixistas nocivos à segurança nacional (...) sob direção fecunda do capitão João Evangelista Filho”.
ALMEIDA, Tunai Rehm Costa de; COSTA, Edivando da Silva. “Em defesa do meu nome”: o caso dos alemães e a representação do nazismo em Belém, durante a Segunda Guerra Mundial. Revista Maracanan, Rio de Janeiro, n. 30, p. 90-110, maio/ago. 2022.
Os ditos “eixistas” em questão, então perseguidos por autoridades do Estado brasileiro, estavam sendo acusados de serem
(Enrique Serra Padrós, Capitalismo, prosperidade e Estado de bem-estar social. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)
Considerando os eixos discutidos pelo autor, está correto afirmar que os EUA tiveram como foco
Além das perdas materiais, as potências coloniais europeias tiveram enorme dificuldade para manter seus impérios. Por quê?
(Enrique Serra Padrós, Capitalismo, prosperidade e Estado de bem-estar social. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)
Assinale a alternativa na qual Padrós responde a sua própria pergunta.
(Paulo G. Fagundes Vizentini, A Guerra Fria. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)
Considerando o contexto abordado pelo excerto, está correto afirmar que, no plano financeiro e comercial, os Estados Unidos
(Willians da Silva Gonçalves, A Segunda Guerra Mundial. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras.)
Nessa Conferência,
(Francisco Carlos Teixeira da Silva, Os fascismos. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)
Entre essas razões, Silva assinala
(Jorge Ferreira, O socialismo soviético. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)
No contexto apresentado pelo excerto, os kulaks eram
As contradições se exibiam com uma desenvoltura espetacular.
(Leandro Konder, Cultura e política nos anos críticos. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)
Um exemplo dessas contradições, segundo Konder, foi
(Daniel Aarão Reis Filho, As revoluções russas. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)
De acordo com o autor, na primeira etapa
(José Jobson de Andrade Arruda, A crise do capitalismo liberal. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)
Nesse contexto, o autor aponta que os Estados Unidos
O método adotado por seu líder era ativista: um ataque a um quartel do exército em 1953, cadeia, exílio e a invasão do país por uma força guerrilheira que, na segunda tentativa, estabeleceu-se nas montanhas da província mais remota.
(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos. Adaptado)
O excerto faz referência à revolução ocorrida
(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos. Adaptado)
Hobsbawm compreende o Breve Século XX, considerando