Questões de Concurso Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

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Q3778931 História
No processo de povoamento da região, a colonização mais intensa ocorreu a partir do final do século XIX, quando chegaram diversas famílias vindas especialmente do ______, compostas por imigrantes alemães, italianos e poloneses, entre outros grupos, principalmente refugiados de uma Revolução que atingia todo esse Estado.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna? 
Alternativas
Q3771479 História
A história dos movimentos sociais brasileiros revela articulações entre lutas locais e processos globais, atravessando temporalidades coloniais, imperiais e republicanas, e transformando o espaço público por meio de estratégias coletivas. Analise as afirmativas a seguir:
I. Rebeliões escravas e indígenas no período colonial e movimentos sociais no Império (como a Sabinada e a Balaiada) já evidenciavam formas de resistência coletiva anteriores ao século XX, desmentindo a visão evolucionista de movimentos sociais “modernos”.
II. O Movimento Operário (fins do XIX e início do XX), Negro (1930–1970), Feminista (1910–1980), Indígena e Ambientalista (1970) e MST (1984) expressam agendas distintas, mas articuladas por demandas por cidadania, redistribuição e reconhecimento.
III. Esses movimentos contribuíram para a Constituição de 1988, para políticas públicas de saúde, educação e igualdade racial, e para a ampliação da esfera pública democrática.
IV. Os movimentos sociais foram incapazes de formar alianças amplas e produzir efeitos duradouros, mantendo-se restritos a reivindicações setoriais e episódicas.
V. A redemocratização dos anos 1980 consolidou um campo de ação coletiva no qual movimentos se articularam em frentes amplas, como na campanha Diretas Já.
Após análise das afirmativas, é correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3771478 História
“Os grupos subalternizados não foram simples objetos da colonização, mas sujeitos históricos ativos, que reelaboraram práticas culturais, religiosas e políticas em contextos de dominação.” (DARCY RIBEIRO; SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA; ALENCASTRO).
Com base nas interpretações historiográficas clássicas (Francisco Adolfo de Varnhagen, Capistrano de Abreu, Gilberto Freyre, Caio Prado Júnior, Florestan Fernandes e Nelson Werneck Sodré) e nas perspectivas críticas contemporâneas (História Social, Cultural e estudos subalternos), analise as proposições:
I. A historiografia de Varnhagen, marcada pelo paradigma imperial e eurocêntrico do século XIX, concebeu indígenas e africanos como elementos secundários ou obstáculos ao “projeto civilizador” português, negando-lhes agência histórica.
II. Capistrano de Abreu avançou ao reconhecer a importância dos indígenas e africanos para a formação histórica brasileira, mas manteve um enfoque estrutural centrado na colonização portuguesa, sem incorporar plenamente as experiências subalternas como sujeitos históricos autônomos.
III. Gilberto Freyre destacou a centralidade das relações culturais entre portugueses, indígenas e africanos, valorizando a mestiçagem e os processos de adaptação mútua. Contudo, sua interpretação tende a suavizar as violências coloniais, privilegiando uma leitura harmonizadora das relações raciais.
IV. Caio Prado Júnior, Florestan Fernandes e Nelson Werneck Sodré romperam com as interpretações anteriores ao enfatizarem as estruturas econômicas, sociais e raciais da colonização, destacando a formação dependente e a permanência das hierarquias raciais como elementos estruturantes da sociedade brasileira.
V. As perspectivas contemporâneas da História Social e Cultural — influenciadas por E. P. Thompson, Roger Chartier e pelos estudos subalternos e pós-coloniais — radicalizaram a crítica ao centro colonial, evidenciando estratégias de resistência, agência política e reelaboração cultural de indígenas, africanos e seus descendentes, conectando passado colonial e racismo estrutural contemporâneo.
VI. A historiografia brasileira do século XX, de modo geral, ignorou a temática da resistência subalterna, tratando-a apenas como fenômeno folclórico, sem impacto na formação nacional.
Após análise das proposições, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3765899 História

A religiosidade africana e indígena, no contexto colonial brasileiro, manteve práticas sincréticas e festividades, promovendo coesão comunitária e resistência cultural frente à dominação portuguesa. Analise as assertivas abaixo e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F).

(__)A religiosidade afro-indígena preservou práticas e sincretismos que garantiram identidade cultural.
(__)O sincretismo religioso foi inexistente, e as populações indígenas e africanas abandonaram suas tradições.
(__)As manifestações culturais foram reprimidas, mas mantiveram forte presença social.
(__)Não houve resistência cultural, pois todas as práticas foram suprimidas pelo colonialismo.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3764964 História
A Abolição da escravidão no Brasil, em 1888, atendeu a interesses políticos e econômicos, mas não houve medidas imediatas de integração dos ex-escravizados. Analise os itens abaixo:

I – A Monarquia aboliu a escravidão em 1888. Mas a medida atendeu antes a uma necessidade política de preservar a ordem pública ameaçada pela fuga em massa dos escravos.
II – Houve preocupação econômica para atrair mão de obra livre às regiões cafeeiras.
III – No curto período entre a Abolição e a República, o governo imperial implementou políticas efetivas de inclusão e reparação aos ex-escravizados.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3758876 História
A escravização de pessoas fez parte da dinâmica histórica brasileira desde muito cedo - e as suas diversas formas de experimentação consistiram em uma das dimensões mais relevantes da nossa história. Sobre isso, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3758875 História
A chegada dos europeus às terras que eles nomearam como O Novo Mundo ou As Américas foi marcada pelos encontros e desencontros dos colonizadores com os povos originários que já habitavam aquelas terras. Sobre tais experiências, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3758285 História
A América portuguesa foi profundamente integrada aos circuitos atlânticos por meio de monoculturas exportadoras, escravidão maciça, sistemas creditícios transoceânicos e mecanismos fiscais que vinculavam elites coloniais às políticas metropolitanas. O complexo açucareiro sintetizava latifúndio, coerção, dívidas comerciais e regulamentações imperiais, estruturando redes hierarquizadas de poder econômico e político. Assinale a alternativa plenamente compatível com esse enquadramento.
Alternativas
Q3745113 História
“Os senhores de engenho são homens que valem em si muitos títulos juntos, e estão em um estado em que facilmente se conservam, e dificilmente se arruínam. Porque ainda que não tenham cabedais de grande monta, têm terras e engenho, sem o que nenhum homem se pode chamar senhor de engenho. De sorte que é título a que não se chega sem muitos cabedais, e por isso são estimados como pessoas de qualidade.”
ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil por suas drogas e minas. Belo Horizonte: Itatiaia, 1982, p.85.

Com base no excerto e nos estudos historiográficos sobre a sociedade colonial, é correto afirmar que a estratificação social no Brasil do período se estruturava:  
Alternativas
Q3734225 História
A presença africana no Brasil constituiu um dos pilares da formação cultural, social e identitária da nação, refletindo-se em práticas religiosas, linguísticas, artísticas e cotidianas.

Considerando esse legado e suas permanências históricas, qual alternativa expressa de forma mais adequada a contribuição das culturas africanas para a construção da identidade brasileira?
Alternativas
Q3723769 História
Relacione CORRETAMENTE cada revolta colonial à sua característica principal e marque a alternativa que apresenta a respectiva correlação.

(1) Revolta dos Beckman
(2) Guerra dos Emboabas
(3) Guerra dos Mascates
(4) Revolta de Vila Rica

( ) Disputa entre paulistas e forasteiros pelo ouro.
( ) Monopólio comercial e restrição à escravidão indígena.
( ) Conflito entre comerciantes de Recife e senhores de engenho de Olinda.
( ) Oposição às Casas de Fundição.
Alternativas
Q3722250 História

O texto da reportagem a seguir é base para a questão.


Autobiografia de africano escravizado no Brasil é traduzida


Quatro milhões de africanos foram escravizados no Brasil. Apenas Mahommah Baquaqua, porém, registrou, em inglês, sua vida como escravo no país.


POR TORY, 19.11.2015


Mahommah Gardo Baquaqua nasceu em Dijogou, atual região norte do país africano Benim. Muçulmano, era filho de um importante comerciante local, aprendeu a ler e a escrever em uma escola islâmica e atuava em rotas comerciais em seu país de origem. Sua vida, porém, acabou atravessada pelo tráfico e exploração do trabalho escravo, ainda vigente no século XIX.


Escravizado, Baquaqua foi enviado ilegalmente para o Brasil em um navio negreiro, quando o tráfico de pessoas já era proibido em terras tupiniquins. Desembarcou no litoral de Pernambuco em 1845 e passou pelo Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul antes de chegar a Nova York e conseguir a liberdade.


Lá, escreveu, em inglês, a autobiografia que é o único registro conhecido sobre a escravidão no Brasil do ponto de vista de um escravo. Os relatos impressionam. “Fomos arremessados, nus, porão adentro, os homens apinhados de um lado e as mulheres de outro. O porão era tão baixo que não podíamos ficar de pé, éramos obrigados a nos agachar ou sentar no chão. Dia e noite eram iguais para nós, o sono sendo negado devido ao confinamento de nossos corpos”.


Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/unica-autobiografia-de-ex-escravo-no-brasil-etraduzida/?utm_source=chatgpt.com Acesso em 18 de agosto de 2025.

De acordo com as informações do texto, é possível inferirmos, a partir das características de sua região original, que Baquaqua guardasse aspectos proeminentes do seguinte grupo cultural:
Alternativas
Q3710887 História
"Em Minas, o povoamento urbano através de cidades plantadas nas montanhas produziu um ambiente diferente e, embora os citadinos brancos mais ricos mantivessem amplos interesses na mineração e na agricultura das zonas circunvizinhas, a casa da cidade é que era o foco de suas atividades e cultura." (MAXWELL, Kenneth. A Devassa da Devassa. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 2001, p. 113).

Considere as afirmativas sobre Minas Gerais no período colonial apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Os habitantes de Minas Gerais investiram grande parte de suas economias em engenhos e se dedicaram com exclusividade à produção de açúcar e aguardente durante o século XVIII.
(__)O principal objetivo da Inconfidência Mineira era libertar o Brasil da administração portuguesa, tornando o país uma república liderada pelos grandes comerciantes a partir da cidade do Rio de Janeiro.
(__)A instalação de ordens religiosas regulares na capitania de Minas Gerais durante o período colonial foi proibida no intuito de minimizar o contrabando de metais preciosos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3710884 História
Sobre o tráfico negreiro para o Brasil, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3708534 História
O sistema de contratos de dízimos representou um mecanismo fundamental da administração fiscal colonial portuguesa no Brasil, operando paralelamente ao sistema de capitanias. Sobre essa complexa estrutura de arrecadação tributária e suas implicações socioeconômicas, analise as afirmações a seguir.

I. Os contratos de dízimos eram arrematados em leilão público nas principais vilas, sendo que os arrematantes (contratadores) antecipavam à Coroa o valor estimado da arrecadação anual e depois cobravam diretamente dos produtores rurais.
II. O dízimo incidia sobre a produção agrícola e pecuária na base de 10%, mas na prática, os contratadores frequentemente cobravam taxas superiores, gerando conflitos constantes com senhores de engenho e fazendeiros.
III. Os jesuítas eram isentos do pagamento de dízimos sobre suas propriedades produtivas, privilégio que se tornou uma das principais fontes de tensão entre a Companhia de Jesus e os contratadores leigos.
IV. Durante o período pombalino, a Coroa tentou estatizar parcialmente o sistema, criando as "Juntas da Real Fazenda" que assumiram alguns contratos anteriormente administrados por particulares.
V. Os contratos de dízimos financiavam apenas a administração colonial e manutenção de tropas, representando cerca de 10% da receita colonial.

Estão corretas, apenas:
Alternativas
Q3700411 História

A chegada dos europeus ao Brasil promoveu também o encontro com os indígenas Tupiniquins, pertencentes à Grande família Tupinambá (tronco Tupi-Guarani) que transmitiram todo o aprendizado sobre si mesmos e sobre os seus inimigos, chamados de tapuias (escravos). Essas impressões sustentaram a distinção entre os grupos indígenas brasileiros entre amigos e hostis, ou entre indígenas do litoral e do sertão. As necessidades econômicas acabaram por promover perseguição e expulsão, assim como o aldeamento e a catequese, sob controle dos jesuítas, para controle da terra e do seu povo originário. Durante o Brasil colonial, Tomé de Souza, padres jesuítas e depois o Marquês de Pombal criaram diretrizes para solucionar a questão indígena e dar segurança à colonização e ao interesse da busca por riquezas no território. Particularmente, as orientações pombalinas expulsaram os jesuítas, criando o Diretório dos índios, regulamentando as funções dos administradores, mantendo a determinação da catequese, e, depois, as Cartas Régias, de 1808, decretaram a “guerra justa” contra os Botocudos de Minas Gerais, autorizaram o cativeiro por 15 anos, a partir do batismo, e concederam terras para os nobres da corte, expulsando ainda mais os indígenas para o interior.



Sobre os indígenas no Brasil colonial, é CORRETO afirmar: 

Alternativas
Q3684217 História
Sobre a economia colonial portuguesa na América, é correto afirmar que:  
Alternativas
Q3662134 História
Os portugueses chegaram ao Brasil por meio da expedição de Pedro Álvares Cabral, em 1500. O processo de ocupação colonial do Brasil foi caracterizado por expedições exploratórias e econômicas que promoveram a ocupação territorial. Em relação ao Piauí, a partir do século XVII, essas incursões resultaram na instalação das primeiras fazendas de gado, que viabilizaram sua ocupação. Sobre a temática tratada no texto acima, analise as afirmativas a seguir:

I. As expedições marítimas e comerciais portuguesas realizadas no continente americano viabilizaram a implantação da empresa açucareira no Nordeste, iniciando a colonização do Brasil; as expedições exploratórias e econômicas, chamadas de Entradas e Bandeiras, também levaram à descoberta das riquezas minerais e naturais e à ocupação do interior da colônia.

II. No Piauí, as expedições exploratórias e econômicas levaram à instalação dos engenhos de açúcar, empreendimentos que viabilizaram a formação da sociedade colonial local.

III. As fazendas de gado instaladas no Piauí resultaram de incursões realizadas por criadores de gado e preadores que penetraram pelo interior do Nordeste com a expansão e a conquista de terras empreendidas pela Casa da Torre e pelas expedições de preação.

IV. O processo de colonização do Brasil foi viabilizado por expedições econômicas e de exploração que identificaram as potencialidades naturais do seu território, nas riquezas minerais abundantes no Nordeste e no Centro-Sul da Colônia.

É correto APENAS o que se afirma em:
Alternativas
Q3661226 História
“É sabido que o plantio da cana veio a substituir, nos primórdios da colonização da América Portuguesa, a simples extração de recursos naturais. O açúcar, então considerado uma especiaria, alcançava altos preços e dispunha de um mercado em expansão, possibilitando amarrar a Colônia às linhas de comércio metropolitano”.
Fonte: DEL PRIORE, Mary. Deus ou o diabo nas terras do açúcar: o senhor de engenho na América Portuguesa. In. DEL PRIORE, Mary. Revisão do Paraíso: os brasileiros e o Estado em 500 anos de História. Rio de Janeiro: Campus, 2000, p.17

A dinâmica da economia açucareira, no Brasil colonial, caracterizava-se:
Alternativas
Q3656813 História
"Entre os séculos XVI e XVII, apesar da maior distância, os são-tomenses buscavam escravos, em particular em Luanda e Popó Pequeno. Nesses Portos, conseguiam encher seus navios com mais escravos e de maneira muito mais rápida.
Os portugueses chegaram ao Arquipélago de Cabo Verde, em 1492, para lá levaram, então seus compatriotas e escravos africanos."
(MATTOS, Regiane Augusto de. História e cultura afro-brasileira. 2ª edição. São Paulo: Editora contexto, 2012. p.69).

Sobre a escravização dos africanos pelos portugueses é incorreto afirmar: 
Alternativas
Respostas
41: A
42: B
43: D
44: C
45: E
46: E
47: A
48: C
49: D
50: C
51: A
52: C
53: B
54: C
55: E
56: B
57: A
58: D
59: C
60: B