Questões de Concurso
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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Adaptado de VAINFAS, Ronaldo. “O fim da Jerusalém pernambucana: Identidades partidas no Brasil holandês”, Revista del Cesla, 29, 2022, p. 178.
Analise as afirmativas a seguir sobre a presença da comunidade judaica no Recife durante a ocupação holandesa.
I. Durante a ocupação holandesa, a relativa tolerância religiosa favoreceu a instalação de comunidades judaicas no Recife e a fundação da Kahal Zur Israel, primeira sinagoga das Américas, embora o calvinismo permanecesse como religião oficial.
II. Durante a ocupação holandesa, a maior tolerância religiosa permitiu que muitos cristãos-novos reassumissem publicamente sua identidade judaica, em contraste com a perseguição inquisitorial na Península Ibérica.
III. Durante a ocupação holandesa, embora houvesse relativa liberdade religiosa, os judeus eram impedidos pela Companhia das Índias Ocidentais de participar dos negócios do açúcar e do comércio atlântico.
Está correto o que se afirma em
I. A História do Brasil pode ser compreendida em articulação com a História global, estando sua existência relacionada ao desenvolvimento do capitalismo comercial e à expansão marítima europeia.
II. Assim, a macro-história constitui uma perspectiva utilizada para compreender a condição periférica do Brasil no sistema econômico capitalista.
Assinale a alternativa correta.
É preciso destacar o patrimônio cultural dos primeiros habitantes do Brasil que, depois, foi transformado nos primeiros tempos da colonização portuguesa na América. É importante também ressaltar os usos e abusos do patrimônio e humano do Brasil na época colonial.
MONTEIRO. Marianna. Dança Popular: espetáculo e devoção. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2011, p. 33.
Considerando a distinção apresentada pelo texto entre cultura erudita e cultura popular no período colonial brasileiro, assinale a opção que indica uma expressão cultural associada ao estigma de “obscurantismo” atribuído às tradições populares.
Ao preparar uma atividade pedagógica sobre a identidade cultural de Amélia Rodrigues, uma escola municipal selecionou os seguintes conteúdos:
1. A antiga denominação do povoado da Lapa e sua relação com a capela construída no início do século XVIII.
2. A importância histórica da cultura da cana-de-açúcar para a ocupação e o desenvolvimento local.
3. A alteração da denominação do distrito para Traripe, ocorrida antes da emancipação política.
4. A adoção do nome Amélia Rodrigues em homenagem a uma educadora e poetisa nascida na localidade.
Considerando a adequação dos conteúdos à história e à memória do Município, assinale a alternativa correta.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a História e Cultura Afro-Brasileira, assinale a alternativa CORRETA:
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a economia do Brasil Colonial, assinale a alternativa CORRETA:
( ) A expansão da produção açucareira nas Antilhas por franceses e ingleses intensificou a concorrência no mercado internacional, reduzindo progressivamente a posição privilegiada anteriormente ocupada pelo açúcar produzido na América Portuguesa e alterando o equilíbrio do comércio atlântico.
( ) A recuperação do Nordeste brasileiro permitiu a Portugal restabelecer o monopólio sobre o comércio transatlântico de escravizados, afastando definitivamente os holandeses das rotas africanas e eliminando a concorrência exercida por outras potências europeias nas atividades mercantis do Atlântico.
( ) A reorganização do Império português após os conflitos com os holandeses conferiu maior importância estratégica ao Atlântico Sul, fortalecendo as conexões econômicas entre Brasil e Angola e consolidando o Atlântico Sul como eixo estratégico do império português durante os séculos XVII e XVIII.
( ) A expulsão dos holandeses fortaleceu a autonomia diplomática portuguesa, reduzindo a necessidade de alianças internacionais e diminuindo a influência política e econômica exercida pela Inglaterra sobre Portugal durante a reorganização de seu império ultramarino.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. O costume de alforriar escravos que apresentassem seu valor era largamente praticado, mas à revelia do Estado; não que o Estado se opusesse, mas porque não lhe era permitido sancioná-lo em lei, pela oposição daqueles mesmos que praticavam essa regra costumeira. Esse direito não existia em lei até 1871. É verdade que, antes dessa data, existiam circunstâncias excepcionais em que o Estado intervinha concedendo alforrias, mas, de qualquer forma, indenizavam-se os senhores, e cabia a estes a concessão da carta de alforria.
Adaptado de CUNHA, Manuela da. Antropologia do Brasil. Mito, história, etnicidade. São Paulo: Brasiliense, 1987, pp.124-125.
II. O tribunal, seja atuando de acordo com o costume, seja agindo segundo as normas de direito ou a consciência de seus membros, manteve uma posição que realmente interferiu nos destinos de senhores e escravos que a ele recorriam. Ações de liberdade, seus procedimentos e seus resultados, não eram uma prática anormal no Estado imperial brasileiro, mesmo que o acesso de escravos ao sistema judiciário tenha sido tão restrito.
Adaptado de GRINBERG, Keila. Liberata. a lei da ambiguidade - as ações de liberdade da corte de apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisa Social, 2010, p. 25.
Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a conquista da liberdade por pessoas escravizadas no Brasil imperial.
No século XVII, não havia mais de 500 homens de origem europeia na província do Espírito Santo, mas, contavam-se nela quatro reduções de índios, formadas pelos Jesuítas, as de Reritygba, hoje Benevente, Guarapary, São João, Reis Mago. Estes estabelecimentos serviam de modelo à civilização dos Guaranis, do Paraguai, tão comentada pelos mais célebres escritores.
Adaptado de SAINT-HILAIRE, A. de. Segunda Viagem ao Interior do Brasil: Espírito Santo. São Paulo: Comp. Editora Nacional, 1936, p. 17.
Considerando o trecho e o contexto da colonização do Espírito Santo no século XVII, é correto afirmar que o processo de aldeamento no Espírito Santo colonial foi favorecido pela
Desde 1806, após a ação do Coronel João Gonçalves da Costa para estabelecer relações pacíficas com estes indígenas, eles passaram a ser vistos como aliados dos portugueses. A rivalidade existente entre esse grupo indígena e outras tribos da região, como Pataxó (Cutachos) e Botocudo, favoreceu essa aproximação, embora fossem descritos como povos cautelosos e reservados. Com a intensificação da colonização, muitos desses indígenas acabaram sendo expulsos de seus territórios, submetidos à escravidão ou mortos.
O texto refere-se aos indígenas
“(...) Recife, enriquecida pelo comércio e pelo trato constante com a metrópole, já não se curvava diante da antiga nobreza rural de Olinda. O mascate, outrora desprezado, erguia-se agora soberbo, sustentado pelo ouro do tráfico e pela proteção régia. Dessa rivalidade surda nasceu o ódio, e do ódio a luta, que dividiu a capitania e inflamou os ânimos como se fora guerra entre nações inimigas(...).”
ALENCAR, José de. Crônica dos Tempos Coloniais. Rio de Janeiro: Garnier, 1876.
O excerto de Crônica dos Tempos Coloniais, ao tratar da Guerra dos Mascates (1710–1711), enfatiza as tensões entre diferentes grupos sociais no interior do sistema colonial português.
Considerando o contexto histórico do Brasil Colonial e a interpretação historiográfica sobre esse conflito, assinale a alternativa INCORRETA.
I- A mineração demandou uma rede complexa de abastecimento (tropeirismo), estimulou a vida urbana, diversificou as profissões e criou um mercado interno que integrou diversas regiões da colônia;
II- A Coroa Portuguesa proibiu a entrada de ordens religiosas e de novos colonos na região das Minas para evitar distúrbios políticos e desabastecimento das plantações de açúcar;
III- A mineração promoveu uma ruralização ainda maior da colônia, esvaziando as cidades e concentrando a população em feitorias litorâneas.
Dos itens acima: