Questões de Concurso Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

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Q4231577 História

Ao preparar uma atividade pedagógica sobre a identidade cultural de Amélia Rodrigues, uma escola municipal selecionou os seguintes conteúdos:



1. A antiga denominação do povoado da Lapa e sua relação com a capela construída no início do século XVIII.


2. A importância histórica da cultura da cana-de-açúcar para a ocupação e o desenvolvimento local.


3. A alteração da denominação do distrito para Traripe, ocorrida antes da emancipação política.


4. A adoção do nome Amélia Rodrigues em homenagem a uma educadora e poetisa nascida na localidade.



Considerando a adequação dos conteúdos à história e à memória do Município, assinale a alternativa correta.

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Q4229567 História
Após a expulsão dos holandeses, as “jornadas do sertão”, também chamadas de “entradas” ou “bandeiras”, consolidaram um tipo de força militar nativa. Segundo a organização jurídica e administrativa dessas expedições, assinale a alternativa correta. 
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Q4229566 História
A chamada Guerra dos Bárbaros compreendeu as guerras do Recôncavo Baiano, entre 1651 e 1679, e a guerra do Açu, entre 1687 e 1704, no sertão norte da América portuguesa. Analise as afirmações. I. O conjunto aproximou-se mais de uma série heterogênea de conflitos resultantes de situações diversas do que de um movimento unificado de resistência. II. Envolveu indígenas, moradores, soldados, missionários e agentes da Coroa portuguesa. III. O espaço abrangido estendia-se do leste do Maranhão ao norte da Bahia, incluindo partes do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. IV. Tratou-se de uma única confederação indígena, com comando central permanente e programa político comum. Está correto o que se afirma APENAS em 
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Q4229557 História
Entre os séculos XVI e XVIII, o tráfico de africanos escravizados tornou-se um dos principais empreendimentos comerciais do mundo atlântico. Considerando sua organização empresarial e a mudança dos principais portos de entrada no Brasil, assinale a alternativa correta. 
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Q4229556 História
Em 1548, D. João III criou o Governo Geral, com sede na Bahia, em um contexto de resultados desiguais das capitanias hereditárias. Assinale a alternativa que caracteriza corretamente a finalidade do novo órgão e sua relação com o sistema de capitanias. 
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Q4229120 História
A história e a cultura afro-brasileira são elementos indissociáveis da formação social e identitária do Brasil. Desde o período colonial, a presença africana e de seus descendentes moldou profundamente as estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais do país, apesar das violências e resistências impostas pelo sistema escravista. Compreender essa trajetória é fundamental para a análise crítica da sociedade brasileira contemporânea.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a História e Cultura Afro-Brasileira, assinale a alternativa CORRETA:
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Q4229119 História
A economia do Brasil Colonial foi estruturada para atender aos interesses metropolitanos, inserindo a colônia no sistema mercantilista europeu. Caracterizou-se pela exploração de recursos naturais e pela produção agrícola em larga escala, com o uso predominante de mão de obra escravizada. As atividades econômicas, embora diversas, estavam interligadas e subordinadas ao Pacto Colonial, que visava garantir o máximo lucro para Portugal.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a economia do Brasil Colonial, assinale a alternativa CORRETA: 
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Q4226868 História
A expulsão dos holandeses do Nordeste brasileiro, concluída em meados do século XVII, produziu transformações que repercutiram na organização econômica do Império português e nas relações comerciais estabelecidas no Atlântico. Considerando esses desdobramentos, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas. 

( ) A expansão da produção açucareira nas Antilhas por franceses e ingleses intensificou a concorrência no mercado internacional, reduzindo progressivamente a posição privilegiada anteriormente ocupada pelo açúcar produzido na América Portuguesa e alterando o equilíbrio do comércio atlântico.
( ) A recuperação do Nordeste brasileiro permitiu a Portugal restabelecer o monopólio sobre o comércio transatlântico de escravizados, afastando definitivamente os holandeses das rotas africanas e eliminando a concorrência exercida por outras potências europeias nas atividades mercantis do Atlântico.
( ) A reorganização do Império português após os conflitos com os holandeses conferiu maior importância estratégica ao Atlântico Sul, fortalecendo as conexões econômicas entre Brasil e Angola e consolidando o Atlântico Sul como eixo estratégico do império português durante os séculos XVII e XVIII.
( ) A expulsão dos holandeses fortaleceu a autonomia diplomática portuguesa, reduzindo a necessidade de alianças internacionais e diminuindo a influência política e econômica exercida pela Inglaterra sobre Portugal durante a reorganização de seu império ultramarino.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Q4219592 História
Leia os trechos a seguir.

I. O costume de alforriar escravos que apresentassem seu valor era largamente praticado, mas à revelia do Estado; não que o Estado se opusesse, mas porque não lhe era permitido sancioná-lo em lei, pela oposição daqueles mesmos que praticavam essa regra costumeira. Esse direito não existia em lei até 1871. É verdade que, antes dessa data, existiam circunstâncias excepcionais em que o Estado intervinha concedendo alforrias, mas, de qualquer forma, indenizavam-se os senhores, e cabia a estes a concessão da carta de alforria.

Adaptado de CUNHA, Manuela da. Antropologia do Brasil. Mito, história, etnicidade. São Paulo: Brasiliense, 1987, pp.124-125.

II. O tribunal, seja atuando de acordo com o costume, seja agindo segundo as normas de direito ou a consciência de seus membros, manteve uma posição que realmente interferiu nos destinos de senhores e escravos que a ele recorriam. Ações de liberdade, seus procedimentos e seus resultados, não eram uma prática anormal no Estado imperial brasileiro, mesmo que o acesso de escravos ao sistema judiciário tenha sido tão restrito.
Adaptado de GRINBERG, Keila. Liberata. a lei da ambiguidade - as ações de liberdade da corte de apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisa Social, 2010, p. 25.

Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a conquista da liberdade por pessoas escravizadas no Brasil imperial. 
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Q4219589 História
Leia o trecho a seguir.

No século XVII, não havia mais de 500 homens de origem europeia na província do Espírito Santo, mas, contavam-se nela quatro reduções de índios, formadas pelos Jesuítas, as de Reritygba, hoje Benevente, Guarapary, São João, Reis Mago. Estes estabelecimentos serviam de modelo à civilização dos Guaranis, do Paraguai, tão comentada pelos mais célebres escritores.
Adaptado de SAINT-HILAIRE, A. de. Segunda Viagem ao Interior do Brasil: Espírito Santo. São Paulo: Comp. Editora Nacional, 1936, p. 17.

Considerando o trecho e o contexto da colonização do Espírito Santo no século XVII, é correto afirmar que o processo de aldeamento no Espírito Santo colonial foi favorecido pela
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Q4212895 História
Leia o fragmento de texto a seguir referente à colonização de Vitória da Conquista:

Desde 1806, após a ação do Coronel João Gonçalves da Costa para estabelecer relações pacíficas com estes indígenas, eles passaram a ser vistos como aliados dos portugueses. A rivalidade existente entre esse grupo indígena e outras tribos da região, como Pataxó (Cutachos) e Botocudo, favoreceu essa aproximação, embora fossem descritos como povos cautelosos e reservados. Com a intensificação da colonização, muitos desses indígenas acabaram sendo expulsos de seus territórios, submetidos à escravidão ou mortos.

O texto refere-se aos indígenas
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Q4204922 História

“(...) Recife, enriquecida pelo comércio e pelo trato constante com a metrópole, já não se curvava diante da antiga nobreza rural de Olinda. O mascate, outrora desprezado, erguia-se agora soberbo, sustentado pelo ouro do tráfico e pela proteção régia. Dessa rivalidade surda nasceu o ódio, e do ódio a luta, que dividiu a capitania e inflamou os ânimos como se fora guerra entre nações inimigas(...).”


ALENCAR, José de. Crônica dos Tempos Coloniais. Rio de Janeiro: Garnier, 1876.


O excerto de Crônica dos Tempos Coloniais, ao tratar da Guerra dos Mascates (1710–1711), enfatiza as tensões entre diferentes grupos sociais no interior do sistema colonial português. 


Considerando o contexto histórico do Brasil Colonial e a interpretação historiográfica sobre esse conflito, assinale a alternativa INCORRETA.

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Q4184418 História
Durante o período colonial e imperial do Brasil, grupos formados por pessoas escravizadas que fugiam das fazendas e engenhos organizavam comunidades em locais de difícil acesso, desenvolvendo formas próprias de organização social, cultural e econômica, criando espaços de resistência à escravidão. Essas comunidades recebem o nome de: 
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Q4176284 História
O deslocamento do eixo socioeconômico do Nordeste para o Centro-Sul trouxe profundas transformações provocadas pelo “surto” do ouro no final do século XVII. Sobre essas mudanças podemos afirmar, por exemplo:

I- A mineração demandou uma rede complexa de abastecimento (tropeirismo), estimulou a vida urbana,  diversificou as profissões e criou um mercado interno que integrou diversas regiões da colônia;

II- A Coroa Portuguesa proibiu a entrada de ordens religiosas e de novos colonos na região das Minas para evitar distúrbios políticos e desabastecimento das plantações de açúcar;

III- A mineração promoveu uma ruralização ainda maior da colônia, esvaziando as cidades e concentrando a população em feitorias litorâneas.

Dos itens acima:
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Q4154515 História
Na obra História do Brasil, ao analisar a sociedade mineradora do século XVIII, Boris Fausto estabelece contrapontos importantes com a historiografia tradicional e com o senso comum sobre a riqueza e a estrutura social das Minas Gerais. Discutindo aspectos que vão da demografia à dinâmica econômica, o autor apresenta interpretações específicas sobre o fenômeno das alforrias e a natureza da opulência mineira. Com base na citada obra de Boris Fausto (2004), assinale a opção correta. 
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Q4154504 História
No capítulo referente ao Brasil Colonial em História do Brasil, Boris Fausto (2004) dedica uma análise detalhada às Invasões Holandesas (1624-1654), discutindo desde as motivações econômicas da Companhia das Índias Ocidentais até a composição social das forças em conflito. O autor revisita temas clássicos, como a administração de Maurício de Nassau e o mito da “união das três raças” na Insurreição Pernambucana. Tendo como base a citada obra de Boris Fausto, assinale a opção que expressa corretamente a análise do referido autor. 
Alternativas
Q4154499 História
A Lei nº. 11.645, de 10 de março de 2008, “toma obrigatório, nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, o estudo da história e cultura afrobrasileira e indígena, que deverá ter em seus conteúdos programáticos a valorização da cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.”
(Lei nº 11.645 de 10 de março de 2008.)
Bittencourt, em seu texto “História das populações indígenas na escola: memórias e esquecimentos”, analisa a proposta da lei e como os povos indígenas foram representados no material didático de História ao longo do século XIX e no final do século XX. A partir dos livros didáticos de História e da produção acadêmica, a autora conclui que, apesar dos avanços na aproximação entre a produção de material didático e a produção acadêmica, os indígenas foram alijados dos livros didáticos de História em várias fases da construção da história do Brasil.”
(História das populações indígenas na escola: memórias e esquecimentos. BITTENCOURT, Circe Fernandes. In. BITTENCOURT, Circe Fernandes (Org.) O saber Histórico em Sala de Aula. 9ª ed. São Paulo. Contexto. 2004p. 101-132)
Para a autora, os povos indígenas ainda não são representados nos livros didáticos em várias fases da história do Brasil. Assim, assinale a opção que apresenta a razão para essa ausência.
Alternativas
Q4154498 História
A alforria é um dos temas mais discutidos sobre a escravidão. Estudos sobre a liberdade no sistema escravista têm avançado a partir de novos olhares sobre a vasta documentação disponível. Pesquisas recentes têm apontado que a liberdade, ou os caminhos até ela, fazia parte da estrutura de violência da agência da escravidão, uma vez que para alcançar a liberdade o escravizado passava, por exemplo, por uma liberdade condicionada aos quereres de seu proprietário. Boris Fausto já apontava em seu clássico livro, História do Brasil, que havia controvérsias que permitiram “dar maior substância à constatação de que o sistema escravista não se sustentou apenas pela violência aberta, embora esta fosse fundamental.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. p. 221-222)
Com base nessas informações, assinale a opção que apresenta uma dessas controvérsias.  
Alternativas
Q4139319 História
Na História do Brasil, a escravidão moldou condutas e gerou desigualdades que persistem ainda hoje. É possível dizer que o passado escravocrata se manifesta no presente por meio da 
Alternativas
Q4137744 História
No estudo sobre a escravidão e o racismo no Brasil, promover o diálogo entre os saberes dos discentes, as narrativas dos materiais didáticos, as produções midiáticas e o saber acadêmico pode não apenas aumentar o conhecimento de todos sobre nosso passado, mas, além disso, formar cidadãos bem informados e capazes de uma compreensão mais ampliada sobre o presente. Sobre isso, é correto afirmar que:
Alternativas
Respostas
1: B
2: E
3: B
4: C
5: E
6: B
7: B
8: B
9: D
10: D
11: C
12: C
13: B
14: B
15: A
16: D
17: C
18: C
19: A
20: E