Questões de Concurso
Sobre imperialismo e colonialismo do século xix em história
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Assim, analise as afirmativas a seguir:
I.O Império do Mali, no oeste africano (séculos XIII-XV), foi um dos maiores impérios da época, cuja riqueza, derivada do controle das rotas transaarianas de ouro e sal, tornou-se lendária através de seu imperador Mansa Musa.
II.As sociedades Banto, que se expandiram por grande parte da África central, oriental e austral, compartilhavam uma raiz linguística comum e dominavam técnicas de metalurgia do ferro e agricultura, fundamentais para sua expansão.
III.O continente africano pré-colonial era isolado, não possuindo cidades ou comércio de longa distância; as únicas formas de organização social eram tribos nômades que viviam em estado de guerra permanente.
Está correto o que se afirma em:
( ) A expansão colonial europeia, nos continentes asiático e africano, baseou-se exclusivamente na superioridade militar e tecnológica, sendo motivada pela demanda das populações metropolitanas por novos produtos relacionados às transformações industriais.
( ) A partilha colonial do final do século XIX correspondeu a um rearranjo global em que interesses econômicos e práticas diplomáticas se combinaram para legitimar a incorporação de territórios evitando conflitos posteriores entre as potências europeias.
( ) O imperialismo representou mudanças nas economias coloniais locais, uma vez que proporcionou benefícios econômicos recíprocos gerados pela integração aos mercados globais, justificando a dominação territorial na África e Ásia.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Observe a imagem a seguir.

Fonte: Die neue Hermannsschlacht (1875).
A imagem retrata o chanceler alemão Otto von Bismarck como herói Armínio na batalha da Floresta de Teutoburgo, simbolizando a unificação alemã de 1871.
Com base na observação da imagem, é correto afirmar que a representação de Otto von Bismark como Armínio
“Bazar do mundo”, “centro da fraternidade universal”, “exposição cosmopolita”, “grande marco na estrada da civilização” foram algumas expressões usadas na imprensa para se referir as Exposições universais, onde era dado ao visitante o contato com os produtos que exemplificavam as maravilhas das nações participantes.”
Adaptado de: BN – Exposição Universal Londres 1851.
As afirmativas descrevem corretamente objetivos das exposições universais ocorridas no século XIX, à exceção de uma. Assinale-a.
Quais mecanismos levaram à escravidão nas sociedades pré-coloniais africanas?
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de Aula: visita à História contemporânea, 2010. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, um dos mecanismos relacionados por Hernandez.
“A partir do início da década de 1870, a ficção e a futurologia produziram, sobretudo na Grã-Bretanha e na França, sketches, geralmente não realistas, sobre uma futura guerra. Na década de 1880, Friedrich Engels já analisava as probabilidades de uma guerra mundial, enquanto o filósofo Nietzsche, louca porém profeticamente, saudou a militarização crescente da Europa e predisse uma guerra que ‘diria sim ao animal bárbaro ou mesmo selvagem, que existe entre nós’. Na década de 1890, a preocupação com a guerra foi suficiente para gerar o Congresso Mundial (Universal) para a Paz – o vigésimo primeiro estava previsto para setembro de 1914, em Viena [...]”.
HOBSBAWN, Eric J. A era dos Impérios. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1988.
O processo histórico que precede a Primeira Guerra Mundial a que o grande historiador britânico Eric Hobsbawn se refere é
Simultaneamente, missionários católicos franceses na bordadura do Senegal, desde 1848, fizeram inúmeros protestos contra o aprisionamento e a escravidão.
É importante destacar que a evangelização cristã, fosse católica ou protestante, tinha três pontos comuns.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)
Um desses pontos comuns apontados pela autora consistia em
(BRUIT, Hector. O Imperialismo. Campinas: Edunicamp/Atual, 1983. p. 48.)
O texto base descreve a ação política realizada pelos EUA conhecida como
(Daniel Aarão Reis Filho. As revoluções russas. Em: Daniel A. Reis Filho; J. Ferreira; C. Zenha. O Século XX – O tempo das crises: Revoluções, fascismos e guerras, 2000. Adaptado)
O fragmento é uma referência
(Leila L. Hernandez. A África na Sala de Aula, 2005. Adaptado)
O contexto descrito no excerto foi um dos resultados
“Por volta do ano 1500, o Império cristão da Etiópia havia atingido no plano político e cultura um nível que não voltaria a encontrar durante séculos. Ele exerceu uma influência incontestável no nordeste da África”.
(In: Silvério, Valter Roberto. Síntese da coleção História Geral da África: Século XVI ao século XX / coordenação de Valter Roberto Silvério e autoria de Maria Corina Rocha, Mariana Blanco Rincón, Muryatan Santana Barbosa. – Brasília: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013, p. 145)
Com base na citação acima, analise as afirmativas abaixo:
I. A influência desse império e sua expansão cultural e militar eram mais marcantes no sul e no sudeste da referida região;
II. Em seu apogeu, a Etiópia mantinha relações comerciais e culturais com a Ásia, a Europa e a América;
III. Os monges etíopes do período – os principais disseminadores da educação, da arte e da ciência – eram formados na Europa e participavam tanto da vida cultural copta quanto muçulmana.
Sobre as afirmativas acima é correto afirmar:
(In: Silvério, Valter Roberto. Síntese da coleção História Geral da África: Século XVI ao século XX / coordenação de Valter Roberto Silvério e autoria de Maria Corina Rocha, Mariana Blanco Rincón, Muryatan Santana Barbosa. – Brasília: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013, p. 116)
Sobre o referido período da história do Congo é incorreto afirmar:
O quarto grande motivo para o desencadeamento da partilha da África foram os interesses em torno da livre navegação e do livre comércio nas bacias do Níger e do Zaire manifestado sobretudo pela Grã-Bretanha, que manifestava também o sonho de um domínio territorial cada vez mais dificultado pelos interesses de outros países europeus.
(Leila Leite Hernandez, África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)
Na segunda metade do século XIX, o sonho do domínio territorial britânico abarcava os territórios
O pensamento africano sobre a partilha e a conquista apresenta uma composição de ideias fiel à prática política de negar a dominação da civilização branca, ocidental, sobre o mundo negro. Ciosas de seu protagonismo na história, se por um lado as elites culturais africanas aceitam o conjunto de elementos econômicos como eixo impulsionador do expansionismo territorial europeu, acrescentam a esse discurso dois elementos fundamentais.
(Leila Leite Hernandez, África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005)
Um dos elementos fundamentais a que o trecho se refere é
Não está claro em que momento os velhos impérios compreenderam que a Era dos Impérios acabara definitivamente. Sem dúvida, em retrospecto, a tentativa da Grã-Bretanha e da França de reafirmar-se como potências imperiais globais na aventura de Suez em 1956 parece mais condenada ao insucesso do que parecia aos governos de Londres e Paris.
(Eric J. Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)
Em 1956, França e Grã-Bretanha