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Não está claro em que momento os velhos impérios compreenderam que a Era dos Impérios acabara definitivamente. Sem dúvida, em retrospecto, a tentativa da Grã-Bretanha e da França de reafirmar-se como potências imperiais globais na aventura de Suez em 1956 parece mais condenada ao insucesso do que parecia aos governos de Londres e Paris.
(Eric J. Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)
Em 1956, França e Grã-Bretanha
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Alternativa correta: A
1. Tema central da questão
A questão aborda a Crise de Suez de 1956, um episódio fundamental para compreender o fim da era imperialista europeia e a transição para um novo cenário internacional pós-Segunda Guerra Mundial. Esse tema é frequente em concursos pois destaca a relação entre colonialismo, nacionalismo e geopolítica no século XX.
2. Resumo teórico
Após a Segunda Guerra, muitos países buscaram independência e autonomia. Em 1956, o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser nacionalizou o Canal de Suez, até então sob controle de britânicos e franceses, visando fortalecer o Egito e sua soberania. França, Grã-Bretanha e Israel, temendo perder influência e acesso ao canal, planejaram uma operação militar conjunta para destituir Nasser (fonte: Eric Hobsbawm, Era dos Extremos).
3. Justificativa da alternativa correta
A está correta pois descreve, com precisão, que França e Grã-Bretanha planejaram, junto com Israel, uma operação militar contra Nasser. O objetivo era reverter a nacionalização do Canal de Suez e enfraquecer o governo egípcio, considerado ameaçador para seus interesses econômicos e estratégicos.
4. Análise das alternativas incorretas
B – Apesar do Egito ter recebido apoio soviético, a motivação principal foi a nacionalização do Canal, não a posse de um governo de esquerda anti-imperialista.
C – O ataque não visava manter a partilha da África de forma ampla, mas sim controlar o Canal de Suez e enfraquecer Nasser.
D – O apoio à causa palestina não foi o motivo central do conflito. A crise girou em torno do canal e do controle regional.
E – O Egito já era formalmente independente desde 1922. O conflito não foi para impedir a emancipação política, mas sim a nacionalização do canal.
5. Estratégias de interpretação
Destaque palavras-chave nos enunciados: “operação militar”, “derrubar Nasser”, “Canal de Suez”. Cuidado com informações amplas demais ou que deslocam o foco do contexto histórico. Sempre relacione as alternativas ao fato histórico central.
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Comentários
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- O presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, nacionalizou o Canal de Suez, até então controlado por companhias britânicas e francesas.
- O canal era estratégico para o comércio internacional, especialmente para o transporte de petróleo do Oriente Médio para a Europa.
Reação:
- França e Reino Unido, temendo perder influência e interesses econômicos, firmaram um acordo secreto com Israel.
- Israel invadiu o Egito pelo deserto do Sinai, e em seguida britânicos e franceses intervieram militarmente, alegando a necessidade de “proteger o canal”.
Consequência:
- Os Estados Unidos e a União Soviética pressionaram para que a intervenção terminasse.
- França e Reino Unido sofreram forte desgaste internacional e tiveram de se retirar.
- A crise marcou o declínio da influência colonial de ambos e a ascensão dos EUA e da URSS como potências dominantes no Oriente Médio.
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