Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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“Nós, o Führer e chanceler alemão e o primeiro-ministro britânico, tivemos hoje mais um encontro e concordamos em reconhecer que a questão das relações anglo-germânicas é de primordial importância para os dois países e para a Europa. Consideramos que o acordo assinado na noite passada e o Acordo Naval Anglo-Germânico simbolizam os desejos de ambos os povos de nunca mais guerrearem entre si. Estamos convictos de que o método de consulta será o método adotado para lidar com quaisquer questões concernentes a nossos dois países, e estamos determinados a continuar com nossos esforços para remover possíveis fontes de divergência e, assim, contribuir para assegurar a paz na Europa.”
ENDERS, A.; MORAES, M. & FRANCO, R. História em curso: da antiguidade à globalização. São Paulo: Editora do Brasil; Rio de Janeiro: FGV, 2008. p.313.
A estratégia apresentada ficou conhecida como:
AQUINO, Rubim. História das sociedades: das sociedades modernas às sociedades atuais. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 2003. p.165-6.
Assim como a maioria dos grandes temas na História, também a Revolução Francesa tem a sua historiografia marcada por influências ideológicas, exposição a novos olhares e diversidade de fontes e métodos. O trecho destacado aponta para uma concepção central de uma vertente historiográfica, talvez ainda dominante nas obras didáticas no Brasil, sobre a grandiosa e longeva sequência de eventos que caracteriza esse processo. Todavia, é também bastante reconhecida uma proposta revisionista desta perspectiva expressa no trecho, que se funda no seguinte autor e argumento:
SOUZA, Marina de Melo e. África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2007. p.21
O excerto destacado faz referência a um conjunto de povos, integrantes de um mesmo grupo linguístico, que posteriormente relacionou-se com os europeus, impactando os idiomas dos colonizadores da América, especialmente a língua portuguesa. Este grupo é conhecido como:
BURKE, Peter. Abertura: a nova história, seu passado e seu futuro. IN BURKE, Peter (org). A Escrita da História: novas perspectivas. São Paulo, Editora da UNESP, 1992. p.31.
O texto apresentado refere-se ao desenvolvimento da Escola dos Annales e deve ser associado a uma determinada geração desta revista, representada pelo seguinte autor:
(...)
Encaradas desse modo, a Grécia e Roma apresentam-se-nos com um caráter absolutamente inimitável. Nada do que é moderno lhes é semelhante. E no futuro nada poderá ser-lhes semelhante. Tentaremos, pois, demonstrar as regras que governaram essas sociedades, e constataremos facilmente que essas regras não podem mais dirigir a humanidade.”
COULANGES, Numa Denis Fustel de. A cidade antiga. Trad. de Frederico Ozanam Pessoa de Barros: LeLivros, 2006. Disponível em: https://latim.paginas.ufsc.br/files/2012/06/A-Cidade-Antiga-Fustel-de-Coulanges.pdf Acesso em: 20 set. 2025.
O trecho destacado apresenta características que nos permitem associá-lo à historiografia:
Quais fontes os historiadores da Mesopotâmia antiga utilizavam para reconstruir seu passado, tendo em vista a ausência de narrativas históricas tradicionais e da presença de registros contínuos? Analise as sentenças e registre V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Inscrições régias, relatos de datas específicas para a elaboração de cronologias e documentação epistolar, como cartas, que fornecem detalhes pontuais dos acontecimentos históricos.
(__)Relatos detalhados de historiadores clássicos, como Heródoto, que oferecem perspectivas abrangentes sobre a história mesopotâmica.
(__)Material arqueológico de localidades como Ebla, cujas descobertas permitiram a reconstituição de culturas e eventos até então desconhecidos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O componente curricular que tem como objeto de estudo as ações dos seres humanos no tempo e no espaço, investigando as relações entre permanências e transformações sociais, políticas e culturais, por meio da análise de fontes e do desenvolvimento da noção de tempo histórico, é a ______________.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:
UNIDADE TEMÁTICA
I. História: tempo, espaço e formas de registros.
II. A invenção do mundo clássico e o contraponto com outras sociedades.
III. Trabalho e formas de organização social e cultural.
OBJETO DE CONHECIMENTO
a) Povos da Antiguidade na África (egípcios), no Oriente Médio (mesopotâmicos) e nas Américas (pré-colombianos).
b) A questão do tempo, sincronias e diacronias: reflexões sobre o sentido das cronologias.
c) Senhores e servos no mundo antigo e no medieval.
Indique a alternativa que estabelece as relações corretamente.
( ) Como símbolo da vitória, os brasileiros trouxeram para o seu território um troféu de guerra: um canhão chamado ‘canhão-cristiano’, feito com os sinos derretidos de igrejas do país vizinho, derrotado na guerra.
( ) Hoje, o artefato integra o acervo do Museu Histórico do Rio de Janeiro.
( ) O canhão foi devolvido, atendendo às inúmeras solicitações do governo paraguaio.
I. A inclusão desses temas deve ultrapassar a dimensão puramente retórica e permitir que se defenda o estudo dessas populações como artífices da própria história do Brasil.
II. A relevância da história desses grupos humanos reside na possibilidade de os estudantes compreenderem o papel das alteridades presentes na sociedade brasileira, comprometerem-se com elas e perceberem que existem outros referenciais de produção, circulação e transmissão de conhecimentos.