Questões de Concurso Sobre história geral em história

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Q543568 História
Nos últimos anos do domínio Habsburgo em Portugal, os holandeses destruíram o que restava do tráfico da pimenta e outros produtos entre o Estado da Índia e Lisboa, por meio de bloqueios periódicos a Goa. (...)
O crepúsculo do império português da pimenta arrastou-se penosamente ao longo de muitos anos. Os portugueses lutaram tenazmente por manter a integridade do Estado da Índia. Só quando a modernização de processos comerciais se revelou tão inútil como a ação militar direta é que eles se empenharam seriamente em encontrar uma solução de compromisso e de paz com seus rivais, aceitando com relutância a inevitabilidade de um papel de importância bastante reduzida para lá do Cabo da Boa Esperança.

DISNEY, Anthony. A decadência do império da pimenta. Lisboa: Edições 70, 1981, pp.188-189.

Tendo como referência o texto acima e o processo da decadência e o fim do Império português, analise as afirmativas abaixo.

I – A crise econômica referida no texto marcou o declínio definitivo do império ultramarino português, que não mais alcançou ganhos, no comércio, com suas colônias, semelhantes aos obtidos com suas possessões asiáticas ao longo do século XVI.

II – O enfraquecimento do domínio português na Ásia, no século XVII, não levou ao seu desaparecimento imediato, o que só ocorreu de forma completa no século XX, após a entrega de Macau à China.

III – Os holandeses contribuíram para a redução da presença portuguesa na Ásia e, no mesmo período, também se assenhorearam, ainda que temporariamente, de parte de suas possessões no continente africano por meio de guerras e acordos.

IV – A independência das últimas possessões portuguesas na África ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, contribuindo, para isso, o fato de o Estado português se recusar a conceder às colônias o estatuto de província.
São corretas as afirmativas:
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Q543564 História
De todos os fatos da Era da Catástrofe, os sobreviventes do século XIX ficaram talvez mais chocados com o colapso dos valores e instituições da civilização liberal cujo progresso seu século tivera como certo, pelo menos nas partes ‘avançadas’ do mundo.

HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p.113.

Sobre o colapso de valores e instituições da civilização liberal mencionado no texto, analise as justificativas a seguir.

I – A I Guerra Mundial produziu um grande abalo nas crenças liberais, pois demonstrou que a intervenção direta do Estado, em setores da economia, poderia ser necessário e mais eficiente do que a vigência plena das leis de mercado.

II – Adolf Hitler acusou o sistema político liberal de promover o egoísmo entre os membros da sociedade civil, criticando a supremacia dos direitos individuais sobre o bem da nação, objetivo supremo das ações estatais, segundo o nazismo.

III – Os Estados fascistas realizaram inúmeros eventos, investindo fortemente na propaganda e na política de massas, procurando convencer a população, em larga medida, com sucesso, das contradições da democracia liberal.

IV – O crescimento econômico da URSS nos anos 1930, enquanto muitos países sofriam as consequências da Crise de 1929, contribuiu para o desgaste do modelo econômico liberal e influenciou ações estatais intervencionistas no Ocidente capitalista.
São corretas as justificativas:
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Q543563 História
Diferentemente dos primeiros dois romances de Doyle, que se situam principalmente ao sul do Tâmisa, entre Lambeth e Camberwell [áreas pobres de Londres], os contos publicados no Strand Magazine, de 1891 em diante, focalizam quase inteiramente o West End e a City (áreas ricas).
Como os primeiros romances não tiveram muito sucesso, ao passo que os contos foram de imediato extremamente populares, Holmes pode muito bem ter devido seu sucesso a essa mudança de local com a qual Doyle adivinhou o espaço certo para a ficção de detetive.
Em outras palavras, crime ficcional na Londres da riqueza; crime real na Londres da pobreza. (...) O mundo criminoso real é o resultado quase inevitável da pobreza urbana: é uma realidade visível, generalizada que não apresenta absolutamente nenhum mistério. Para a ficção de detetive, entretanto, o crime deve ser exatamente um enigma, um acontecimento inaudito, um caso, uma aventura. E essas situações requerem um cenário (...) de hotéis luxuosos, mansões que dão para o parque, grandes bancos, segredos diplomáticos.

MORETI, Franco. Atlas do romance europeu. São Paulo: Boitempo editorial, 2003, pp.145-146. (Adaptado)
Considerando as transformações nas sociedades europeias, no século XIX, verifica-se que o texto:
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Q543562 História
Na década de 1920, diversas práticas políticas associadas à dominação oligárquica entraram em crise, culminando com o episódio denominado Revolução de 1930. A crise da década de 1920 se manifestou em determinadas transformações, à exceção de:
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Q543560 História
As verdades da história são sempre parciais, e a história é um conhecimento fundado tanto na objetividade quanto na imparcialidade. PORQUE Os objetos da história são construídos por um investigador que está pessoal e subjetivamente implicado em sua investigação, associada, assim, a um ponto de vista que é, em si mesmo, histórico.
Analisando as afirmações acima, conclui-se que:
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Q543559 História
Eu redijo um manifesto e não quero nada, eu digo portanto certas coisas e sou por princípios contra manifestos, assim como sou contra princípios (...). Eu redijo este manifesto para mostrar que é possível fazer as ações opostas simultaneamente, numa única fresca respiração; sou contra a ação pela contínua contradição, pela afirmação também, eu não sou nem para nem contra e não explico por que odeio o bom-senso.

A obra de arte não deve ser a beleza em si mesma, porque a beleza está morta.

Tristan Tzara, um dos protagonistas do Dadaísmo


A resposta artística mais radical à guerra partiu de um grupo de pessoas que rompeu totalmente com as lealdades tradicionais e se reuniu na neutra Zurique em 1915 para ali fundar a ideia Dada – se é que se pode falar desta manifestação como uma ideia. (...) Eles negavam todo significado, até o seu próprio. O único sentido era a falta de sentido, a única arte a antiarte.

EKSTEINS, Modris. A sagração da primavera. Rio de Janeiro: Rocco, 1991, p.269.

Acerca da relação entre o Dadaísmo e a I Guerra Mundial (1914-1918), pode-se afirmar que aquele movimento artístico.

I – evidenciou a desilusão dos europeus em relação à sua civilização diante dos horrores do conflito;

II – representou nas artes a visão dos combatentes referente à irracionalidade intrínseca daquela guerra;

III – tentou convencer o lado adversário da falta de lógica em seguir na luta mesmo sem esperança de vitória;

IV – demonstrou, como mesmo em momentos de transformação social, as sensibilidades artísticas permanecem semelhantes.

Estão corretas APENAS as afirmativas:
Alternativas
Q543555 História
 

A Estrada de Ferro, 1873, de Edouard Manet.

Disponível em http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/manet/manet.railroad.jpg

Acessado em 30/11/2009.


                      É preciso ser da própria época. (Édouard Manet)

O vapor é o herói – o herói moderno – dessa tela. (...) A estrada de ferro é um poema sobre a velocidade contemplada com calma. Não conheço nenhum quadro do século XIX que celebre a modernidade mais cabalmente do que esse.

GAY, Peter. Art and act. Citado em FRIEDRICH, Otto. Olympia: Paris no tempo dos impressionistas. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, pp. 259-260.

Levando em consideração a análise da obra A estrada de ferro, o objetivo declarado do pintor e o contexto histórico de sua produção, conclui-se que:
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Q543553 História
Compreende-se por que os antigos viam no medo uma punição dos deuses, e por que os gregos haviam divinizado Deimos (o Temor) e Fobos (o Medo), esforçando-se em conciliar-se com eles em tempo de guerra. (...)
O historiador, em todo caso, não precisa procurar muito para identificar a presença do medo nos comportamentos de grupos. Dos povos ditos ‘primitivos’ às sociedades contemporâneas, encontra-o quase a cada passo – e nos setores mais diversos da existência cotidiana.

DELUMEAU, Jean. História do medo no Ocidente: 13001800. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, pp.20-21.

A partir das colocações acima, analise as afirmativas abaixo.

I – No contexto da Contrarreforma, a repressão da Igreja católica às práticas pagãs – algumas das quais denunciadas como demoníacas –, contribuiu para o recrudescimento do medo em relação à bruxaria.

II – Os Estados totalitários do século XX, por meio de aparelhos repressivos violentos e mais eficientes do que quaisquer outros anteriormente criados, instituíram o medo como instrumento de controle sistemático sobre as massas.

III – O desconhecimento e uma série de narrativas referentes à existência de seres fantásticos e monstruosos contribuíram para que o oceano fosse percebido com temor por grande parte dos europeus do início do século XV.

IV – No início da Revolução Francesa, o movimento conhecido como Grande Medo difundiu um pânico generalizado entre os senhores de terras, uma vez que se tratou de ações violentas e coordenadas do campesinato contra a grande propriedade.
São corretas as afirmativas:
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Q543551 História
A essa altura, os dois - Marx e Engels - já haviam desenvolvido ideias próprias a respeito do comunismo. Haviam examinado as concepções de seus predecessores e, com suas mentes aguçadas e realistas, extirpado delas o sentimentalismo e as fantasias que se misturavam com as percepções práticas dos socialistas utópicos. De Saint-Simon aceitaram a descoberta de que a política moderna era simplesmente a ciência da regulamentação; de Fourier, a condenação ao burguês (...); de Owen, a consciência de que o sistema fabril teria de ser a raiz da revolução social. Porém viram que o erro dos socialistas utópicos fora imaginar que o socialismo seria imposto à sociedade de cima para baixo, por desinteressados membros das classes superiores.

WILSON, Edmund. Rumo à Estação Finlândia. São Paulo: Companhia das Letras, 1986, p.141. (Adaptado)
Comparando as ideias socialistas que circularam nas sociedades europeias, ao longo do século XIX, conclui-se que as(o):
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Q543549 História
Pois, a partir de 1917, a Revolução Francesa não é mais essa matriz de probabilidades a partir da qual pode e deve ser elaborada uma outra revolução, definitivamente libertadora; ela não é mais esse campo de possibilidades descoberto e descrito por Jaurès em toda a riqueza de suas virtualidades. Ela se torna a mãe de um acontecimento real, e seu filho tem um nome: Outubro de 1917, e de forma geral, Revolução Russa. Já em 1920, numa pequena brochura, Mathiez ressalta o parentesco entre o governo da Montanha, de junho de 93 a julho de 94, e a ditadura bolchevique dos anos de guerra civil: ‘jacobinismo e bolchevismo são, da mesma forma, duas ditaduras, nascidas da guerra civil e da guerra estrangeira, duas ditaduras de classe, operando, pelos mesmos meios, o terror, a requisição e os impostos, propondo-se, em última análise, um objetivo semelhante, a transformação da sociedade e não somente da sociedade russa ou da sociedade francesa, mas da sociedade universal’.

FURET, François. Pensando a Revolução Francesa. 2ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989, pp. 103-104.
A partir da leitura do texto acima, conclui-se que o autor se refere à:
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Q543547 História
Em nossa inevitável subordinação em relação ao passado, ficamos [portanto] pelo menos livres no sentido de que, condenados sempre a conhecê-lo exclusivamente por meio de [seus] vestígios, conseguimos todavia saber sobre ele muito mais do que ele julgara sensato nos dar a conhecer. [É, pensando bem, uma grande revanche da inteligência sobre o dado].

BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001, p. 78.


Mas, à medida que a história foi levada a fazer dos testemunhos involuntários um uso cada vez mais frequente, ela deixou de se limitar a ponderar as afirmações [explícitas] dos documentos. Foi-lhe necessário também extorquir as informações que eles não tencionavam fornecer.

BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001, p. 95.
Analise esses textos de Bloch em relação à seguinte questão:
Como é possível conhecer do passado muito mais do que ele julgara sensato nos dar a conhecer ou ainda, como é possível a revanche da inteligência sobre o dado?
Considerando os textos, qual dentre as respostas a seguir é consistente com a questão acima?
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Q543544 História
Assim, tal como me parece, foi a crise geral do século XVII. Foi uma crise não da constituição nem do sistema de produção, mas do Estado, ou melhor, da relação do Estado com a sociedade. Diferentes países descobriram como sair dessa crise de diferentes modos. Na Espanha, o antigo regime sobreviveu; mas sobreviveu apenas como uma carga desastrosa, imóvel sobre um país empobrecido. Em outras partes, na Holanda, na França e na Inglaterra, a crise marcou o fim de uma era — o descarte de uma superestrutura do topo da sociedade, o retorno à política mercantilista, responsável. Pois no século XVII, as cortes da Renascença tinham crescido tanto, tinham consumido tanto em desperdício e tinham introduzido seus crescentes sugadores tão fundo no corpo da sociedade, que só podiam florescer por um tempo limitado e, em uma época, também de prosperidade geral em expansão. Quando essa prosperidade fracassou, o parasita monstruoso estava trôpego.

TREVOR-ROPER, Hugh. A crise do século XVII. Rio de Janeiro: Topbooks, 2007, pp.141-142. (Adaptado).
Considerando a leitura do texto acima, conclui-se que a crise geral do século XVII foi:
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Q543543 História

 

As reproduções acima são apenas duas das muitas que poderiam ser escolhidas para representar a fabricação – para usar

a expressão do historiador Peter Burke – de uma imagem específica para o rei Luís XIV, da França.

Sobre essas imagens e o contexto de sua produção, analise as afirmativas a seguir.

I – A primeira reprodução destaca o vínculo de Luis XIV com o conhecimento científico do período, distinguindo-o dos demais reis da época, cujas representações enfatizavam seus vínculos com a Igreja católica ou protestante.

II – Um tema recorrente dessa fabricação, não contemplado nas reproduções acima, era a identificação do monarca com personagens reais ou mitológicos da Antiguidade clássica.

III – A tolerância do rei também estava entre os atributos destacados em grande parte das representações produzidas na época, em função, sobretudo, da assinatura do Édito de Nantes.

IV – A segunda reprodução confere relevo à habilidade do rei como guerreiro, virtude ainda muito valorizada pela nobreza, símbolo de suas tradições e de sua importância nas hierarquias do Antigo Regime.

São corretas as afirmativas.
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Q543540 História
Macduff – (...) Ó nação miserável, governada por um tirano sem direito ao trono, tirano que carrega na mão um cetro coberto de sangue, quando tu verás tuas áureas épocas novamente? Quando o herdeiro legítimo de teu trono por interdição por ele mesmo decretada, apresenta-se como um condenado e atira blasfêmias contra sua própria estirpe? – Seu Augusto Pai, senhor, foi um santo Rei. A Rainha que o trouxe a este mundo, mulher que vivia mais de joelhos que de pé, para livrar-se das tentações, rezava todos os dias de sua vida. Adeus! (...)
Malcolm – Macduff, essa sua nobre emoção, filha da integridade, lavou de minha alma os sombrios escrúpulos, reconciliou
os meus pensamentos com a sua saudável lealdade e sua honra. O diabólico Macbeth, por muitos desses ardis, tem buscado colocar-me sob seu jugo. É um raciocínio cauteloso, o que me impede de confiar nos outros cedo demais. Mas Deus, lá de cima, faz a intermediação entre mim e sua pessoa. (...)

SHAKESPEARE, William. Macbeth. Porto Alegre: L&PM Editores, 2000, p.103.

Considerando o texto acima, no contexto histórico do Renascimento europeu, analise as afirmativas a seguir.

I – O Estado moderno já ganhava contornos definidos naquele período, especialmente na Europa Ocidental, cujos territórios encontravam-se, em larga medida, submetidos ao controle de casas dinásticas.

II – Um sentimento nacionalista começava a se difundir entre a população europeia, abrangendo grupos sociais diversos, como a nobreza e o campesinato, em prol do fortalecimento do poder real.

III – Cada personagem do diálogo transcrito representava um conjunto diverso de representações mentais, sendo Malcolm a expressão de um homem cujas visões de mundo eram essencialmente medievais.

IV – Aspectos, que a princípio poderiam ser considerados como contraditórios, conviviam de maneira harmoniosa, como a valorização da capacidade de raciocínio do homem e sua religiosidade intensa.
São corretas APENAS as afirmativas:
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Q543539 História
A história faz-se, sem dúvida, com documentos escritos, quando eles existem e, até mesmo, na sua falta, ela pode e deve fazer-se. A partir de tudo aquilo de que a engenhosidade do historiador pode lançar mão para fabricar o seu mel, na falta de flores usuais. Portanto, a partir de palavras e sinais; de paisagens e pedaços de argila; das formas de campos e de ervas daninhas; dos eclipses de lua e das coleiras de parelha; da perícia de pedras feita por geólogos e da análise de espadas metálicas por químicos. Em suma, a partir de tudo o que, pertencente ao homem, depende e está a serviço do homem, exprime o homem, significa a presença, a atividade, as preferências e as maneiras de ser do homem.
Uma grande parte – e, sem dúvida, a mais apaixonante – de nosso trabalho de historiador não consistirá no esforço constante para que as coisas silenciosas se tornem expressivas, levá-las a exprimir o que elas são incapazes de dizer por si mesmas a respeito dos homens e das sociedades que as produziram, e, finalmente, para constituir entre elas essa ampla rede de solidariedade e ajuda mútua que supre a falta do documento escrito?

Lucien Febvre [1953] Apud PROST, Antoine. Doze lições sobre a história
Belo Horizonte: Autêntica, 2008, p.77.
Para Lucien Febvre, a parte mais apaixonante do ofício de historiador é fazer com que coisas silenciosas se tornem expressivas. Para que isso seja possível, de acordo com o texto citado, é preciso:
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Q543536 História
Boa parte do famoso manual Introdução aos estudos históricos (1a edição francesa de 1897), escrito por Langlois e Seignobos, é dedicada a explicar as regras que devem ser seguidas a fim de se estabelecerem os fatos históricos. Na perspectiva da Escola Metódica formalizada por eles, os fatos históricos.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: ESAF Órgão: CVM Prova: ESAF - 2010 - CVM - Agente Executivo - Prova 1 |
Q526046 História
Em relação aos fluxos comerciais e financeiros da ordem global contemporânea, assinale a opção correta.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: ESAF Órgão: CVM Prova: ESAF - 2010 - CVM - Agente Executivo - Prova 1 |
Q526045 História
Um aspecto marcante da História Contemporânea é que, nas últimas décadas, o mundo parece ter acordado para as questões globais do meio ambiente. Dois séculos depois de iniciada a Revolução Industrial, a ideia de desenvolvimento sustentável tende a ganhar densidade. Relativamente a esse tema, assinale a opção incorreta.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: ESAF Órgão: CVM Prova: ESAF - 2010 - CVM - Agente Executivo - Prova 1 |
Q526044 História
As últimas décadas do século XX assistiram à consolidação de um longo processo histórico, basicamente – mas não exclusivamente – caracterizado pela conformação de um mercado efetivamente mundial. A essa nova realidade, comumente chamada globalização, agregam-sevários elementos, exceto:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: ESAF Órgão: CVM Prova: ESAF - 2010 - CVM - Agente Executivo - Prova 1 |
Q526043 História
Particularmente conhecida com os ataques de 11 de Setembro de 2001, entre muitos outros atos igualmente terroristas de que participou ou estimulou, a Al Qaeda pode ser definida como uma organização.
Alternativas
Respostas
10261: B
10262: E
10263: D
10264: C
10265: D
10266: A
10267: A
10268: C
10269: E
10270: E
10271: B
10272: A
10273: B
10274: B
10275: D
10276: C
10277: A
10278: C
10279: E
10280: C