Questões de Concurso Comentadas sobre história geral em história

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Q3575024 História
A Idade Média Central, em relação às estruturas econômicas, conheceu importantes mudanças nos elementos que tinham caracterizado a fase anterior, entre os séculos IV e X. Em primeiro lugar, a passagem da agricultura dominial para a senhorial. Diante do incremento demográfico que se manifestava desde meados do século X, os mansos da época carolíngia foram divididos em lotes bem menores, com cerca de 3 ou 4 hectares, as tenências. Havia dois tipos básicos delas, ambas de concessão pouco onerosa para o camponês, a censive e a champart.
(Hilário Franco Júnior, Idade Média, nascimento do ocidente. Adaptado)
Outra transformação econômica, segundo Franco Júnior, entre os séculos XI e XIII, foi
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Q3575023 História
Os medievais tinham uma experiência da passagem do tempo bastante diferente da nossa. A Idade Média não se interessava por uma clara e uniforme quantificação do tempo. Os intervalos muito pequenos (segundos) eram simplesmente ignorados, os pequenos (minutos) pouco considerados, os médios (horas) contabilizados grosseiramente por velas, ampulhetas, relógios d’água, observação do Sol. Apenas o clero, por necessidades litúrgicas, estabeleceu um controle maior sobre as horas, contando-as precariamente de três em três a partir da meia-noite. Maior precisão apareceu somente no século XIV, com o relógio mecânico, que porém tinha apenas o ponteiro das horas.  (Hilário Franco Júnior, Idade Média, nascimento do ocidente. 
Adaptado) Segundo Franco Júnior, os medievais calculavam imprecisamente o tempo porque
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Q3575022 História
A África foi vítima do maior holocausto que o mundo já conheceu, desdobrado em dois momentos: o tráfico escravista árabe dos séculos VIII e IX e o mercantilismo europeu dos séculos XV a XIX.
 (Elisa Larkin Nascimento, Sankofa: significado e intenções.  Em: Elisa Larkin Nascimento (org.). A matriz africana no mundo)
 Para Elisa Nascimento, o holocausto europeu na África 
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Q3575021 História
Para que os objetivos da colonização portuguesa em Angola fossem alcançados na íntegra, seria necessário exercer também o domínio cultural. Assim, entre outros documentos, foi instituído o “atestado de assimilação”, por meio do qual se daria ao nativo o estatuto de cidadão português.
(Ismael Diogo da Silva, Angola ontem e hoje. Em: Elisa Larkin  Nascimento (org.). A matriz africana no mundo. Adaptado)
Segundo o artigo citado, para o nativo de Angola, o “atestado de assimilação” significava
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Q3575018 História
O saber histórico na sala de aula tem se caracterizado por um duplo movimento. De um lado, tenta-se compreender aspectos do presente por meio do passado. De outro, busca-se reelaborar a história a partir de novos questionamentos.
(Currículo Paulista)
Segundo o Currículo Paulista, tal perspectiva do saber histórico
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Q3575016 História
No artigo “Cultura escolar como objeto histórico”, Dominique Julia considera que as disciplinas escolares são
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Q3575015 História
Por que seria tão controvertida a utilização das fontes orais? Paul Thompson sugeriu que os velhos professores não gostam de aprender novos truques e resistem ao que percebem ser uma erosão da posição especial do método rankeano. Isso pode ser verdade, mas eu suspeito de que há razões mais profundas, e menos estridentes.
 (Gwyn Prins, História Oral. Em: Peter Burke (org.).
 A escrita da história: novas perspectivas)
Gwyn Prins responde à própria pergunta afirmando que os historiadores
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Q3575014 História
Não procurei resumir para os leitores brasileiros a história da África portuguesa, tampouco “brasilianizar” de qualquer jeito personagens e feitos ultramarinos.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes:  formação do Brasil no Atlântico Sul)
Na obra citada, o autor pretendeu
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Q3575011 História
Considera-se como o país cristão mais antigo da África subsaariana, sem que houvesse contato com a coloniza ção. O cristianismo foi introduzido a partir de Alexandria, durante a ocupação romana do Egito. Salvo uma curta ocupação da Itália no século XX, o país nunca foi ver dadeiramente colonizado. O cristianismo só perdeu sua preponderância perante o islamismo, imposto durante o império otomano.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
O excerto apresenta referências
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Q3575010 História
O que Marc Bloch não aceitava em seu mestre Charles Seignobos, principal representante dos historiadores “positivistas”, era iniciar o trabalho do historiador somente com a coleta dos fatos.
(Jacques Le Goff, Prefácio. Em: Marc Bloch, Apologia da história,
 ou, O ofício do historiador
. Adaptado)
Para Marc Bloch, havia uma fase anterior à coleta de fatos, que exige do historiador
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Q3575009 História
 Estudar as crônicas de uma aldeia, o que é feito com enorme frequência hoje em dia, é algo completamente sem sentido. O dever do historiador é estudar as origens daquelas ideias que moldam nossas vidas, não escrever novelas. Basta eu citar um exemplo: há muita conversa atualmente sobre a necessidade de retorno ao mercado. Quem inventou o mercado? Os homens do século dezoito. E na Itália quem se preocupava com isso? Os pensadores do Iluminismo, Genovese e Verri. É importante situar firmemente no centro de nossos estudos as raízes de nossa vida moderna.
(Franco Venturi, Lumi di Venezia. Apud Giovanni Levi. Em: Peter Burke
(org.). A escrita da história: novas perspectivas, 2011, p. 10. Adaptado)
Segundo o excerto, Franco Venturi,
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Q3575008 História
A nova história é a história escrita como uma reação deliberada contra o “paradigma” tradicional. Será conveniente descrever este paradigma tradicional como “história rankeana”. Em prol da simplicidade e da clareza, o contraste entre a antiga e a nova história pode ser resumido em seis pontos.
(Peter Burke (org.). A escrita da história: novas perspectivas. Adaptado)
De acordo com Peter Burke, um dos pontos que diferencia a nova história do paradigma tradicional afirma que
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Q3569335 História
A emergência da história e memória como campos interdisciplinares tem produzido debates intensos sobre os usos do passado, a construção de identidades coletivas e as disputas por reconhecimento. Autores como Paul Ricoeur, Pierre Nora e Michel Pollak destacam os diferentes regimes de historicidade em jogo nas narrativas públicas. Qual alternativa expressa uma compreensão crítica e metodologicamente sólida sobre a relação entre história e memória?
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Q3569334 História
A história econômica, particularmente no diálogo com a macro-história e a história global, tem aprofundado a análise dos efeitos do imperialismo europeu na configuração dos mercados mundiais. A partir das contribuições de Immanuel Wallerstein, Kenneth Pomeranz e Sven Beckert, qual alternativa expressa uma crítica sofisticada ao impacto do imperialismo na estruturação da economia capitalista global?
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Q3569333 História
A análise do pensamento político moderno exige uma leitura crítica das concepções de Estado, soberania e contrato social elaboradas por autores como Hobbes, Locke e Rousseau. No entanto, a recepção dessas ideias na historiografia contemporânea tem ressaltado as ambiguidades e as tensões entre liberdade, autoridade e representação. Qual alternativa representa uma leitura interpretativamente densa e alinhada com essas discussões?
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Q3569332 História
A Revolução Francesa, ao inaugurar uma nova gramática política baseada na soberania popular e na cidadania moderna, também desencadeou tensões entre universalismo e exclusão. Pesquisas recentes têm problematizado os limites das promessas iluministas, especialmente no que se refere à participação feminina, racial e colonial. À luz dessas abordagens, qual alternativa expressa um tensionamento crítico coerente com a historiografia contemporânea sobre o tema?
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Q3569331 História
A historiografia sobre o período medieval, especialmente a partir das décadas finais do século XX, passou a desconstruir as imagens estigmatizadas da “Idade das Trevas” e a abordar com maior sofisticação as relações sociais, simbólicas e políticas do feudalismo europeu. Com base nas contribuições de Jacques Le Goff, Georges Duby e Chris Wickham, qual alternativa apresenta uma interpretação consistente com as abordagens historiográficas atuais sobre o feudalismo?
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Q3569327 História
A incorporação da obra de Michel Foucault ao campo historiográfico, especialmente a partir das noções de genealogia, arqueologia do saber e microfísica do poder, implicou deslocamentos metodológicos significativos no modo de apreender as relações entre saber, verdade e poder. Tais deslocamentos foram fundamentais para a constituição de novas abordagens críticas sobre instituições disciplinares, discursos e subjetividades. Com base nessas contribuições, qual alternativa expressa com maior exatidão uma implicação teórico-metodológica da historiografia inspirada em Foucault?
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Q3569325 História
Tradicionalmente interpretada como uma polarização ideológica e geopolítica entre o bloco capitalista liderado pelos EUA e o bloco socialista liderado pela URSS, a Guerra Fria tem sido reavaliada por historiadores como Odd Arne Westad e Melvyn Leffler, que propõem uma abordagem ampliada, centrada nas reconfigurações políticas e culturais globais, especialmente no Sul Global. À luz dessas novas interpretações, qual proposição expressa, com rigor historiográfico, os desdobramentos do conflito em escala planetária?
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Q3569324 História
A Segunda Guerra Mundial, compreendida pela historiografia contemporânea não apenas como um confronto militar de escala global, mas como uma inflexão profunda nas estruturas políticas, econômicas e culturais do século XX, foi responsável por transformações que excedem os limites do campo bélico. A partir das análises de Tony Judt, Richard Overy e Ian Kershaw, quais desdobramentos imediatos e estruturais podem ser identificados como implicações decisivas da ordem pós-1945 no sistema internacional moderno?
Alternativas
Respostas
1801: A
1802: C
1803: B
1804: C
1805: A
1806: B
1807: D
1808: B
1809: B
1810: B
1811: C
1812: E
1813: E
1814: C
1815: D
1816: E
1817: D
1818: E
1819: A
1820: C