Questões de Concurso Comentadas sobre história geral em história

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Q3575021 História
Para que os objetivos da colonização portuguesa em Angola fossem alcançados na íntegra, seria necessário exercer também o domínio cultural. Assim, entre outros documentos, foi instituído o “atestado de assimilação”, por meio do qual se daria ao nativo o estatuto de cidadão português.
(Ismael Diogo da Silva, Angola ontem e hoje. Em: Elisa Larkin  Nascimento (org.). A matriz africana no mundo. Adaptado)
Segundo o artigo citado, para o nativo de Angola, o “atestado de assimilação” significava
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Q3575018 História
O saber histórico na sala de aula tem se caracterizado por um duplo movimento. De um lado, tenta-se compreender aspectos do presente por meio do passado. De outro, busca-se reelaborar a história a partir de novos questionamentos.
(Currículo Paulista)
Segundo o Currículo Paulista, tal perspectiva do saber histórico
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Q3575016 História
No artigo “Cultura escolar como objeto histórico”, Dominique Julia considera que as disciplinas escolares são
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Q3575015 História
Por que seria tão controvertida a utilização das fontes orais? Paul Thompson sugeriu que os velhos professores não gostam de aprender novos truques e resistem ao que percebem ser uma erosão da posição especial do método rankeano. Isso pode ser verdade, mas eu suspeito de que há razões mais profundas, e menos estridentes.
 (Gwyn Prins, História Oral. Em: Peter Burke (org.).
 A escrita da história: novas perspectivas)
Gwyn Prins responde à própria pergunta afirmando que os historiadores
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Q3575014 História
Não procurei resumir para os leitores brasileiros a história da África portuguesa, tampouco “brasilianizar” de qualquer jeito personagens e feitos ultramarinos.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes:  formação do Brasil no Atlântico Sul)
Na obra citada, o autor pretendeu
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Q3575011 História
Considera-se como o país cristão mais antigo da África subsaariana, sem que houvesse contato com a coloniza ção. O cristianismo foi introduzido a partir de Alexandria, durante a ocupação romana do Egito. Salvo uma curta ocupação da Itália no século XX, o país nunca foi ver dadeiramente colonizado. O cristianismo só perdeu sua preponderância perante o islamismo, imposto durante o império otomano.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
O excerto apresenta referências
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Q3575010 História
O que Marc Bloch não aceitava em seu mestre Charles Seignobos, principal representante dos historiadores “positivistas”, era iniciar o trabalho do historiador somente com a coleta dos fatos.
(Jacques Le Goff, Prefácio. Em: Marc Bloch, Apologia da história,
 ou, O ofício do historiador
. Adaptado)
Para Marc Bloch, havia uma fase anterior à coleta de fatos, que exige do historiador
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Q3575009 História
 Estudar as crônicas de uma aldeia, o que é feito com enorme frequência hoje em dia, é algo completamente sem sentido. O dever do historiador é estudar as origens daquelas ideias que moldam nossas vidas, não escrever novelas. Basta eu citar um exemplo: há muita conversa atualmente sobre a necessidade de retorno ao mercado. Quem inventou o mercado? Os homens do século dezoito. E na Itália quem se preocupava com isso? Os pensadores do Iluminismo, Genovese e Verri. É importante situar firmemente no centro de nossos estudos as raízes de nossa vida moderna.
(Franco Venturi, Lumi di Venezia. Apud Giovanni Levi. Em: Peter Burke
(org.). A escrita da história: novas perspectivas, 2011, p. 10. Adaptado)
Segundo o excerto, Franco Venturi,
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Q3575008 História
A nova história é a história escrita como uma reação deliberada contra o “paradigma” tradicional. Será conveniente descrever este paradigma tradicional como “história rankeana”. Em prol da simplicidade e da clareza, o contraste entre a antiga e a nova história pode ser resumido em seis pontos.
(Peter Burke (org.). A escrita da história: novas perspectivas. Adaptado)
De acordo com Peter Burke, um dos pontos que diferencia a nova história do paradigma tradicional afirma que
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Q3569335 História
A emergência da história e memória como campos interdisciplinares tem produzido debates intensos sobre os usos do passado, a construção de identidades coletivas e as disputas por reconhecimento. Autores como Paul Ricoeur, Pierre Nora e Michel Pollak destacam os diferentes regimes de historicidade em jogo nas narrativas públicas. Qual alternativa expressa uma compreensão crítica e metodologicamente sólida sobre a relação entre história e memória?
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Q3569334 História
A história econômica, particularmente no diálogo com a macro-história e a história global, tem aprofundado a análise dos efeitos do imperialismo europeu na configuração dos mercados mundiais. A partir das contribuições de Immanuel Wallerstein, Kenneth Pomeranz e Sven Beckert, qual alternativa expressa uma crítica sofisticada ao impacto do imperialismo na estruturação da economia capitalista global?
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Q3569333 História
A análise do pensamento político moderno exige uma leitura crítica das concepções de Estado, soberania e contrato social elaboradas por autores como Hobbes, Locke e Rousseau. No entanto, a recepção dessas ideias na historiografia contemporânea tem ressaltado as ambiguidades e as tensões entre liberdade, autoridade e representação. Qual alternativa representa uma leitura interpretativamente densa e alinhada com essas discussões?
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Q3569332 História
A Revolução Francesa, ao inaugurar uma nova gramática política baseada na soberania popular e na cidadania moderna, também desencadeou tensões entre universalismo e exclusão. Pesquisas recentes têm problematizado os limites das promessas iluministas, especialmente no que se refere à participação feminina, racial e colonial. À luz dessas abordagens, qual alternativa expressa um tensionamento crítico coerente com a historiografia contemporânea sobre o tema?
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Q3569331 História
A historiografia sobre o período medieval, especialmente a partir das décadas finais do século XX, passou a desconstruir as imagens estigmatizadas da “Idade das Trevas” e a abordar com maior sofisticação as relações sociais, simbólicas e políticas do feudalismo europeu. Com base nas contribuições de Jacques Le Goff, Georges Duby e Chris Wickham, qual alternativa apresenta uma interpretação consistente com as abordagens historiográficas atuais sobre o feudalismo?
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Q3569327 História
A incorporação da obra de Michel Foucault ao campo historiográfico, especialmente a partir das noções de genealogia, arqueologia do saber e microfísica do poder, implicou deslocamentos metodológicos significativos no modo de apreender as relações entre saber, verdade e poder. Tais deslocamentos foram fundamentais para a constituição de novas abordagens críticas sobre instituições disciplinares, discursos e subjetividades. Com base nessas contribuições, qual alternativa expressa com maior exatidão uma implicação teórico-metodológica da historiografia inspirada em Foucault?
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Q3569325 História
Tradicionalmente interpretada como uma polarização ideológica e geopolítica entre o bloco capitalista liderado pelos EUA e o bloco socialista liderado pela URSS, a Guerra Fria tem sido reavaliada por historiadores como Odd Arne Westad e Melvyn Leffler, que propõem uma abordagem ampliada, centrada nas reconfigurações políticas e culturais globais, especialmente no Sul Global. À luz dessas novas interpretações, qual proposição expressa, com rigor historiográfico, os desdobramentos do conflito em escala planetária?
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Q3569324 História
A Segunda Guerra Mundial, compreendida pela historiografia contemporânea não apenas como um confronto militar de escala global, mas como uma inflexão profunda nas estruturas políticas, econômicas e culturais do século XX, foi responsável por transformações que excedem os limites do campo bélico. A partir das análises de Tony Judt, Richard Overy e Ian Kershaw, quais desdobramentos imediatos e estruturais podem ser identificados como implicações decisivas da ordem pós-1945 no sistema internacional moderno?
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Q3569321 História
A Revolução Francesa tem sido objeto de profundas revisões historiográficas, especialmente no tocante à sua natureza política, simbólica e social. A partir do contraste entre as interpretações estruturalistas de Georges Lefebvre e Albert Soboul, centradas na luta de classes, e as abordagens culturais e discursivas de François Furet e Lynn Hunt, qual proposição expressa uma crítica historiograficamente consistente às limitações das leituras materialistas clássicas da Revolução?
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Q3569320 História
O Iluminismo, enquanto movimento intelectual do século XVIII, tem sido objeto de revisões historiográficas que enfatizam sua heterogeneidade interna e seus usos político-discursivos em contextos coloniais e revolucionários. A partir das contribuições de Jonathan Israel, Lynn Hunt e Robert Darnton, qual alternativa expressa uma análise crítica sobre as ambiguidades do pensamento iluminista europeu?
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Q3569319 História
A crise do século XIV europeu, atravessada por pandemias, fome, revoltas camponesas e guerras prolongadas, tem sido objeto de análise de autores como Guy Bois, Georges Duby e Rodney Hilton. À luz da historiografia materialista e das abordagens demográficas e econômicas, qual proposição melhor expressa os efeitos estruturais da crise sobre a transição do feudalismo?
Alternativas
Respostas
1601: C
1602: A
1603: B
1604: D
1605: B
1606: B
1607: B
1608: C
1609: E
1610: E
1611: C
1612: D
1613: E
1614: D
1615: E
1616: A
1617: C
1618: C
1619: B
1620: D