Questões de Concurso
Sobre história do brasil em história
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Ao perceber as dificuldades existentes no sistema de capitanias hereditárias, a Coroa portuguesa estabeleceu:
I.A Noite das Garrafadas foi um episódio significativo na história do Brasil, ocorrendo em 13 de março de 1831, durante o conturbado período do Primeiro Reinado. Esse evento reflete as tensões políticas e sociais que marcaram o reinado de Dom Pedro I.
II.A Noite das Garrafadas foi um evento simbólico da luta pela construção de uma identidade nacional e pela busca de um governo mais representativo e estável no Brasil.
III.A Noite das Garrafadas foi desencadeada por uma série de manifestações em revolta ao retorno tardio de Dom Pedro I ao Rio de Janeiro, após uma viagem longa à província de Minas Gerais. Seus partidários, conhecidos como "pedristas" se revoltaram por conta do sentimento de abandono sentido pela ausência do imperador a capital.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
“No governo de Juscelino Kubitschek e no de João Goulart, o poder executivo é ocupado no nível ministerial por uma ampla maioria de líderes dos dois partidos. a diferença sensível entre os dois referidos governos é de que, no de JK, um pessedista mineiro, a maioria dos ministros é pessedista e o PSD situa o PTB como um partido de apoio, mesmo porque o vicepresidente Jango é petebista; já no governo de Jango, o PSD só deu mais cartas enquanto perdurou a vigência da emenda parlamentarista (agosto de 1961 a janeiro de 1963), perdendo a preeminência no governo presidencialista”.
(GOMES, Ângela Maria de Castro [et.al.]. O Brasil Republicano – sociedade e política (1930-1945). 9. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007, v. 10, p. 329-330.)
A aliança partidária entre o PTB e o PSD é um aspecto crucial para entender a república brasileira no período de 1945 a 1964. Sobre esse período da história do país, é correto afirmar que:
“Os planos da ditadura para integrar o território de Roraima ao restante do país eram tanto ambiciosos para o governo quanto arriscado para os índios. Após rasgar, ao sul, por mais de uma centena de quilômetros a terra waimiri-atroari com a abertura da rodovia BR-174, que permitiu a ligação de Manaus à capital do território, Boa Vista, os militares passaram a construir outra estrada, a BR-210, agora no sentido leste-oeste, para cruzar a BR-174 a fim de conectar Macapá [...] ao Norte do Amazonas. [...] A exemplo da Transamazônica, porém a obra jamais foi concluída.”
(VALENTE, Rubens. Os fuzis e as flechas: história de sangue e resistência indígena na ditadura. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p. 179.)
Acerca da relação entre a Ditadura Militar, os povos indígenas e a ocupação da região norte do Brasil, assinale a afirmativa correta:
“É no norte e no oeste da região amazônica que se desenvolvem diferentes padrões linguísticos. Já apontamos para o papel do empréstimo no caso das línguas Karib e também em algumas línguas Maipure-Arawak. Que tipos de contato teriam levado a esses empréstimos? Tratar-se-ia de um multilinguismo difundido? Línguas de comércio teriam se formado nessa área em tempos pré-colombianos? Qual a idade desses padrões? Essas são algumas das questões que é preciso abordar em relação ao papel da língua [entre os povos pré-colombianos].”
(URBAN, Greg. A história da cultura brasileira segundo as línguas nativas. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992, p. 101, adaptado.)
Greg Urban aponta como o estudo da língua pode ser útil para reconstruir a história dos povos originários e da cultura brasileira, segundo estes estudos, é possível afirmar que:
Leia atentamente a imagem e o texto abaixo e assinale a alternativa correta.

(Jean-Baptiste Debret. Sagração e coroação de d. Pedro I, 1828. Óleo sobre tela. Coleção do Palácio Itamaraty, Brasília.)
“Para o quadro da Sagração e coroação de d. Pedro I, Debret apresenta o monarca sentado no trono, dispondo de todas as suas insígnias, igualmente criadas pelo pintor. A cena se desenrola no interior da Capela Imperial no Rio de Janeiro, com a presença de toda a corte, inclusive da imperatriz Leopoldina e da princesa d. Maria da Glória, que assistem à cerimônia do alto do balcão. Vê-se ainda, com destaque, a figuração do alto clero, que realiza o ritual litúrgico para a sagração do monarca, reafirmando a religião católica como oficial no jovem Império. Apenas um grupo seleto presencia a cerimônia, enquanto os populares ficam do lado de fora, espreitam pela porta, à distância, a coroação do monarca vestido com seu manto tropicalizado cuja camurça era feita de penas de galo-da-serra”.
(SCHWARCZ, Lilia; STUMPF, Lúcia Klück; LIMA JUNIOR, Carlos. O sequestro da independência. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 40.)
O quadro de Debret e o texto acadêmico apresentado informam, sobre o processo de construção da independência do Brasil, que
Os trechos abaixo fazem parte da obra Os Bruzundangas, de Lima Barreto.
“A Bruzundanga é um poderoso e rico país que, como todos sabem, fica nas zonas temperada e subtropical (...).
O país, no dizer de todos, é rico, tem todos os minerais, todos os vegetais úteis, todas as condições de riqueza, mas vive na miséria. (...) As cidades vivem cheias de carruagem; as mulheres se arreiam de joias e vestidos caros; os cavalheiros chiques se mostram, nas ruas, com bengalas e trajes apurados; os banquetes e as recepções se sucedem.
[...] a população rural, que é a base de todas as nações, oprimida por chefões políticos, inúteis, incapazes de dirigir a coisa mais fácil dessa vida. Vive sugada, esfomeada, maltrapilha, macilenta, amarela, para que, na sua capital, algumas centenas de parvos, com títulos altissonantes disso ou daquilo, gozem vencimentos, subsídios duplicados e triplicados
(...) empregando um grande palavreado de quem vai fazer milagres”.
(BARRETO, Lima. Os Bruzundangas: incluindo outras histórias dos bruzundangas. São Paulo: Ática, 2012).
Em Os Bruzundangas, Lima Barreto:
I. Faz uma apologia da modernização da cidade do Rio de Janeiro ocorrida no início do século XX, período conhecido como Belle Époque.
II. Utiliza a metáfora como uma figura de linguagem para falar do Brasil do seu tempo, suas características e suas contradições.
III. Cria um jogo de palavras em oposição para caracterizar o descompasso entre a riqueza dos recursos minerais e naturais do país e a pobreza de sua população.
IV. Faz referência ao voto de cabresto enquanto instrumento de opressão da população rural no Brasil da Primeira República.
As afirmativas que estão corretas são:
“Contraditória, oscilante, hipócrita: são esses os adjetivos empregados, de forma unânime, para qualificar a legislação e a política da Coroa portuguesa em relação aos povos indígenas do Brasil colonial. Desde o trabalho pioneiro de João Franscisco Lisboa (1852), as análises da situação legal dos índios durante os três séculos de colonização reafirmaram o caráter ineficaz ou francamente negativo das leis.”
(PERRONE-MOISÉS, Beatriz. Índios livres e índios escravos: os princípios da legislação indigenista no período colonial (séculos XVI a XVIII). In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992, p. 115.)
O trecho acima faz parte de um texto em que a pesquisadora Beatriz Perrone-Moisés apresenta uma reflexão sobre a legislação elaborada pela Coroa portuguesa para lidar com os povos indígenas do Brasil colonial, dando especial atenção aos modos como a historiografia descreveu essas leis ao longo do tempo. No que tange a essa temática, assinale a opção correta: