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A construção da identidade nacional brasileira no século XIX foi um processo complexo, marcado por tensões e idealizações. Após a Independência, houve um esforço intelectual e político para definir o que seria "ser brasileiro", muitas vezes recorrendo a elementos como a natureza exuberante e a figura do indígena idealizado, como visto na literatura romântica. Contudo, esse projeto de nação frequentemente silenciava ou marginalizava outras parcelas da população, como os africanos escravizados e seus descendentes, e as populações indígenas reais.
Sobre a construção de identidades no Brasil oitocentista, é correto afirmar que:
Ari Cipola da Agência Folha, em Coruripe
A Igreja Católica recebe taxas dos moradores do pequeno município de Coruripe, em Alagoas. O local foi terra dos índios caetés, lembrados por terem promovido o mais conhecido “banquete antropofágico” do país. Segundo o pároco local, Pedro Silva, atualmente o valor arrecadado com os “impostos territoriais” é de cerca de R$ 1,2 mil por ano. Em 16 de junho de 1556, os caetés devoraram o primeiro bispo do Brasil, dom Pedro Fernandes de Sardinha, e 90 tripulantes que naufragaram com ele na região.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fol/brasil500/report_1.htm. Acesso em: 8 fev. 2026.
O episódio do naufrágio e morte do bispo dom Pedro Fernandes de Sardinha (1556), nas terras dos caetés, foi amplamente registrado pelos cronistas coloniais e permanece como uma narrativa marcante.
A partir do fragmento jornalístico e à luz da historiografia crítica sobre o século XVI, é correto afirmar que
. Joaquim Nabuco, político e escritor pernambucano, foi uma das principais vozes do abolicionismo parlamentar, atuando tanto na Sociedade Antiescravidão quanto na divulgação de obras como “O Abolicionismo”.
II. No nordeste, clubes abolicionistas foram especialmente ativos em cidades como Recife e Fortaleza, promovendo campanhas de arrecadação para alforrias e mobilizando a imprensa.
III. A participação popular foi marcante, como no Ceará, onde jangadeiros se recusaram a transportar escravizados, contribuindo para que a província decretasse o fim da escravidão em 1884, antes da Lei Áurea.
verifica-se que está/ão correta/s
I. Com o fim da República Velha oligárquica, surge um Estado nacional intervencionista e centralizador, com projeto de industrialização e de integração nacional.
II. O Estado Novo (1937-1945) implantou um regime autoritário que estruturou a relação Estado-trabalhadores, via corporativismo. Inspirado na Carta del Lavoro italiana, criou um sistema de controle e de concessão de direitos.
III. Os sindicatos foram unificados por categoria, sujeitos ao Ministério do Trabalho (o “peleguismo”), com imposto sindical obrigatório.
verifica-se que está/ão correta/s
Com a sua implementação, é correto afirmar que o comércio
“A adesão dos potiguaras aos holandeses nessa fase conflitiva da história do Brasil foi tamanha que provocou uma verdadeira cisão na família de Felipe Camarão. Desse modo, alguns índios permaneceram fiéis aos portugueses até o final do tempo dos flamengos, configurando uma facção pró-lusitana; enquanto outros filiaram-se aos neerlandeses, uma facção pró-holandesa que chegou a viajar para as Províncias Unidas. [...]. A experiência brasiliana em terras flamengas durou aproximadamente cinco anos, período no qual receberam educação e instrução religiosa, convertendo-se ao calvinismo, aprenderam a língua holandesa [...]. Ao retornarem ao território colonial, [...] esses indígenas haviam se tornado homens valiosos. Além de conhecerem os caminhos e as riquezas minerais daquelas terras, prestaram ainda serviços a WIC como tradutores e como poderosas lideranças locais”.
COSTA, Regina da. A prática discursiva potiguara em meio às guerras luso-holandesas. Acervo, Rio de Janeiro, v. 34, n. 2, p. 1-23, maio/ago. 2021.
Considerando-se o contexto da guerra e as agências dos indígenas, o texto demostra
Assinale a alternativa correta sobre a relação da ocupação holandesa com a produção canavieira, nessa vila, no período pós-guerra.
I. A repressão política no estado foi coordenada por órgãos como o DOI-CODI da 4ª Região Militar (com sede no Recife) e a DOPS local, contando com a colaboração das polícias Civil e Militar alagoanas, que atuaram na vigilância, nas prisões e nas práticas de tortura.
II. Para enfrentar as violações, foi criado em Maceió, ainda na década de 1970, um “Comitê Estadual de Defesa dos Direitos Humanos”, formado por representantes do governo estadual, da Ordem dos Advogados do Brasil e da Arquidiocese, que conseguiram impedir novos casos de desaparecimento forçado.
III. A resistência ao regime se expressou por meio da atuação de setores progressistas da Igreja Católica, como o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS), e da reorganização do movimento estudantil na UFAL, fatos que foram, posteriormente, investigados pela Comissão Estadual da Verdade de Alagoas.
verifica-se que está/ão correta/s