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Q3955230 História
Diferentes correntes historiográficas oferecem interpretações distintas sobre a natureza e os motores do processo de independência do Brasil. A tese da “interiorização da metrópole” propõe uma chave de leitura específica para entender as singularidades desse processo, cujo núcleo central dessa interpretação defende que a/o
Alternativas

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Gabarito: C

O que precisava saber: Era necessário saber que a tese da interiorização da metrópole afirma que a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, deslocou o centro político do Império para dentro da colônia, internalizando mecanismos de governo e interesses metropolitanos no Brasil. Nessa leitura, a independência decorre dessa reconfiguração do Estado luso-brasileiro e ocorre com continuidade das estruturas fundamentais do Antigo Regime, e não como ruptura revolucionária ampla.

Critério decisivo: O ponto decisivo era identificar a alternativa que relaciona a chegada da corte ao Rio de Janeiro, em 1808, ao enraizamento do poder metropolitano no Brasil, à reconfiguração das elites e à independência com preservação de estruturas políticas e sociais fundamentais.

Tema central: Interpretação historiográfica da independência do Brasil pela tese da interiorização da metrópole.
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta, porque apresenta a independência como uma revolução burguesa e liberal inspirada pelas Luzes e por modelos como o norte-americano e o francês. A base afirma que a tese da interiorização da metrópole não define a independência como revolução liberal, mas como resultado da recomposição do poder português no interior da América.
B
Errada
Incorreta, porque atribui a emancipação principalmente a fatores econômicos externos, como pressão inglesa e crise do sistema colonial. A base aponta que isso não capta o eixo da tese cobrada, que está na transferência da corte para o Rio de Janeiro e na reconfiguração do Estado e do poder no espaço colonial.
C
Certa
A alternativa C está correta porque expressa exatamente o núcleo da tese da interiorização da metrópole: a transferência da corte para o Rio de Janeiro iniciou um processo de enraizamento do Estado e dos interesses metropolitanos no espaço colonial, reorganizando o poder e as elites locais. Além disso, a alternativa explicita que a emancipação política ocorreu com continuidade das estruturas fundamentais do Antigo Regime, o que coincide diretamente com a base historiográfica indicada.
D
Errada
Incorreta, porque desloca a explicação para o medo de uma revolução escrava e para o exemplo do Haiti. Segundo a base, essa é outra chave interpretativa, distinta da tese da interiorização da metrópole, cujo foco está na internalização do centro político do Império português no Brasil.
E
Errada
Incorreta, porque fundamenta a independência na formação de uma identidade nacional brasileira ao longo do período colonial. A base afirma que esse não é o núcleo da tese cobrada, que privilegia a instalação da corte no Brasil, a reorganização do poder e a continuidade estrutural.
Pegadinha da questão
A pegadinha foi misturar diferentes interpretações historiográficas da independência. A questão exigia reconhecer que a tese da interiorização da metrópole não enfatiza revolução liberal, fatores econômicos externos, medo do Haiti ou identidade nacional, mas sim a centralidade da corte no Rio de Janeiro e a continuidade das estruturas do Antigo Regime.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado mencionar interiorização da metrópole, procure referências à transferência da corte para o Rio de Janeiro em 1808 e ao deslocamento do centro do poder português para dentro da colônia.
  • Nessa tese, a independência deve aparecer ligada à reconfiguração do Estado luso-brasileiro e das elites, não como ruptura revolucionária ampla.
  • Desconfie de alternativas que expliquem a independência principalmente por liberalismo, pressão econômica externa, medo de revoltas escravas ou identidade nacional, porque essas formulações pertencem a outras chaves interpretativas.
  • Um sinal forte da resposta correta é a ideia de continuidade das estruturas fundamentais do Antigo Regime após a emancipação política.

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