Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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I – A Revolução Francesa, em suas várias fases, tornou-se um exemplo clássico de tentativa de manipular os sentimentos coletivos no esforço de criar um novo sistema político, uma nova sociedade, um homem novo.
II – Para os líderes revolucionários, a educação pública significava apenas alfabetizar e transmitir conteúdos científicos, sem relação com valores e ideais políticos.
III – Para a Revolução, educação pública significava acima de tudo isto: formar as almas. Em 1792, a seção de propaganda do Ministério do Interior tinha exatamente este nome: Bureau de l'Esprit.
Assinale a alternativa correta:
I – A história deve ser compreendida como a simples preservação da memória ancestral e da tradição coletiva de um povo, pois são essas as únicas fontes legítimas para a formação identitária.
II – É muito importante que os historiadores se lembrem de sua responsabilidade, que é, acima de tudo, a de se isentar das paixões de identidade política — mesmo se também as sentirmos.
I. A História do Brasil deve ser estudada isoladamente, sem relação com outros contextos históricos, para valorizar as especificidades nacionais.
II. A História mundial não pode estar limitada ao conhecimento sobre a história do mundo, que na realidade é a história da Europa. Não se trata de negar a importância e o legado da Europa para a nossa história; trata-se, antes, de não omitir outras histórias de nossas heranças americanas e africanas.
III. Torna-se fundamental, como tem sido pleiteado pelo movimento das comunidades negras, o conhecimento da história da África em seus componentes mais complexos, que envolvem as nossas heranças, sempre mal compreendidas, das populações negras.
( ) O trecho indica que a História pode ser analisada considerando tanto acontecimentos passados quanto questões atuais.
( ) O texto afirma que, ao abordar temas relacionados ao presente, o professor deve evitar erros que possam distorcer a compreensão do passado.
( ) A expressão “ciência do presente” significa que a História se limita a estudar apenas os acontecimentos atuais.
Fonte: Reis, Jose Carlos. História & Teoria – Historicismo, Modernidade, Temporalidade e Verdade. 3ª edição. RJ. Editora FGV. 2006
Considerando a relação entre história e verdade, analise as afirmativas a seguir.
I- A escola histórica metódica sustenta que o passado é real e que pode e deve ser restaurado em sua integralidade.
II- Para Ricoeur e Marrou, historicistas, a história é capaz de oferecer a verdade do seu objeto, o mundo humano universal.
III- Para Foucault, a verdade histórica não se refere a um real humano universal e exterior ao sujeito do conhecimento; é construção de um sujeito particular e só faz aparecer a particularidade.
IV- Para Certeau, a verdade histórica se refere a um além-filosófico, apreendido de um lugar, de uma instituição.
É CORRETO o que se afirma em:
Assinale a alternativa INCORRETA sobre as formas de registro e documentação do passado utilizadas no ensino de História:
Qual das abordagens a seguir está mais de acordo com a noção de tempo histórico prevista na BNCC para o ensino de História nos anos finais do Ensino Fundamental?
I.O positivismo buscava objetividade científica na História, priorizando fatos políticos e cronológicos.
II.O marxismo trouxe a centralidade das lutas de classes como motor da História.
III.O estruturalismo defendia que apenas os grandes líderes explicam os processos históricos.
IV.A Escola dos Annales valorizou aspectos econômicos, culturais e sociais, indo além da narrativa factual.
É correto o que se afirma em:
Considere as afirmativas a seguir, relacionadas a conceitos fundamentais para o estudo das Ciências Humanas e suas implicações nos processos educativos. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O conceito de tempo permite compreender mudanças e permanências na história, organizando acontecimentos e relacionando-os a diferentes períodos.
(__)Fontes históricas referem-se apenas a documentos escritos, sendo desconsiderados objetos, imagens, relatos orais e outros registros como materiais de estudo.
(__)A compreensão da relação entre ser humano e ambiente envolve analisar como as ações humanas transformam o meio e como o ambiente influencia modos de vida, culturas e formas de organização social.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
As obras desse historiador constituem a própria criação de uma história da cultura no Brasil. Com ele, o conceito de cultura procura abarcar uma gama significativamente maior de espaços, dando nova inteligibilidade ao processo histórico: a vida material, o cotidiano, as mentalidades, as práticas e usos populares. A história da cultura concebida por esse intelectual, entre os anos 1940 e 50, não difere muito da história cultural praticada hoje, ressalvando-se evidentemente o maior rigor e cuidado que o conceito de cultura tem recebido mais recentemente no âmbito da Antropologia.
(Laura de Mello e Souza, “Aspectos da historiografia da cultura sobre o Brasil Colonial”. Em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 2005. Adaptado)
O excerto se refere a
Esta abordagem do patrimônio histórico, constantemente associada a eventos celebrativos destinados ao consumo turístico da memória, os quais muitas vezes esvaziam desta o seu conteúdo, vem se tornando muito frequente, pois o turismo é um eficaz instrumento de valorização de bens patrimoniais e de captação de recursos para sua conservação.
Françoise Choay comenta que a ideia de “valorização” do patrimônio tratado como bem de consumo, atualmente, vem sendo feita de forma antagônica: por um lado, encontram-se os restauradores que atuam “sob o signo do respeito”; por outro, são ações “sob o signo da rentabilidade”, destinadas a “valorizar o monumento histórico e transformá-lo eventualmente em produto econômico”.
Resultará esta abordagem na destruição do próprio objeto que se pretende preservar?
(Priscila Henning, “A preservação do patrimônio entre a teoria e a prática: [...]”. Disponível em: http://www.snh2015.anpuh.org/resources/ anais/39/1434471575_ARQUIVO_priscila.pdf. Adaptado)
O excerto apresenta debate relativo
Levada a cabo pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), desde sua criação em 1937, essa política preservacionista deixou um saldo de bens imóveis tombados, referentes aos setores dominantes da sociedade. Preservaram-se as igrejas barrocas, os fortes militares, as casas-grandes e os sobrados coloniais.
(Ricardo Oriá, “Memória e ensino de História”. Em: Circe M. F. Bittencourt, O saber histórico na sala de aula, 1997. Adaptado)
Considerando o contexto abordado, está correto afirmar que a referida política preservacionista
Memória, história: longe de serem sinônimos, tomamos consciência que tudo opõe uma à outra.
(Pierre Nora, “Entre Memória e História – A problemática dos lugares”, 1993. Disponível em: http://www4.pucsp.br/ projetohistoria/downloads/revista/PHistoria10.pdf)
Considerando a perspectiva da corrente historiográfica subjacente ao excerto, está correto afirmar que uma das distinções fundamentais entre os dois conceitos mencionados consiste na ideia de que a memória
Uma das primeiras obras que reivindicou pertencer a esse gênero, e do qual poderíamos até dizer que é inventora, foi o livro de um historiador mexicano, Luís González y Gonzáles, Pueblo en vilo [...], publicado em 1968. Tratava-se de um estudo monográfico sobre uma comunidade aldeana do México central ao longo de quatro séculos, levado a cabo com a convicção de que esse tipo de abordagem seria suscetível de restituir uma parte ignorada ou escondida da existência social, uma parte que o autor não hesitava em caracterizar como mátria, feminina, próxima, familiar, afetiva. A monografia e, particularmente, a monografia aldeana é um gênero solidamente instalado nos hábitos historiográficos [...].
(Jacques Revel, “[...]: o que as variações de escala ajudam a pensar em um mundo globalizado”. Disponível em: https://www.scielo.br/ j/rbedu/a/k5MsKMHv6ZQvPsF5vqvdkpB/?format=pdf&lang=pt)
O gênero a que se refere o excerto é a
No decorrer dos anos 1980, muitos historiadores aproximaram-se dos sujeitos e objetos de investigação da Antropologia. O encontro da História com a Antropologia foi significativo para a compreensão da própria noção de história, cuja existência se iniciava, segundo a maioria das obras didáticas, apenas após a invenção da escrita. Essa tendência renovou a história das mentalidades e, sobretudo, a “velha história das ideias”, inserindo-as em uma perspectiva preocupada não apenas com o pensamento das elites, mas também com as ideias e confrontos de ideias de todos os grupos sociais.
(Circe M.F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2005. Adaptado)
O excerto faz alusão