Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Ano: 2021 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2021 - UFMT - Historiador |
Q1806914 História
“Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.” (Decreto-lei n.º 25, de 30 de novembro de 1937.)
Em seu artigo primeiro, o decreto define o que é o patrimônio histórico e artístico. Tal definição se vincula à concepção de história
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Q1806913 História
“A história é um discurso cambiante e problemático, tendo como pretexto um aspecto do mundo, o passado, que é produzido por um grupo de trabalhadores cuja cabeça está no presente [...], que tocam seu ofício de maneiras reconhecíveis uns para os outros [...] e cujos produtos, uma vez colocados em circulação, veem-se sujeitos a uma série de usos e abusos que são teoricamente infinitos, mas que na realidade correspondem a uma gama de bases de poder que existem naquele determinado momento e que estruturam e distribuem ao longo de um espectro do tipo dominantes/marginais os significados das histórias produzidas.” (JENKINS, K. A história repensada. São Paulo: Contexto, 2001.)
As palavras do autor definem um paradigma historiográfico. Qual é esse paradigma?
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Q1806912 História
O materialismo histórico é uma das principais teorias explicativas acerca do processo histórico. Formulada no século XIX por Karl Marx e Friederich Engels, e desde então vem sendo debatida, criticada e modificada. Em linhas gerais, a visão marxiana da história pode ser sintetizada de acordo com certas proposições. Sobre essas proposições, analise as afirmativas. I- A realidade social é mutável. II- As mudanças históricas são contínuas, não havendo momentos de equilíbrio. III- A mudança social é submetida a leis, que são as leis dinâmicas da ciência histórica. IV- A mudança social ocorre de forma dialética.
Está correto o que se afirma em
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Q1806911 História
“A crise dos grandes paradigmas da época de esplendor não significou, como já dissemos, nenhum enfraquecimento da produção historiográfica, começando por seu próprio volume e nem mesmo um movimento de interpretação da disciplina, mas, muito pelo contrário, as coisas ocorreram no sentido da expansão, da busca, ao menos, de novos campos temáticos e também de certa dispersão e fragmentação das práticas.” (AROSTEGUI, J. A pesquisa histórica. Bauru, SP: EDUSC, 2006.)
Nesse processo, emergiram novas vertentes historiográficas, dentre as quais uma das mais significativas foi a denominada História dos Conceitos. Qual afirmativa define essa perspectiva historiográfica?
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Q1806910 História
O problema da verdade do conhecimento histórico é uma questão sobre a qual historiadores e filósofos refletiram a quase exaustão. São múltiplos os posicionamentos acerca da problemática. Uma vertente defende a impossibilidade de a história estabelecer a verdade. Esse ceticismo possui diversos argumentos. Sobre esses argumentos, analise as afirmativas. I- O conhecimento histórico está ligado à época de sua produção. II- O conhecimento histórico é carregado de subjetividade. III- O conhecimento histórico é direto, baseado em vestígios. IV- Os documentos são lacunares e manipulados.
Está correto o que se afirma em
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Q1806909 História
“Definamos o que é e o que não é o regime de historicidade. Ele não é uma realidade dada. Nem diretamente observável nem registrado nos almanaques dos contemporâneos; é construído pelo historiador [...] Não coincide com as épocas (no sentido de Bousset ou de Condorcet) e não se calca absolutamente nestas grandes entidades incertas e vagas que são as civilizações. Ele é um artefato que valida sua capacidade heurística.” (HARTOG, F. Regimes de historicidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.)
A definição de regime de historicidade proposta por François Hartog aproxima esse conceito de outra construção teórica analítica das sociedades. Qual é essa construção teórica analítica?
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Q1806907 História
Os métodos quantitativos possuem como ideia essencial a medição numérica dos valores variáveis. Tais métodos adquiriram ao longo do século XX uma grande importância na historiografia, especialmente nos anos 70. A expansão do uso dos recursos informatizados ampliou as possibilidades de emprego da quantificação na pesquisa histórica. Um dos elementos fundamentais dos métodos quantitativos é o conceito de indicador. Assinale a afirmativa que define esse conceito.
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Q1806906 História
As últimas décadas no século passado no campo historiográfico foram marcadas pela noção de crise. Essa crise emerge segundo José Assunção Barros devido ao “[...] declínio de credibilidade de todas as ideias de que a História conduziria a algum destino melhor ou mais glorioso, como o triunfo da Razão, que havia sido previsto desde o Iluminismo, ou o reino da igualdade social prometido pelo Socialismo. A perda de esperanças ou convicções em um sentido da História – em um “telos”, para utilizar uma linguagem mais historiográfica – levaria todo um conjunto de historiadores a criticar modelos teleológicos da História.” (BARROS, J. D. As crises recentes da Historiografia. Diálogos v.14, 2010.)
Assinale a alternativa que apresenta elementos da crise da historiografia.
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Q1806905 História
A partir dos anos 1960, o pensamento historiográfico marxista experimenta uma renovação, especialmente entre os historiadores vinculados à New Left Rewiew. Tal renovação ampliou as temáticas históricas, como aos oprimidos e pobres, aos trabalhadores, e aos de baixo. Como ficou conhecida essa perspectiva historiográfica?
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Q1806904 História
“De longe, a abordagem mais corrente entre os historiadores para a análise de imagens visuais, inspirado em Erwin Panofsky, é a iconográfica [...]. Privilegiando o significado das imagens, a iconografia compartilha com a semiótica [...] uma reação explícita e consistente contra o puro formalismo que vigia na história da arte na virada do século XIX para o XX. Ambas também compartilham o tratamento da imagem predominantemente como um suporte sígnico e tendem a nele identificar propriedades intrínsecas suficientemente estáveis.” (CARDOSO, C; VAINFAS, R. Novos domínios da história. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.)
Uma das etapas do método de Erwin Panofsky é a análise iconográfica, que pode ser definida da seguinte forma:
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Q1806903 História
“A experiência é o passado atual, aquele no qual acontecimentos foram incorporados e podem ser lembrados. Na experiência se fundem tanto a elaboração racional quanto as formas inconscientes de comportamento, que não estão mais, ou que não precisam mais estar presentes no conhecimento. Além disso, na experiência de cada um, transmitida por gerações e instituições, sempre está contida e é conservada numa experiência alheia. Nesse sentido, também a história é desde sempre concebida como conhecimento de experiências alheias. Algo semelhante se pode dizer da expectativa: também ela é ao mesmo tempo ligada à pessoa e ao interpessoal, também a expectativa se realiza no hoje, é futuro presente, voltando para o ainda não, para o não experimentado, para o que apenas pode ser previsto.” (KOSELLECK, R. Futuro passado. Rio de Janeiro: Editora PUC- Rio: Contraponto, 2006.)
O historiador alemão Reinhardt Koselleck pensa o tempo histórico a partir do par analítico “espaço da experiência” e “horizonte de expectativa”. Na perspectiva do autor, como é identificado esse par analítico?
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Q1806902 História
“O método histórico é o método utilizado para construir a história, ele age para determinar, cientificamente, os fatos históricos, e depois reuni-los em um sistema científico [...] A história seria uma ciência de observação. Parece mesmo que podemos delimitar a categoria de fatos estudados pela história; eles são sempre fatos passados e fatos humanos. Os fatos passados relativos aos animais ou às plantas não são mais classificados na categoria da história; a história natural representa uma concepção completamente relegada. A história, no sentido moderno da palavra, é reduzida ao estudo dos homens que vivem em sociedade; ela dá ciência dos fatos humanos do passado.” (MALERBA, J. Lições de história. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.)
A citação acima caracteriza qual perspectiva historiográfica?
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Q1806193 História

Consideremos a seguinte situação:


Um professor de História leva para a sala de aula do 6º ano do Ensino Fundamental imagens de bigas e quadrigas romanas. Durante a explicação, um aluno intervém afirmando que acreditava que, durante esse período, já houvessem carros motorizados.


O modelo de pensamento do estudante pode ser entendido como:

Alternativas
Q1806190 História

Considere o trecho a seguir.


"As novas articulações entre tempo e trabalho devem ser consideradas nas vivências sociais do historiador do presente. Este deve ter consigo o entendimento de que o conhecimento ou a análise da História têm como base sua própria época, de forma que, ao dialogar com o passado, ele contemple os embates e as contradições que são próprias do seu presente."


Fonte: COELHO, J. P. P.; MELO. J. J. P. O ofício do historiador: reflexões sobre o conceito de passado e suas dimensões sociais e históricas. História e Perspectivas , Uberlândia (57): 209-232, jul./dez. 2017, p. 211.


Em outros termos, o autor do trecho acima entende que a pesquisa histórica:

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Q1806187 História
Assinale a alternativa que apresenta as três principais correntes historiográficas.
Alternativas
Q1801473 História
Leia os fragmentos dos textos abaixo e responda:

TEXTO 01
“O problema que eu gostaria de discutir aqui é aquele de se fazer uma narrativa densa o bastante, para lidar não apenas com a sequência dos acontecimentos, mas também com as estruturas – instituições, modos de pensar, etc. – e se elas atuam como um freio ou um acelerador para os acontecimentos.”
(Peter Burke. A história dos acontecimentos e o renascimento da narrativa. In: Peter Burke (Org.). A escrita da história, p. 339).

TEXTO 02
Construir uma narrativa significa combinar um número de pedaços de informação básica mais ou menos dispersos, nunca se referindo a “todas as coisas”, em uma totalidade textual coerente: metaforicamente, é a transformação de numerosos pontos únicos em linhas contínuas e superfícies. O historiador passa de enunciados únicos para generalizações e totalidades narrativas integradas (coerentes).
TOPOLSKI, Jerzy. O papel da lógica e da estética na construção de totalidades narrativas na historiografia. In: MALERBA, op. cit., p. 62. 
Ao considerarmos, a necessidade de uma “narrativa densa” em contraposição a ideia de “narrativa totalizante” na História significa que:
Alternativas
Q1798850 História
(Concurso Milagres/2018) Sobre o processo de transformação da História em disciplina “ensinável” assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1798087 História
(Concurso Milagres/2018) Considerando as seguintes opções, assinale aquela que caracteriza de forma correta o papel das fontes na construção do conhecimento histórico:
Alternativas
Q1792125 História
Londrinos descobrem cemitério do século XVI debaixo do Centro As escavações para uma nova linha de trem revelaram uma surpresa em Londres. Debaixo do centro financeiro da cidade, foi descoberto um cemitério do século XVI, com milhares de esqueletos. Os passageiros que circulavam pelos trens da cidade não sabiam que estavam transitando acima dos restos mortais de antigos moradores.” Fonte (adaptada): http://g1.globo.com/bom-diabrasil/noticia/2013/08/londrinos-descobrem-cemiterio-doseculo-xvi-debaixo-do-centro.html Qual é o intervalo de tempo que compreende o século XVI?
Alternativas
Q1792124 História
Quanto a cultura e o tempo, marque a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Respostas
1001: A
1002: D
1003: C
1004: B
1005: D
1006: A
1007: C
1008: A
1009: A
1010: B
1011: D
1012: A
1013: B
1014: A
1015: D
1016: C
1017: B
1018: B
1019: E
1020: B