Questões de Concurso Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q3524538 História
O professor precisa conhecer as bases da nossa cultura: as formas de organização das sociedades humanas, a evolução das civilizações, a Revolução Francesa, a escravidão no Brasil, o cinema de Charlie Chaplin, a literatura de Machado de Assis e por aí afora. O professor precisa ter um conhecimento sólido do patrimônio cultural da humanidade.

(Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky, Por uma História prazerosa e consequente. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)



Segundo os autores do artigo citado, cabe ao professor
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Q3524494 História
Observe o texto a seguir.

Diz-se algumas vezes: “A história é a ciência do passado.”
(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)

Marc Bloch discorda dessa afirmação, entendendo que a história é
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Q3524492 História
Considere o texto a seguir.

    Por maior que seja a variedade de conhecimentos que se queira proporcionar aos pesquisadores mais bem armados, eles encontrarão sempre, e geralmente muito rápido, seus limites. Nenhum remédio, então, senão substituir a multiplicidade de competências em um mesmo homem por uma aliança de técnicas praticadas por eruditos diferentes, mas todas voltadas para a elucidação de um tema único.
(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)

O método proposto por Bloch pressupõe 
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Q3505588 História
“A metodologia implica explicitar como o pesquisador pretende manipular as ferramentas de que dispõe para atingir os seus objetivos. Daí a exigência de apresentar e comentar as suas fontes, explicitar a abordagem adotada, o que remete para um conjunto de conceitos específicos do campo escolhido.”
(LUCA, Tania Regina de. Práticas de pesquisa em história. São Paulo: Contexto, 2020. p. 132.)

A metodologia da pesquisa histórica depende da análise rigorosa das fontes, que são os vestígios do passado utilizados para interpretar e construir narrativas históricas. Considerando essa perspectiva, assinale a afirmativa correta.
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Q3505587 História
“Assim a palavra evento. De minha parte, quisera acantoná-la, aprisioná-la na curta duração: o evento é explosivo, ‘novidade sonante’, como se dizia no século XVI. Com sua fumaça excessiva, enche a consciência dos contemporâneos, mas não dura, vê-se apenas sua chama.”
(BRAUDEL, Fernand. Escritos sobre a História. São Paulo: Perspectiva. 2005. p. 45.)

Considerando o ‘tempo dos eventos’ no contexto da concepção das temporalidades do historiador francês Fernand Braudel (1902- 1985), assinale a afirmativa correta.
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Q3503870 História
“Fernand Braudel, discípulo de Febvre, e seu sucessor na direção dos Annales, notabilizou-se por ter concretizado em sua obra de 1949, La Méditerranée et le monde méditerranéen à l’époque de Philippe II, um dos mais bem acabados modelos da proposta de História total. Seu prestígio cresceu ao sistematizar princípios metodológicos sobre os vários ritmos do tempo histórico — longa duração, média e curta [...].”

(PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2008. p. 13.)

A partir da crítica à narrativa linear tradicional, surgiram novas interpretações sobre o tempo histórico, em especial a partir dos trabalhos da Escola dos Annales. Sobre essas diferentes formas de compreender a produção do saber histórico e as temporalidades, assinale a alternativa correta.
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Q3503397 História
Em seu ofício, o historiador não pode desprezar, como fontes relevantes, os espaços tradicionais que são representativos da memória coletiva. No entanto, além desses espaços tradicionais, despontam outros espaços tão importantes para a elucidação, recomposição dos processos históricos e reconstituição das redes de relações sociais, em parte definidoras e definidas por essa memória coletiva.

Essa descrição refere-se
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Q3503392 História
Analise os documentos a seguir.

Documento 1

[...] para certas atividades, como a de caçar, pescar ou pilotar canoa, que já exercia quando livre, o índio mostrou ser um bom escravo. Por isso, houve sempre a escravidão indígena [...] para a agricultura, porém, tiveram os portugueses de recorrer à escravidão africana, pois os negros já viviam na África na condição de escravos e eram muito mais resistentes que os índios.”

(HERMIDA, Antônio José Borges. Compêndio de história do Brasil. Companhia Editora Nacional. 10° Ed. São Paulo,l1963.

Documento 2

No Brasil, durante os períodos imperial e colonial, é possível perceber que houve um grande desprezo pelo trabalho, principalmente o braçal. [...] no que diz respeito à mão de obra, os portugueses, inicialmente, optaram pela escravização dos povos nativos e, em seguida, dos africanos. Durante o primeiro século da colonização, a mão de obra indígena foi largamente utilizada em todos os trabalhos. No entanto, a opção pelos africanos garantiu lucro aos traficantes de escravos e a consequente sustentação da economia brasileira por mais de três séculos.

(MOCELIN, Renato; CAMARGO, Rosiane de. História em debate. São Paulo. Editora do Brasil, 2016, p.133 (Coleção História em Debate V.1)

Considerando as correspondências e as contradições contidas nos dois documentos e que estas permitem subsidiar debates sobre o fazer do historiador e sobre os desafios do trabalho com documentos escritos, deve-se concluir que
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Q3456320 História
Analise o excerto, que aproxima a especialização do trabalho industrial ao filme Tempos Modernos, lançado em 1936, dirigido e protagonizado por Charles Chaplin.

     A manufatura, diz Marx, “estropia o trabalhador e faz dele uma espécie de monstro, favorecendo, como numa estufa, o desenvolvimento de habilidades parciais, suprimindo todo um mundo de instintos e capacidades”. [...] Em Tempos Modernos são excelentes as cenas em que o corpo alcança uma condição automatizada, com movimentos precisos e ritmo regular. Procurando mostrá-lo como mais uma peça da engrenagem, o personagem de Chaplin perde o controle, tornando-se puro movimento automático das mãos. [...] Carlitos, enlouquecido, puro movimento automático, [persegue] uma mulher pela rua, ao confundir botões de seu vestido com os parafusos que deve apertar.

(Carlos Alberto Vesentini, “História e ensino: o tema do sistema de fábrica visto através de filmes”. In: Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.) O saber histórico na sala de aula, 1998)

A comparação, veiculada pelo excerto,
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Q3430467 História
Uma civilização inteiramente desconhecida acabou de ressurgir do túmulo, às margens do Indo. Métodos de investigação até então desconhecidos também surgiram. Sabemos melhor do que nossos predecessores questionar as línguas sobre os costumes, as ferramentas sobre o trabalhador. Aprendemos principalmente a aprofundar mais na análise dos fatos sociais.

(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Adaptado)

Marc Bloch apresenta essa reflexão com o intuito de
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Q3429925 História

Leia o texto a seguir. 



Além de ser o domínio propício para o exame epistemológico das condições de possibilidade de construção de conhecimento válido, a teoria da história auxilia na análise dos princípios que organizam as distintas constituições narrativas de sentido, no estabelecimento de uma correlação substantiva entre o mundo da vida e o conhecimento histórico.


MENDES, Breno; ARRAIS, Cristiano Alencar; BERBERT JÚNIOR, Carlos Oiti. O lugar da teoria da história na formação de historiadores e historiadoras no ensino superior. Varia Historia, Belo Horizonte, v. 39, n. 79, e23108, jan./abr. 2023, p. 21.



O campo de reflexão ao qual os autores se referem e que propõe esse vínculo entre o pensamento histórico e a vida prática é a 

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Q3394029 História
Desde os primórdios de sua existência, o Brasil tem sido tanto uma ideia quanto um lugar. Significou coisas diferentes para pessoas diferentes e o próprio termo tem sido redefinido e reinterpretado para refletir as diferenças e discrepâncias entre pessoas de variadas extrações e posições sociais.
Para os historiadores, a habilidade em recapturar os conceitos variantes de Brasil sempre tem sido limitada.

(Stuart B. Schwartz, Gente da terra brasiliense da nasção. Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000. Adaptado)

Segundo o autor, a recaptura mencionada limita-se pela condição
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Q3394016 História
A “tradição escolar”, respaldada pela produção historiográfica, tem-se utilizado da divisão de períodos organizados de acordo com a lógica eurocêntrica, seguindo o modelo francês.

(Circe Maria Fernandes Bittencourt. Ensino de História: fundamentos e métodos, 2008. Adaptado)

Esse modelo, segundo Circe Bittencourt,
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Q3394010 História
O historiador indaga com vistas a identificar, analisar e compreender os significados de diferentes objetos, lugares, circunstâncias, temporalidades, movimentos de pessoas, coisas e saberes. As perguntas e as elaborações de hipóteses variadas fundam não apenas os marcos de memória, mas, também, as diversas formas narrativas, ambos expressão do tempo, do caráter social e da prática da produção do conhecimento histórico.

(BRASIL/Ministério da Educação. BNCC. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental – História)

Desse modo, considerando as premissas da BNCC, está correto afirmar que, no contexto escolar, é importante que as indagações mencionadas sejam
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Q3332588 História
Leia o texto a seguir:

    O problema, em termos do processo de ensino- -aprendizagem, é que o abandono da diacronia, da ideia de processo, pode transformar o conhecimento histórico numa sabedoria de almanaque mal digerida, em que acontecimentos, instituições e movimentos ocorrem do nada para o nada. Será que é isso o que mais nos interessa com relação à disciplina História? Misturar Galileu e Einstein ou Espártaco e Zumbi como se fossem contemporâneos prontos a dialogar pode desistoricizar suas práticas e formas de pensamento se não estivermos muito atentos.

(Jaime Pinsky; Carla Bassanezi Pinsky, “Por uma história prazerosa e consequente”. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2015. Adaptado)

O texto faz uma crítica ao ensino de História que se propõe a trabalhar com
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Q3298007 História
O desfile das Escolas de Samba de 2025 foi histórico, já que foi a primeira vez que o Grupo Especial do Rio de Janeiro se dividiu em três noites de desfiles. Até 1983, as apresentações eram realizadas apenas no domingo, e entre 1984 e 2024, o desfile também acontecia na segunda-feira. Esse ano, o Carnaval mais conhecido no Brasil e no Mundo trouxe em muitos de seus sambas enredos, através das escolas de samba, uma temática de um povo que, para ser estudado nas escolas, tiveram que “promulgar” uma lei, a lei nº 10.639/2003 que estabelece nas diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Assim, sobre as temáticas da História Nacional, do Carnaval, da Cultura Afro-Brasileira e suas relações com outros continentes analisemos os itens abaixo:

I. No Governo de Lula, em 09 de janeiro de 2003, este faz alterações na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e nela consta a inclusão da obrigatoriedade da temática da História e Cultura Afro-Brasileira, fora isso, no calendário escolar e brasileiro trouxe um dia que passou a ser emblemático para criarmos consciência sobre nossas origens históricas, esse dia é o 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.
II. “Transbordo a revolta dos mais oprimidos, Eu sou caboclo da mata do catucá, Eu sou pavor contra tirania, Das matas, o encantado, Cachimbo já foi facão amolado, Salve malungueiro, juremá” – Esse foi um trecho do samba enredo da escola de samba Unidos do Viradouro, que fora em 2024 a campeã do desfile de carnaval do Rio de Janeiro, buscou seu quarto título em 2025 com o enredo “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, que retrata a entidade afro-indígena em suas manifestações como Caboclo, Mestre e Exu/Trunqueiro. Sob a assinatura de Tarcísio Zanon, o desfile retorna ao século XIX, em Pernambuco, para narrar a resistência do quilombo do Catucá e a luta de seu último líder, João Batista, o Malunguinho. Vimos que em 2025, mais de uma das escolas de samba apresentaram em seus sambas enredos uma característica expressiva sobre a história afro-indígena brasileira, destacando o seu valor na História do Brasil.
III. Os tais “limões de cheiro”, símbolo máximo do entrudo, era uma bola de cera ou bexiga animal recheada com uma mistura de água, perfume e, em muitos casos, líquidos menos inocentes, como urina. Apesar da violência, o entrudo fazia parte do calendário festivo anual e tinha muitos adeptos e simpatizantes, inclusive na Corte. Outra herança carnavalesca portuguesa, essa bem mais tranquila, foi o zé-pereira, em que tocadores de bumbos enormes acompanhavam as procissões na região do Minho, em Portugal, os chamados zé-pereiras se espalharam pelo Rio de Janeiro no século 20, assim como em Teresina, no Piauí, que em 2012 o Corso do Zé Pereira entrou para o Livro dos Recordes (Guinness World Records Book) como o maior Desfile de Carros Alegóricos.
IV. Com base nesses discursos podemos afirmar que a religião, a cultura e a raça estiveram presentes na temática Carnaval e a relação entre igreja e os folguedos foram de altos e baixos, visto que durante a Idade Média, “Ao criar a Quaresma, a Igreja Católica instituiu o carnaval” muitos papas foram inimigos da “festa da carne”, mas, no século 15, o papa Paulo II se mostrou mais tolerante ao autorizar a Via Lata, área diante do seu palácio em Roma, para a celebração do carnaval romano, com desfiles, corridas, danças, brincadeiras. “O carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça.” Logo no primeiro parágrafo de seu Manifesto da Poesia Pau-Brasil, um dos mais importantes textos da literatura brasileira, o escritor Oswald de Andrade exalta a importância da festa mais popular do país, que contagia grande parte da população com uma explosão de alegria e transporta a cultura brasileira a todas as partes do mundo.

Está correto o que se afirma apenas em:
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Q3298002 História
A História, como ciência, busca em diversas teorias entender como o homem pensa, cria sua realidade, a modifica, se organiza em sociedade, e através de ações culturais, econômicas, filosóficas, dentre outras; criam paradigmas que se perpetuam ao longo do tempo evidenciando a evolução do sujeito e do objeto estabelecendo uma interlocução desses na construção da história, bem como o repasse de todo esse método na forma educacional para a construção do ser humano, alguns podem chamar isso de fazer história e outros historiografia, portanto sobre o conhecimento histórico, saber histórico e historiografias, marque a alternativa incorreta:
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Q3279079 História
Na BNCC, o processo de ensino e aprendizagem da História no Ensino Fundamental – Anos Finais está pautado por três procedimentos básicos. Sobre os procedimentos, analisar a sentença.

O primeiro procedimento implica o uso de uma forma de registro de memória, a cronológica, constituída por meio de uma seleção de eventos históricos consolidados na cultura historiográfica contemporânea (1ª parte). O terceiro procedimento diz respeito à escolha de fontes e documentos. O exercício de transformar um objeto em documento é prerrogativa do sujeito que o observa e o interroga para desvendar a sociedade que o produziu (2ª parte).


A sentença está:
Alternativas
Q3277742 História

Leia o trecho a seguir.


A maioria das pessoas tende a pensar que a História Cultural aborda a cultura superior, a Cultura com C maiúsculo. Então, o leitor pode querer uma palavra de explicação. Enquanto o historiador das ideias esboça a filiação do pensamento formal, de um filósofo para outro, o historiador etnográfico estuda a maneira como as pessoas comuns entendiam o mundo. Tenta descobrir a cosmologia, mostrar como organizavam a realidade em suas mentes e a expressavam em seu comportamento. Não tenta transformar em filósofo o homem comum, mas ver como a vida comum exigia uma estratégia. Operando ao nível corriqueiro, as pessoas comuns aprendem a “se virar” e podem ser tão inteligentes, à sua maneira, quanto os filósofos. Mas, em vez de tirarem conclusões lógicas, pensam com coisas, ou com qualquer material que sua cultura lhes ponha à disposição, como histórias ou cerimônias.


Adaptado de: DARNTON, Robert. O grande massacre dos gatos. E outros episódios

da História cultural francesa. Rio de Janeiro: Graal, 1986, p. XIV.



Assinale a opção que descreve corretamente a compreensão do autor sobre o objeto de estudo da História Cultural.

Alternativas
Q3277741 História

Leia o trecho a seguir.


Comparações e conexões são dois meios muito diferentes de cruzar limites. As comparações visam transcender a unidade única e fechada de análise para contrastar entre duas ou mais unidades para destacar diferenças e/ou semelhanças, para testar atribuições casuais ou para formular um padrão ou generalização. A outra forma importante de transcender fronteiras é conectar unidades que são geralmente abordadas separadamente e sublinhando os laços em jogo entre eles. Neste caso, os limites são ultrapassados substancialmente, em vez de analiticamente, já que o cruzamento é indispensável para definir uma unidade de análise maior do que o normal ou o próprio objeto de pesquisa.


Adaptado de: OLSTEIN, Diego. Thinking History Globally. New York: Palgrave

Macmillan, 2015, p. 59.


Com base na leitura do trecho, analise as afirmativas a seguir, que apresentam definições de História Comparada e de História Conectada.


I. A História Comparada estuda duas ou mais unidades de análise histórica para encontrar afinidades ou divergências entre elas.


II. A História Conectada examina uma única unidade de análise histórica para aprofundar o estudo e torná-lo mais específico.


III. A História Comparada e a História Conectada são metodologias idênticas, pois buscam relacionar diferentes unidades de análise históricas.



Está correto o que se afirma em

Alternativas
Respostas
101: E
102: A
103: B
104: B
105: A
106: C
107: D
108: B
109: E
110: C
111: B
112: E
113: A
114: B
115: C
116: C
117: E
118: B
119: C
120: A