Questões de Concurso
Sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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PONTE, Sebastião Rogério. Fortaleza Belle Époque: reformas urbanas e controle social (1860-1930). Fortaleza; FDR, 1999, pág. 31.
De acordo com a citação acima, o Passeio Público é um marco no aformoseamento da cidade e abertura para sua urbanização. Assim, podemos considerar sobre o local:
I- O Passeio Público foi criado no local da chamada Praça dos Mártires, onde foram executados revolucionários cearenses da Confederação do Equador, dentre eles o Padre Mororó.
II- Dos três pisos do Passeio Público, o que foi restaurado nos anos 2007 foi o terceiro piso frequentado pelas camadas populares que se transformou no que temos hoje.
III- O ornamento do Passeio Público com estátuas, vasos, bancos, fonte de água veio importado da Europa e Japão, mostrando a magnitude do lugar de passeio da sociedade fortalezense.
IV- O Passeio Público, no final do século XX, passou por um período de abandono do poder público e foi apropriado pelo baixo meretrício que fazia local referência de encontros.
V- Mesmo sendo um equipamento cultural antigo, o Passeio Público, ainda no século XXI, está em processo de tombamento como patrimônio histórico-cultural da cidade.
Estão corretas:
(ASSUNÇÃO, Matthias Röhrig, História Oral, 1, 1998, p. 67-89)
O texto acima faz referência a qual revolta ocorrida durante o Período Regencial do Brasil?
“A determinação histórica do capital não destrói a renda nem preserva o seu caráter pré-capitalista – transforma-a, incorporando-a, em renda capitalizada. Fiz dessa constatação uma hipótese que abrangesse não apenas relações pré-capitalistas (...). Foi o que me permitiu desenvolver a análise do regime de colonato nas fazendas de café (...).”
(MARTINS, José de Souza. O cativeiro da terra. LECH: Livraria Editora Ciências Humanas, São Paulo, 1981.)
A crise escravista ocorrida no Brasil Império assumiu um caráter predominantemente gradualista e tardio, e contribuiu para ratificar a institucionalização da desigualdade social através da propriedade sobre a terra.
Deve-se considerar e apreender para uma melhor interpretação sobre esses acontecimentos o fato:
Percebe-se, segundo o autor, que durante todo o século XIX, os embates entre índios e criadores de gado se intensificaram na disputa pelo uso e controle de recursos naturais em todo o nordeste, brigas por serras, brejos, locais com água para saciar a sede de seres humanos e animais. O que se pode inferir desta situação de conflito narrada?
I- No século XIX, percebe-se que o Brasil apresentou como uma de suas características o difícil acesso à alforria, inclusive com taxas bem inferiores a outras sociedades escravistas modernas.
II- A fronteira relativamente incerta entre escravidão e liberdade parecia condição estrutural da sociedade brasileira oitocentista, constituindo-se nexo indispensável à reprodução das relações de dependência pessoal e de ideologia paternalista.
III- No Brasil do século XIX, não há registros de escravização ilegal devido ao processo de libertação de escravos, que beneficiou, sobretudo, os proprietários.
É CORRETO o que se afirma em:
Como palco dessa Guerra, Mato Grosso sofreu sérias consequências, destacando-se as:
Leia os excertos a seguir:
I.
Dono de um texto requintado e viril, consagrou-se um articulista famoso em todo o país, fundou seu próprio diário, a Gazeta da Tarde e tornou-se o Tigre do Abolicionismo. Em maio de 1883, criou uma confederação unindo todos os clubes abolicionistas do país.
II.
A obra Quarto de despejo, escrita por uma moradora de favela, negra, semianalfabeta, causou um grande impacto nos meios acadêmicos. A autora jamais poderia imaginar o poder explosivo que estava contido em seus diários.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)
Ainda sobre essa revolta, segundo a obra citada, é correto afirmar que
Schwarcz e Starling escreveram o seguinte a respeito do governo de D. Pedro II (1840-1889): “Tendo o Poder Moderador em suas mãos – que lhe dava a primazia do veto em várias instâncias – e contando com uma elite bastante homogênea, apesar de dividida entre dois partidos, D. Pedro II cada vez mais reinava e governava. [...] Mas nem tudo eram mesmices. Além das similitudes escandalosas, existiam diferenças importantes” (SCHWARCZ; STARLING, 2018, p. 281- 282).
Sobre o contexto mencionado no trecho acima, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas. ( ) A diferença entre os partidos políticos dos liberais e conservadores pode ser melhor inferida a partir dos discursos dos políticos e debates parlamentares, pois nenhum dos partidos apresentava programas oficiais.
( ) Luzias e Saquaremas, como eram chamados, respectivamente, os conservadores e os liberais, partilhavam da mesma origem social, formação educacional em Coimbra, carreiras voltadas para a medicina e o direito, titulação e relações pessoais.
( ) A maior parte das grandes decisões da política nacional era tomada pelos representantes do Executivo e do Legislativo e pelo poder de veto do imperador, que, aliados à formação singular do ministério brasileiro, faziam com que a vida política dos gabinetes fosse muito curta.
( ) Conservadores e liberais se dividiam entre ideias que privilegiavam ora a centralização do Estado, ora a sua descentralização; porém, concordavam quando a questão dizia respeito à manutenção da escravidão e da estrutura vigente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Assinale a alternativa correta a respeito desse fato.
I- A Sabinada é considerada a maior insurreição popular ocorrida no Brasil pelo apoio maciço da maioria miserável da população: índios, negros escravos e caboclos, que dominaram a província da Bahia.
II- Semelhantemente a outras rebeliões do período, a Sabinada foi uma reação ao desenvolvimento de interiorização da metrópole, ao centralismo, como podemos constatar nesta fala de Francisco Sabino: “Não é possível que deixais de reconhecer a marcha franca e patente do governo do Rio em recolonizar o Brasil”.
III- Após a Sabinada, a escravidão na Bahia sofreu transformações significantes porque o governo dos rebeldes extinguiu o trabalho escravo e os negros tornaram-se livres, inclusive os africanos trazidos no tráfico ilegal e apreendidos pelas autoridades.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Comunidades indígenas e Estado nacional: histórias, memórias e identidades em construção – Rio de Janeiro e México séculos XVIII e XIX. In: ABREU, Martha; SOIHET, Rachel; CONTIJO, Rebeca (Orgs.). Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. p. 202.
Analise as proposições a seguir:
I- Podemos perceber pelo menos três imagens de índios com valores diversos nos discursos históricos e políticos do período: os idealizados do passado, os bárbaros cruéis e os degredados.
II- No Brasil oitocentista, o índio cruel e ameaçador surgiu principalmente na figura dos aguerridos tupis-guaranis, contra os quais foi declarada guerra justa pela violenta reação que opuseram ao devassamento do seu território.
III- No projeto de construção da memória coletiva do Estado brasileiro, era preciso incorporar a imagem do índio de forma compatível com os ideais de progresso e superioridade europeia. Os índios eram considerados inferiores, porém redimíveis.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
“Privados da liberdade, e do direito de aplicar nossos rendimentos em próprio bem, obrigados a levar ao Rio de Janeiro quanto produzimos e a receber em troca mil diferentes espécies de males, espoliações, tiranias, perseguições e vilipêndios.” Extrato Jornal “O Censor”, número 3, novembro de 1837. O texto do jornal trata dos elementos em debate no movimento da Sabinada (1837-1838).
Acerca da Sabinada, marque a opção correta:
O texto faz referência a:
Um evento com tantos contendores, como a Guerra do Paraguai, sempre deixa margem para diversas opiniões. Mesmo no caso brasileiro, as interpretações variaram, e muito. Há quem diga que a origem da guerra estaria condicionada à ambição desmedida de López e a seu caráter autoritário. Mais personalista, tal versão insiste em acusar o presidente paraguaio, sua política fraudulenta e a aversão que d. Pedro II teria ao seu perfil de caudilho. Há também quem explique o conflito a partir da política imperialista inglesa. Ciosa em manter sua influência financeira no local, a Inglaterra teria se imiscuído na guerra, forjando oposições e selando amizades. A seguir tal interpretação, López seria um paladino anti-imperialista, isolacionista, defensor de um modelo mais autônomo e vítima dessa conspiração internacional.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)
A obra citada destaca a existência de uma terceira interpretação, que reconhece esse conflito como
O período regencial caracterizou-se por forte instabilidade política, pela emergência de movimentos de contestação nas províncias e por disputas entre projetos centralizadores e federalistas.
(Boris Fausto, História do Brasil, 2015.)
Considerando o contexto histórico delimitado pelo excerto, são exemplos de grupos políticos defensores das ideias centralizadoras e federalistas, respectivamente,
Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue o item subsequente, acerca do processo histórico brasileiro relativo à colonização, ao Império e à República.
O último expressivo acontecimento do Império foi a abolição da escravidão, em 1888, decisão que não rompia com as estruturas coloniais de exploração do trabalho e de discriminação, uma vez que não foi acompanhada de medidas que efetivamente propiciassem a incorporação dos antigos escravos à cidadania, o que explica, em larga medida, a manutenção do quadro de exclusão e desigualdade que se arrastou no período republicano.