O período do Brasil Império abrange a construção do Estado ...
I.A independência em 1822 garantiu autonomia política formal, mas manteve a estrutura econômica escravista.
II.A economia cafeeira no século XIX consolidou elites regionais e redes comerciais internacionais.
III.A abolição da escravatura, em 1888, solucionou imediatamente as desigualdades sociais no país.
IV.A construção do Estado imperial buscou conciliar centralização do poder e manutenção de privilégios locais.
É correto o que se afirma em:
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Tema central: A questão aborda aspectos políticos, econômicos e sociais do Brasil Império, com ênfase na construção do Estado nacional, economia cafeeira, escravidão e sua abolição.
Conceitos-chave: O candidato deve relacionar a autonomia formal conferida pela independência, a importância histórica do café no século XIX, os limites sociais da abolição e o jogo de centralização versus poderes locais durante o Império.
Análise das afirmativas:
I. Correta. Após 1822, o Brasil tornou-se formalmente autônomo, mas preservou a estrutura escravista, elemento central da economia. O Estado nacional serviu inicialmente para manter os interesses das oligarquias rurais escravistas.
II. Correta. O café estruturou uma nova elite (“barões do café”) no Sudeste e integrou o Brasil ao mercado externo. Essa economia reforçou o poder regional e conexões com mercados internacionais.
III. Incorreta. A abolição não solucionou de imediato as desigualdades. Libertados enfrentaram exclusão social, ausência de amparo estatal e permanência das elites – tema frequentemente explorado em provas por meio de pegadinhas com expressões como “imediata solução”.
IV. Correta. O Estado imperial buscou centralização (com o poder moderador) sem romper com privilégios locais, acomodando interesses das elites regionais: isso é evidenciado no Ato Adicional de 1834 e ao longo do Segundo Reinado.
Estratégias de Interpretação: Atenção a termos absolutos (“imediatamente”, “solucionou”) que muitas vezes invalidam a afirmativa. Busque sempre contextualizar os fatos: a independência não foi ruptura total, a abolição não foi processo igualitário, e centralização não excluiu o poder local.
Análise das alternativas:
A) I, III e IV: Errada (III está incorreta).
B) I, II e IV: Correta (todas corretas).
C) II e III: Errada (III está incorreta).
D) I e III: Errada (III está incorreta).
Resumo final: Para questões dessa natureza, contextualize cada processo histórico e desconfie de alternativas que afirmam mudanças imediatas das estruturas sociais. A resposta correta é a B) I, II e IV, apenas.
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Comentários
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Essa ai estava no papo, eliminando a afirmativa III, já matava a questão.
Vale lembrar que nunca passou na cabeça dos grandes na época acolher os recém libertos.
Rumo a gloriosa PMES - 2026
"Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar."
Josué 1:9.
Rumo a gloriosa PMBA - 2026
"Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar."
Josué 1:9.
I. Verdadeira: A independência de 1822 foi um processo de ruptura política com Portugal, mas houve uma continuidade social e econômica. O Brasil permaneceu sendo uma monarquia (única na América Latina) e manteve a escravidão como base da produção de riquezas e da organização social.
II. Verdadeira: O café foi o "ouro negro" do século XIX. Ele deslocou o eixo econômico para o Sudeste, fortaleceu a elite dos "Barões do Café" e integrou o Brasil de forma definitiva aos fluxos de capital internacional, especialmente com a Inglaterra.
III. Falsa: Como vimos em questões anteriores, a abolição foi um marco jurídico importante, mas não resolveu as desigualdades sociais. Não houve distribuição de terras (reforma agrária) nem projetos de integração dos ex-escravizados ao mercado de trabalho formal ou ao sistema educacional, gerando marginalização histórica.
IV. Verdadeira: O Segundo Reinado, sob D. Pedro II, foi um exercício de equilíbrio. Através do Poder Moderador, o Imperador centralizava as decisões, mas utilizava o sistema parlamentar para alternar Liberais e Conservadores no poder, garantindo que os privilégios das elites regionais fossem preservados para evitar novas revoltas separatistas.
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