Questões de Concurso
Sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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Considerando as particularidades desses processos históricos em Santa Catarina, qual interpretação estabelece corretamente uma diferença entre eles?
Objetivando suprir o déficit de mão de obra mediante a crise do sistema escravagista, os fazendeiros e o governo brasileiro decidiram importar trabalhadores de outros continentes como uma forma de resolver a questão e garantir a manutenção dos lucros e outras vantagens. Hoje estamos vendo, na Europa e Estados Unidos, um clima social de ódio aos imigrantes capitaneado por organizações de extrema direita e governos conservadores, levando a um cenário de tensão e violência.
Com relação à imigração no Brasil, é correto afirmar que
Considerando-se o contexto histórico de sua promulgação, uma das principais consequências socioeconômicas dessa lei para a estrutura fundiária brasileira foi a
Os administradores Couto de Magalhães e Aristides de Souza Spínola ficaram impressionados com o número de moléstias reinantes na Cidade de Goiás na segunda metade do século XIX. (...) Na opinião de Magalhães, nenhum indivíduo sadio poderia ser encontrado na capital da Província.
MAGALHÃES, Sônia Maria de. Males do Sertão: alimentação, saúde e doenças em Goiás no século XIX. 2ª edição. São Paulo: Intermeios, 2024, p. 22.
O estudo histórico sobre a saúde em Goiás evidencia que
Em janeiro de 1884, o jornal Gazeta da Tarde promoveu um debate em torno da seguinte questão: "A mulher brasileira é escravocrata?".
Leia os trechos a seguir, extraídos dos artigos publicados nessa ocasião.
I. A mulher brasileira nasceu entre os escravos e foi alimentada com o leite da escrava. O seu berço foi embalado ao som dos cantos pungentes da escravidão. Cresceu e identificou-se com esse monstruoso crime. E hoje julga a escravidão um direito legítimo. Pode a mulher brasileira, nestas condições, estar livre da lepra que corrói o nosso corpo social? É porventura ela culpada do nosso mal? Não.
Adaptado de CLAPP, João. “A mulher brasileira é escravocrata?”, Gazeta da Tarde, 19 de janeiro de 1884, p. 1.
II. A mulher brasileira é escravocrata? Muito. Ninguém o é tanto. E como poderia ser diferente, se a mulher brasileira caminha com sessenta anos de atraso? Se, enquanto nós estamos munidos de ciência, a mulher arrasta-se ainda nas brumas do romantismo, crê no diabo e, em vez de responder pelos seus atos, lança tudo na conta da fatalidade. Conheci muitas senhoras honestas como esposas, com seus parentes e amigos, mas verdadeiramente perversas quanto aos escravos. Lhes metem o chicote como se estivessem cumprindo um destino decretado pelos céus.
Idem, p. 2.
Com base nos trechos, e considerando os argumentos apresentados pelos autores sobre a relação entre mulheres e a escravidão no Brasil do século XIX, é correto afirmar que ambos
I. Em 4 de novembro de 1861, a Caixa Econômica do Império inaugurou sua primeira agência no Rio de Janeiro. Apenas doze dias depois, Margarida Luiza, uma mulher escravizada, abriu a caderneta de poupança nº 59 com um depósito de 50 mil réis. Documentos históricos revelam que pessoas escravizadas depositavam dinheiro em cadernetas de poupança e utilizavam esses recursos para comprar a própria liberdade. Essa ambiguidade jurídica refletia-se no sistema financeiro do Império. Enquanto bancos aceitavam pessoas escravizadas como garantia de crédito, a Caixa Econômica, mesmo sem previsão legal, permitia que elas depositassem economias para formar pecúlio. Com a anuência de seu escravizador, Joaquim José Madeira, Margarida Luiza, pode ter sido uma das primeiras mulheres escravizadas a abrir uma conta na Caixa Econômica do Império.
Adaptado de https://jornal.usp.br/diversidade/documentos-historicos-mostram como-pessoas-escravizadas-usavam-poupancas-de-bancos-para-comprar-a-propria alforria/
II. Art. 4º - É permitido ao escravo a formação de um pecúlio com o que lhe provier de doações, legados e heranças, e com o que, por consentimento do senhor, obtiver do seu trabalho e economias. O Governo providenciará nos regulamentos sobre a colocação e segurança do mesmo pecúlio.
Brasil. Lei nº 2.040, de 28 de setembro de 1871 (Lei do Ventre Livre).
A comparação entre os trechos evidencia uma mudança na situação jurídica das pessoas escravizadas. Assinale a opção que interpreta corretamente essa mudança.
Republicanos da América do Sul, contemplai o quadro que vos apresento e dizei-me se ele não retrata a verdadeira situação dos governantes da Bacia do Prata. Não há exagero algum na representação daqueles que venderam suas pátrias ao imperador escravocrata que os comprou.
Adaptado de Cabichue, Paraguai, 3 de junho de 1867.
Considerando o contexto de produção da caricatura e sua utilização como fonte histórica, a atividade proposta pelo professor permite aos estudantes compreender que representações produzidas durante conflitos políticos podem
A Guerra do Paraguai foi o conflito externo de maior repercussão para os países envolvidos, quer quanto à mobilização e perda de homens, quer quanto aos aspectos políticos e financeiros. O enfrentamento entre a Tríplice Aliança e o Paraguai tornou-se verdadeiro divisor de águas na história das sociedades desses países […], (Doratioto, F. Maldita guerra. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 17).
Identifique a alternativa correta, referente à historiografia sobre a Guerra do Paraguai ou Guerra da Tríplice Aliança.
Quando foi derrubada pelo golpe liderado por Deodoro da Fonseca, a Monarquia já era um regime que tinha perdido apoios fundamentais entre as elites civis e militares, (Napolitano, M. História do Brasil república. São Paulo: Contexto, 2018, p. 17).
A alternativa correta sobre os grupos descontentes com a Monarquia Brasileira, nas décadas finais do século XIX, é:
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o Segundo Reinado, assinale a alternativa CORRETA:
I. O costume de alforriar escravos que apresentassem seu valor era largamente praticado, mas à revelia do Estado; não que o Estado se opusesse, mas porque não lhe era permitido sancioná-lo em lei, pela oposição daqueles mesmos que praticavam essa regra costumeira. Esse direito não existia em lei até 1871. É verdade que, antes dessa data, existiam circunstâncias excepcionais em que o Estado intervinha concedendo alforrias, mas, de qualquer forma, indenizavam-se os senhores, e cabia a estes a concessão da carta de alforria.
Adaptado de CUNHA, Manuela da. Antropologia do Brasil. Mito, história, etnicidade. São Paulo: Brasiliense, 1987, pp.124-125.
II. O tribunal, seja atuando de acordo com o costume, seja agindo segundo as normas de direito ou a consciência de seus membros, manteve uma posição que realmente interferiu nos destinos de senhores e escravos que a ele recorriam. Ações de liberdade, seus procedimentos e seus resultados, não eram uma prática anormal no Estado imperial brasileiro, mesmo que o acesso de escravos ao sistema judiciário tenha sido tão restrito.
Adaptado de GRINBERG, Keila. Liberata. a lei da ambiguidade - as ações de liberdade da corte de apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisa Social, 2010, p. 25.
Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a conquista da liberdade por pessoas escravizadas no Brasil imperial.
(A Actualidade, Rio de Janeiro, 10 de maio de 1862.)
O trecho acima expressa uma percepção presente em parte da imprensa brasileira oitocentista acerca das relações entre governo, liberdade e opinião pública. A leitura desse fenômeno histórico permite concluir que os periódicos do período:
A crise do trabalho escravo no Segundo Reinado e o abolicionismo em Pernambuco
A partir da segunda metade do século XIX, o sistema escravista brasileiro entrou em uma crise estrutural, intensificada por transformações econômicas, pressões internacionais, mudanças no pensamento político liberal e pelo crescimento do movimento abolicionista. No contexto do Segundo Reinado, a escravidão passou a ser cada vez mais questionada, tanto por sua inviabilidade econômica quanto por seu caráter moralmente incompatível com os ideais de progresso e civilização difundidos no período.
Na província de Pernambuco, o abolicionismo ganhou força especialmente nas décadas de 1870 e 1880, articulando setores urbanos, intelectuais, jornalistas, estudantes e trabalhadores livres. Destacou-se nesse cenário o Clube do Cupim, organização que atuava de forma direta na desagregação prática do sistema escravista, promovendo fugas, comprando alforrias e incentivando a resistência dos escravizados. O nome “Cupim” simbolizava justamente a ideia de corroer a escravidão por dentro, enfraquecendo suas bases sociais e econômicas.
Paralelamente às ações locais, o movimento abolicionista brasileiro contou com lideranças de projeção nacional, entre as quais se destacou Joaquim Nabuco, pernambucano, intelectual e parlamentar. Nabuco defendia a abolição não apenas como medida jurídica, mas como um projeto de transformação social, argumentando que a escravidão comprometia o desenvolvimento político, econômico e moral do Brasil. Sua atuação combinou ação parlamentar, produção intelectual e articulação internacional, sendo central para a consolidação do abolicionismo como causa nacional.
Considerando a crise do trabalho escravo no Brasil a partir da segunda metade do século XIX, as ações do movimento abolicionista — incluindo iniciativas como o Clube do Cupim, em Pernambuco, e a atuação política de Joaquim Nabuco.