Questões de Concurso
Sobre antiguidade ocidental (gregos, romanos e macedônios) em história
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A consulta direta aos cidadãos, posteriormente denominada de plebiscito, tem suas origens no sistema democrático desenvolvido no antigo mundo grego. Sobre a história da democracia, suas características e origens no mundo grego, assinale o que for correto.
I. Presidir o Senado e as Assembleias. II. Nomear um ditador temporário em caso de guerra. III. Administrar a justiça. IV. Classificar a população de acordo com a renda.
Quais estão corretas?
I. Foi instalada em Atenas por Sólon, entretanto, o regime já existia em outras cidades gregas desde o século VII a.C.
II. Caracteriza-se pelo poder pessoal do governante, que, apoiado pelas classes populares e por tropas mercenárias, toma o poder através de um golpe militar.
III. Dentro do processo de evolução política e social da cidade grega, representou uma fase de transição para a Democracia.
Quais estão corretas?
(PIGANIOL, A. L'Empire Chrétien. Paris: Presses Universitaires de France, 1972.)
As palavras finais da clássica obra de André Piganiol sumarizam uma determinada perspectiva historiográfica para analisar o fim do Império Romano. Tal abordagem se caracteriza por considerar como principal fator explicativo para o problema:
“Na Antiguidade clássica, muito ao contrário, a história recente era o foco central da preocupação dos historiadores. Para Heródoto e Tucídides, a história era um repositório de exemplos que deveriam ser preservados, e o trabalho do historiador era expor os fatos recentes atestados por testemunhos diretos. Não havia, portanto, nenhuma interdição ao estudo dos fatos recentes, e as testemunhas oculares eram fontes privilegiadas para a pesquisa” (FERREIRA, Marieta de Moraes. História do tempo presente: desafios. Petrópolis: Cultura Vozes, 2000, p. 17)
Com base no texto é INCORRETO afirmar que:
Com a expansão da República romana, tornou-se enorme a diferença entre a pequena cidade nascida às margens do Tibre e a poderosa Roma, senhora do Mediterrâneo. Como consequência, a cidade passou a sofrer profundas transformações socioeconômicas.
Podemos afirmar CORRETAMENTE acerca das transformações sofridas pela cidade de Roma que
I. Havia grandes áreas cinzentas não facilmente classificáveis, por exemplo, as cidades selêucidas ou as cidades do império romano, com seu privilégio de administração autônoma num nível local rigorosamente definido.
II. A política situa-se entre as atividades humanas mais excepcionais no mundo pré-moderno. Com efeito, foi uma invenção grega, ou talvez, mais corretamente, invenções separadas dos gregos e dos etruscos e/ou romanos.
III. Ainda que gregos e romanos tenham inventado a política e a história política, o que de fato os historiadores antigos escreveram foi a história da ação política de governos, o que não é a mesma coisa que política, principalmente sobre a ação política externa.
IV. Gregos e romanos tinham compulsão férrea para serem continuamente inventivos, quando novos, como foram estes últimos com o extraordinário procedimento de voto dos comitia curiata.
Quais estão corretas?
Após o assassinato de Alexandre Severo, em 235 d.C., os soldados proclamaram cinquenta imperadores durante cerca de cinquenta anos, em várias partes do Império Romano. Alguns desses imperadores sobreviveram por poucos meses, assassinados por exércitos rivais ou até mesmo pelas tropas que os tinham acabado de entronizar. Ser declarado imperador era o apogeu da carreira de um homem. Entretanto, no século III, era uma sentença de morte.
Internet:<www.bbc.co.uk> (com adaptações).
O texto acima refere-se a um período da história de Roma conhecido como Crise do Século III, cujos efeitos, para além da política sucessória, abrangeram também

A imagem mostrada acima é uma recriação de estandartes romanos
usados pelas Legiões que, para além de vários símbolos, exibiam o
acrônimo SPQR (Senatus Populusque Romanus/Senado e o Povo
de Roma). Tal afirmação, levada ao campo de batalha, significava
que
Não se pode negar que o Estado “clássico” esteja em crise. Produto do século XIX, no qual Hegel identificou a realização da história, esse Estado, antes apresentado como a expressão da vontade geral, diminuiu, ficou modesto, face à economia. Diante disso, será que os historiadores não julgaram a história institucional anterior a esse período à luz desse “Estado Modelo”? Será que eles realmente compreenderam a complexidade da noção de Estado e das realidades estatais ao longo dos séculos? Talvez hoje, face à crise, lhes seja mais fácil enxergar o passado de forma a perceber a variedade das formas de organização política das sociedades humanas.
Karl-Ferdinand Werner. O historiador e a noção de Estado. In: Comptes-rendus des séances de l’Académie des Inscriptions et BellesLettres, 136e année, n.º 4, 1992, p. 709 (com adaptações).