Questões de Concurso
Sobre ventilação mecânica em fisioterapia
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Após a fase aguda da Covid-19 e na presença de estabilidade cardiorrespiratória e metabólica (preferencialmente nas primeiras 72 horas da doença crítica), o fisioterapeuta deverá estabelecer o plano terapêutico para preservar o estado funcional e/ou iniciar o processo de reabilitação com foco em ganho, a depender do diagnóstico e do prognóstico fisioterapêutico existente. Para definir possíveis critérios para realizar a progressão do protocolo, bem como para contraindicar sua realização, um consenso de especialistas desenvolveu um guia prático para identificar tais critérios. Trata-se de alto risco de eventos adversos para os protocolos de exercícios fora do leito:
São considerados modos automáticos que facilitam o desmame da ventilação mecânica, EXCETO:
O modo ventilatório conhecido como NAVA – Ventilação Assistida com Ajuste Neural, tem sido relacionado ao aumento da sincronia paciente-ventilador durante a aplicação de ventilação mecânica invasiva e não-invasiva; sendo assim, é correto afirmar que:
Pacientes com Doenças Neuromusculares (DNM) dificilmente apresentam parâmetros ventilatórios típicos para iniciar o desmame da Ventilação Mecânica (VM) e são incapazes de obter sucesso no Teste de Respiração Espontânea (TRE), sendo, consequentemente, submetidos à traqueostomia. Os pacientes neuromusculares normalmente acumulam secreção nas vias aéreas em virtude da ineficácia do mecanismo de tosse e da fraqueza dos músculos respiratórios –duas potenciais causas de falhas de desmame. Assinale, a seguir, o valor obtido pelo pico de fluxo expiratório que justifique a falha no desmame de um paciente com DNM:
Apesar de toda perspectiva histórica permeada de incertezas sobre o efeito da posição prona em relação aos desfechos clínicos, em junho de 2013, foi publicado o estudo Proseva, no qual os pacientes com PaO2/FiO2 < 150 mmHg utilizando FiO2 > 0,6 foram alocados randomicamente em dois grupos. O grupo ventilação prona 28 dias após a randomização, apresentou redução significativa da mortalidade quando comparado ao grupo controle – posição supina. Sendo assim, com base neste estudo, e outros, a posição prona possui evidências sobre sua eficácia e, a melhora significativa das trocas gasosas é atribuída a:
As taxas de Pneumonia Associadas à Ventilação Mecânica (PAVM) podem variar de acordo com a população de pacientes e os métodos diagnósticos disponíveis. Contudo, vários estudos demonstram que a incidência dessa infecção aumenta com a duração da VM e apontam taxas de ataque de, aproximadamente, 3% por dia durante os primeiros cinco dias de ventilação e depois 2% para cada dia subsequente. Entre as considerações a respeito do tema, incluindo as medidas de controle, considera-se medida específica recomendada para prevenção de pneumonia:
O Desmame da Ventilação Mecânica (DVM) é, geralmente, bem-sucedido para a maioria dos pacientes, embora, para 20%, haja falhas na primeira tentativa. O DVM ocupa mais de 40% do tempo total da VM, e esse percentual pode, ainda, variar dependendo da etiologia da insuficiência respiratória. A VM prolongada está associada a várias complicações como pneumonia associada à VM; disfunção diafragmática induzida pela VM; polineuropatia do doente crítico; dentre outras. Em relação ao Desmame da Ventilação Mecânica (DVM), analise as afirmativas a seguir.
I. Define-se DVM como o processo de liberação do suporte ventilatório. O Teste de Respiração Espontânea (TER) é a avaliação da tolerância à respiração espontânea, entre 30 minutos e 2 horas, em Ventilação com Suporte Pressórico (VSP) de 7 cmH2O, Continuous Positive Airway Pressure (CPAP – Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas), ou em respiração espontânea não assistida através do tubo T, e, neste caso, o TRE não é necessário antes da extubação.
II. Parâmetros integrativos são aqueles que avaliam mais de uma função fisiológica relacionada à respiração, como no IWI, por exemplo.
III. Define-se como VM prolongada a necessidade de VM por mais de 21 dias e por mais de 6 h/dia.
IV. Entre os critérios clínicos imprescindíveis para o sucesso no desmame estão: motivo solucionado do início da ventilação mecânica; paciente sem secreção (definida como a necessidade de aspiração > 6 h); tosse eficaz (PFE > 200 L/min); Hemoglobina > 8-10 g/dL; adequada oxigenação (PaO2 /FiO2 > 150 mmHg ou SaO2 > 90% com FiO2 < 0,5); temperatura corporal < 38,5-39,0° C; sem dependência de sedativos; sem dependência de agentes vasopressores (como: dopamina < 5 µg; kg-1; min-1); ausência de alcalose (pH entre 7,35 e 7,45); ausência de distúrbios eletrolíticos; e, adequado balanço hídrico.
V. Os índices de DVM devem ser avaliados antes do TRE, que funciona como um teste diagnóstico para determinar a probabilidade do sucesso da extubação.
Está correto o que se afirma apenas em
Menges, D., Seiler, B., Tomonaga, Y. Et al. Systematic early versus late mobilization or standard early mobilization in mechanically ventilated adult ICU patients: systematic review and meta-analysis. Crit Care 25, 16 (2021). https://doi.org/10.1186/s13054-020-03446-9

De acordo com a metanálise dessa revisão sistemática, é CORRETO afirmar:
Disponível em: htpp//:www.xlung.net. Acesso em: 22. set. 2022.
Trata-se de um paciente em desmame de ventilação mecânica, com os seguintes parâmetros modo PSV, FiO2: 40%, PEEP: 6, PS: 10. Com base na figura e nos dados apresentados, qual seria o tipo de assincronia pacienteventilador apontada no gráfico e a sua respectiva correção?
I. Modo controlado: modalidade de ventilação em que os ciclos respiratórios são comandados e fornecidos pelo ventilador, sendo parâmetros predeterminados: frequência respiratória, pressão (ou volume), fluxo inspiratório e tempo inspiratório. É amplamente utilizado nas seguintes situações (em que não ocorre esforço inspiratório do paciente): lesões do SNC; sob efeito anestésico ou residual deste; e, situações em que a criança precise de sedação rigorosa ou curarização.
II. Pressão controlada: neste tipo de ventilação, para fornecer o volume corrente programado, o aparelho na inspiração fornece um fluxo constante (quadrado), ou um fluxo variável (desacelerante, acelerante ou constante) por um tempo inspiratório predeterminado.
III. Volume controlado: na ventilação limitada à pressão, as taxas de fluxo inspiratório são fixas, para permitir que o pico de pressão inspiratória atinja um limite predeterminado antes do final da inspiração; este é mantido até o início da expiração. O excesso de fluxo escapa pela válvula de limite de pressão, mantendo-se um patamar fixo de pressão inspiratória até o final do tempo inspiratório programado. O padrão de fluxo resultante é constante no início e desacelerante no final da inspiração.
IV. Modo controlado x ciclagem: os ventiladores são classificados pelo mecanismo de ciclagem e, atualmente, a maioria dos respiradores dispõem de até três dos quatro mecanismos de ciclagem: volume, fluxo, tempo e pressão. Durante a VMI, há uma inter-relação entre essas quatro variáveis, sendo que um dos fatores é controlado e, portanto, funciona como variável independente. Assim, os outros fatores são variáveis dependentes que devem ser ajustadas de modo adequado.
Está correto o que se afirma em