Questões de Concurso
Sobre o sujeito moderno em filosofia
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ADORNO, T. W. Dialética negativa. Tradução de Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Zahar, 2009 (adaptado).
Em uma aula de Filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, visando à análise crítica da razão moderna, o docente propôs que os estudantes identificassem, por meio de uma pesquisa bibliográfica, as principais correntes de pensamento filosófico e as relacionassem à crítica do texto de Adorno, apresentado acima.
Nesse caso, para entender corretamente a crítica do texto de Adorno, os discentes devem identificar que ela se volta contra
(...) Todas as nossas conclusões experimentais decorrem da suposição que o futuro estará em conformidade com o passado. Portanto, tentar provar a última conjectura, por argumentos prováveis, por argumentos referentes à existência, consiste, certamente, em girar num círculo e dar por admitido o que precisamente se problematiza.
HUME, David. Investigação Sobre o Entendimento Humano. São Paulo: Nova Cultural, 1996, p. 56.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o empirismo humeano e a probabilidade na Matemática, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) A análise de Hume sobre a causação é falibilista.
( ) Hume apresenta um fundamento lógico-racional da inferência causal.
( ) Em Hume, a probabilidade justifica racionalmente a inferência da causa a partir do efeito.
( ) Admita que o conjunto A dos números reais que são azuis está contido no conjunto V dos números reais que são vermelhos. Matematicamente, segue que, se o número real x não é vermelho, então x não é azul.
( ) Sejam A, B e A e A
B eventos de probabilidade não nula no espaço amostral S. Se as probabilidades condicionais P (A | B) e P (B | A) são iguais, então P (B) > P (A). Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
"Toda a nossa ideia de causa e efeito deriva da experiência. Quando vemos um evento de um certo tipo seguido repetidamente por outro, formamos a ideia de que o primeiro é a causa do segundo. No entanto, essa ideia é apenas uma convenção mental, não uma verdade necessária. Não há nada na experiência que nos obrigue a acreditar que o mesmo evento sempre seguirá o primeiro evento. É perfeitamente possível que, em algum momento, o evento seguinte não ocorra."
A teoria do conhecimento de David Hume é conhecida como
( ) O cogito cartesiano é a verdade absoluta da consciência que apreende a si mesma.
( ) O homem é o responsável total por sua existência, o que implica não se responsabilizar pelos outros.
( ) O conceito de natureza humana pressupõe que a essência precede a existência.
( ) A angústia é o sentimento que leva à inação.
Assinale a sequência CORRETA:
O filósofo argentino Enrique Dussel (1934-2023), um dos expoentes da filosofia da libertação, questiona as dimensões eurocêntricas presentes na história e na filosofia. Com relação à crítica de Dussel ao eurocentrismo, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) O helenocentrismo é um dos componentes da visão ideológica da história da filosofia.
( ) O discurso filosófico crítico sobre as origens da modernidade deve incluir a filosofia elaborada na península ibérica e na América Latina nos séculos XVI e XVII.
( ) A transmodernidade, como projeto filosófico crítico ao eurocentrismo, implica a negação de todos os elementos da modernidade.
( ) O eurocentrismo confunde universalidade abstrata com mundialidade concreta hegemonizada pela Europa.
Assinale a sequência CORRETA:
Dentre estes filósofos ingleses destaca-se Francis Bacon, que defendeu que existe um grande desejo do ser humano de conhecer a natureza e o seu funcionamento. Assinale a alternativa que apresenta corretamente, de acordo com o pensamento de Francis Bacon, como o ser humano pode conhecer a natureza e suas leis:
No contexto da "Dialética do Esclarecimento," coescrita com Max Horkheimer, Theodor Adorno explora a relação entre racionalidade e dominação na sociedade moderna.
Indique qual dos seguintes conceitos destaca a crítica adorniana à instrumentalização da razão.
Priestley e Scheele, em pleno período em que dominava a teoria flogística, produziram um gás cujo nome eles próprios desconheciam, pois oxigênio foi uma denominação posterior. Carlos Henrique Escobar, em seu livro “Epistemologia das ciências hoje”, discute que eles tinham produzido oxigênio sem ter a menor ideia do que tinham feito, isto é, eles não possuíam ainda “o seu conceito”, pois não conseguiam sair da problemática específica da “flogística”. Sob essa perspectiva, os primeiros (Priestley e Scheele) produziram o oxigênio, mas apenas Lavoisier o descobriu e o conceituou. A partir dessa concepção de epistemologia das ciências, leia as afirmativas abaixo, considerando-as como V (Verdadeira) ou F (Falsa).
I. Uma determinada ciência pode ser desenvolvida em qualquer momento da história da humanidade, independente das condições materiais postas.
II. Oxigênio como conceito pode ser visto como ponto de início da Química como ciência, ao permitir o rompimento com a teoria do Flogisto e dos preceitos da Alquimia.
III. Flogisto, assim como Alquimia, apesar de terem sido essenciais para desenvolvendo de materiais, operações, processos e técnicas de laboratório, não contribuíram para o avanço da química como ciência.
IV. A conjuntura do período pré-capitalista colocava condições materiais e culturais propícias para desenvolvimento da química como ciência a partir dos trabalhos de Lavoisier, Priestley e Scheele.
As afirmativas I a IV são, respectivamente:
Nas Investigações Filosóficas, Wittgenstein desenvolve uma nova forma de compreender a linguagem, não como determinada pela relação entre linguagem e mundo, mas como uma atividade contextualizada em práticas estabelecidas. Quando considera o ensino ostensivo de uma palavra, o austríaco sugere que o treino é uma parte fundamental desse ensino.
Segundo ele,
Na práxis do uso da linguagem (2), um parceiro enuncia as palavras, o outro age de acordo com elas; na lição de linguagem, porém, encontrar-se-á este processo: o que aprende denomina os objetos (Investigações 7).
In: WITTGENSTEIN, L. Investigações Filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
Podemos inferir, a partir das Investigações de Wittgenstein que:
O idealismo transcendental, indica a superação do antagonismo entre racionalistas e empiristas, pois segundo Kant, B 75,
Sem a sensibilidade, nenhum objeto nos seria dado; sem o entendimento, nenhum seria pensado. Pensamentos sem conteúdo são vazios; intuições sem conceitos são cegas.
In: KANT, I. Crítica da Razão Pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2001.
Dessa forma, podemos concluir que:
Marque a alternativa correta sobre os aforismos baconianos citados abaixo:
O aforismo XVIII do Novum organum resume o pensamento de Bacon em relação à situação do saber em sua época: os descobrimentos até agora feitos de tal modo são que quase só se apoiam nas noções vulgares. Para que se penetre nos estratos mais profundos e distantes da natureza, é necessário que tanto as noções quanto os axiomas sejam abstraídos das coisas por um método mais adequado e seguro, e que o trabalho do intelecto se torne melhor e mais correto.
(Bacon, 1997, p. 36)
O aforismo XIX do Novum organum descreve o perfil desse raciocínio: Só há e só pode haver duas vias para a investigação e para a descoberta da verdade. Uma, que consiste no saltar-se das sensações e das coisas particulares aos axiomas mais gerais e, a seguir, descobrirem-se os axiomas intermediários a partir desses princípios e de sua inamovível verdade. Esta é a que ora se segue. A outra, que recolhe os axiomas dos dados dos sentidos e particulares, ascendendo contínua e gradualmente até alcançar, em último lugar, os princípios de máxima generalidade. Este é o verdadeiro caminho, porém ainda não instaurado.
(Bacon, 1997, p. 36).
Pode-se afirmar que os aforismos escritos pelo filósofo Francis Bacon estão se referindo