Questões de Concurso
Sobre o fazer filosófico em filosofia
Foram encontradas 131 questões
( ) Precisa ser dialógico e dinâmico junto aos outros conteúdos. ( ) Fornecer as bases epistemológicas para a formação de novos filósofos. ( ) Premissa fundante reside em reconhecer que todos os homens são filósofos. ( ) Sair do senso comum e ir para a consciência crítica. ( ) Os educandos devem aprender a pensar, isso significa sair da menoridade.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Relacione corretamente as frases apresentadas a seguir com as respectivas perspectivas filosóficas, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I.
Coluna I
1. A verdade está na realidade.
2. Penso logo existo.
3. Só sei que nada sei.
4. O homem é a medida de todas as coisas.
Coluna II
( ) racionalismo
( ) relativismo
( ) ceticismo
( ) empirismo
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
A pergunta sobre o que é e para o que serve a filosofia é inevitável sempre que nos confrontamos pela primeira vez com esse pensamento, que nos causa estranheza e fascínio. Na verdade, essa pergunta é tão antiga quanto o próprio surgimento da filosofia, mas claramente não possui resposta única.
Sexto Empírico, filósofo cético dos séculos II–III, foi um dos pensadores que formulou essa questão de modo mais contundente. Diz ele que em toda investigação temos três resultados possíveis: acreditamos ter encontrado a resposta, acreditamos ser impossível encontrar a resposta, continuamos buscando. No primeiro caso, nos tornamos dogmáticos e a investigação cessa; no segundo caso, somos também dogmáticos, ainda que em um sentido negativo, e a investigação igualmente cessa; só no terceiro caso, segundo Sexto, temos a autêntica filosofia, aquela que continua a investigar, para a qual a busca é mais importante que a resposta.
De certo modo, a filosofia moderna incorporou a posição cética, passando a considerar que nenhuma teoria, nenhum sistema, nenhum tipo de saber podem pretender ser conclusivos, podem querer ter a palavra final sobre o que quer que seja. A contribuição da filosofia tem sido, portanto, desde o seu nascimento na Grécia Antiga, a interrogação, o questionamento, a pergunta. Para a filosofia, não há nada que não possa ser posto em questão. Deve ser possível discutir tudo. E é o caráter inconclusivo das respostas que nos convida a retomar as questões, a repensá-las, a procurar nossas próprias respostas, fatalmente também inconclusivas.
Danilo Marcondes. Para que serve a filosofia?Prefácio do livro Café Philo:
As grandes indagações da filosofia.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p. 9 (com adaptações).
Em filosofia, o dogmatismo é a perspectiva que sustenta a possibilidade do conhecimento com a probabilidade de alcance da certeza.
Assinale a alternativa correta sobre uma acusação de Sócrates aos sofistas:
As três questões fundamentais da filosofia são:
I. O que existe no mundo.
II. Como sabemos o que existe no mundo.
III. O que vamos fazer a respeito do que existe no mundo.
Com relação a essas três questões, é correto afirmar que:
Leia o texto abaixo.
“[…] não exigirei que um sistema seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas em sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de recurso a provas empíricas, em sentido negativo: deve ser possível refutar, pela experiência, um sistema científico empírico”.
Popper, A lógica da pesquisa científica.
O critério de demarcação da ciência na Filosofia de Popper pode ser compreendido como:
As alternativas abaixo identificam características da Filosofia epicurista, à exceção de uma. Assinale-a.
Os PCNs para o Ensino Médio definem como competências e habilidades para o ensino de filosofia
1.º) Representação e comunicação:
• ler textos filosóficos de modo significativo;
• ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros;
• elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo;
• debater, tomando uma posição, defendendo-a argumentativamente e mudando de posição em face de argumentos mais consistentes.
2.º) Investigação e compreensão:
• articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais.
3.º) Contextualização sociocultural:
• contextualizar conhecimentos filosóficos, tanto no plano de sua origem específica quanto em outros planos: o pessoal-biográfico; o entorno sociopolítico, histórico e cultural; o horizonte da sociedade científico-tecnológica.
O momento didático corresponde à circunstância pontual de organização de uma proposta didática em condições definidas e implica escolher o que se vai ensinar e, de maneira coerente, como se vai fazê-lo, em circunstâncias específicas. A coerência entre o que e como ensinar constrói-se didaticamente a partir de supostos filosóficos que se sustentem ― momento reflexivo/crítico e momento teórico/propositivo ― e de uma cuidadosa avaliação e consideração do marco institucional do segmento ao qual se dirigem as aulas. Nesse ponto, é essencial compreender a quem estão dirigidas essas aulas ou, melhor ainda, com quem o professor constrói o espaço filosófico de ensino, já que cada grupo será uma realidade diferente e, portanto, um espaço diferente para a filosofia. O êxito de um curso dependerá, em definitivo, de uma integração ativa de todos esses elementos.
Alejandro Cerletti. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009, p. 94 (com adaptações).
Considerando o texto acima, assinale a opção correta.
A filosofia é teoria, visão crítica e trabalho do conceito, devendo ser preservada como tal e não como um somatório de ideias que o estudante deva decorar e que constitua em um manual sem vida, dogmático e antifilosófico, uma doutrinação sem diálogo, tornando-se a soma de preconceitos, recusando à filosofia esse traço que julgamos característico e essencial. Desse modo, cabe ao professor ensinar filosofia acompanhando ou, pelo menos, respeitando o movimento do pensar à luz de grandes obras, independentemente do autor ou da teoria escolhida.
Idem, p. 35 (com adaptações).
Com referência ao texto acima, é correto afirmar que o professor deve selecionar os conteúdos do ensino médio para filosofia com base essencialmente
Não se realiza no ensino médio uma simplificação ou uma mera antecipação do ensino superior, e sim uma etapa específica, com regras e exigências próprias; mas essas só podem ser bem compreendidas ou satisfeitas por profissionais formados em contato com o texto filosófico e, desse modo, capazes de oferecer tratamento elevado de questões relevantes à formação plena dos estudantes.
BRASIL. Orientações curriculares nacionais para o ensino médio – Ciências humanas e suas tecnologias. Brasília: MEC/SEB, 2006, p. 17 (com adaptações).
Considerando-se o fragmento de texto acima, é correto afirmar que
De acordo com o pensador G. Vico, o senso comum é um julgamento sem qualquer reflexão, comumente sentido por toda uma classe, todo um povo, toda uma nação, ou por todo o gênero humano. Segundo Heidegger, nós nos movimentamos no nível de compreensão do senso comum à medida que nós cremos em segurança no seio das diversas “verdades” da experiência da vida, da ação, da pesquisa, da criação e da fé.
M. Heidegger. Sobre a essência da verdade. São Paulo 1970, p. 18 (com adaptações).
A propósito dessas informações acerca do significado do senso comum, problematizado pela filosofia, assinale a opção correta.
Em O que é isto: a filosofia, Heidegger declara: “A palavra philosophia diz-nos que a filosofia é algo que, pela primeira vez e antes de tudo, vinca a existência do mundo grego (...): A filosofia é, nas origens de sua essência, de tal natureza que ela primeiro se apoderou do mundo grego e só dele, usando-o para se desenvolver”. Esse assenhoreamento ocorreu pelo despertar do espanto ou da admiração (thaumadzo) com o ser: “precisamente isto, que o ente permaneça recolhido no ser, que no fenômeno do ser se manifesta o ente; isto jogava os gregos, e a eles primeiro unicamente, no espanto. Ente no ser: isto se tornou para os gregos o mais espantoso”. O thaumadzo é atestado como princípio (arkhé) da filosofia por Platão e Aristóteles. Primeiramente, Platão (no Teeteto 155d) afirma: “É verdadeiramente de um filósofo esse pathos — o espanto (thaumadzein); pois não há outra origem imperante (arkhé) da filosofia do que este”. E Aristóteles (na Metafísica A 2, 982b 12ss) confirma o dito de Platão: “Pelo espanto, os homens chegaram agora e chegaram antigamente à origem imperante do filosofar”.
Acerca do tema abordado no texto acima, assinale a opção correta.
Para que uma reflexão seja, de fato, filosófica, deve ser radical, rigorosa e de conjunto.
Dermeval Saviani. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo:
Cortez, 1991, p.138 (com adaptações). Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
Muitas foram as tentativas de caracterizar ou definir a Filosofia. Nesse sentido, julgue os itens que se seguem.
I Para Kant, o conhecimento filosófico é o conhecimento racional a partir de conceitos.
II Para Habermas, a Filosofia indica às ciências o seu lugar.
III Para Wittgenstein, a Filosofia deixa tudo como está.
IV Rorty desconfia do conhecimento privilegiado que a Filosofia possa ter.
V Nietzsche afirma que a Filosofia é a passagem do mito para o logos.
A quantidade de itens certos é igual a
Desde Platão e Aristóteles, passou-se a tratar os sofistas como um conjunto de pensadores e técnicos da palavra. A respeito desse tema, assinale a alternativa correta.