Considere o seguinte caso: João olha para um relógio na pare...
I. O caso apresentado mostra uma crença verdadeira e justificada que não pode ser considerada conhecimento, pois depende de uma circunstância aleatória que compromete a justificativa.
II. A definição tradicional de conhecimento como crença verdadeira justificada é insuficiente para lidar com casos em que a justificativa é comprometida por coincidências.
III. Para que uma crença possa ser considerada conhecimento, é necessário, além de uma justificação, que exista uma ligação confiável entre a crença e a verdade, o que não ocorre no caso apresentado.
IV. Mesmo que João esteja correto sobre o horário, a justificativa apresentada não é suficientemente robusta para caracterizar conhecimento, pois não envolve um processo confiável de avaliação ou verificação por parte do sujeito.
Quais estão corretas?
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era reconhecer que o relógio parado torna o acerto de João acidental, o que impede tratar o caso como conhecimento.
- Se a verdade da crença depende de coincidência, não há conhecimento.
- Casos tipo Gettier mostram que crença verdadeira justificada pode ser insuficiente.
- Quando o enunciado aponta falta de vínculo confiável entre crença e verdade, a leitura é antiacidentalista.
- Se todas as assertivas convergem para o mesmo defeito epistêmico, a tendência é estarem corretas ao mesmo tempo.
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